quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Diccionario do theatro portuguez - Sousa Bastos (1908)

Bastos, António Sousa - Diccionario do theatro portuguez, Lisboa, Imprensa Libanio da Silva, 1908.
Nota: Em 2006 foi publicada uma edição em facsimil desta obra pela Arquimedes Livros.

terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

A exposição Cervantina da Bibliotheca Nacional de Lisboa - Eduardo de Castro e Almeida (1908)

Cunha, Xavier da; Almeida, Eduardo de Castro e - A exposição Cervantina da Bibliotheca Nacional de Lisboa, Lisboa, Imprensa Nacional, 1908.
http://www.archive.org/details/exposiocerva00lisbuoft

Camillo inédito - Visconde de Villa-Moura (1913)

Villa-Moura, Visconde de - Camillo inédito, Porto, Renascença Portuguesa, 1913.
http://www.archive.org/details/camilloindito00castuoft

Os netos de Camillo - Alberto Pimentel (1901)

Pimentel, Alberto - Os netos de Camillo, Lisboa, Empreza da Historia de Portugal, 1901.

As cinzas de Camilo (notas e documentos) - Visconde de Villa-Moura (1917)

Villa-Moura, Visconde de - As cinzas de Camilo (notas e documentos), Porto, Renascença Portuguesa, 1917.

Notas sôbre o Amor de perdição - Alberto Pimentel (1915)

Pimentel, Alberto - Notas sôbre o Amor de perdição, Lisboa, Guimarães & Cª, 1915.
http://www.archive.org/details/notassbreoamor00pimeuoft

Inventario dos documentos relativos ao Brasil existentes no Archivo de Marinha e Ultramar de Lisboa - Eduardo de Castro e Almeida (1913-1921)

Almeida, Eduardo de Castro e - Inventario dos documentos relativos ao Brasil existentes no Archivo de Marinha e Ultramar de Lisboa, Rio de Janeiro, Officinas Graphicas da Bibliotheca Nacional, 6 volumes, 1913-1921.
Volume: 1
Volume: 2
Volume: 3
Volume: 4
Volume: 5
Volume: 6

Catalogo da exposição permanente dos cimelios da Biblioteca Nacional - João de Saldanha da Gama (1885)

Gama, João de Saldanha da - Catalogo da exposição permanente dos cimelios da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, Typ. de G. Leuzinger & Filhos, 1885.
http://www.archive.org/details/catalogodaexposi00brazuoft

segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Boletim das bibliothecas e archivos nacionaes

Volume: 01-02
Coimbra
Imprensa da Universidade
Volume: 03-04
Volume: 09-10

Islenha 45 (Julho-Dezembro 2009)

1- Património Documental/Património Cultural : De e Para o Cidadão
Fátima Barros

2- S. Miguel de Seide: Memorial de uma Casa Assombrada
A. Campos Matos

3- O mito e o espelho: a ideia de Europa em Eduardo Lourenço
José Eduardo Franco

4- A Época e a Obra de Manuel Álvares
Rui Nepomuceno

5- O discurso religioso em O Evangelho Segundo Jesus Cristo de José Saramago
Vanda Gouveia

6- Os Íbis Vermelhos da Guiana: a lei da memória e o código do afecto
Marco Livramento

7- O Quarto Vermelho
Ana Teresa Pereira

8- O lobisomem do Santo da Serra. Um romance de terror do alemão Georg M. Gerisch, de 2004
Eberhard Axel Wilhelm

9- Marrocos e o Mediterrâneo na 2ª Metade do Séc. XVIII
João Cosme

10- O Turismo da Descoberta Económica
João Abel de Freitas

11- Perfil Toponímico da Freguesia da Ponta Delgada, de Duarte Mendes
Thierry Proença dos Santos

12- O Padre António Vieira e as Mulheres. O mito barroco do universo feminino, de José Eduardo Franco e Maria Isabel Morán Cabanas
Onésimo Teotónio Almeida

13- 12 Meses do Funchal, org. de António Fournier
Manuele Masini

14- Publicações Recebidas (entre Jan. - Jun., 2009)

Islenha 44 (Janeiro-Junho 2009)

1- Atlas Linguístico-Etnográfico da Madeira e do Porto Santo. Da Criação de Gado à Fauna e Flora Marinhas
Helena Rebelo e Naidea Nunes

2 - A Saudade: Memória e Desejo na Modulação da Alma
José Pedro Serra

3 - Instruir e Educar na Madeira (1844-1859)
Paulo Drumond Braga

4 - Uma vida agitada: o primeiro Cônsul-Geral de Portugal em Boston, Francisco Vicente Espinosa da Câmara Perestrelo (1788-1834)
João H. Araújo Brito Câmara

5 - Os Cônsules Americanos na Madeira e a Saga Naval de 1864
Joseph Donald Silva

6 - Sant'Anna Dionísio e a Defesa do Ensino Universitário na Madeira
Marcelino de Castro

7 - A Igreja Portuguesa e as Invasões Francesas: uma crise na Crise
Fernando Cristóvão

8 - “O Alliciador”, de João d'Andrade Corvo. A emigração para Demerara na literatura de proscénio
Duarte Miguel Barcelos Mendonça

9 - O escultor Pedro Augusto dos Anjos Teixeira e a terra madeirense: uma questão de felicidade (II). Catálogo
Élvio Melim de Sousa

10 - Algumas observações sobre a primitiva Fortaleza de Baçaim e as persistências “manuelinas” na Arquitectura da Expansão
João Lizardo

Leitura 1, O Funchal na Obra de Max Römer, por C. Valente

Leitura 2, Receitas com Mel-de-Cana, por M. Marques

Leitura 3, José Pereira da Costa: um Homem das Ilhas, por M. de Castro

Publicações Recebidas

Islenha 43 (Julho-Dezembro, 2008)

1 Apontamentos sobre um livro de cavalarias desconhecido: a Argonáutica da Cavalaria, de Tristão Gomes de Castro, escritor madeirense do século XVI
Aurélio Vargas Díaz-Toledo

