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quinta-feira, janeiro 29, 2015

The climate of the island of Madeira - James Bloxam (1854)

Bloxam, James - The climate of the island of Madeira : and the errors and misrepresentations of some recent authors on this subject, considered in a letter addressed to George Lund, M.D. / by James Mackenzie Bloxam, London (1854).

domingo, maio 27, 2012

MÁQUINA DE EMARANHAR PAISAGENS: HERBERTO HELDER E O CINEMA EM PROL DA REFLEXÃO SOBRE A POESIA - Tatiana Picosque

MÁQUINA DE EMARANHAR PAISAGENS: HERBERTO HELDER E O CINEMA EM PROL DA REFLEXÃO SOBRE A POESIA
Tatiana Aparecida Picosque
(Doutoranda em Literatura Portuguesa, USP)


RESUMO: Pretendemos examinar sucintamente a relação entre cinema e poesia na obra de Herberto Helder (1930-), poeta português de envergadura surgido na segunda metade do século XX. Com apoio encontrado na obra do próprio autor, analisaremos excertos sobre o cinema no livro Photomaton & Vox. No intuito de verificar a práxis dessa relação entre cinema e arte poética na obra herbertiana, comentaremos a respeito do livro A máquina de emaranhar paisagens onde o procedimento de montagem das imagens se encontra mais evidente.

http://www.pgletras.uerj.br/palimpsesto/num12/dossie/palimpsesto12dossie03.pdf

A questão da autoria em Os Passos em Volta, de Herberto Helder - André Luiz Lorenção

A questão da autoria em
Os Passos em Volta, de Herberto Helder

André Luiz Lorenção

http://www.fflch.usp.br/dlcv/revistas/desassossego/conteudo/03/3edicao_dossie_Andre_Lorencao_artigo1.pdf

Os passos errantes de Herberto Helder no exílio e na poesia do cineata Manoel de Oliveira - Michelle Sales

Revista Eutomia Ano I – Nº 01 (404-415)

Os passos errantes de Herberto Helder no exílio e na poesia do cineata Manoel de Oliveira.

Michelle Sales1
- PUC-RIO

Resumo:

A obra cinematográfica do cineasta português Manoel de Oliveira tem atravessado diversas esferas da nação e da cultura portuguesa. O objetivo maior deste artigo é apontar intersecções existentes entre o livro de contos do poeta Herberto Helder Os passos em volta e alguns filmes do mencionado diretor, demonstrando como os dois autores abordam temas semelhantes nas suas obras, tais quais: o exílio, a viagem e a condição de estrangeiro.

1
Mestre em Comunicação Social pela PUC – Rio e doutoranda em Estudos de Literatura também na mesma universidade onde desenvolve projeto de pesquisa sobre a relação entre a literatura e o cinema portugueses.

http://www.revistaeutomia.com.br/volumes/Ano1-Volume1/literatura-artigos/Michelle-Salles-PUCRIO.pdf

quarta-feira, novembro 09, 2011

Hermann Schacht, un botánico entre Madeira y Canarias



«Hermann Schacht, un botánico entre Madeira y Canarias»
por:
José Juan Batista
Eduardo Gutiérrez
Marcos Sarmiento

In: http://www.gobcan.es/educacion/3/usrn/fundoro/archivos%20adjuntos/publicaciones/capitulos_viajeros_cientificos/BatistaGutierrezSarmiento.pdf

La exploración naturalista de Madeira en el siglo XIX: Los viajeros alemanes y su interés por esta isla - Sandra Rebok

La exploración naturalista de Madeira en el siglo XIX: Los viajeros alemanes y su interés por esta isla
por Sandra Rebok
 
