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sexta-feira, março 27, 2009

«Bibliografia do Dr. Jordão de Freitas» - António da Silva Rego

Bibliografia do Dr. Jordão de Freitas

Escola Médico-Cirúrgica do Funchal. Relação de todos os facultativos habilitados nesta Escola desde a sua Instituição até 1897. Diário de Notícias, Funchal, Outubro de 1897.
23 Anos de Professorado. Diário de Notícias, do Funchal, n.° 6.224, 5 de Dezembro de 1897.
Há 14 Anos. Diário de Notícias, Funchal, n.° 6.249, 9 de Janeiro de 1898.
Preparadores e Ajudantes Demonstradores da Escola Médico-Cirúrgica do Funchal. Diário de Notícias, Funchal, n.° 6.250, 11 de Janeiro de 1898.
Jornais Madeirenses (1821 a 1898). Diário de Notícias, Funchal, 2 e 3 de Julho de 1898;
Pequenas Locais na Imprensa Periódica de Lisboa Acerca do Exercício Ilegal da Medicina (1900-1901); Sobre os Médicos pela Escolas do Funchal e de Goa (1902-1903).
Representação dirigida à Camara dos Pares Acerca do Contrato de Navegação para a África Oriental. 14 de Março de 1903.
Subsídios para a Bibliographia Portugueza Relativa ao Estado da Lingua Japoneza e para a Biographia de Fernão Mendes Pinto. Instituto, vols. 51 e 52, Coimbra, 1904-1905. Separata.
Embaixada de Portugal ao Japão e do Japão a Portugal. Diário de Notícias, Lisboa, 17 de Outubro de 1904.
Embaixada Japonesa a Lisboa, Diário de Notícias, Lisboa, 19 de Outubro de 1904.
Fernão Mendes Pinto e a sua Embaixada ao Japão em 1553, Relatada Ele Próprio a sua ‘Peregrinação’. Diário de Notícias, Lisboa, 20 de Outubro de 1904.
Fernão Mendes Pinto. Diário de Notícias, Lisboa, de 5 de Janeiro de 1905.
Fernão Mendes Pinto. Revista Literária, Cientifica e Artística — O Século, 27 de Fevereiro de 1905.
O Japão e os seus Descobridores. Diário de Notícias, Lisboa, 11 de Março de 1905.
Informação da China. Revista Literaria, Cientifica e Artistica — O Século, 8 do Maio de 1905.
A Embaixada Japonesa de 1584 e o ‘Itinerário’ de Duarte de Sande. Diário de Notícias, 16 de Maio de 1905.
Miguel Cervantes e Fernão Mendes Pinto. Diário de Notícias, 1 de Junho de 1905.
Um Japonês em Lisboa. 1553 e 1555. Diário de Notícias, 28 de Julho de 1905.
Um Cosmógrafo Português no Japão no Século XVI. Diário de Notícias, 7 de Agosto de 1905.
Portugueses em Macau no Século XVI. Diário de Notícias, n.º 14.269, 19 de Agosto do 1905.
Fernão Mendes Pinto e o Padre Francisco Xavier. O Jornal do Comércio, n.º 15.532, 20 de Outubro de 1905.
Fernão Mendes Pinto. Diário Ilustrado e Correio da Noite, 23 de Outubro; Diário de Notícias, 24 de Outubro de 1905.
Mafalda e Matilde e não Maud. Diário de Notícias ou O Século, 16 de Março de 1905. (Consultámos ambos os jornais e em nenhum encontrámos o citado artigo).
Cervantes e Argensola. O Século, 17 de Julho de 1905.
Fernão Mendes Pinto e o Padre Francisco Xavier. Diário de Notícias, 27 de Novembro, 3 e 4 de Dezembro de 1905.
Fernão Mendes Pinto. Sua última Viagem à China (1554-1555). Arquivo Histórico Português — 1905 — Separata
Portugueses no Japão. Suas primeiras Viagens. Revista Literária, Cientifica e Artística — O Século, 29 de Janeiro de 1906.
Jesuítas no Japão. Um Inédito do Século XVI. Diário de Notícias, 20 de Maio de 1906.
Alcorão (Torre, Mesquita). O Século, 14 de Abril de 1906.
Horas da Rainha D. Leonor. Diário de Notícias, 22 de Setembro de 1906.
Vida de Santa Barbara (Manuscrito do Século XVI). Diário de Notícias, 30 de Outubro de 1906.
Alcorão, Alporão (Alprão). — Uma questão que não é nova. Diário de Notícias, de 20 de Novembro de 1906.