2 Cabral do Nascimento, tradutor literário
Vanessa Castagna

3 Albino de Meneses e o Fascínio do Feminino
Dalila Pestana

4 Estação Ardente, ou liquido divertimento...
Annabela Rita

5 Ideia de Portugal e de Europa na Pensamento Utópico de Vieira
José Eduardo Franco

6 O Padre António Vieira e a Companhia de Jesus
Carlota Urbano

7 Um Madeirense na Chefia do Governo de Portugal: José Vicente de Freitas
Paulo Drumond Braga

8 A Propósito das “Casas Madeirenses”
Rui Campos Matos

9 O escultor Pedro Augusto dos Anjos Teixeira e a terra madeirense: uma questão de felicidade (I)
Élvio Melim de Sousa

10 A Madeira nos Finais do Século XIX: a colecção Carl Passavant do Museu de Basileia
Rui Carita

11 Relação Afectiva e o Processo Educativo: o exemplo da Escola Básica do 1º Ciclo com Pré-Escolar de Câmara de Lobos
Dulce Neli Oliveira Luís

12 Economuseu Casa de Bordados. Para um Projecto de Museologia dedicado ao Bordado da Madeira
Teresa Klut

13 Leitura 1: Guia dos Monumentos do Funchal, de Francisco Clode de Sousa
Sérgio Lira

14 Leitura 2: Guia dos Monumentos do Funchal (coordenação de Diva Freitas)
Rui Campos Matos

15 Leitura 3: A Madeira vista por Escritores Portugueses (Séculos XIX e XX), de Rui Firmino Faria Nepomuceno
Ana Margarida Falcão

16 Publicações Funchal 500 Anos (de Abril a Dezembro, 2008)

Islenha 42 (Janeiro - Junho, 2008)

1-A Madeira no Conceito Estratégico de Defesa Nacional
Manuel Filipe Correia de Jesus

2-Ameaças à Laurisilva no Século XXI
Rui Manuel da Silva Vieira

3-Luís Archer e a Educação para a Ciência em Portugal. O diálogo entre Ciência, Fé e Ética
José Eduardo Franco

4-Novos Apontamentos sobre Vocabulários Madeirenses: As Primeiras Palavras do Arquipélago da Madeira
António Carvalho da Silva

5-A Vida e Obra de Francisco Álvares de Nóbrega
Rui Nepomuceno

6-A Emigração Madeirense na 2.ª Metade do Século XIX, através de dois Álbuns Fotográficos
Rui Carita

7-Investir para Consolidar uma Imagem: os Bens de Duarte Borges da Câmara, Juiz da Alfândega de Ponta Delgada
Isabel M. R. Mendes Drumond Braga

8-A Água de Regadio na Lombada da Ponta do Sol: Conflitos e Discórdias na Levada do Moinho
Filipa Fernandes

9-Literatura “Popular” e Tradição em Alguns Escritores da Madeira: Inesgotável Fonte de Inspiração?
Thierry Proença dos Santos

10-A Arte de John Dos Passos: Flashes de New York em Manhattan Transfer
Ângela Varela

11-Elmano Vieira, Jornalista e Escritor. Uma Evocação
Maria de Fátima M. Ornellas de Gouveia Soares

12- Leitura 1: O Mito dos Jesuítas, de Eduardo Franco
Cristina Trindade

13- Leitura 2: Memórias do Funchal. O Bilhete-Postal Ilustrado até à Primeira Metade do Séc. XX, de José Manuel Melim Mendes
Rui Carita

14- Leitura 3: Crónica Breve da Cidade Anónima – à Hora do Tordo, de Irene Lucília
Ana Margarida Falcão

15- Publicações Funchal 500 Anos, saídas até Março, 2008

Islenha 41 (Julho - Dezembro, 2007)

O mito da mulher em Vieira:Teologia, representação e profecia
José Eduardo Franco

A Madeira e os seus espaços
O testemunho dos visitantes estrangeiros sobre o Funchal e as Ilhas Atlânticas
António Marques da Silva

Nótulas sobre a emigração madeirense
Na segunda metade do século xix
João Cosme

Residências de uso sazonal na Região Autónoma da Madeira
Gilda Dantas

Os «vapores» costeiros em curiosas situações
Victor M. De Caíres

A propósito de representações “exóticas” na arquitectura manuelina - As figuras das janelas do Museu da Quinta das Cruzes
João Lizardo

O outro evangelho sobre José Marmelo e Silva...
(Síntese da sua «Obra completa»)
Ramiro Teixeira

Cores virtuais ou das imagens como água ou ar - sobre clepsidra, de Camilo Pessanha
Diana Pimentel

«Meier na Madeira» e «A dica confidencial» Romances madeirenses do autor alemão Heinz G. Konsalik, de 1955 e 1986
Eberhard Axel Wilhelm

Contributo ao estudo genealógico da família Barbeito
Filipe Pestana Jardim

Mares da Madeira - Creche das tartarugas no Atlântico desde tempos imemoriais
Thomas Dellinger

Três publicações do CEHA, 2006
Alexandrina Alves
Nuno Freitas

Ilhas de esperança e desejos - sobre Ilhas Contadas de Helena Marques
Ana Isabel Moniz

Islenha 40 (Janeiro - Junho, 2007)

Vírgilio Teixeira e o cinema português da década de 40
Pedro Clode

A alma poética do imaginário simbólico
Isilda Maria Lopes de Sousa Ramos Leitão

Alguns vestígios da Igreja Matriz de Diu e a Arquitectura Manuelina
João Lizardo

As nossas Orquídeas
Francisco Manuel Fernandes

Outros diálogos na obra de Ana Teresa Pereira
Ana Isabel Moniz

Arte & Memória, Joaninha adormecida: um 'quadro' habitado de memórias
Annabela Rita

Pedro da Silveira: notas sobre uma poesia insular
José António Chaves

A sociedade dos Jardineiros: a psicose miguelista do 'complot maçónico
António Loja

A feitoria de Safim: subsídios para a História de um entreposto comercial no Magreb (1491-1521)
Ana Madalena Trigo de Sousa

A Quinta do Prazer e os sócios da casa comercial Phelps Page & Co.
Cláudia Gouveia

Um madeirense no Império do Oriente: Jordão de Freitas, séc. XVI
João José Abreu de Sousa

Arte e Pedagogia no Contemporâneo e Actual
Sílvia Chicó

Em Memória do Dr. Teixeira de Sousa
Jorge Sumares

Islenha 39 (Julho - Dezembro, 2006)

