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quinta-feira, novembro 26, 2009

Tarcísio Trindade (Livraria Campos Trindade)

Os seguintes artigos do 1º Catálogo da Livraria Campos Trindade:

O MENINO E AS QUATRO ESTAÇÕES por Bernardo Trindade.
TARCÍSIO TRINDADE PERFIL CULTURAL E CÍVICO por António Valdemar.
TARCÍSIO TRINDADE OU A CULTURA E A MODÉSTIA DE MÃOS DADAS por Artur Anselmo.
O MEU QUERIDO AMIGO TARCÍSIO por Luis Bigotte Chorão.
DAMIÃO PERES E O PADRE CASIMIRO OU EVOCAÇÃO AMIGA DE UM PRÍNCIPEDO MUNDO DOS LIVROS por António Ventura.
O MEU AMIGO TARCÍSIO TRINDADE por António Pedro Vicente.

foram transcritos para este blog com a autorização do Sr. Bernardo Trindade ao qual deste já agradeço a amabalidade e gesto para com este vosso desconhecido.
A razão que me levou a publicar os artigos, que justamente homenageiam uma figura ímpar do mercado livreiro português, foram as pequenas / grandes e ricas histórias do livreiro, dos livros e dos seus clientes.
http://www.livrariacampostrindade.com/