O Palacete de João Pedro Ludovice, na Calçada da Ajuda. Diário de Notícias, n.º 18.846, 24 de Março de 1907.
Macau e Luís de Camões. Portugal, 2 de Junho. Reeditado em O Oriente Português, Julho e Agosto de 1907.
O Novo Ministro do Japão. Diário de Notícias, 21 de Julho de 1907.
Portugueses no Japão. Diário de Notícias, 25 de Julho de 1907.
Fernão Mendes Pinto e o Descobrimento do Japão. Diário de Notícias, 14 e 15 de Agosto. (Vide número de 17 deste mês).
Macau e Luís de Camões. Portugal, 8 de Setembro. Reeditado em O Oriente Português Outubro e Novembro de 1907.
A Inquisição em Goa — Subsídios para a sua História. Arquivo Histórico Português, vol. V, págs. 226-227 — Separata, 1907.
A Capela Real e a Igreja Patriarcal na Ajuda. Boletim da Real Associação dos Arqueólogos, tomo XI, n.º 9 — Separata, 1908.
Crisfal. Diário de Notícias, 28 de Novembro de 1908.
Cristóvão Falcão (‘O Trovador’, de Alcunha). Diário de Notícias, 29 de Dezembro de 1908.
Suum Cuique. Diário de Notícias, 2 de Janeiro de 1909.
Pendência Histórico-Literária (Em volta do — Chrisfal —). Diário de Notícias, n.º 15.700, 1 de Agosto de 1909.
Onde Foi Baptizado D. Miguel I ? (Carta ao Jornal — A Nação —). A Nação, n.º 14.787, 1 de Junho de 1909.
O 1.º Marquês de Pombal, Familiar do Santo Ofício. Portugal, 4 de Agosto de 1909.
O Marquês de Pombal e a Inquisição. Portugal, 5 de Agosto de 1909.
O Snr. Alpoim e a Inquisição. Portugal, 6 de Agosto de 1909.
O Senhor Alpoim e a Real Mesa Censória.Portugal, 7 de Agosto de 1909.

As Investidas do Snr. José de Alpoim Contra a História. Portugal, 22 de Outubro de 1909.
A Ciência Histórica do Snr. Alpoim Desbancada. O Primeiro de Janeiro, Outubro de 1909. (Não conseguimos encontrar este estudo depois de percorrermos todo o mês de Outubro). A Palavra, n.º 105, 12 de Outubro de 1909.
O 2.º Visconde de Santarém e os Seus Atlas Geográficos. I vol., 1909.
O Snr. José d’Alpoim a Recuar. Portugal, 29 de Janeiro de 1910.
2.° Visconde de Santarém. Opúsculos e Esparsos. 2 vols., 1910.
O Marquês de Pombal. A Lenda e a História (Notas Soltas). Opúsculo, 1910.
Francisco de Morais, o — Palmeirim —. Notícia Bibliográfica. Anais das Bibliotecas e Arquivos, vol. 2?, 1916? — Separata.
No Último Quartel do Século XVII. Serões, n.º 61, Julho de 1910.
Herculano, Bibliotecário. Boletim da Real Associação dos Archeologos Portugueses, número comemorativo do centenário de Alexandre Herculano, 1910.
Portugalia Monumenta Histórica. Documentos para a História da sua Organização (11 de Março de 1852 a 10 de Janeiro de 1853). Boletim da Real Associação dos Archeologos Portugueses, 1910.
Macau. Materiais para a sua História no Século XVI. Arquivo Histórico Português, vol. VIII, Separata, 1910.
Camões em Macau (No 331.º Aniversário do Falecimento do Poeta). Vol. IX, 1914? (Não encontrámos este estudo)
Quando Foi Descoberta a Madeira? Resenha Histórica. Opúsculo, 1911.
Quando Morreu Camões? Diário de Notícias, 10 e 29 de Junho de 1912 e 10 e 13 de Junho de 1913.
Onde Nasceu o 2.° Visconde de Santarém? Opúsculo, 1913.
O Marquês de Pombal. Diário de Notícias, de 1913. (Não encontrámos este estudo) A Nação, 15 de Maio de 1913.
Camões e as Jornadas de D. Sebastião a África. Diário de Notícias, 25 de Junho de 1913.
2.º Visconde de Santarém. Inédito (Miscelânea). Volume, 1914.
O Azulejo da Costa do Castelo. Diário de Notícias, 8, 10 e 23 de Maio de 1914.