Um século de música religiosa na Madeira
João Arnaldo Rufino da Silva

Inovação - Contexto global. Olhar insular
José Manuel Melim Mendes

Lobos-Marinhos na sua essência
Rosa Pires

O Livro na era digital riscos e oportunidades
José Afonso Furtado

Madeira: Port of call for Danish-Norwegian ships in the 18th and 19th centuries
Erik Goebel

Um Edifício na Encruzilhada da 1.ª República e do Estado Novo: o Seminário da Encarnação (1913-1933)
Nuno Mota

O ensino da História de Portugal através do Manual Enciclopédico para uso das Escolas de Instrução Primária, de Emílio Aquiles Monteverde
Nelson Veríssimo

O tráfico de escravos na ilha da Madeira nos séculos XV e XVI
Fernanda Cristina Santos

Nótulas sobre a presença feminina na colonização brasileira
João Cosme

Mitos revisitados... origens insulares na literatura Cabo-verdiana
Ana Margarida Salgueiro Rodrigues

Do caminhar como figura de pensamento (metáforas da suspensão)
Vítor Manuel Ornelas Magalhães

Islenha 38 (Janeiro - Junho, 2006)

José Manuel Berardo – A paixão pelo coleccionismo mecenático
Idalina Sardinha

A contemporary African tradition: The Zimbabwean collection from the Fundação Berardo. Monte Palace Museum, Funchal (Madeira)
Geert Gabriël Bourgois

A colecção de azulejos da Fundação José Berardo
João Pedro Monteiro

Algumas pinturas religiosas dos séculos XVI e XVII pertencentes à Fundação Berardo
Isabel Santa Clara / Rita Rodrigues

A colecção de minerais «Segredos da Mãe Natureza / Mother Nature’s Secrets» da Fundação Berardo
João Baptista Pereira Silva

Mulheres criminosas, mulheres perdoadas
Paulo Drummond Braga

Terramotos e tsunamis
António Loja

A Madeira no Império Espanhol
João José Abreu de Sousa

Algumas reflexões sobre a «Arte Mudéjar» e a sua influência na Madeira
João Lizardo

A revalorização do imaginário simbólico
Isilda Maria Lopes de Sousa Ramos Leitão

Emergências Estéticas
Annabela Rita

A reflexão política do Padre Manuel Antunes. Repensar Portugal em tempo de mudança
José Eduardo Franco

A mais alta montanha
António Mega Ferreira

A Casa do Coração
José Agostinho Baptista

Sábado em Porto Santo
Laura Moniz

LEITURA
TORRES SANTANA, Elisa – História del Atlântico: El comercio de La Palma com el Caribe 1600-1650 (relaciones de Interdependencia e Intercambio) La Palma, Cabildo de La Palma, 2003.
Filipe dos Santos

Islenha 37 (Julho - Dezembro, 2005)

4 O Programa de Iconografia Mariana da Sacristia da Igreja de S. João Evangelista do Funchal
Cristina Trindade / Isabel Santa Clara

26 Evocação de Frei Pedro da Guarda
D. Frei António Montes Morais, Bispo de Bragança - Miranda

42 Fernando Oliveira, o construtor do mito de Portugal: o mito de Portugal no contexto dos mitos das origens das nacionalidades europeias da modernidade
José Eduardo Franco

59 O Humanista Padre Manuel Constantino
José Pereira da Costa

76 Olhando para o rosto dos livros. Para uma análise pragmática das capas de livros «madeirenses»: a prosa de ficção do século XX
Fernando Figueiredo / Thierry Proença dos Santos

107 Almeida Firmino, natural de Portalegre, mas poeta Picoense: o cumprimento da dor na poesia
José António Chaves

122 Sartre: a propósito do centenário do seu nascimento
Ramiro Teixeira

132 Traços
António Bretaño Pestana

134 Do Porto Santo ao Funchal na obra de Maria Lamas
Rui Nepomuceno

143 A Freira da Madeira: uma das aves marinhas mais ameaçadas do Mundo
Dília Menezes

150 A Quinta da Jangalinha: (A sua importância para o conhecimento da História do Porto da Cruz) (2.ª parte)
Manuel Cruz Pestana de Gouveia

LEITURA
193 Canaviais, acúcar e aguardente na Madeira. Séculos XV a XX
Ana Madalena Trigo de Sousa

Islenha 36 (Janeiro - Junho, 2005)

4 A Fénix Angrence, do Padre Manuel Luís Maldonado: estudo da parte Histórica
Ana Madalena Trigo de Sousa

42 Luís de Camões… e outros
José Pereira da Costa

64 O Poder Democrático e o Promotor Público de Justiça
Paulo H. Pereira Gouveia

93 Kabo Girão
Francisco António Clode de Sousa

96 José Viale Moutinho: um cavaleiro andante em demanda do Graal
Ramiro Teixeira

109 Quinta da Jangalinha: a sua importância para o conhecimento da História do Porto da Cruz
Manuel Cruz Pestana de Gouveia

154 DUAS FÁBULAS:
Fábula Contemporânea
Fábula Salvaje

Júlio Fernández Peláez

129 A mágoa de Roberto de Mesquita – estando além aqui: As clarabóias abertas sobre a alma do poeta
José António Chaves

LEITURA
158 Areia de Praia da Ilha do Porto Santo: Geologia, Génese, Dinâmica e propriedades justificativas do seu interesse medicinal
Raimundo Quintal

162 Adenda e Errata do artigo: ‘Capela de N.ª Sr.ª da Ajuda Memória e Actualidade’

Islenha 35 (Junho - Dezembro, 2004)

4 A exposição individual de António Areal no Museu da Quinta das Cruzes
Pedro Clode

34 Antijesuitismo pedagógico e científico e o nascimento da Brotéria
José Eduardo Franco

53 Arquipélago da Madeira o paraíso atlântico dos moluscos terrestres
Cristina Abreu / Dinarte Teixeira

71 Natureza e cultura virtual e presencialmente
Annabela Rita

76 O labirinto da palavra em Ana Teresa Pereira
Rosélia Quintal

103 Da entrevista ao entrevistado: do negativo à revelação da pose – em torno de Horácio Bento de Gouveia
Thierry Proença dos Santos

