quarta-feira, março 30, 2011

terça-feira, março 29, 2011

O Livro Marco Paulo impresso por Valentim Fernandes (...) - Maria Helena Martins Inês Garvão (2009)

UNIVERSIDADE DE LISBOA
FACULDADE DE LETRAS
DEPARTAMENTO DE LITERATURAS ROMÂNICAS
 
O Livro Marco Paulo impresso por Valentim Fernandes.
Genealogia textual, leitura tipográfica e aspectos discursivos.

 
Maria Helena Martins Inês Garvão

 
DOUTORAMENTO EM ESTUDOS LITERÁRIOS
Especialização em Literatura Portuguesa

 
2009

ÍNDICE:
  • INTRODUÇÃO
  • I - ASCENDENTES TEXTUAIS DO LIVRO DE MARCO POLO
  • 1. Uma versão obtida em Veneza?
  • 2. Uma hipótese sobre os ascendentes textuais da versão portuguesa
  • 3. Cotejo intertextual
  • a) A versão portuguesa e a versão latina
  • b) A versão portuguesa e a versão veneziana
  • 4. Análise linguística dos textos da compilação de Valentim Fernandes
  • 5. Outros aspectos linguísticos dos textos da compilação
  •  I I – LEITURA TIPOGRÁFICA DE MARCO PAULO
  • Introdução
  • Siglas das obras editadas por Valentim Fernandes
  • 1. Encabeçamento
  • 2. Pé de Imprensa
  • 3. Anotações Técnicas
  • 4. Colação
  • 5. Impressão
  • 6. Composição da Folha
  • 7. Cabeçalhos
  • 8. Iniciais
  • 9. Ilustrações
  • 10. Marcas Tipográficas
  • 11. Marca de Água
  • 12. Cor da Tinta, Suporte e Marginalia
  • III – ASPECTOS DISCURSIVOS
  • 1. Os textos introdutórios à obra poliana
  • a) A epístola de Valentim Fernandes a D. Manuel
  • b) A introdução do editor ao livro de Marco Polo
  • c) Os capítulos das províncias de título real
  • d) O proémio do livro de Nicolau Veneto
  • 2. Os outros textos da compilação
  • a) O livro de Marco Polo e o livro de Nicolau Veneto
  • b) O livro de Marco Polo e a carta de Jerónimo de Santo Estevão
  • CONCLUSÃO
  • BIBLIOGRAFIA
Adaptado do Índice.

Ramalho Ortigão e o culto dos monumentos nacionais no século XIX - Alice Nogueira Alves (2009)

UNIVERSIDADE DE LISBOA
FACULDADE DE LETRAS
Departamento de História
Instituto de História da Arte

RAMALHO ORTIGÃO E O CULTO DOS MONUMENTOS NACIONAIS NO SÉCULO XIX

ALICE NOGUEIRA ALVES

Doutoramento em História na Especialidade de Arte, Património e Restauro
Tese orientada pela Professora Doutora Maria João Baptista Neto

2009

Resumo:
No fim do século XIX, Ramalho Ortigão publicou uma importante obra, O Culto da Arte em Portugal, onde desenvolveu um levantamento crítico de vários aspectos relacionados com a defesa e valorização do Património nacional, encarados como testemunhos da História de Portugal e elementos essenciais para a justificação da sua identidade nacional. Enquadrado num conjunto de influências nacionais e estrangeiras anteriores, assimiladas e ponderadas ao longo da sua obra literária, o autor apresentou uma visão pessoal sobre o assunto, complementada com um conjunto de propostas para a resolução de alguns dos problemas enunciados. Este interesse pelos monumentos nacionais foi acompanhado pela participação nas Comissões e Conselhos formados a partir do início da década de noventa do século XIX, exclusivamente dedicados a este problema. Através da elaboração de pareceres, muitas vezes complementados com visitas aos locais, Ramalho Ortigão tentou aplicar na prática os seus princípios, na maioria sem resultados evidentes. Segundo ele, para alterar as mentalidades era preciso começar por fomentar a educação do povo, sensibilizando-o para o valor dos seus monumentos e a sua importância na identificação da sociedade onde se integravam, sendo também imprescindível um arrolamento geral dos principais elementos a proteger e a divulgar. Na área das Artes Decorativas alcançou maior sucesso, conseguindo provar, nas exposições e Comissões onde participou a ligação entre a arte antiga e a produção das pequenas indústrias de cariz artesanal, então existentes no país e que a manutenção de tradições e a persistência de motivos decorativos tinham um papel essencial na preservação de uma Arte distinta, marcada por variações regionalistas providas de uma originalidade única, tipicamente portuguesa. Assistimos, ainda, ao seu empenhamento em prol do estudo e salvaguarda da pintura dos séculos XV e XVI, pois para ele, além das qualidades artísticas destes quadros, os elementos representados poderiam ser usados como base de estudo aprofundado da sociedade da época, uma das mais distintas da História nacional. A Comissão instituída em 1910 para a inventariação e tratamento destas pinturas só chegou a alcançar os objectivos delimitados por Ramalho Ortigão após a sua morte, ficando, assim, um dos seus principais mentores, privado de se poder orgulhar de mais esta batalha vencida em favor do património artístico nacional.
Adaptado de: http://repositorio.ul.pt/handle/10451/2401