Resumen:
Este estudio tiene como objetivo dar a conocer a diferentes viajeros científicos de origen alemán que visitaron Madeira a partir de mediados del siglo XIX, los estudios realizados por ellos así como las publicaciones que resultaron de ello. Se trata principalmente de documentar los inicios de la investigación científica sistemática en la isla, analizar este interés y la forma en que se desarrolló en las décadas siguientes. Tras una introducción general sobre el género de la literatura de viajes, el enfoque se centra en el significado de esta isla para los visitantes, naturalistas y médicos alemanes del siglo XIX, las propias impresiones de las regiones recorridas, así como la variada información ofrecida sobre su geografía, botánica, los distintos paisajes, el comercio, la agricultura, las costumbres de la población y su vida cotidiana. Se analizará especialmente la mirada de estos viajeros sobre Madeira y por otro lado se realizará una comparativa que permita conocer las diferencias que se percibieron entre Madeira y las Islas Canarias.
 
Arbor, Vol 185, No 740 (2009)
doi:10.3989/arbor.2009.740n1094

terça-feira, novembro 08, 2011

Machico and the discovery of Madeira - Carlos Mello (1894)





Mello, Carlos - Machico and the discovery of Madeira, in Scottish Geographical Magazine, volume X, págs. 199-202, Edinburgh, Royal Scottish Geographical Society, 1894.
http://www.archive.org/details/scottishgeograph10scotuoft

Nota. Este artigo foi publicado em separata.

segunda-feira, outubro 31, 2011

Artigos de Thomas Heberden (1753,1761,1767,1770) e de John Lewis Tiarks (1824) tendo como tema a Madeira

Thomas Heberden and W. Heberden
A Continuation of the Account of the Weather in Madeira. By Dr. Thomas Heberden. Communicated by Dr. W. Heberden, F. R. S.
Phil. Trans. 1753 48:617-620; doi:10.1098/rstl.1753.0081

William Heberden and Thomas Heberden
An Account of the Earthquake Felt in the Island of Madeira, March 31, 1761: By Thomas Heberden, M. D. F. R. S. Communicated by William Heberden, M. D. F. R. S.


Thomas Heberden
Of the Increase and Mortality of the Inhabitants of the Island of Madeira. By Dr. Thomas Heberden, F. R. S.

Mr. BirdMr. Short, and Thomas Heberden
Observations of Immersions and Emersions of Jupiter's First Satellite, Made at Funchal, in Madeira, with a Reflecting Telescope of 18 Inches Focus, Made by Mr. Short. The Time Was Found by Taking Equal Altitudes, with a Quadrant of 12 Inches Radius, Made by Mr. Bird, and with the Help of a Good Pendulum Clock Made in London. By the Late Thomas Heberden, M. D. F. R. S.
Phil. Trans. January 1, 1770 60:502-503; doi:10.1098/rstl.1770.0044

John Lewis Tiarks
A Short Account of Some Observations Made with Chronometers, in Two Expeditions Sent Out by the Admiralty, at the Recommendation of the Board of Longitude, for Ascertaining the Longitude of Madeira and of Falmouth

domingo, outubro 30, 2011

sexta-feira, março 18, 2011

In Memorium José Pereira da Costa (1922-2010) - Dr. Alberto Vieira

IN MEMORIAM

José Pereira da Costa (1922-2010)
 