119 Elmano Vieira e a «preciosa factura» da escrita
Ângela Varela

129 A mágoa de Roberto de Mesquita – estando além aqui: As clarabóias abertas sobre a alma do poeta
José António Chaves

146 Fiama na órbita de Saturno
Miguel Luís da Fonseca

158 O General João Rodrigues de Vasconcelos (2.º conde de Castelo Melhor) governador geral do estado do Brasil suas acções na companhia geral do comércio do Brasil e no governo geral do referido estado
Francisco de Vasconcellos e Souza

163 Capela de Nossa Senhora da Ajuda nos Piornais: Memória e Actualidade
Maria João Pereira da Silva Favila Vieira

194 D. Luís Gonçalves da Câmara mestre e confessor de S. Sebastião
Cristina Trindade

206 Os frescos da Igreja de S. Sebastião na Ilha Terceira. Um importante conjunto de pintura de cariz tardo-medieval que é urgente salvaguardar
João Lizardo

LEITURA
217 A vinha e o vinho na história da Madeira Séculos XV a XX
Ana Madalena Trigo de Sousa

domingo, 20 de Dezembro de 2009

Frei Manuel do Cenáculo: contribuição para uma bibliografia passiva - Maria Luísa Cabral

FREI MANUEL DO CENÁCULO:
CONTRIBUIÇÃO PARA UMA BIBLIOGRAFIA PASSIVA
por Maria Luísa Cabral
http://www.evora.net/BPE/Pdfs/Outros/cenaculo_bib_passiva.pdf

Tesouros da Biblioteca Pública de Évora - João Ruas (2005)


Ruas, João, (coordenação de) - Tesouros da Biblioteca Pública de Évora, Lisboa, INAPA, 2005.

A ideologia religiosa e os começos da imprensa em Portugal - Geraldo J. A. Coelho Dias

A ideologia religiosa e os começos da imprensa em Portugal
por Geraldo J. A. Coelho Dias
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/6447.pdf

350 títulos para a história do livro e da leitura em Portugal - Gill (1996)

350 títulos para a história do livro e da leitura em Portugal
GILL, Maio 1996
http://www2.fcsh.unl.pt/chc/pdfs/350TIT.pdf

Nascimento e morte da capitania do Funchal - Nelson Verissimo (2005)

Verissimo, Nelson - Nascimento e morte da capitania do Funchal, in Actas do Congresso Internacional «Espaço Atlântico de Antigo Regime: poderes e sociedades», 2005
http://cvc.instituto-camoes.pt/eaar/coloquio/comunicacoes/nelson_verissimo.pdf

Commercio de livros : dissertação bibliologica - Manuel Figueiredo dos Santos Gil (1909)

Gil, Manuel Figueiredo dos Santos - Commercio de livros : dissertação bibliologica, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1909.
http://www.archive.org/details/commerciodelivro00gilmuoft

Catalogo methodico da livraria dos Marquezes de Sabugosa, Condes de S. Lourenço - Luiz Carlos Rebello Trindade (1904)

Trindade, Luiz Carlos Rebello - Catalogo methodico da livraria dos Marquezes de Sabugosa, Condes de S. Lourenço, Lisboa, Imprensa Lucas, 1904.

sábado, 19 de Dezembro de 2009

Camillo Castello Branco. Notas á margem em varios livros da sua biblioteca - Álvaro Néves (1916)

Néves, Álvaro - Camillo Castelo Branco. Notas á margem em varios livros da sua biblioteca, Lisboa, Parceria Antonio maria Pereira, 1916.

Catalogue de la flore des iles Açores, précédé de l'itinéraire d'un voyage dans cet archipel - Henry Drouet (1866)

Drouet, Henry - Catalogue de la flore des iles Açores, précédé de l'itinéraire d'un voyage dans cet archipel, Paris, J. -B. Bailliére, 1866.

Os Pioneiros - Eduardo Pitta (Ípsilon 2009)

A história de uma família americana que viveu no Faial entre a proclamação de Napoleão e a morte de Walt Whitman.

Quem foram os Dabney? Que importância teve esta família americana na vida açoriana do século XVIII? Tudo começou quando o Congresso americano nomeou John Bass Dabney (1766-1826) como vice-cônsul no Faial. Desde 1804 que a história dos Dabney se confunde com a da ilha, numa época que não podia ser mais caótica: invasões napoleónicas, transferência da corte portuguesa para o Brasil, guerra anglo-americana, revolução liberal.
Os "Anais da Família Dabney no Faial" estão compilados em três volumes, tendo sido impressos em 1899 por iniciativa de Roxana Lewis Dabney (1827-1913), que os intercalou com "comentários que procuravam explicar às novas gerações as personagens e as histórias passadas no então longínquo arquipélago." Há três anos, o Instituto Açoriano de Cultura (IAC) mandou traduzir e publicou os "Anais". O presente volume corresponde a uma breve antologia. A partir das 1797 páginas do original, Paulo Silveira e Sousa, responsável pela selecção, organização e notas, coligiu 540, mantendo a tradução do IAC. Maria Filomena Mónica prefaciou.
John Bass Dabney, remoto descendente dos d'Aubigné, não era um diplomata de carreira. Conseguiu o lugar de vice-cônsul porque a família tinha acesso fácil ao presidente Jefferson. Na realidade, foi um aventureiro bem sucedido, a quem o "exílio" acrescentou singularidade. Nenhum preconceito no juízo. Um huguenote que atravessa o Atlântico, em 1794, em plena Revolução Francesa, trocando a Virgínia pela França com o propósito de comerciar, conseguindo, ao fim de pouco tempo, ser co-proprietário de 12 navios que ligavam a Europa às Caraíbas e aos Estados Unidos, não era exactamente o protótipo do cavalheiro. Não obstante, no prefácio, Maria Filomena Mónica fala dele como de um "brâmane" de Boston. A guerra tem razões que o comércio nem sempre domina, e John Bass foi obrigado a mudar-se de Bordéus para os Açores. A neutralidade portuguesa na guerra anglo-americana foi um factor decisivo. No Inverno de 1804 estava na Horta. A mulher e os filhos chegaram em 1807.
Sessenta anos mais tarde, ainda Mark Twain descrevia a ilha e os indígenas deste modo: "Esta comunidade é fundamentalmente composta por portugueses, quer dizer, é vagarosa, pobre, parada, adormecida e preguiçosa. [...] Qualquer português que se preze benze-se e reza a Deus para que o livre de qualquer desejo blasfemo para saber mais do que o seu pai." O futuro autor de "As Aventuras de Huckleberry Finn" (1884) fez escala no Faial a caminho da Palestina Verdade que os Dabney adoptaram a ilha como território seu até praticamente ao fim do século. O consulado americano manteve-se na família durante três gerações: o avô (John Bass), o filho (Charles William) e o neto (Samuel Willis). Por sua iniciativa, vários americanos ilustres visitaram o Faial. Nos primeiros anos, a adaptação foi difícil. Em privado, os Dabney ridicularizavam os morgados das ilhas. A dieta local era execrada: "Põem vinagre ou limão nos guisados, e até nas sopas. O pão, a coisa mais execrável que alguma vez foi provada...".
Aparentemente, a justiça funcionava bem. Isso mesmo decorre da correspondência de John Bass. O Faial ficou a dever aos Dabney a introdução de regras modernas de comportamento, espécies botânicas, maquinaria e o hábito do desporto e da vida ao ar livre. Os últimos Dabney a abandonar a ilha só o fizeram em 1892.
Paulo Silveira e Sousa, responsável pela edição, explica a razão de ser da antologia: "Fazer chegar ao grande público uma obra que, devido à sua extensão, ficaria relativamente ignorada". Para tanto, manteve a cronologia, eliminou repetições e deu particular atenção às relações da família com a sociedade açoriana, as comunidades estrangeiras e a rede de negócios: navegação, pesca da baleia, exportação de vinho e laranja, importação de quase tudo, etc. Não é, faz notar, uma edição crítica.
No essencial, a obra de Roxana Lewis Dabney é uma compilação de correspondência entre membros da família Dabney, conhecidos e autoridades, cobrindo um período que excede o dos "Anais" (1806-1871), pois tem início em 1785. O pretexto foi um esboço de biografia de seu avô Charles William, filho de John Bass, o "pioneiro". As notas de Silveira e Sousa são preciosas para o estabecimento de nexos e melhor compreensão das personagens em análise. Além de um índice remissivo e da genealogia dos Dabney, um "portfolio" fotográfico completa o volume.
http://ipsilon.publico.pt/livros/critica.aspx?id=246954