O naufrágio de Camões e dos Lusíadas,
Opúsculo, 1915.
A Nacionalidade de S. Francisco Xavier. O Dia, 6 de Março, 10 e 12 de Abril de 1915.
Cervantes e Argensola. A Propósito de uma Comunicação Académica do Senhor Teófilo Braga.
Opúsculo, 1916.
O Marquês de Pombal e o Santo Ofício da Inquisição. Volume, 1916.
Uma Questão Histórica. A Nação, 28 e 29 de Maio de 1916.
O Marquês de Pombal, o Livre Pensamento e a Inquisição. Diário de Notícias, Outubro de 1916.
A Imprensa de Tipos Móveis em Macau e no Japão nos Fins do Século XVI. Anais das Bibliotecas e Arquivos de Portugal, vol. I, n.º 5, 1916 — Separata.
O Palácio dos Cabêdos e Sebastião José de Carvalho e Melo. Diário de Notícias, 1 de Janeiro de 1916.
A Carta de Afonso IV ao Papa Clemente VI. Diário de Notícias, 18 de Julho de 1916; A Nação, 19, 21 e 27 de Julho e 7 de Setembro; A República, 27 de Julho e 7 de Setembro do mesmo ano; Diário de Notícias, 16 de Julho de 1917.
D. Bento de Camões e o Príncipe dos Poetas Lusitanos. Edição correcta e muito ampliada dum artigo publicado no — Diário de Notícias — . Opúsculo, 1917.
Justiça. Opúsculo, 1918.
O Palácio da Ajuda em Chamas. 10 de Novembro de 1794. Diário de Notícias, 11 de Novembro de 1920.
Amores Inéditos de Camões. Quem Foi a Inspiradora do Soneto —Alma Minha —? Diário de Notícias, edição da noite, 7 de Janeiro de 1921.
Luís de Camões e o Seu Amigo Diogo do Couto. A Época, 10 de Junho de 1921.
Simão Vaz de Camões. Em volta de Uma Novidade Literária. A Época, 14, 19 e 22 de Junho e 2 de Julho de 1921.
Problemas Bibliográficos. A Época, 16 de Junho de 1921.
Assuntos Camonianos. A Época, 19 de Junho de 1921.
Morte e Enterramento de Camões. Diário da Manhã, 10 de Junho de 1921.
Onde Morreu Camões?. A Época, 10 de Junho de 1923.
O Cavaleiro de Oliveira. Apontamentos Bibliográficos. A Época, 25 e 27 de Novembro e 7 e 15 de Dezembro de 1921; 7 de Janeiro, 8 de Fevereiro, 29 de Novembro e 13 de Dezembro de 1922.
O Pintor Domingos de Sequeira. Uma Carta do Genro do Grande Artista ao Conde de Lavradio. Diário da Manhã, n.º 278, 16 de Janeiro de 1922.
Os Barretes Cardinalícios nos Reinados de D. Pedro II e D. João V. A Época, 25 de Abril, 25 de Junho, 15, 18, 23, 27 e 31 de Dezembro de 1922. Vide A Época, 27, 29 de Abril e 8 de Maio de 1922: artigos meus com o título Um Pouco de História sobre o mesmo assunto.
A Execução dos Távoras. A Época, 8 de Maio de 1922.
Os Barretes Cardinalícios no Reinado de D. José. A Época, 3 e 5 de Janeiro de 1923.
Os Restos Mortais do Marquês de Pombal. A Época, 7 de Maio de 1923.
Duas Filhas do Marquês de Pombal Desconhecidas dos Linhagistas. A Época, 8 de Maio de 1923.
Um Frade Franciscano, Irmão do 1.º Marquês de Pombal. A Época, 3 de Junho de 1923.
O Marquês de Pombal, Diplomata. (Documentos para a história da sua enviatura a Viena de Áustria). A Época, n.° 1.553, 11 de Novembro de 1923, e n.° 1.602, 1 de Janeiro de 1924.
A Tragédia do Cais de Belém. Notas Históricas Sobre o Drama Sangrento de 13 de Janeiro de 1759. A Época, 13 de Janeiro de 1924.
As Residências dos Távoras e Athaides, Condes de S. João da Pesqueira e de Alvor, Marqueses de Távora e Condes de Atouguia. A Época, Fevereiro de 1924.
O Marquês de Pombal e o Processo dos Távoras. A Época, 13 de Maio de 1924.
As Ossadas da Quinta do Fiuza em Alcântara. A Época, 9 de Fevereiro de 1924.