Athena Revista de Arte (1924-1925)

Athena : revista de arte, propr. Sociedade Editora Athena ; dir. Fernando Pessoa e Ruy Vaz. - V. 1, n.º1 (Out. 1924)-v. 1, n.º 5 (Fev. 1925). - Lisboa : Imprensa Libanio da Silva, 1924-1925. - v. ; 25 cm. - Mensal.

Leilão da Biblioteca do Dr. José de Sá Monteiro de Frias - Livraria Manuel Ferreira

 Volume I

Volume II

A Livraria Manuel Ferreira vai realizar o leilão da Biblioteca do Dr. José de Sá Monteiro de Frias.
O leilão decorrerá entre os dias 29 de Março a 2 de Abril de 2011, no Salão Nobre da Junta de Freguesia do Bonfim (Porto).
Os 1910 lotes são constituídos na sua maioria por obras de literatura e história, devendo no entanto salientar-se os títulos referentes a Camilo Castelo Branco (bibliografia activa e passiva).
Entre a importante colecção Camiliana estão patentes algumas das mais raras obras de Camilo Castelo Branco: Amor de Perdição, Herculano, Horas de Lucta, Pundonores Desegravados, A Infanta Capelista, ...
Mais um importante leilão sob a chancela da Livraria Manuel Ferreira.
Boa sorte a todos. 

Indicador de madeiras e plantas uteis do Brasil - Eurico Teixeira da Fonseca (1922)


Fonseca, Eurico Teixeira da - Indicador de madeiras e plantas uteis do Brasil, Rio de Janeiro, Officinas graphicas Villas-Boas & co., 1922.

http://www.archive.org/details/indicadordemadei00teix

Instructions nautiques et routiers Arabes et Portugais des XVe et XVIe siècle : reproduits, traduits et annotés - Gabriel Ferrand (1921)

 Ferrand, Gabriel - Instructions nautiques et routiers Arabes et Portugais des XVe et XVIe siècle : reproduits, traduits et annotés, 3 volumes, Paris, Librairie Orientaliste Paul Gheutner, 1921-1928.


Volume: 01


Volume: 02


Volume: 03

Glossaire des mots espagnols et portugais dérivés de l'arabe - R. Dozy, W. H. Engelmann (1869)

Dozy, Reinhart Pieter Anne; Engelmann, W. H. (Willem Herman) - Glossaire des mots espagnols et portugais dérivés de l'arabe, seconde edition, Leyde Brill, 1869.
http://www.archive.org/details/glossairedesmots00dozyuoft

A afronta a António Nobre - César de Frias (1920)

Frias, César de - A afronta a António Nobre, Lisboa, Livraria Central, 1920.
http://www.archive.org/details/afrontaantnion00friauoft

quarta-feira, março 23, 2011

Manuel Gregório Pestana Júnior - in Secretaria Geral Ministério das Finanças)