"Os Dabney. Uma Família Americana nos Açores" FLAD

A saga da família Dabney apresentada aos leitores portugueses
O livro “Os Dabney - Uma família americana nos Açores”, coordenado pela historiadora Maria Filomena Mónica, é apresentado no dia 10 de Outubro na Gala PALCUS (Portuguese-American Leadership Council of the US), em Hartford, nos EUA. A Fundação Luso-Americana (FLAD) subsidiou a investigação em que se baseia este volume, editado pela Tinta da China. A antologia recém-publicada, recentemente lançada nos Açores, é apresentada por Paulo Silveira e Sousa, autor da antologia, e Mário Mesquita, administrador da FLAD. Trata-se da primeira edição destinada ao grande público, baseada na obra monumental «Anais da Família Dabney no Faial» que, lembra Maria Filomena Mónica, constituem “uma raridade bibliográfica”. A obra dá a conhecer aos portugueses a importância da presença desta família no Faial ao longo de quase um século. Os Anais são uma das obras mais relevantes nas relações entre Portugal e os Estados Unidos, entre os Açores e o Estado de Massachussets. Até aos anos 70 do século XX, a colectânea, elaborada por Roxana Dabney, foi praticamente desconhecida em Portugal continental e nos Açores, tendo sido finalmente traduzida pelo Instituto Açoriano de Cultura no ano de 2005. A obra original, em inglês, destinada a circulação privada da família, existe em menos de uma dezena de bibliotecas dos Estados Unidos. Com quase duas mil páginas, em três volumes, representa um vasto fresco do século XIX (1806-1871) nos Açores e em Massachussets, reunindo correspondência entre a família dos dois lados do Atlântico e outros documentos de relevância histórica para americanos e portugueses. “Ao convidar os investigadores Maria Filomena Mónica e Paulo Silveira e Sousa a preparar esta antologia, o objectivo da Fundação Luso-Americana foi o de alargar a um público mais vasto esta obra fundamental que permanecia acessível apenas a eruditos e investigadores”, explica Mário Mesquita, administrador da FLAD. “Não é tarefa fácil convencer o leitor não especializado a abalançar-se a ler os três densos volumes da excelente edição preparada em Angra do Heroísmo”, conclui o responsável por esta iniciativa cultural. Com uma dimensão pouco superior a um livro de bolso, a edição da Tinta da China permite uma aproximação mais “amigável” aos leitores. Anuncia-se ainda para breve a apresentação da obra em Lisboa e em Coimbra. Através do apoio a esta edição, a FLAD reforça a importância deste tipo de trabalhos e promove o enriquecimento e preservação do legado que os Dabney deixaram em Portugal e a sua influência enquanto família americana repartida entre Boston e os Açores. Sobre os Dabney Oriunda de Rhode Island nos EUA, a família Dabney instalou-se na ilha do Faial em 1804, quando John Bass Dabney foi nomeado pelo presidente Jefferson Cônsul Geral dos Estados Unidos no Faial. Três membros da família Dabney exerceram sucessivamente o cargo ao longo de várias gerações, deixando no Faial uma herança cultural e histórica, nomeadamente ao nível das relações com Portugal, ainda hoje visível e reconhecida na ilha.