Os Epitáfios da Sepultura de Camões. Novidades, 10 de Junho de 1924.
Uma Raridade Bibliográfica em Língua Japonesa Roubada no Liceu Passos Manuel. O Dia, 17 de Janeiro de 1925,
Cartas que Dirigi ao Diário de Notícias nos Dias 14 e 23 de Janeiro de 1925 (mas que não foram publicadas), referentes à Cultura Estrangeira — Cultura Portuguesa, do Dr. Alfredo Pimenta, publicadas nestes dois dias. — 1925.
Morte e Enterramento de Camões. Separata, 1925.
A Expedição de Martim Afonso de Sousa (1530-1533). Historia da Colonização Portuguesa do Brasil, volume III, págs. 95-164, 1926.
O Descobrimento Precolombino da América Austral pelos Portugueses — A Fortaleza e a Feitoria de Pernambuco. Lusitânia, fasc. IX, págs. 315-327. Separata, 1926.
No 167.º Aniversário Dum Casamento Real (A Princesa da Beira com o Infante D. Pedro). Novidades, 6 de Junho de 1927.
Paço Real de Alcântara. Sua Localização. Elementos para a sua História desde o Domínio Filipino.
A Época, 31 de Janeiro e 6 de Fevereiro de 1928
A Tapada da Ajuda. Sua Origem ou Creação. A Época, 14 e 22 de Março de 1928.
A Quinta Real de Alcântara Durante o Domínio Filipino. A Época, 10 de Maio de 1928.
Quando Morreu Camões? Diário de Notícias, Junho de 1928 (Não é Junho, pois não figura na colecção existente na Biblioteca Nacional).
A Carta de D. Afonso V ao Papa Clemente VI e a Honestidade Literária de João da Rocha. Portucale, vol. 2.°, n.° 8, 1929. Separata.
Notícia Biobibliográfica de Fernão Mendes Pinto. Introdução à edição da Peregrinação, publicada no Porto, 1930.
Francisco de Andrade (Guarda Mor ou Superintendente da Torre do Tombo). Anais das Bibliotecas e Arquivos, número de Janeiro e Junho de 1931.
Quando Foram Descobertas as Ilhas do Arquipélago dos Açores? A Voz, 17 e 24 de Novembro, 3, 4, 8 e 20 de Dezembro de 1931; 5, 8, 15 e 22 de Janeiro, 7 de Fevereiro, 22 de Março e 29 de Abril de 1932.
Povoamento e Colonização dos Açores. A Voz, 29 de Janeiro de 1932.
Comemoração do Descobrimento dos Açores. A Voz, 22 de Maio e 2 de Junho de 1932.
Gaspar Frutuoso e a Tradição Açoreana no Redescobrimento dos Açores. A Voz, Junho de 1932.
Literatura de Viagens. Século XVI. História da Literatura Portuguesa Ilustrada, volume 3, 1932.
Terçanabal, Vila do Infante — Cabo de Falmenar — Cabo de S. Vicente. A Voz, 12, 18 e 30 de Março, 29 de Abril, 27 de Maio, 10 de Junho, 15 e 18 de Julho, 12 de Agosto, 30 de Setembro, 7 de Outubro e 11 de Novembro de 1932.
Na Enseada de Beliche. Arquivo Histórico da Marinha, vol. I, n.º 2, 1933.
Camões, o — Trinca-Fortes —. Quem Era? Diário de Notícias, 3 de Março de 1933.
Um Autor Plagiário. Diário da Madeira, 31 de Junho de 1934.
Quinta de Nossa Senhora das Mercês, Antigamente Chamada das Lapas. A Voz, 28 de Outubro de 1934.
O Incêndio do Paço Novo da Ajuda (10 de Novembro de 1914). A Voz, 4 de Novembro de 1934.
O Terceiro Palácio Real da Ajuda. A Voz, 31 de Dezembro de 1934; 7 de Janeiro, 8 de Fevereiro e 21 de Março de 1935.
O Arabista Fr. Manuel Rebelo da Silva e o Estudo do Língua Árabe Entre Nós. Revista de Arqueologia, t. II, 1935.
Real Quinta do Meio, em Belém (Antiga Quinta da Calheta). A Voz de Belém, 6, 20 e 28 de Maio e 18 de Junho de 1935.
Alcolena — Designação Toponímica Já Usada no reinado de D. Fernando. A Voz, 16 de Novembro de 1935.
O Cais de Belém — De Quando Data a sua Construção? Ecos de Belém, ano IV, n.º 101, 1 de Agosto de 1935,
Acerca da Concessão dos Breves Pontifícios para o Casamento da Princesa D. Maria com seu Tio, o Infante D. Pedro (1734-1744). Instituto, vol. 88, n.º 4, Coimbra, 1935 — Separata.
O Mosteiro dos Jerónimos e as Edificações Construídas em sua Frente, nos Séculos XVI e XVII. — Comunicação feita no Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia. Etnos, vol. I, 1935—Separata.
João de Castilho. Arquitecto do Mosteiro dos Jerónimos. Revista de Arqueologia, tomo 2, 1936 — Separata.
A Vila e Fortaleza de Sagres nos Séculos XV a XVIII. A Voz, 15, 23 e 30 de Janeiro; 6, 13, 20 e 27 de Fevereiro; 6, 13, 20 e 27 de Março; 3, 10, 17 e 24 de Abril; 1, 8, 15 e 22 de Maio; 5, 12 e 26 de Junho; 17 e 31 de Julho; e 1, 8, 21 e 28 de Agosto de 1937.
Serras de Água nas Ilhas da Madeira e Porto Santo. Revista de Arqueologia, vol. III, fasc. VI, 1937 — Separata.
O Infante D. Henrique no Promontório Sacro. Revista de Arqueologia, vol. III, fasc. VIII, 1938.
Para a História de Sagres. Bazar, n.º 39, 26 de Novembro de 1937.
As Disposições Testamentárias do Infante D. Henrique. Bazar, n.º 40, 3 de Dezembro de 1937.
Interessantíssima Carta de Doação do Infante D. Henrique. Bazar, n.º 45, 14 de Janeiro de 1938.
Dois Documentos Inéditos — Os Paços que o Infante D. Henrique Doou à Universidade de Lisboa em 1431. Bazar, n.º 3, 4 de Maio de 1938.
As Ilhas do Arquipélago dos Açores na História da Expansão Portuguesa. História da Expansão Portuguesa, fasc. 10, 1938.
Contra o Idalcão — Nos Campos de Pondá e Terras Vizinhas de Goa (1557-1558). Comunicação apresentada na 2.ª Secção do I Congresso da História da Expansão no Mundo — 1938.
O Cabo Bojador. Origem Desta Denominação. Importância da Ultrapassagem Deste Cabo por Gil Eanes. Comunicação feita no Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia. Etnos, vol. II, 1939.

«Elogio do Dr. Jordão de Freitas» - António da Silva Rego

ELOGIO DO DR. JORDÃO DE FREITAS
pelo Académico de Número
ANTÓNIO DA SILVA REGO
publicado em Lisboa, pela Academia Portuguesa da História, 1956, separata
CONFESSO-ME sinceramente embaraçado para cumprir o gratíssimo dever de, perante esta douta Academia, proferir o elogio do meu ilustre antecessor na cadeira que hoje imerecidamente ocupo. Este embaraço nasce, sobretudo, do facto de não ter tido o prazer de o conhecer. Educado em Macau, e tendo trabalhado lá fora, só em 1942 é que me fixei em Portugal e, nesta altura, já o Dr. Jordão Apolinário de Freitas se encontrava aposentado, havia oito anos. É verdade que há muito o admirava, por causa sobretudo dos seus artigos sobre a possível presença de Camões em Macau. Foi ele, aliás o primeiro a salientar que já em 1555 havia Portugueses na península de Amacao, respondendo assim à asserção de que era completamente fantasiosa a hipótese de Camões haver estado em Macau, visto Macau não existir ainda ao tempo.
Esta minha longínqua admiração por um dos sócios fundadores da nossa Academia foi-se radicando cada vez mais, ao longo das vicissitudes e dos anos. E assim se foi formando, no meu espírito, o retrato intelectual dum escritor, terno cultor da História, dotado de raras qualidades de investigador, tendo às suas ordens a riquíssima Biblioteca da Ajuda, de tendências afirmadamente universalistas, fugindo quiçá a qualquer trabalho de especialização, mas amorosamente debruçado sobre todos os problemas suscitados quer na imprensa, quer na bibliografia de Portugal e até do Estrangeiro.