MANUEL GREGÓRIO PESTANA JÚNIOR

Manuel Gregório Pestana Júnior nasceu em Porto Santo, a 16 de Agosto de 1886, e aí veio a falecer, a 19 de Agosto de 1969.
Era filho de Manuel Gregório Pestana, proprietário, e de Maria Carolina de Andrade Pestana.
Começou os estudos secundários no Funchal e veio a completá-los, entre 1899 e 1905, no Colégio Jesuíta de Campolide, em Lisboa. Na última dessas datas, matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e aí conclui, em 1910, o respectivo bacharelato, vindo a seguir a carreira profissional de advogado,
embora tivesse também desempenhado cargos na magistratura, como o de juiz de direito doFunchal, em 1916.
Filiado, desde bem cedo, no Partido Republicano Português, manifesta as suas simpatias políticas nos tempos em que frequentou a Universidade, quando participa no greve académica de 1907, de que resultou ser julgado e absolvido.
É, aliás, em Coimbra, na loja “Revolta”, que se iniciará, em 1913, na Maçonaria, recebendo o apodo de Bakunine.
Com o advento da República, assume, logo em 1910, o lugar de administrador do concelho do Funchal, em cujo exercício se demora até 1913, momento em que regressa ao parlamento (em 1911, fora eleito deputado à Assembleia Constituinte pelo círculo do Funchal), mas, desta vez, tomando o respectivo assento até 1917, sem interrupções.
Não seriam os seus últimos mandatos como deputado, uma vez que voltou a ser eleito entre 1922 e 1926, pelo círculo de Lisboa.
Entretanto, no biénio de 1924-1925, desempenhou o lugar de ministro das Finanças (de 22 de Novembro daquele ano a 15 de Fevereiro seguinte) e integrou a vereação da Câmara Municipal de Lisboa, além de ter
dissidido para a Esquerda Democrática (em meados de 1925), onde, à semelhança do que tinha acontecido no seu anterior partido, vem a ser membro do respectivo Directório.
Desfechada a Ditadura Militar em 28 de Maio de 1926, volta a fixar residência no Funchal e a exercer advocacia, tal como nos primeiros tempos pós-universitários, vindo a ser, em 1945, presidente da delegação funchalense da Ordem dos Advogados.
Proprietário e director do jornal O Radical (órgão do Partido Republicano Português na Madeira, entre 1912 e 1916), colaborou no Diário de Notícias, n’O Mundo e n’A Luta, entre outros, além de ter sido autor de obras de carácter jurídico e histórico.

In: http://213.58.158.155/NR/rdonlyres/9AF52295-B6B6-4960-BF99-8D59A7F218DF/3093/ManuelGreg%C3%B3rioPestanaJ%C3%BAnior.pdf

Manuel Gregório Pestana Júnior - Wikipedia

Manuel Gregório Pestana Júnior (Porto Santo, 16 de Agosto de 1886 — Porto Santo, 19 de Agosto de 1969) foi um advogado, magistrado, publicista e político republicano madeirense que, entre outras funções, foi deputado e Ministro das Finanças de um dos governos da Primeira República Portuguesa. Teve papel relevante na Revolta da Madeira.

Biografia

Pestana Júnior, nome pelo qual ficou conhecido nas lides políticas, foi filho de Manuel Gregório Pestana, proprietário, e de Maria Carolina de Andrade Pestana, uma família originária da ilha do Porto Santo, onde, alternando com o Funchal, residia por largos períodos.
Fez os seus estudos primários e iniciou os secundários no Funchal, mas, depois de abandonar o Liceu do Funchal, entre 1899 e 1905 foi aluno do Colégio Jesuíta de Campolide, em Lisboa, onde concluiu os estudos secundários.
Em Outubro de 1905 matriculou-se na Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito no ano de 1910. Durante a sua estadia em Coimbra aderiu aos ideais republicanos, filiando-se no Partido Republicano Português e participando na Greve Académica de 1907, de que resultou ser julgado e absolvido.
Regressou ao Funchal, cidade onde iniciou a carreira profissional de advogado, mas com o advento da Primeira República Portuguesa a 5 de Outubro de 1910, foi convidado para assumir, logo naquele ano, o lugar de administrador do concelho do Funchal, cargo que exerceu até 1913. Entretanto, em 1911 foi eleito deputado pelo círculo eleitoral do Funchal à Assembleia Constituinte da República, cargo que acumulou com a administração do concelho funchalense.
Em 1913 foi eleito deputado ao Congresso da República, cessando as funções como administrador do concelho e fixando-se em Lisboa. Neste mesmo ano de 1913 foi iniciado na Maçonaria, ingressando na loja Revolta, de Coimbra, com o nome simbólico de Bakunine. Manteve o assento parlamentar, sem interrupções, até 1917.[1]
Entretanto, também desempenhou transitoriamente cargos na magistratura judicial, entre os quais o de juiz de direito do Funchal no ano de 1916.
Voltou a ser eleito deputado, pelo eleitoral de círculo de Lisboa, no ano de 1922, mantendo-se no cargo até ao derrube do regime em 1926.
Integrou o Directório Nacional do Partido Republicano Democrático e desempenho as funções de Ministro das Finanças entre 22 de Novembro de 1924 e 15 de Fevereiro de 1925, no governo presidido por José Domingues dos Santos. Também foi vereador da Câmara Municipal de Lisboa.
Em meados de 1925 integrou o grupo de militantes republicanos que fundaram a Esquerda Democrática, partido do qual viria a ser membro do respectivo Directório Nacional.[2]
Com a queda do regime democrático e a instalação da Ditadura Nacional, consequência da do Golpe de 28 de Maio de 1926, fixou residência no Funchal e reiniciou a sua actividade como advogado. Esteve envolvido na Revolta da Madeira, em Março de 1931.
Em 1945 foi eleito presidente da delegação da Ordem dos Advogados Portugueses no Funchal. Para além de uma vasta obra jornalística e de opinião dispersa por múltiplos periódicos, em especial n’O Radical, jornal fundou e dirigiu e que entre 1912 e 1916 foi o órgão do Partido Republicano Português na Madeira, é autor de obras de carácter jurídico e histórico.