Saudades, ou as idílicas recordações de Frances Dabney - Victor Rui Dores (2009)

Saudades,
ou as idílicas recordações de Frances Dabney



Nascida no Faial no ano de 1856, Frances Susan Dabney pertenceu à quarta geração dos Dabney – família norte-americana que viveu praticamente durante todo o século XIX nesta ilha. Por via da acção desta família, a Horta haveria de se tornar a primeira localidade da Europa a possuir uma representação consular norte-americana logo após a Independência dos Estados Unidos.
Recorde-se que, a par do trabalho diplomático, os Dabney desenvolveram papel de relevo em vários negócios, nomeadamente: o abastecimento de baleeiras norte-americanas; a exportação de laranja, de vinho e aguardente do Pico e de óleo de baleia; a caça à baleia; a pesca; a venda local de bens importados da América e de materiais de construção; o fornecimento de carvão aos vapores; a manutenção e reparação de navios; a indústria de moagem, entre outros.
Imbuída de um espírito filantrópico, a família Dabney tomou, na ilha do Faial, iniciativas pioneiras no âmbito da benemerência e de projectos inovadores a nível da agricultura e da indústria, da fotografia, das artes, das ciências e da educação, fontes de prestígio social que perdura até aos dias de hoje.
Foi neste contexto que Frances Dabney viveu e cresceu. Neta de Thomas Hickling, vice-cônsul dos Estados Unidos da América na ilha de S. Miguel, e filha de Sarah Hickling Webster (1821-1909) e de John Pomeroy Dabney (1821-1874), Francie (como era carinhosamente chamada por Roxana Lewis Dabney, sua tia que compilou os Anais da Família Dabney) manteve-se na cidade da Horta até 1874, altura em que completou 18 anos de idade. Com a morte do pai, ocorrida num acidente a bordo de um navio em viagem de regresso a Boston, mudou-se para aquela cidade com a mãe e duas das suas irmãs: Sarah e Ellen. Segundo Francis Rogers, em Atlantic Islanders, as três irmãs mantiveram-se solteiras e viveram juntas os últimos anos das suas vidas em Boston.
Vocacionada para a poesia, Frances deu à estampa, em 1903, o livro Saudades, escrito na língua inglesa e em edição familiar e privada de 100 exemplares.
Um exemplar deste livro chegou às mãos de Arthur Prescott Lothrop, que o mostrou ao seu colega José Francisco Costa, que por sua vez o deu a conhecer a um outro colega, Rylan Brenner, director do BCC´s Theatre Arts Program e que o viria a adaptar para teatro, tendo, em Setembro de 2002, levado a cabo um trabalho cénico com o título de Saudades: Dream of a Homeland.
José Francisco Costa tomou-lhe o gosto e traduziu – e bem – o referido livro para português. Conjugaram-se vontades e esforços e, passados que são 103 anos, Saudades é agora dado à estampa, em cuidada edição bilingue.
Chamaria a atenção do leitor para as ilustrações do livro, da autoria de Samuel Longfellow (1819-1892), aqui reproduzidas pela primeira vez. Segundo Sally Sapienza, estamos provavelmente perante alguns dos primeiros desenhos feitos por visitantes americanos às ilhas açorianas. E, a propósito, recorde-se que Samuel Longfellow era irmão de Henry Wadsworth Longfellow, eminente poeta americano do século XIX, tendo sido professor particular dos filhos de Charles Dabney, na Horta, durante os anos de 1843 e 1844 (um desses filhos era John Dabney, pai de Frances).
Constituído por 18 narrativas, Saudades é um livro de breves memórias e fugazes vibrações. São fragmentos de vida vivida e sonhada, de afectos, sentimentos e emoções. Frances lança olhares nostálgicos e retroactivos sobre um tempo vivido no microcosmo da ilha do Faial, revisitando lugares, pessoas e acontecimentos, associando a infância insular ao mito do Éden, isto é, a infância enquanto paraíso irremediavelmente perdido. Numa escrita da intimidade, tricotada pelas marcas de uma inocência assumida, a narradora fala-nos da alegria de sensações que ficaram enraizados na sua memória. Exprime-se através de uma prosa poética eivada de idealismo, tranquilidade e harmonia, e fala das pessoas com profundo amor e das paisagens com enorme fascínio.
Este livro é precisamente uma declaração de amor às ilhas do Faial e do Pico, sobre as quais a autora nos dá visões esplendorosas e impressionistas, carregando nas cores do idílico e do pitoresco, mas escrevendo sempre com apurado sentido estético e sensibilidade artística.
De resto Saudades reflecte aquilo que a família Dabney desenvolveu ao longo da sua estada no Faial: uma profunda relação de conhecimento, de amizade e de culto da paisagem e, sobretudo, do povo rural do Faial e do Pico. Este conhecimento directo e esta relação de empatia estão aqui bem patentes, sobretudo no que se refere à fruição paisagística daquelas ilhas (com especial relevo para a imponência da montanha do Pico) e à observação das cenas da vida quotidiana, do tipo etnológico, num registo muito interessante que marca as diferenças culturais dos açorianos: os artefactos e o vestuário dos camponeses, os objectos evocativos de actividades domésticas, agrárias, pastoris, marítimas e artesanais.
São idílicas e profundamente românticas as recordações faialenses de Frances Dabney, com o mar e a ilha sempre na sua memória. Aqui se fala de um anjo que recolhe amores perfeitos. Da Natureza que celebra a liberdade e o amor. Do gado “mugindo tristemente” na quietude da paisagem. De melodias que se ouvem por montes e vales. Das alegrias da vida e das mágoas do amor. De donzelas amorosas que pisam o tomilho, o poejo e o alecrim e conduzem vacas pachorrentas por cerrados e atalhos. Uma dessas donzelas, Narcisa de sua graça, sentada numa esteira, sorri docemente e escuta: a melodia do mar, a aproximação de pastores e de caçadores de coelhos.
Todo o livro é atravessado por gorjeios de pintassilgos, toutinegras, vinagreiras tentilhões, codornizes, milhafres, gaivotas, melros pretos e canários. E em cada história ecoa o rangido de portões de quinta, o latido dos cães e o tilintar dos chocalhos das vacas.
Depois temos Aura e Felício – amantes felizes no meio de uma paisagem bucólica feita de jardins, furnas, muros de lava, grandes portões, hortênsias, beladonas, begónias, rosas, lírios, papoilas, junças, musgo, fetos, queiró, moitas de urze, combros de canas, funcho, alcachofras, trepadeiras, silvados, tremoceiro, faveiras, trigo, milho, cevada, batata doce, vinhedos, figueiras, tamariteiros, pinheiros, faias… Estes elementos não estão no livro a servir de mero décor – estão lá porque funcionam como uma celebração (poética) da vida.
Aqui também se contam histórias. A de um velho pastor que conhece os mistérios, os perigos e os segredos da Serra. A de um jovem que, caminhando, canta e toca viola a pensar na sua amada. A de um barco em apuros, na iminência do naufrágio. E acontecem episódios festivos relacionados com o verdelho doirado e as vindimas do Pico. E lembranças amorosas da narradora vagueando na praia de Porto Pim. E há mulheres, de lenços garridos, que mondam o linho e conversam enquanto trabalham. E há pescadores que andam aos congros, abróteas, pargos e moreias e que, surpreendidos por uma tempestade, se abrigam numa furna das Caldeirinhas, no Monte da Guia.
Este é, por conseguinte, um livro sentimental, lírico e evocativo, escrito com apreciável frescura narrativa.
Esta frescura narrativa é bem captada por José Francisco Costa na tradução que empreendeu de forma eficaz e eficiente. Até porque sendo ele poeta, há nele o ouvido que escreve. Por exemplo, quando traduz “The wind sings in the tops of the long-needled pines (…)” por “O vento canta nas copas dos pinheiros” (pág. 203). Ou “(…) to the church bells pealing merrily across the fields”, por “o repique festivo dos sinos pelos campos fora” (pág. 234). Ou ainda, “(…) and the Belladonas blush with gladness” por “(…) e rubras de alegria ficam as beladonas” (pág. 204). Ainda outro exemplo: “(…) and the old women looked away and listened vaguely to all the distant sounds of the far-away town”, por “(…) e as velhas derramaram o olhar numa vaga escuta de todos os sons distantes vindos da vila ao longe” (págs. 233/4).
Ou seja, o tradutor conseguiu (re)criar a fluência e a imagética do discurso poético de Frances Dabney, alcançando apetecíveis efeitos de prosódia e musicalidade: “(…) ou, então, é um congro enorme, cujo corpo de aço lampeja e reluz na escuridão, como se fora o esbranquiçado minério líquido de uma fornalha, agora conservado em barras longas e sinuosas” (pág. 238).
Saudades é um livro de sinestesias, já que a sua autora soube captar os sentidos da alma açoriana: a paisagem, as pessoas, os sons, as melodias, os cheiros e os sabores. Em 1874 Frances Dabney saiu do Faial mas o Faial não saiu dela. Por isso escreveu este livro com os olhos da memória.