O meu amigo Tarcísio Trindade - António Pedro Vicente

O MEU AMIGO TARCÍSIO TRINDADE

CONHECI OS PAIS DO TARCÍSIO quando era muito jovem. Teria 10 anos. Sucede que, por esse tempo, passava, com os meus irmãos, as férias no Norte, mais particularmente na Bairrada. Aí desfrutava os meses de Agosto e Setembro em casa de parentes generosos que me proporcionavam, anualmente, a grande aventura do afastamento de Lisboa. Nos primeiros dias de Outubro o meu Pai, cujo trabalho o inibia de férias prolongadas, vinha buscar-nos para iniciar o novo ano escolar. No seu Austin 8 cv, um carrinho de pouca potência, iniciava-se a grande aventura da longuíssima e perigosa viagem até Lisboa. Partia-se pelas 9 horas da manhã depois de atulhado o pequeno carrito com a família e as bagagens. À hora do almoço chegava-se, geralmente, aos arredores de Coimbra onde se celebrava o ritual de um piquenique. Depois, pelas cinco da tarde, era a entrada em Alcobaça. Aí residia, para mim, a parte mais importante da grande epopeia da época balnear. Alcobaça, efectivamente, seduzia-me, não tanto pelos seus monumentos, mas pela sempre lembrada visita à casa de antiguidades dos pais do Tarcísio. Era a magia dos objectos aí existentes que, acirrando a minha curiosidade, constituía a maior riqueza e compensação para suportar o infindável trajecto que, por esse tempo, constituía a viagem de Águeda a Lisboa. Entretanto, antes de chegar a Coimbra já tínhamos parado na Malaposta para cumprimentar o senhor Barbosa, proprietário da melhor oficina de automóveis da região. Aí residia uma paragem sedutora onde me deliciavam os seus automóveis antigos.
O agradável piquenique dos arredores de Coimbra, ao que me lembro, era sempre desfrutado com o bom tempo que, normalmente, caracteriza os primeiros dias de Outubro. Mas, Alcobaça, ou melhor, a casa comercial dos pais do Tarcísio constituía o ponto alto dessa interminável jornada. Aí, entre as inúmeras surpresas que ornamentavam este sedutor tipo de comércio encontrava as peças para quem, como eu, dava os primeiros passos no gosto pelo coleccionismo. Sempre no mesmo lugar, permaneciam, todos os anos, dois objectos que para mim se sobrepunham a todo o rico recheio destes conhecidos antiquários.
Nunca averiguei com exactidão, mas penso que hoje ainda ornamentam as casas dos descendentes, entre os quais figura o meu querido amigo Tarcísio Trindade. Uma dessas peças era uma cadeira negra, aparentemente vulgar, toda em madeira, onde me sentava e começava a ouvir uns acordes musicais que gravei para sempre. Os meus pais, zelosos dos interesses comerciais dos proprietários, recriminavam a minha ousadia. Outra peça, fronteira ao assento musical, era um quadro a óleo onde, entre o aglomerado de casas, surgia uma igreja cujo relógio da respectiva torre era verdadeiro. Era uma espécie da visão surrealista que se me deparava. Já me foi contada a história dessas duas peças, as quais, ao que me lembro, observei durante anos.
Depois, lá se prosseguia a viagem, até Lisboa, onde se chegava cerca da meia-noite. Nesses anos não tinha sequer conhecimento da existência do Tarcísio. Conheci-o, pouco após o 25 de Abril, já depois de ter saído dos calabouços onde, o antigo Presidente da Comarca de Alcobaça, tinha sido conduzido pela sua “actividade fascista”. Afirmo, desde já, que jamais conheci autarca mais amante da sua terra como este descendente dos antiquários que guardavam os meus tesouros alcobacenses. Muitos anos passados, e quando a estrada Porto-Lisboa já não passava por essa terra monumental, descia a Rua do Alecrim e deparei com uma ampla loja com milhares de livros amontoados no chão. Entrei e conheci um senhor muito simpático que percebi ser o locatário, o ex-Presidente da Câmara de Alcobaça, o filho dos antiquários e o célebre livreiro que, em Madrid, tinha descoberto o primeiro livro impresso em Portugal. Acabado de sair da cadeia, resolvera montar o seu negócio. Era o Tarcísio Trindade. A maravilhosa e sempre alimentada relação humana estava estabelecida desde esse dia. Tarcísio é civilizado, inteligente, modesto e principalmente, extraordinário conhecedor do livro antigo. Como afirmei e insisto, estavam dados os passos para uma amizade que permanece e que se estendeu a toda a sua família onde sobressai a simpatiquíssima Mafalda, a sua Mulher de sempre. A este agente intelectual muito devo, não só pelos livros que lhe adquiri, como pelos preços honestos que me proporcionou. Tarcísio Trindade constituiu um grande auxiliar na minha profissão. As peripécias da nossa relação são inesquecíveis, a começar pela entrada na sua loja onde a recepção é sempre calorosa. Depois, os diálogos enriquecidos pelas historietas relativas ao negócio que os livros proporcionam. A alegria manifestada quando tem “material” que interessa aos seus clientes / amigos e que particularizo na colecção de folhetos anti-napoleónicos e anti-revolucionários que ia descobrindo e guardava para este seu amigo. Uma sã intimidade nascida naquele dia dos livros amontoados no chão e que, pouco depois, eram colocados nas estantes “Olaio” ainda hoje repletas com a ajuda preciosa do filho Bernardo, também um querido amigo, que lhe sucedeu no gosto alfarrabista. Não esqueço a boa recepção a clientes ignorantes, um tratamento igual para todos. A mesma deferência que tem para com o consagrado coleccionador. Tantas vezes me sentei à mesa deste humilde mas sábio, o Amigo Tarcísio Trindade, inclusive no célebre 11 de Setembro que abalou os E.U.A. e o mundo, coincidindo com o seu aniversário.
Meu querido Tarcísio: prossiga com a mesma postura sábia e generosa e receba um abraço muito apertado, extensivo a todos os seus, deste muito admirador e amigo, e da Ana, minha mulher, que também lhe deseja muita saúde.
Lisboa, 10 de Julho de 2009