Adaptado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuel_Greg%C3%B3rio_Pestana_J%C3%BAnior
Foto: http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=182307

Pestana Júnior, «Profeta» Republicano - Aires Henriques, Catarina Pestana Henriques (2010)


Henriques, Aires; Henriques, Catarina Pestana - Pestana Júnior, «Profeta» Republicano, Villa Isaura, 2010.

Fotos gentilmente cedidas pelo autor, ao qual publicamente agradeço.

segunda-feira, março 21, 2011

Antes de partir - António Nobre (1899)

Antes de partir


Varios Poetas vieram á Madeira
(Pela fama que tem) a ares do Mar:
Uns p'ra, breve, voltarem á lareira,
Outros, ai d'elles! para aqui ficar.

Esta ilha é Portugal, mesma é a bandeira,
Morrer n'esta ilha não deve custar,
Mas para mim sempre é terra extrangeira,
Á minha patria quero, emfim, voltar.

Ilhas amadas! Ceu cheio de luas!
Ah como é triste andar por essas ruas,
Pallido, de olhos grandes, a tossir!

Eu vou-me embora, adeus! mas volto a vêl-as,
Vou com as ondas, voltarei com ellas,
Mas como ellas p'ra tornar a ir!


Ilha da Madeira, Fevereiro, 1899.
Extraído de: http://www.archive.org/details/despedidas00nobrgoog

sexta-feira, março 18, 2011

In Memorium José Pereira da Costa (1922-2010) - Dr. Alberto Vieira

IN MEMORIAM

José Pereira da Costa (1922-2010)
 