Victor Rui Dores

In: http://www.faialonline.com/?p=2294

Os Dabney. Uma família americana nos Açores - Maria Filomena Mónica (2009)

Em 1806, a família Dabney desembarcou nos Açores, mais especificamente na ilha do Faial, onde o patriarca desempenharia a função de cônsul. A actividade diplomática andou a par dos negócios e do comércio, da filantropia também, e os Dabney integraram-se rapidamente na comunidade açoriana, abandonando o arquipélago apenas em 1892.
No período de um século, esta família protestante foi o eixo de um dinamismo cultural que envolveu o convívio e a correspondência com diversas personalidades da época. A testemunhá-lo, o riquíssimo espólio de cartas, diários e outros documentos coligidos por Roxana Dabney.
A presente antologia reúne os textos que hoje se revestem de maior interesse e eloquência, constituindo a visão estrangeira e esclarecida a partir da qual Maria Filomena Mónica traça um retrato da sociedade insular no século XIX.

quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Contribution a la faune malacologique des Iles Açores (...) - Philippe Dautzenberg (1889)

Dautzenberg, Philippe - Contribution a la faune malacologique des Iles Açores. Résultats des dragages effectués par le yacht l'Hirondelle pendant sa campagne scientifique de 1887. Révision des mollusques marins des Açores, Imprimerie de Monaco, 1889.

Iles Açores. Notice sur l'histoire naturelle des Açores suivie d'une description des mollusques terrestres de cet archipel - Arthur Morelet (1860)

Morelet, Arthur - Iles Açores. Notice sur l'histoire naturelle des Açores suivie d'une description des mollusques terrestres de cet archipel, Paris, J.-B. Baillière et Fils, 1860.
http://www.archive.org/details/ilesaoresnotic00more

Mollusques marins des Iles Açores - Henri Drouët (1858)

Drouët, Henri - Mollusques marins des Iles Açores, Paris, Chez Balllière, 1858.

Uma viagem ao Valle das Furnas na Ilha de S. Miguel em Junho de 1840 - Bernardino José de Senna Freitas (1845)

Freitas, Bernardino José de Senna - Uma viagem ao Valle das Furnas na Ilha de S. Miguel em Junho de 1840, Lisboa, Imprensa Nacional, 1845.

Historia de João e Balbina (...) - M. V. C. Figueira (19--?)

Figueira, M. V. C. - Historia de João e Balbina. Dois namorados na Ilha Terceira, faliecidos ambos no mesmo dia, New Bedford, Livraria Portugueza, ([19--?]).
http://www.archive.org/details/historiadejooe00figu

O dia 11 d'agosto de 1829 ou a victoria da Villa da Praia (..) - A. L. Gentil (1844)

Gentil, António Luís - O dia 11 d'agosto de 1829 ou a victoria da Villa da Praia. Poema heroico offerecido ao illustrissimo e excellentissimo senhor Duque da Terceira, Lisboa, Imprensa Nacional, 1844.
http://www.archive.org/details/odia11dagostode100gent

Histoire de la découverte des Îles Açores et de l'origine de leur dénomination d'Îles Flamandes - Jules Mees (1901)

Mees, Jules - Histoire de la découverte des Îles Açores et de l'origine de leur dénomination d'Îles Flamandes, Université de Gand, Recueil de Travaux publiés par la Faculté de Philosophie et Lettres, 27 eme fascicule, Gand, Librairie Vuylsteke, 1901.

http://www.archive.org/details/histoiredeladc00mees

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Incunábulos e Post-Incunábulos Portugueses (ca. 1488 - 1518) ... - Helga Maria Justen

HeIga Maria Jüsten

Incunábulos e Post-Incunábulos Portugueses (ca. 1488 - 1518)

(Em Redor do Material Tipográfico dos Impressos Portugueses)


Doutoramento em História
Especialidade de História Cultural c das Mentalidades Modernas

Orientador lProfessor Doutor João José Alves Dias

Universidade Nova de Lisboa
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Lisboa - 2006

Resumo

O presente trabalho foi apresentado como dissertação de doutoramento à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e incorpora sugestões dos membros do júri, formuladas durante as provas públicas realizadas a 14 Julho de 2006.