O Dr. Jordão de Freitas conhecia a Biblioteca Real da Ajuda como ninguém. Para lá entrou em 1902. Em 1927 os seus relevantes serviços foram publicamente reconhecidos, com a sua nomeação para seu director, e de lá saiu em 1936, atingido pela implacável lei do limite de idade. Os que têm frequentado a Biblioteca da Ajuda, típico exemplo de biblioteca erudita, lamentam a falta de inventários, índices e roteiros, tais como a moderna Biblioteconomia os exige. Convém, contudo, acentuar, que nos inícios do presente século, Portugal se deixou nitidamente ultrapassar, na matéria, pelas outras nações cultas. O Governo relegou para segundo plano a organização das bibliotecas e arquivos. Os seus directores, quais solitários e desarmadas sentinelas, viram-se a braços com o mais poderoso dos inimigos: o desalento, o desânimo, a impotência. Sem pessoal especializado e sem meios, que haviam de fazer? Uns sossobraram na vulgaridade, outros, como o Dr. Jordão de Freitas, lutaram, lutaram sempre, a fim de legarem ao País, pelo menos, o resultado – por vezes ingente – dos seus esforços. A obra de Jordão de Freitas é, verdadeiramente assombrosa, como em breve teremos ocasião de ver. Mas, o que não teria sido ela, se ele, em 1902, quando foi para a Ajuda, servido já por inegáveis dotes de cultura, pesquisa e vivacidade, encontrasse índices e inventários, catálogos e roteiros, a desvendar-lhe, após algumas horas de leitura, os principais segredos e escaninhos dessa esplêndida biblioteca?
Assim, perante o desconhecido, o Dr. Jordão de Freitas fez o que lhe pareceu mais oportuno e mais útil. Percorreu ele mesmo as principais colecções, debruçou-se sobre os assuntos históricos mais debatidos no seu tempo, não só em revistas, mas até na imprensa diária e foi construindo assim, pouco a pouco, paciente mas persistentemente uma obra a todos os títulos notável. Durante muitos anos, o Dr. Jordão de Freitas identificou-se com a sua biblioteca: a Biblioteca da Ajuda, sem ele, era um corpo sem alma. E de um seu amigo ouvi eu esta confissão: quando ele, por doença ou qualquer outro motivo, não ia à Biblioteca, era inútil ao estudioso e ao leitor dar-se ao trabalho de ir até lá.
Se faço referência a este condicionalismo, é apenas para tentar explicar até certo ponto a génese da sua obra histórica e literária, colocando o homem no seu ambiente e na sua época. Mas, devemos confessar também que Jordão de Freitas soube combater e vencer em si mesmo a geral tendência para a fácil e corredia síntese histórica, sem base documental, fruto apenas de superficiais leituras, à procura de efeitos literários, políticos e sociais. Jordão de Freitas deve ter sentido, certamente, essa aliciadora tentação, perante a qual sucumbiram tantos espíritos da sua época. Mais a mais, não havia ainda o exemplo duma Academia como a nossa, a inclinar os espíritos para a análise, para o documento, para a monografia em profundidade, para a seriedade enfim. O seu espírito superior ciciou-lhe que mais valia sacrificar a síntese brilhante e superficial do que enjeitar a análise custosa e árdua, mas certa e verdadeira. Nisto, Jordão de Freitas, é modelo acabado do investigador probo e honesto, que, cingindo-se aos documentos, deles se não deixa afastar nem um ápice. Não cultivou a sintese histórica, talvez por estar convencido de que, no estado em que se encontravam as nossas bibliotecas e arquivos, difícil seria atingir nível elevado naquele género histórico. É possível também que a sua formatura de médico-cirurgião pela Escola Médica do Funchal, o dispusesse para a análise documental, a dissecação dos factos, análise enfim. Seja como for, a imensa obra que nos legou confirma-o como um dos mais brilhantes e metódicos cultores da análise histórica.
O Dr. Jordão Apolinário de Freitas, nasceu na freguesia de S. Pedro, do Funchal, em 23 de Julho de 1866. Era filho de Luís de Freitas e de D. Ana Fortunata de Sousa e Freitas. Como acontecia a muitos jovens madeirenses, cedo ingressou no seminário diocesano local. E tudo parecia indicar uma sólida vocação sacerdotal, pois chegou a concluir o curso teológico. Sabe-se que os seminários portugueses foram sempre, e são ainda hoje, um dos mais avançados redutos do humanísmo greco-latino.
As ciências exactas podem ser cultivadas bastante apressadamente, mas as letras, essas penetram no âmago dos jovens seminaristas que, desde tenra idade, se habituam a lidar com autores gregos e latinos, a decorar frases dos velhos poetas, a fazer ensaios sobre os eternos problemas do homem. Em Jordão de Freitas sente-se nitidamente esta influência humanística, esta preferência pela harmonia e pela antiguidade, pelo culto do belo e do verdadeiro.