António Pedro Vicente

Tarcísio Trindade: perfil cultural e cívico - António Valdemar

TARCÍSIO TRINDADE
PERFIL CULTURAL E CÍVICO

LIVREIRO ALFARRABISTA de projecção nacional e internacional, Tarcísio Trindade tem lugar de evidência na história da cultura portuguesa. Possui conhecimento profundo da introdução e difusão da tipografia europeia nos séculos XV e XVI e das espécies bibliográficas mais famosas que existem, dentro e fora de Portugal, em bibliotecas públicas e privadas.
A sua loja, na Rua do Alecrim, tornou-se, presentemente, a última tertúlia erudita de Lisboa frequentada por intelectuais, artistas e coleccionadores portugueses e estrangeiros. Pode classificar-se uma antecâmara da Academia das Ciências, da Academia da História e até da Academia Nacional de Belas-Artes. Ali têm sido adquiridas «raridades insignes» para citar uma classificação habitual em estudos e memórias bibliográficas, e que, juntamente com os preciosos esclarecimentos de Tarcísio Trindade, vieram alterar, por completo, muitas teses conhecidas.
O caso mais significativo refere-se à localização e à informação devidamente fundamentada, pelo próprio Tarcísio Trindade, do mais antigo livro impresso em Portugal, o Tratado da Confissom (Chaves, 1489). A partir desta revelação, Pina Martins, professor da Faculdade de Letras de Lisboa, sócio efectivo da Academia das Ciências e da Academia Portuguesa de História, conseguiu apresentar, na Sorbonne, e perante um júri presidido por Marcel Bataillon – mestre eminente de estudos humanistas e renascentistas – uma tese universitária que modificou, na época, tudo quanto estava publicado acerca do início da tipografia em Portugal.
Ruben Borba deMoraes – que procedeu, no Brasil, a um inventário bibliográfico semelhante ao que Barbosa Machado e Inocêncio fizeram em Portugal – procurou Tarcisio Trindade numa das suas visitas a Portugal. Esse contacto permitiu-lhe completar o levantamento exaustivo dos primórdios da tipografia no Brasil.
Trata-se da Relação da entrada que fez o excellentissimo, e reverendíssimo senhor D. Fr. Antonio do Desterro Malheyro Bispo do Rio de Janeiro, em o primeiro dia deste prezente Ano de 1747 (…), a primeira obra impressa no Brasil por António Isidoro da Fonseca que já se havia notabilizado com a edição das obras poéticas e teatrais de António José da Silva, o Judeu, tragicamente queimado em auto-de-fé pela Inquisição em Lisboa, devido à sua origem familiar.
A quase totalidade da edição foi apreendida e retirada de circulação. O confisco e destruição deveu-se ao facto do estabelecimento da imprensa no Brasil ser considerado «perigoso e nocivo» aos interesses da Metrópole. Por outro lado, a censura exercida pelo Tribunal do Santo Oficio funcionava em Lisboa. Esta determinação inexorável prolongou-se até 1808, altura da transferência da Corte para o Rio de Janeiro.
Só conhecia apenas Rubem Borba de Moraes os seguintes exemplares da Relação da entrada do bispo Malheiro: dois na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (um dos quais proveniente da colecção Barbosa Machado e que foi para o Brasil com a Corte); um na Catholic University of America, em Washington (incluído na doação de Oliveira Lima); outro na biblioteca de Nova Iorque; e ainda mais outro na Biblioteca da Universidade de Coimbra. Mas além destes também havia exemplares da Relação da entrada do bispo Malheiro, com uma gralha na data da impressão (em vez de MDCCXLVII (1747) saiu impressa MCCXLVII (1247)): o da Biblioteca do Itamarati e o da Biblioteca de Nova Iorque. Eram as raridades da raridade. Borba de Moraes ficou a ter mais outro que lhe vendeu, nos anos 60, Tarcísio Trindade.
Hoje integra o acervo de José Mindlin, um dos maiores coleccionadores de livros de todo o mundo, que possui a maior biblioteca particular de língua portuguesa. Tive o privilégio de conhecer pessoalmente José Mindlin, na loja da Rua do Alecrim de Tarcísio Trindade, numa das suas passagens por Lisboa. Era, ao tempo um jovem, com mais de 90 anos e ainda não tinha entrado na Academia Brasileira de Letras.
Houve uma empatia recíproca neste encontro. Ofereceu-me, depois, o livro da sua autoria Destaques da Biblioteca InDisciplinada de Guita e José Mindlin, uma edição de luxo da Biblioteca Nacional do Brasil que nos coloca em face da evolução da tipografia e outras artes gráficas, assim como da história do Brasil em múltiplos sectores.
Mas regresso, nesta breve evocação, ao universo inesgotável do livreiro alfarrabista de projecção nacional e internacional Tarcísio Trindade, que é, há longos anos, um dos meus amigos de eleição. Uma amizade que se estendeu à sua família, em particular a seu filho Bernardo Trindade, continuador de seu pai e com o qual tem aprendido muito mais do que lhe proporcionou a licenciatura em História.
Também frei Maur Cocheril, o maior especialista da história e difusão da Ordem de Cister na Península Ibérica ficou a dever a Tarcísio Trindade elementos de extrema importância a propósito de Alcobaça e da presença claravalense noutros pontos do país, desde os primórdios da nacionalidade. Maur Cocheril manifestou o seu reconhecimento:
«À Tarcísio, personnage officiel – ce qui est peu. Mon ami – ce qui est tout.»

Director e colaborador assíduo de jornais e revistas de Alcobaça, Tarcísio Trindade publicou obras de criação literária. O seu livro de poemas Os Meninos e as Quatro Estações mereceu destaque numa das edições da História da Literatura Portuguesa, de António José Saraiva e Óscar Lopes. Não se limitou, contudo, Tarcísio Trindade à actividade profissional. Ao longo dos anos tem manifestado dedicação incomum por Alcobaça, terra onde nasceu e à qual consagrou grande parte da sua vida no exercício de funções na administração autárquica e nos sectores da solidariedade social. Como Presidente da Câmara e no domínio das obras públicas tomou decisões fundamentais na construção e reabilitação urbanas, electrificação, abastecimento de água , saneamento básico e viação rural. Foi, todavia, na área da educação, no início dos anos 70, com o apoio de Veiga Simão, ministro da Educação, que Tarcísio Trindade desenvolveu todos os esforços até haver em Alcobaça e no seu concelho a introdução e oficialização do ensino secundário completo (a cargo da Câmara, um caso único no País); a oficialização da Escola do Ensino Preparatório da Benedita, a criação da Escola do Ensino Preparatório em São Martinho do Porto; a construção de Escolas do Ensino Primário e do Pavilhão Gimnodesportivo de Alcobaça, um dos primeiros erguidos no país. Milhares de jovens sem recursos económicos passaram a adquirir formação escolar e habilitações oficiais que, antes, só existia para os beneficiados da fortuna que se deslocavam para Coimbra e Leiria. Toda esta acção de Tarcísio Trindade, na presidência da Câmara de Alcobaça, transformou radicalmente o concelho e reflectiu-se, de forma assinalável, no centro do país.
Nas últimas décadas, Tarcísio Trindade, na presidência da Assembleia Municipal de Alcobaça, na presidência da ADEPA (Associação para a Defesa do Património Cultural de Alcobaça) e, sobretudo, como Provedor da Misericórdia, levou a efeito muitas outras realizações. Retirou do convento serviços públicos e de interesse público que permaneciam em circunstâncias degradantes. Deixou de funcionar ali o tristemente célebre asilo de mendicidade para nascer um lar de terceira idade, construído de raiz e, sob todos os aspectos, verdadeiramente modelar.
Por tudo isto, a Chancelaria das Ordens Honoríficas Nacionais atribuiu a Comenda da Ordem de Mérito a Tarcísio Trindade que lhe foi entregue, em Alcobaça, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio. Também a Academia Nacional de Belas-Artes elegeu, por unanimidade, Tarcísio Trindade para sócio correspondente.
Assim se prestou justa homenagem a Tarcísio Trindade pelas muitas obras que promoveu de largo alcance social e reconhecida projecção cultural. Restituiu o conjunto monumental do mosteiro de Alcobaça classificado pela UNESCO no Património da Humanidade à sua dignidade multissecular. Criou condições, naquele espaço, marcado pela história e tradição, para implantar um projecto que conduz à identificação da população com as suas raízes, estimulando também a intervenção cultural e cívica para responder aos desafios do nosso tempo e aos imperativos do futuro.

António Valdemar

O menino e as quatro estações - Bernardo Trindade

O MENINO E AS QUATRO ESTAÇÕES

FOI COM 25 TOSTÕES, com a venda de um postal, que, sentado nos degraus de um escadote que ainda utilizo todos os dias, iniciei o meu caminho na livraria do meu pai. Tinha 6 anos e todos os clientes achavam graça a um miúdo tímido que se entretinha a “aviar” postais antigos como se fossem trocas de cromos com os amigos. A loja, naquele momento, era o meu mundo.
Todos nós, pais e irmãos, tínhamos vindo de Alcobaça, depois de tempos muito difíceis, que só
mais tarde compreendi, e vivíamos dentro da livraria. Pouca gente sabe ou recorda este facto, mas o certo é que o vejo como fundamental para a minha formação como homem e como livreiro.
A história da Livraria Campos Trindade é a história da minha família e este sítio, sem dúvida diferente e especial, nasce da força e perseverança da pessoa que hoje todos homenageamos, Tarcísio Trindade, o meu pai.
Não é fácil falar de uma pessoa que acompanhei todos estes anos, não é fácil falar de uma pessoa tão complexa, o meu maior e, ao mesmo tempo, mais inacessível amigo, que sempre me estendeu uma passadeira estreita, sim, mas incrivelmente firme, que me permitiu ser quem sou hoje no meio do livro antigo.
Foi a observar e a acompanhar diariamente o seu trabalho que aprendi tudo o que sei sobre esta profissão e seus segredos e a ele devo tudo o que consegui construir todos estes anos.
Conheci e conheço muitos livreiros, mas nenhum como o “senhor Trindade”, com um à-vontade tão grande no domínio do livro antigo português, com perfeita noção dos livros que via, comprava e vendia, tudo isto acompanhado de uma generosidade única, muitas vezes incompreendida, inclusive por mim.
O gozo desta profissão, no meu pai, sempre esteve no acto de descobrir os livros e também no que proporcionava aos amigos, clientes e livreiros ou futuros livreiros, iniciando também muita gente no comércio do livro antigo. Sempre descobrir e passar a alguém que, se quisesse, podia brilhar, mas o verdadeiro gozo, o de descobrir e trazer para o mercado coisas únicas e raras, já estava realizado e isso bastava-lhe. Foi esta postura que lhe permitiu, penso eu, ter hoje o estatuto que possui e a admiração de todos, os amantes do livro antigo e os seus colegas de profissão. Vivi algumas dessas descobertas, como quando folheei, ainda muito novo, um exemplar impecável dos dois volumes da primeira edição do Dom Quixote de Cervantes, ou mais tarde, quando descobrimos e comprámos juntos uma primeira edição dos Caprichos de Goya; e nasci de uma outra, da descoberta do primeiro livro impresso em português, o Tratado de Confissom, que permitiu aos meus pais juntar o necessário para iniciar uma vida a dois.
Espero ainda poder descobrir muito mais coisas e espero estar à altura de tudo o que o meu pai criou e proporcionou, agora que começo um novo capítulo da minha vida e da nossa livraria.
Com este 1.º Catálogo iniciamos um tipo de relação com os nossos amigos e clientes que não era habitual até aqui, mas que irá tornar-se realidade sempre que acharmos pertinente e necessário.

Bernardo Trindade

quinta-feira, novembro 19, 2009

Livraria Campos Trindade - Catálogo nº 1

Está disponível on-line o 1º catálogo da Livraria Campos Trindade, precioso não só em raridades bibliográficas como na própria história dos proprietários da Livraria. Sendo de salientar o nome de Tarcísio Trindade um reputado bibliólogo, reconhecido nacional e internacionalmente, até pelos seus pares.
Aconselho a lerem os artigos que estão incluídos neste primeiro catálogo, sobre uma personalidade ímpar no mercado dos livros antigos:
  • O MENINO E AS QUATRO ESTAÇÕES por Bernardo Trindade.
  • TARCÍSIO TRINDADE PERFIL CULTURAL E CÍVICO por António Valdemar.
  • TARCÍSIO TRINDADE OU A CULTURA E A MODÉSTIA DE MÃOS DADAS por Artur Anselmo.
  • O MEU QUERIDO AMIGO TARCÍSIO por Luis Bigotte Chorão.
  • DAMIÃO PERES E O PADRE CASIMIRO OU EVOCAÇÃO AMIGA DE UM PRÍNCIPE
    DO MUNDO DOS LIVROS por António Ventura.
  • O MEU AMIGO TARCÍSIO TRINDADE por António Pedro Vicente.

http://www.livrariacampostrindade.com/

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...