A noticia da morte de alguém com quem partilhamos muitos momentos da nossa actividade profissional é sempre algo que nos toca, mas que não nos deve deixar esmorecer nesta caminhada de valorização do conhecimento e do saber dos espaços insulares. Nesta árdua travessia profissional ao serviço do Centro de Estudos de História do Atlântico fomos por diversas vezes surpreendidos por algumas destas noticias.
Primeiro a 22 de Janeiro de 1992 o falecimento do Prof. Luís de Albuquerque, então Presidente do CEHA,
isto num momento em que na vila de S. Vicente se procedia ao lançamento oficial da minha tese de doutoramento sobre os “Escravos no Arquipélago da Madeira. Séculos XV a XVII”, cuja coordenação científica havia estado a cargo do mesmo e do prof. Manuel Lobo Cabrera.
Depois a 5 de Março de 2008 fomos de novo surpreendidos com a morte de Prof. Joel Serrão, que também apadrinhou esta instituição e foi seu presidente de 1992 a 1996. Agora foi a vez do Dr. Pereira da Costa, com quem tivemos oportunidade de privar por largos anos e cuja acção em prol das ilhas e valorização do mundo insular em muito ficamos devedores.
Para nós madeirenses assume particular significado pelo facto de ter sido Director do então Arquivo Distrital da Madeira, entre 1955 e 1966, lugar que deixou para assumir funções nos Arquivos nacionais onde se manteve até 1989. Depois de aposentado regressou à Madeira, a sua terra de adopção, onde manteve por largos anos uma actividade relevante em termos científicos, na qualidade de investigador e dirigente do CEHA.
Como arquivista, que foi, e que sempre se quis diferenciar dos historiadores, deixou-nos um inestimável trabalho, não só pela sua luta e iniciativa de dar um espaço condigno à memória da nação, como da criação de condições aos investigadores para acesso à documentação. Para a Madeira o seu trabalho, como director do arquivo distrital nas décadas de cinquenta e sessenta do século XX, e depois como investigador e dirigente do CEHA deu provas de grande empenho e dedicação na preservação e divulgação do nosso património documental. Ao ser-viço do CEHA publicou vários estudos e participou em todos os eventos realizados, seja conferências, seminários, colóquios e congressos. A sua presença nestes eventos era notada pela forma cordata como acolhia as novas gerações de investigadores e procurava animar os debates.
Para nós, que tivemos a felicidade de o conhecer pela primeira vez na década de setenta, quando ainda estudante do curso de História na Faculdade de Letras de Lisboa, são gratas e inúmeras as recordações que guardámos do seu convívio. Ainda hoje recordo o primeiro dia em que pela primeira vez tive acesso ao ANTT nas velhas instalações da actual Assembleia da República. O facto de ser madeirense, embora ainda estudante, não passou despercebido e permitiu a nós, como a muitos outros, a simpatia e apoio indispensáveis, para quem como nós dava os primeiros passos na investigação. Depois, recordo na década de oitenta a sua participação sempre activa nas reuniões que mantivemos da Comissão Instaladora do CEHA, e o apoio inequívoco que sempre demonstrou a este projecto.
Penso que a sua memória ficará sempre presente entre muitos os que tiveram oportunidade de privar mais de perto com ele, mas também, de todos aqueles que se cruzaram ao longo da sua vida profissional, na qualidade de arquivista e dirigente.
Para nós resta-nos a nossa gratidão por todo o empenho e aquilo que fez no sentido da afirmação do CEHA, como da Madeira e demais ilhas dos espaços oceânicos. Para a memória dos presentes e vindouros fica a obra expressa em múltiplas acções como inúmeros trabalhos. De certeza que os madeirenses e os
demais ilhéus, “do mundo que o português2, nunca esquecerão e não deixarão de manifestar o seu volumoso apreço pelo facto de ter sido um entre muitos de nós que publicou até hoje o livro mais volumoso e pesado, conhecido como “O Livro das Ilhas”.
A nossa memória e recordação será tão grande como o volume em apreço.
Quanto à sua vasta obra queremos deixar aqui apenas a memória daqueles que publicou sobre a chancela do CEHA.

Trabalhos editados pelo CEHA


• Livros de Contas da Ilha da Madeira, Funchal, 1989,

• Livros de Matrícula do Cabido da Sé do Funchal (15381558), Funchal, 1994,

• Vereações do Funchal do Século XV, Funchal, 1995,

• Vereações do Funchal. Primeira metade do Século XVI//

Vereações do século XVI: Santa Cruz, Funchal, 1998,

• Vereações do Funchal. Segunda Metade do Século XVI, Funchal, 1998,

Trabalhos com participação sua


• Actas do I Colóquio Internacional de História da Madeira, Funchal, 1990,

• Actas do II Colóquio Internacional de História da Madeira, Funchal, 1993,

• Os Vinho Licorosos e a História, Actas do Seminário Internacional, Funchal, 1998,

• O Município no Mundo Português, Actas do Seminário Internacional, Funchal, 1998.

• Documentação e Arquivos Insulares. Actas do Seminário Internacional, Funchal, 1999,

• As Ilhas e o Brasil. Actas do Colóquio Internacional, Funchal, 2000,

• Imigração e Emigração nas Ilhas, Funchal, 2001,

• História dos Municípios: Administração, Eleições e Finanças, Funchal, 2001,

• A Madeira e a História de Portugal, Funchal, 2001,

• ACTAS do III Simpósio da Associação Internacional de História e Civilização da Vinha e do Vinho,

Funchal, 2004,

• Recepção Académica ao Prof. Doutor D. Manuel Lobo Cabrera, Funchal, 2004,

• O Exercício do Poder Municipal na Madeira e Porto Santo na Época Pombalina e Post-Pombalina, Funchal,2004,

• As Cidades do Vinho. II Seminário Internacional de Historia do Vinho, Funchal, 2006,

• História do Municipalismo – Poder Local e Poder Central no Mundo Ibérico Funchal, 2006, tradução

do texto de Alberto Silbert:

• Uma Encruzilhada do Atlântico Madeira (1640-1820) / Un Carefour de L’Atlantique Madère (1640-1820), Funchal, 1997,
 
Para o fim deixamos algumas fotos do álbum ilustrativo do nosso convívio profissional, cientifico e pessoal.
Ver nas páginas seguintes.

Alberto Vieira
(Presidente do CEHA)
adaptado de: http://www.madeira-edu.pt/LinkClick.aspx?fileticket=8BKPblPWv4k%3d&tabid=1413&mid=6067&language=pt-PT

Newsletter do CEHA, n.º 8, 2011

Sumário

• Em Jeito de Sumária Apresentação
• Centro de Estudos de História do Atlântico
• Arquivo Regional da Madeira (ARM)
• Biblioteca Pública Regional da Madeira
• Museu Etnográfico da Madeira
• Museu Militar da Madeira
• Núcleo Museológico Rota da Cal
• Divisão de Investigação e Documentação do Gabinete Coordenador de Educação Artística
• Centro Cultural John Dos Passos
• Ceam – Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea
• Archais – Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira
• In Memoriam José Pereira da Costa(1922-2010)
Newsletter do CEHA, n.º 8, 2011

segunda-feira, março 07, 2011

João Cabral do Nascimento - (Revista Olhar - Jornal da Madeira 17 de Novembro de 2007)

João Cabral do Nascimento

Da palavra eu fiz a minha ferramenta

João Cabral do Nascimento nasceu na freguesia da Sé, Funchal, a 22 de Março de 1897, sendo filho de João Crawford do Nascimento e de D. Palmira Alice de Meneses Cabral. Casou com D. Maria Franco, pintora e novelista, de quem teve um filho: Dr. João Crawford de Meneses Cabral, casado com D. Matilde Cabral.
Tirou o curso do Liceu do Funchal, depois do qual se matriculou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se formou em 1926. Poeta, prosador e professor, faleceu em Lisboa a 2 de Março de 1978, tendo-se realizado o funeral no dia 3, de S. Domingos de Benfica para o jazigo de família no cemitério do Alto de S. João.
Bem cedo publica o seu primeiro livro de versos. Em 1916, tinha o poeta dezanove anos, saía a público «As Três Princesas mortas num Palácio em Ruínas», expressando-se «numa linguagem harmoniosa e pura».
Em 1917, em plena Grande Guerra, João Cabral fica a residir na Ilha onde inicia o seu «Descaminho».
Após a assinatura do Armistício vai para Coimbra onde, interessado pela renovação da literatura, publica a folha «Ícaro».
Em 1922 regressa à Madeira, onde, certamente, pouco atraído pelas causas da advocacia dedica-se ao ensino.

Em defesa do património
do Arquipélago

Sai da Ilha em 1937. Mas a Madeira não é esquecida, sendo, prova disso a muita correspondência que manteve sempre com familiares e amigos.
Conviveu em Lisboa com alguns poetas da geração do Orfeu e publicou em 1916 o seu primeiro livro de versos, «As Três Princesas Mortas num Palácio em Ruínas», Lisboa, 1916, a que Fernando Pessoa dedicou uma crítica na revista «Exílio», considerando a obra como integrada no movimento sensacionalista. Em Coimbra, ainda estudante, fundou com outros a revista «Ícaro», na qual colaboraram Eugénio de Castro e Teixeira de Pascoais, e dirigiu o jornal «Restauração». De regresso à Madeira foi professor no Liceu Jaime Moniz, ingressando mais tarde no ensino técnico.
Senhor de uma extraordinária capacidade criativa, investigador e observador perspicaz, salienta-se na defesa do património artístico e cultural da Ilha e enquanto director do Arquivo Distrital do Funchal (1931/1935 begin_of_the_skype_highlighting 1931/1935 end_of_the_skype_highlighting) organiza uma colectânea das Estampas Antigas da Madeira, um catálogo dessas interessantes e valiosas estampas, muitas delas, hoje, já bastante raras, e todas necessárias para o estudo dos costumes, trajes e arquitectura civil e religiosa da Madeira.
Foi o fundador e director do Arquivo Histórico da Madeira. Publicou nove volumes sob a sua direcção, os quais constituem um repositório histórico de grande interesse. Regeu aulas do Curso de Férias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Uma vasta obra
de valor incalculável

Tem colaboração em várias revistas e jornais e fez crítica literária no «Diário Popular». Escreveu e publicou: «Descaminhos», Lisboa, 1926; «Litoral», Funchal, 1932; «Poesias Escolhidas», Lisboa, 1936; «33 Poesias», Lisboa, 1941; «Cancioneiro», Lisboa, 1943; a que foi atribuído o Prémio Antero de Quental; «Confidência», Lisboa, 1945; «Dispersão», 1953; e «Fábulas», 1955.
Em prosa publicou: «Estampas Antigas da Madeira» (6 volumes, direcção e colaboração); «Épica Ultramarina Portuguesa Política Africana de D. Manuel I» (no tomo I das «Memórias e Comunicações do Congresso do Mundo Português»); «Gentes das lhas nas Guerras da Restauração» (Anais Academia da História).
É autor de numerosas traduções, tendo feito, para a Editorial Estúdios Cor, as seguintes: «Ciclone na Jamaica», de Richard Hubles; «A Harpa de Ervos», de Truman Capote, que também prefaciou «O Fim da Noite», de François Mauriac; «Reflexos nuns olhos de Oiro» e «Balada do Café Triste», de Carson Mc. Cullers, e ainda, de parceria com Maria Franco, «A Vida de Dostoievski», de Henry Troyat, e a «Vida de Toulouse Lautrec», de Lawrence e Elisabeth Hanson. Traduziu ainda mais as seguintes obras inglesas: «O Moinho à Beira do Rio», de George Eliot; «Filhas e Amantes» e «Mulheres Apaixonadas» de D. H. Lawrence; «Retrato de Uma Senhora», de Henry Jones; «O Estranho Caso do Dr. Jekyel e do Sr. Hyde» e «Clube dos Suicidas», de R. S. Stevenson; «Os Crimes da Rua Marques» e a «Carta Roubada», de Edgar Poe; «História da Literatura Inglesa», de colaboração com Luis Cardim de Ifor Evans; versão livre de um romance de Dostoievski («A Granja de Stepanckikov»).
Estas obras foram todas editadas em Lisboa. Colaborou ainda em vários jornais e revistas, nomeadamente: «Ocidente», «Presença», «Revista de Portugal», «Atlântica», «Panorama» e «Das Artes e da História da Madeira». Foi colaborador da Grande «Enciclopédia Portuguesa e Brasileira». Pertencia à Academia Portuguesa de História.
O Instituto Português de Arqueologia, História e Etnograf?a e a Associação dos Arqueólogos Portugueses fazem-no seu sócio honorário. Mais tarde em 1976 é elevado a Académico Jubilado pela Academia Portuguesa de História.

Jornal da Madeira / Suplemento / Revista Olhar / 2007-11-17

Ìcaro (1919-1920)

Ícaro


Revista fundada em Coimbra, em Julho de 1919, por João Cabral do Nascimento, Vieira de Castro, Alfredo Brochado e Américo Cortez Pinto, dirigida por Ernesto Gonçalves, e que contou com a colaboração, além dos fundadores, de Eugénio de Castro, Teixeira de Pascoaes e António de Portucale (António de Sousa). O n.° 1 explica que o título da publicação se funda na analogia entre o mito de Ícaro e a ansiedade dos que pela arte tentam "ascender em Beleza, em Perfeição e Orgulho": "Cantando em versos de uma académica suavidade, nós seguimos as suas máximas [do voo icárico] e o nosso desejo de revelar, de anunciar novas formas de Sonho e de Beleza, continua a antiga ânsia imperfeita e humana [...] dentro de nós erram as saudades de uma vida maior, esplêndida e heroica". Publicação preenchida quase exclusivamente com uma criação literária, em poesia e prosa, devedora de uma estética finissecular de gosto decadentista, saudosista e neobarroco.

Texto: Ícaro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-03-07].
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$icaro

Revistas disponíveis em formato Pdf: https://bdigital.sib.uc.pt/bg4/UCBG-RP-8-13/UCBG-RP-8-13_item1/index.html

PRINCIPIOS DE GRAMMATICA PORTUGUEZA - Francisco de Andrade

Andrade , Francisco de - PRINCIPIOS DE GRAMMATICA PORTUGUEZA ,  Funchal: Typographia Nacional, 1844. https://archive.org/stream/pri...