A dissertação de doutoramento assenta numa investigação de incunábulos e post- incunábulos e fornece 61 notícias tipobibliográficas que representam os impressos portugueses actualmente conhecidos desde o início da imprensa fixado em ca. 1488 até ao ano de 1518. Procedeu-se ao estudo dos incunábulos e post-incunábulos portugueses com o objectivo de apresentar, numa primeira parte, as 61 notícias tipobibliográficas de acordo com uma metodologia uniforme e numa perspectiva de actualização relativamente a descrições parcelares anteriores. A análise da produção portuguesa no período em apreço engloba, ainda, a identificação e a atribuição de um impresso sine notis, i.e., uma edição dos Elegantiolae de Augustinus Datus, exemplar único actualmente conhecido, que se reproduz na íntegra.

Numa segunda parte do trabalho reuniu-se, num corpus documental, o material tipográfico usado nos impressos portugueses entre ca. 1488 e 1521, introduzindo uma classificação dos tipos e das iniciais, assim como uma ordenação das tarjas, gravuras e portadas, no âmbito de numa sequência cronológica estabelecida em função dos locais de produção referenciados.

O estudo e a reprodução do material tipográfico complementam-se com observações sobre particularidades registadas na análise dos 61 impressos portugueses, acrescentando, oportunamente, informações relevantes sobre o funcionamento das oficinas e tipografias inventariadas.
Este resumo da tese consta da caixa do cd-rom, que está disponível em algumas bibliotecas do país.
A tese de doutoramento - Incunábulos e Post-Incunábulos Portugueses - encontra-se em publicação, mais propriamente na revisão de provas tipográficas. O livro será editado pelo Centro de Estudos Históricos, da UNL, tendo como director o Professor João Alves Dias.
A autora é investigadora relativamente à História da Tipografia Portuguesa, trabalhando, actualmente, sobre as edições da oficina de Germão Galharde. O trabalho actual será uma continuação da tese de doutoramento. O livro em publicação representa um trabalho de anos sobre os primeiros impressos portugueses até 1521.
O livro terá, além de outros capítulos, duas partes principais, i.e., a descrição tipobibliográfica de 61 espécies da tipografia portuguesa, acompanhada de uma parte iconográfica com reprodução de tipos, iniciais, tarjas, gravuras e portadas.
Nota do Blogue: Tenho uma predilecção por tudo o que diga respeito às primeiras obras impressas em Portugal, algumas das quais de apurada execução, por isso foi com muito agrado que recebi a notícia da futura publicação deste livro.
Os meus sinceros agradecimentos à Drª Helga Maria Justen o fornecimento das informações que constam nesta mensagem.

João Gonçalves Zargo - J. d' A. A. de Bettencourt (1919)

Bettencourt, J. d´A. A. de - João Gonçalves Zargo, Revista Michaelense, Ano 2, Nº 2, São Miguel, Abril de 1919, págs. 114-117.

Revista Michaelense - (1918-1921)

Ano 1

Nº3
1919

Nº1
Nº2

Nº3

Nº4

Nº5
1920

Nº1

Nº2

Nº3
1921
Nº1

Nº2

Nº3

A Terceira e a liberdade : poema historico-politico - Carlos Augusto Schiappa Pietra (1880)

Pietra, Carlos Augusto Schiappa - A Terceira e a liberdade : poema historico-politico, Angra do Heroismo, Imprensa do Governo Civil, 1880.
http://www.archive.org/details/terceiraeliberda00pietuoft

The Azores : or Western Islands, a political, commercial and geographical account (...) - Walter Frederick Walker (1886)

Walker, Walter Frederick - The Azores : or Western Islands, a political, commercial and geographical account, containing what is historically known of these islands, and descriptive of their scenery, inhabitants, and natural productions; having special reference to the eastern group consisting of St. Michael and St. Mary, The Formigas and Dollabaret Rocks; incluinding suggestions to travellers and invalids who may resort to the archipelago in search of health, London, Trubner & Co, 1886.

Tratado da versificação portugueza, dividido em duas partes - Pedro José da Fonseca (1777)

Fonseca, Pedro José da - Tratado da versificação portugueza, dividido em duas partes, Lisboa, Regia Officina Typographica, 1777.
http://www.archive.org/details/tratadodaversifi00fons

Noites jozephinas de Mirtilo sobre a infausta morte do Serenissimo Senhor D. Joze Principe do Brazil (...) - Luís Rafael Soyé (1790)

Soyé, Luis Rafael - Noites jozephinas de Mirtilo sobre a infausta morte do Serenissimo Senhor D. Joze Principe do Brazil, dedicadas ao consternado povo luzitano, Lisboa, Regia Officina Typographica, 1790.
http://www.archive.org/details/noitesjozephinas00soye
ou
http://purl.pt/13857

História literária do Porto através das suas publicações periódicas - Alfredo Ribeiro dos Santos (2009)

Santos, Alfredo Ribeiro dos - História literária do Porto através das suas publicações periódicas, Edições Afrontamento, 2009.

Esta obra constitui o levantamento mais exaustivo publicado até hoje sobre os movimentos culturais e as correntes literárias da Cidade, em particular nos últimos dois séculos. Da Gazeta Literária ao Ultra-Romantismo, de A Águia às publicações de expressão vanguardista dos anos 90, o autor vivifica através destas páginas um quadro histórico, referencial e de conteúdos (documentado em sinopses e notas biobibliográficas dos principais colaboradores) que permite aferir os ambientes culturais, as linhas de pensamento traduzidas em acção doutrinária e cívica, os matizes literários e singularidades artísticas que projectaram o Porto para um lugar de destaque na vida portuguesa. A importância destas publicações nos meios cultos e letrados portuenses – mas cuja repercussão e influência foi também transversal a toda a vida social, culta e literária portuguesa – volve-se deste modo alicerçada nas suas fontes. O contributo de Alfredo Ribeiro dos Santos, na sequência de outros seus trabalhos anteriores, perfila-se fundamental para quem procure conhecer o que foi o ambiente estético, as correntes de pensamento, a trajectória literária, artística e cultural do nosso país, na transição dos dois últimos séculos.

325 pp., 2009, Colec. Diversos/26, ISBN: 978-972-36-1038-3 / 36 euros

In: http://www.edicoesafrontamento.pt/novidades.html

Nota do blogue: Magnífica obra e indespensável a todos os que se interessam por este tema. Sem sombra de dúvida que torna-se-à uma obra de referência.

Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra

Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra