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sábado, dezembro 19, 2009

Os Pioneiros - Eduardo Pitta (Ípsilon 2009)

A história de uma família americana que viveu no Faial entre a proclamação de Napoleão e a morte de Walt Whitman.

Quem foram os Dabney? Que importância teve esta família americana na vida açoriana do século XVIII? Tudo começou quando o Congresso americano nomeou John Bass Dabney (1766-1826) como vice-cônsul no Faial. Desde 1804 que a história dos Dabney se confunde com a da ilha, numa época que não podia ser mais caótica: invasões napoleónicas, transferência da corte portuguesa para o Brasil, guerra anglo-americana, revolução liberal.
Os "Anais da Família Dabney no Faial" estão compilados em três volumes, tendo sido impressos em 1899 por iniciativa de Roxana Lewis Dabney (1827-1913), que os intercalou com "comentários que procuravam explicar às novas gerações as personagens e as histórias passadas no então longínquo arquipélago." Há três anos, o Instituto Açoriano de Cultura (IAC) mandou traduzir e publicou os "Anais". O presente volume corresponde a uma breve antologia. A partir das 1797 páginas do original, Paulo Silveira e Sousa, responsável pela selecção, organização e notas, coligiu 540, mantendo a tradução do IAC. Maria Filomena Mónica prefaciou.
John Bass Dabney, remoto descendente dos d'Aubigné, não era um diplomata de carreira. Conseguiu o lugar de vice-cônsul porque a família tinha acesso fácil ao presidente Jefferson. Na realidade, foi um aventureiro bem sucedido, a quem o "exílio" acrescentou singularidade. Nenhum preconceito no juízo. Um huguenote que atravessa o Atlântico, em 1794, em plena Revolução Francesa, trocando a Virgínia pela França com o propósito de comerciar, conseguindo, ao fim de pouco tempo, ser co-proprietário de 12 navios que ligavam a Europa às Caraíbas e aos Estados Unidos, não era exactamente o protótipo do cavalheiro. Não obstante, no prefácio, Maria Filomena Mónica fala dele como de um "brâmane" de Boston. A guerra tem razões que o comércio nem sempre domina, e John Bass foi obrigado a mudar-se de Bordéus para os Açores. A neutralidade portuguesa na guerra anglo-americana foi um factor decisivo. No Inverno de 1804 estava na Horta. A mulher e os filhos chegaram em 1807.
Sessenta anos mais tarde, ainda Mark Twain descrevia a ilha e os indígenas deste modo: "Esta comunidade é fundamentalmente composta por portugueses, quer dizer, é vagarosa, pobre, parada, adormecida e preguiçosa. [...] Qualquer português que se preze benze-se e reza a Deus para que o livre de qualquer desejo blasfemo para saber mais do que o seu pai." O futuro autor de "As Aventuras de Huckleberry Finn" (1884) fez escala no Faial a caminho da Palestina Verdade que os Dabney adoptaram a ilha como território seu até praticamente ao fim do século. O consulado americano manteve-se na família durante três gerações: o avô (John Bass), o filho (Charles William) e o neto (Samuel Willis). Por sua iniciativa, vários americanos ilustres visitaram o Faial. Nos primeiros anos, a adaptação foi difícil. Em privado, os Dabney ridicularizavam os morgados das ilhas. A dieta local era execrada: "Põem vinagre ou limão nos guisados, e até nas sopas. O pão, a coisa mais execrável que alguma vez foi provada...".
Aparentemente, a justiça funcionava bem. Isso mesmo decorre da correspondência de John Bass. O Faial ficou a dever aos Dabney a introdução de regras modernas de comportamento, espécies botânicas, maquinaria e o hábito do desporto e da vida ao ar livre. Os últimos Dabney a abandonar a ilha só o fizeram em 1892.
Paulo Silveira e Sousa, responsável pela edição, explica a razão de ser da antologia: "Fazer chegar ao grande público uma obra que, devido à sua extensão, ficaria relativamente ignorada". Para tanto, manteve a cronologia, eliminou repetições e deu particular atenção às relações da família com a sociedade açoriana, as comunidades estrangeiras e a rede de negócios: navegação, pesca da baleia, exportação de vinho e laranja, importação de quase tudo, etc. Não é, faz notar, uma edição crítica.
No essencial, a obra de Roxana Lewis Dabney é uma compilação de correspondência entre membros da família Dabney, conhecidos e autoridades, cobrindo um período que excede o dos "Anais" (1806-1871), pois tem início em 1785. O pretexto foi um esboço de biografia de seu avô Charles William, filho de John Bass, o "pioneiro". As notas de Silveira e Sousa são preciosas para o estabecimento de nexos e melhor compreensão das personagens em análise. Além de um índice remissivo e da genealogia dos Dabney, um "portfolio" fotográfico completa o volume.
http://ipsilon.publico.pt/livros/critica.aspx?id=246954

"Os Dabney. Uma Família Americana nos Açores" FLAD

A saga da família Dabney apresentada aos leitores portugueses
O livro “Os Dabney - Uma família americana nos Açores”, coordenado pela historiadora Maria Filomena Mónica, é apresentado no dia 10 de Outubro na Gala PALCUS (Portuguese-American Leadership Council of the US), em Hartford, nos EUA. A Fundação Luso-Americana (FLAD) subsidiou a investigação em que se baseia este volume, editado pela Tinta da China. A antologia recém-publicada, recentemente lançada nos Açores, é apresentada por Paulo Silveira e Sousa, autor da antologia, e Mário Mesquita, administrador da FLAD. Trata-se da primeira edição destinada ao grande público, baseada na obra monumental «Anais da Família Dabney no Faial» que, lembra Maria Filomena Mónica, constituem “uma raridade bibliográfica”. A obra dá a conhecer aos portugueses a importância da presença desta família no Faial ao longo de quase um século. Os Anais são uma das obras mais relevantes nas relações entre Portugal e os Estados Unidos, entre os Açores e o Estado de Massachussets. Até aos anos 70 do século XX, a colectânea, elaborada por Roxana Dabney, foi praticamente desconhecida em Portugal continental e nos Açores, tendo sido finalmente traduzida pelo Instituto Açoriano de Cultura no ano de 2005. A obra original, em inglês, destinada a circulação privada da família, existe em menos de uma dezena de bibliotecas dos Estados Unidos. Com quase duas mil páginas, em três volumes, representa um vasto fresco do século XIX (1806-1871) nos Açores e em Massachussets, reunindo correspondência entre a família dos dois lados do Atlântico e outros documentos de relevância histórica para americanos e portugueses. “Ao convidar os investigadores Maria Filomena Mónica e Paulo Silveira e Sousa a preparar esta antologia, o objectivo da Fundação Luso-Americana foi o de alargar a um público mais vasto esta obra fundamental que permanecia acessível apenas a eruditos e investigadores”, explica Mário Mesquita, administrador da FLAD. “Não é tarefa fácil convencer o leitor não especializado a abalançar-se a ler os três densos volumes da excelente edição preparada em Angra do Heroísmo”, conclui o responsável por esta iniciativa cultural. Com uma dimensão pouco superior a um livro de bolso, a edição da Tinta da China permite uma aproximação mais “amigável” aos leitores. Anuncia-se ainda para breve a apresentação da obra em Lisboa e em Coimbra. Através do apoio a esta edição, a FLAD reforça a importância deste tipo de trabalhos e promove o enriquecimento e preservação do legado que os Dabney deixaram em Portugal e a sua influência enquanto família americana repartida entre Boston e os Açores. Sobre os Dabney Oriunda de Rhode Island nos EUA, a família Dabney instalou-se na ilha do Faial em 1804, quando John Bass Dabney foi nomeado pelo presidente Jefferson Cônsul Geral dos Estados Unidos no Faial. Três membros da família Dabney exerceram sucessivamente o cargo ao longo de várias gerações, deixando no Faial uma herança cultural e histórica, nomeadamente ao nível das relações com Portugal, ainda hoje visível e reconhecida na ilha.

Os Dabney. Uma família americana nos Açores - Maria Filomena Mónica (2009)

Em 1806, a família Dabney desembarcou nos Açores, mais especificamente na ilha do Faial, onde o patriarca desempenharia a função de cônsul. A actividade diplomática andou a par dos negócios e do comércio, da filantropia também, e os Dabney integraram-se rapidamente na comunidade açoriana, abandonando o arquipélago apenas em 1892.
No período de um século, esta família protestante foi o eixo de um dinamismo cultural que envolveu o convívio e a correspondência com diversas personalidades da época. A testemunhá-lo, o riquíssimo espólio de cartas, diários e outros documentos coligidos por Roxana Dabney.
A presente antologia reúne os textos que hoje se revestem de maior interesse e eloquência, constituindo a visão estrangeira e esclarecida a partir da qual Maria Filomena Mónica traça um retrato da sociedade insular no século XIX.

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...