Jordão de Freitas, porém, não se sentiu por fim inclinado para a vida eclesiástica e, aos 24 anos, em 1890, abandonou o seminário, embora lá tivesse leccionado Latim, de 1890 a 1891. De 1891 a 1892 tirou o curso completo dos liceus, nas duas secções Letras e Ciências. Pouco tempo depois, a fim de melhor se preparar para a luta pela vida, sacrificando talvez as suas preferências humanísticas ingressou na Escola Médica do Funchal, donde saiu em 1899, com o curso de médico-cirurgião. Parecia que o novo médico, na idade madura dos seus 33 anos, se iria dedicar de alma e coração, à sua clínica, embora fosse natural que, ocasionalmente continuasse a cultivar as letras. A sua ânsia de saber, o seu anseio de cada vez mais e melhor, trouxe-o até Lisboa, onde se matriculou na Escola Politécnica, a fim de também se graduar pela Escola Médica de Lisboa.
A sua vocação de homem de letras, porém, impôs-se-lhe de forma definitiva. Não o atraíam os doentes, a clínica, os rendosos proventos de médico dedicado e hábil cirurgião. O Humanismo, o velho humanismo dos seus tempos de seminário, a espraiar-se pelos mais vastos horizontes das Letras, da História, da Literatura, da investigação, acenava-lhe, sorria-lhe, fascinava-o. E assim, de 1900 a 1902 vemos o Dr. Jordão de Freitas ocupar o aparentemente modesto lugar de oficial-bibliógrafo da biblioteca da Sociedade de Geografia de Lisboa. Estes dois anos foram verdadeiramente decisivos na sua vida, pois o contacto com os grandes problemas do Ultramar contagiou-o, e daí em diante, Jordão de Freitas havia de dedicar-se preferentemente aos estudos ultramarinos portugueses. Para eles iriam sempre o seu melhor esforço, o seu carinho, a sua dedicação.
Em 1902 transitou para a Biblioteca Real da Ajuda. Aqui teve ocasião de lidar, com certa intimidade, com as rainhas D. Maria Pia e D. Amélia, assim como com D. Carlos e os Príncipes. O Dr. Jordão de Freitas comprazia-se, mais em lembrar aos seus amigos essas horas de convívio, de amizade e de apreço.
Em 1918, foi nomeado director dessa Biblioteca e é curioso que, segundo afirmações dos seus amigos, o Dr. Jordão de Freitas continuava a considerá-la sempre como 'real', como a sua Biblioteca Real da Ajuda. É que as sombras dos reis, a quem ele tinha servido, não se podiam despegar tão facilmente daqueles salões, daquelas paredes, daquele já amadurecido coração madeirense.
Em 1936, o Dr. Jordão de Freitas, coberto de glória, enriquecido por já numerosa e notável bibliografia, foi atingido pelo limite de idade. Retirou-se da direcção da Biblioteca, mas não se retirou das lides do trabalho. Continuou, como antes, a escrever, a ler, a investigar. Intensificou ainda, tal como o Doutor Queirós Veloso, o ritmo do seu esforço. Que exemplos os destes dois ilustres académicos, a quem a idade soergueu em vez de abater!
Foi justamente neste ano, em 1936, quando se avizinhava já o limite de idade, que em 19 de Maio, se fundou a nossa Academia; o Dr. Jordão de Freitas foi, por direito próprio, conquistado ao longo de tantos anos de labor, um dos seus fundadores. Os que de perto lidaram com ele ainda hoje recordam o entusiasmo com que saudou o nascimento da Academia Portuguesa de História, augurando-lhe larga existência, inteiramente devotada ao serviço da Cultura.
Os últimos anos da sua vida decorreram sempre no mesmo ambiente de estudo e de amor à verdade. Não lhe permitia a sua formação analítica permanecer mudo e quedo perante erros, inexactidões ou até opiniões contrárias às que os seus documentos lhe pareciam inculcar. E por isso, tomou parte em varias polémicas. A opinião do Dr. Jordão de Freitas era respeitada, e os escritores descuidados sabiam que tinham nele um possível crítico literário que não hesitaria em corrigir uma data, em grafar diferentemente um nome, em chamar a atenção para um livro, por ele reputado essencial, e que o autor esquecera na sua bibliografia, em denunciar enfim qualquer deslise. Era esta uma das facetas mais interessantes do carácter do Dr. Jordão de Freitas. Confessemos que actualmente, no apressado ritmo da vida presente, há que lamentar a ausência de pessoas cultas, como o Dr. Jordão de Freitas, dispostas a corrigir, a repor a verdade no seu lugar, a chamar constantemente a atenção para a necessidade da exactidão histórica.
Um relance, finalmente, sobre a notável bibliografia do Dr. Jordão de Freitas. Parece, à primeira vista, que seria impossível compilar a lista completa dos seus estudos, sabendo-se de antemão que ficou esparsa por jornais e revistas. Felizmente, porém, para todos nós, o Dr. Jordão de Freitas teve o cuidado de fazer ele mesmo a sua bibliografia, desde 1897 (quando cursava ainda a Escola Médico-Cirúrgica do Funchal) até 1939. Intitula-se esta bibliografia 'Os meus escritos' (1897-1939) e foi por ele mesmo oferecida ao nosso prezado consócio Frazão de Vasconcelos, a quem agradeço muito sinceramente o favor de a poder consultar e citar. Publicar-se-á na íntegra, em apenso a estas despretenciosas palavras.
Esta bibliografia contém 143 entradas. Intitula-se a primeira Escola Médico-Cirúrgica do Funchal. Relação de todos os facultativos habilitados nesta Escola desde a sua instituição até I897. 'Diário de Notícias do Funchal', Outubro de 1897. E a última: O Cabo de Bojador. Origem desta denominação. Importância da ultrapassagem deste Cabo por Gil Eanes. Comunicação feita no Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia. Publicado na revista 'Etnos', volume II.
Não é difícil, apoiando-nos ainda nesta preciosa bibliografia, entrar no âmago das preocupações literárias ou históricas do autor, de 1897 a I939. Temos assim vários períodos: 1) de 1897 a 1903, ocupa-o o passado da Escola Médico-Cirúrgica do Funchal, comparando-a com a de Goa; 2) de 1904 a 1907, é sobretudo o Extremo-Oriente, o Japão, a China, Luís de Camões em Macau, Fernão Mendes, a embaixada dos príncipes japoneses à Europa em 1584, etc. etc., que ressaltam dos seus estudos; 3) de 1907 a 1910, o Dr. Jordão de Freitas, temporariamente esquecido da história ultramarina, ocupa-se de temas metropolitanos, literários, históricos, como por exemplo o Marquês de Pombal, a Inquisição, Crisfal, etc.; de 1910 em diante, Jordão de Freitas continua ecléctico, distribuindo a sua atenção por assuntos literários e históricos, tanto metropolitanos, como ultramarinos. Camões foi por ele estudado em vários artigos. A figura do Marquês de Pombal, do infante D. Henrique, os Descobrimentos, o Japão. S. Francisco Xavier e outros ainda, são matérias sobre as quais ele volta a cada passo. Para quê alongar as citações? Apenas duas, pelo especial interesse que apresentam:

I) N.° 88: O cavalheiro de Oliveira. Apontamentos bibliographicos. 1921-1922. 'A Epoca', de 25 e 27 de Novembro de 1921, 7 e 15 de Dezembro do mesmo ano; 7 de Janeiro, 8 de Fevereiro, 29 de Novembro e 13 de Dezembro de 1922.

2) N.° 103. Cartas que dirigi ao Diário de Notícias nos dias 14 e 23 de Janeiro de 1925 (mas que não foram publicadas), referentes à Cultura Estrangeira – Cultura Portuguesa, do Dr. Alfredo Pimenta, publicadas nestes dois dias. 1925.

Quando em 1946, com 80 anos de idade, o Dr. Jordão de Freitas exalou o seu último suspiro, desapareceu uma das mais notáveis figuras de investigadores do nosso século. Tenho a impressão de que podia morrer tranquilo: a historiografia portuguesa enveredara por caminho certos, da análise para a síntese, do particular para o universal, do documento para a monografia, da verdade parcial para verdade total. Tinha sido esse o seu ideal, desde os seus primeiros ensaios. Por ele se batera. Por ele, ajudara a fundar esta Academia.
É nosso dever continuarmos neste caminho – o certo, o verdadeiro caminho. Deus queira que eu, humilde cabouqueiro de documentos, possa inspirar-me, animar-me, entusiasmar-me com o seu exemplo.
A S. Ex.ª o Dr. Laranjo Coelho, meu ilustre Amigo, a quem há muitos anos admiro, os meus mais sinceros agradecimentos, pela sua gentil companhia nesta ocasião em que, por deferência inesquecível do Conselho desta Academia, a quem rendo igualmente as minhas homenagens, ocupo a cadeira que pertenceu ao saudoso Dr. Jordão Apolinário de Freitas.

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