A noticia da morte de alguém com quem partilhamos muitos momentos da nossa actividade profissional é sempre algo que nos toca, mas que não nos deve deixar esmorecer nesta caminhada de valorização do conhecimento e do saber dos espaços insulares. Nesta árdua travessia profissional ao serviço do Centro de Estudos de História do Atlântico fomos por diversas vezes surpreendidos por algumas destas noticias.
Primeiro a 22 de Janeiro de 1992 o falecimento do Prof. Luís de Albuquerque, então Presidente do CEHA,
isto num momento em que na vila de S. Vicente se procedia ao lançamento oficial da minha tese de doutoramento sobre os “Escravos no Arquipélago da Madeira. Séculos XV a XVII”, cuja coordenação científica havia estado a cargo do mesmo e do prof. Manuel Lobo Cabrera.
Depois a 5 de Março de 2008 fomos de novo surpreendidos com a morte de Prof. Joel Serrão, que também apadrinhou esta instituição e foi seu presidente de 1992 a 1996. Agora foi a vez do Dr. Pereira da Costa, com quem tivemos oportunidade de privar por largos anos e cuja acção em prol das ilhas e valorização do mundo insular em muito ficamos devedores.
Para nós madeirenses assume particular significado pelo facto de ter sido Director do então Arquivo Distrital da Madeira, entre 1955 e 1966, lugar que deixou para assumir funções nos Arquivos nacionais onde se manteve até 1989. Depois de aposentado regressou à Madeira, a sua terra de adopção, onde manteve por largos anos uma actividade relevante em termos científicos, na qualidade de investigador e dirigente do CEHA.
Como arquivista, que foi, e que sempre se quis diferenciar dos historiadores, deixou-nos um inestimável trabalho, não só pela sua luta e iniciativa de dar um espaço condigno à memória da nação, como da criação de condições aos investigadores para acesso à documentação. Para a Madeira o seu trabalho, como director do arquivo distrital nas décadas de cinquenta e sessenta do século XX, e depois como investigador e dirigente do CEHA deu provas de grande empenho e dedicação na preservação e divulgação do nosso património documental. Ao ser-viço do CEHA publicou vários estudos e participou em todos os eventos realizados, seja conferências, seminários, colóquios e congressos. A sua presença nestes eventos era notada pela forma cordata como acolhia as novas gerações de investigadores e procurava animar os debates.
Para nós, que tivemos a felicidade de o conhecer pela primeira vez na década de setenta, quando ainda estudante do curso de História na Faculdade de Letras de Lisboa, são gratas e inúmeras as recordações que guardámos do seu convívio. Ainda hoje recordo o primeiro dia em que pela primeira vez tive acesso ao ANTT nas velhas instalações da actual Assembleia da República. O facto de ser madeirense, embora ainda estudante, não passou despercebido e permitiu a nós, como a muitos outros, a simpatia e apoio indispensáveis, para quem como nós dava os primeiros passos na investigação. Depois, recordo na década de oitenta a sua participação sempre activa nas reuniões que mantivemos da Comissão Instaladora do CEHA, e o apoio inequívoco que sempre demonstrou a este projecto.
Penso que a sua memória ficará sempre presente entre muitos os que tiveram oportunidade de privar mais de perto com ele, mas também, de todos aqueles que se cruzaram ao longo da sua vida profissional, na qualidade de arquivista e dirigente.
Para nós resta-nos a nossa gratidão por todo o empenho e aquilo que fez no sentido da afirmação do CEHA, como da Madeira e demais ilhas dos espaços oceânicos. Para a memória dos presentes e vindouros fica a obra expressa em múltiplas acções como inúmeros trabalhos. De certeza que os madeirenses e os
demais ilhéus, “do mundo que o português2, nunca esquecerão e não deixarão de manifestar o seu volumoso apreço pelo facto de ter sido um entre muitos de nós que publicou até hoje o livro mais volumoso e pesado, conhecido como “O Livro das Ilhas”.
A nossa memória e recordação será tão grande como o volume em apreço.
Quanto à sua vasta obra queremos deixar aqui apenas a memória daqueles que publicou sobre a chancela do CEHA.

Trabalhos editados pelo CEHA


• Livros de Contas da Ilha da Madeira, Funchal, 1989,

• Livros de Matrícula do Cabido da Sé do Funchal (15381558), Funchal, 1994,

• Vereações do Funchal do Século XV, Funchal, 1995,

• Vereações do Funchal. Primeira metade do Século XVI//

Vereações do século XVI: Santa Cruz, Funchal, 1998,

• Vereações do Funchal. Segunda Metade do Século XVI, Funchal, 1998,

Trabalhos com participação sua


• Actas do I Colóquio Internacional de História da Madeira, Funchal, 1990,

• Actas do II Colóquio Internacional de História da Madeira, Funchal, 1993,

• Os Vinho Licorosos e a História, Actas do Seminário Internacional, Funchal, 1998,

• O Município no Mundo Português, Actas do Seminário Internacional, Funchal, 1998.

• Documentação e Arquivos Insulares. Actas do Seminário Internacional, Funchal, 1999,

• As Ilhas e o Brasil. Actas do Colóquio Internacional, Funchal, 2000,

• Imigração e Emigração nas Ilhas, Funchal, 2001,

• História dos Municípios: Administração, Eleições e Finanças, Funchal, 2001,

• A Madeira e a História de Portugal, Funchal, 2001,

• ACTAS do III Simpósio da Associação Internacional de História e Civilização da Vinha e do Vinho,

Funchal, 2004,

• Recepção Académica ao Prof. Doutor D. Manuel Lobo Cabrera, Funchal, 2004,

• O Exercício do Poder Municipal na Madeira e Porto Santo na Época Pombalina e Post-Pombalina, Funchal,2004,

• As Cidades do Vinho. II Seminário Internacional de Historia do Vinho, Funchal, 2006,

• História do Municipalismo – Poder Local e Poder Central no Mundo Ibérico Funchal, 2006, tradução

do texto de Alberto Silbert:

• Uma Encruzilhada do Atlântico Madeira (1640-1820) / Un Carefour de L’Atlantique Madère (1640-1820), Funchal, 1997,
 
Para o fim deixamos algumas fotos do álbum ilustrativo do nosso convívio profissional, cientifico e pessoal.
Ver nas páginas seguintes.

Alberto Vieira
(Presidente do CEHA)
adaptado de: http://www.madeira-edu.pt/LinkClick.aspx?fileticket=8BKPblPWv4k%3d&tabid=1413&mid=6067&language=pt-PT

segunda-feira, março 07, 2011

João Cabral do Nascimento - (Revista Olhar - Jornal da Madeira 17 de Novembro de 2007)

João Cabral do Nascimento

Da palavra eu fiz a minha ferramenta

João Cabral do Nascimento nasceu na freguesia da Sé, Funchal, a 22 de Março de 1897, sendo filho de João Crawford do Nascimento e de D. Palmira Alice de Meneses Cabral. Casou com D. Maria Franco, pintora e novelista, de quem teve um filho: Dr. João Crawford de Meneses Cabral, casado com D. Matilde Cabral.
Tirou o curso do Liceu do Funchal, depois do qual se matriculou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se formou em 1926. Poeta, prosador e professor, faleceu em Lisboa a 2 de Março de 1978, tendo-se realizado o funeral no dia 3, de S. Domingos de Benfica para o jazigo de família no cemitério do Alto de S. João.
Bem cedo publica o seu primeiro livro de versos. Em 1916, tinha o poeta dezanove anos, saía a público «As Três Princesas mortas num Palácio em Ruínas», expressando-se «numa linguagem harmoniosa e pura».
Em 1917, em plena Grande Guerra, João Cabral fica a residir na Ilha onde inicia o seu «Descaminho».
Após a assinatura do Armistício vai para Coimbra onde, interessado pela renovação da literatura, publica a folha «Ícaro».
Em 1922 regressa à Madeira, onde, certamente, pouco atraído pelas causas da advocacia dedica-se ao ensino.

Em defesa do património
do Arquipélago

Sai da Ilha em 1937. Mas a Madeira não é esquecida, sendo, prova disso a muita correspondência que manteve sempre com familiares e amigos.
Conviveu em Lisboa com alguns poetas da geração do Orfeu e publicou em 1916 o seu primeiro livro de versos, «As Três Princesas Mortas num Palácio em Ruínas», Lisboa, 1916, a que Fernando Pessoa dedicou uma crítica na revista «Exílio», considerando a obra como integrada no movimento sensacionalista. Em Coimbra, ainda estudante, fundou com outros a revista «Ícaro», na qual colaboraram Eugénio de Castro e Teixeira de Pascoais, e dirigiu o jornal «Restauração». De regresso à Madeira foi professor no Liceu Jaime Moniz, ingressando mais tarde no ensino técnico.
Senhor de uma extraordinária capacidade criativa, investigador e observador perspicaz, salienta-se na defesa do património artístico e cultural da Ilha e enquanto director do Arquivo Distrital do Funchal (1931/1935 begin_of_the_skype_highlighting 1931/1935 end_of_the_skype_highlighting) organiza uma colectânea das Estampas Antigas da Madeira, um catálogo dessas interessantes e valiosas estampas, muitas delas, hoje, já bastante raras, e todas necessárias para o estudo dos costumes, trajes e arquitectura civil e religiosa da Madeira.
Foi o fundador e director do Arquivo Histórico da Madeira. Publicou nove volumes sob a sua direcção, os quais constituem um repositório histórico de grande interesse. Regeu aulas do Curso de Férias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Uma vasta obra
de valor incalculável

Tem colaboração em várias revistas e jornais e fez crítica literária no «Diário Popular». Escreveu e publicou: «Descaminhos», Lisboa, 1926; «Litoral», Funchal, 1932; «Poesias Escolhidas», Lisboa, 1936; «33 Poesias», Lisboa, 1941; «Cancioneiro», Lisboa, 1943; a que foi atribuído o Prémio Antero de Quental; «Confidência», Lisboa, 1945; «Dispersão», 1953; e «Fábulas», 1955.
Em prosa publicou: «Estampas Antigas da Madeira» (6 volumes, direcção e colaboração); «Épica Ultramarina Portuguesa Política Africana de D. Manuel I» (no tomo I das «Memórias e Comunicações do Congresso do Mundo Português»); «Gentes das lhas nas Guerras da Restauração» (Anais Academia da História).
É autor de numerosas traduções, tendo feito, para a Editorial Estúdios Cor, as seguintes: «Ciclone na Jamaica», de Richard Hubles; «A Harpa de Ervos», de Truman Capote, que também prefaciou «O Fim da Noite», de François Mauriac; «Reflexos nuns olhos de Oiro» e «Balada do Café Triste», de Carson Mc. Cullers, e ainda, de parceria com Maria Franco, «A Vida de Dostoievski», de Henry Troyat, e a «Vida de Toulouse Lautrec», de Lawrence e Elisabeth Hanson. Traduziu ainda mais as seguintes obras inglesas: «O Moinho à Beira do Rio», de George Eliot; «Filhas e Amantes» e «Mulheres Apaixonadas» de D. H. Lawrence; «Retrato de Uma Senhora», de Henry Jones; «O Estranho Caso do Dr. Jekyel e do Sr. Hyde» e «Clube dos Suicidas», de R. S. Stevenson; «Os Crimes da Rua Marques» e a «Carta Roubada», de Edgar Poe; «História da Literatura Inglesa», de colaboração com Luis Cardim de Ifor Evans; versão livre de um romance de Dostoievski («A Granja de Stepanckikov»).
Estas obras foram todas editadas em Lisboa. Colaborou ainda em vários jornais e revistas, nomeadamente: «Ocidente», «Presença», «Revista de Portugal», «Atlântica», «Panorama» e «Das Artes e da História da Madeira». Foi colaborador da Grande «Enciclopédia Portuguesa e Brasileira». Pertencia à Academia Portuguesa de História.
O Instituto Português de Arqueologia, História e Etnograf?a e a Associação dos Arqueólogos Portugueses fazem-no seu sócio honorário. Mais tarde em 1976 é elevado a Académico Jubilado pela Academia Portuguesa de História.

Jornal da Madeira / Suplemento / Revista Olhar / 2007-11-17

quarta-feira, julho 28, 2010

Hymenoptera aculeata, collected by the Rev. Alfred E. Eaton, M.A. in Madeira and Tenerife, in the spring of 1902 (...) - Edward Saunders (1903)

Saunders, Edward - Hymenoptera aculeata, collected by the Rev. Alfred E. Eaton, M.A. in Madeira and Tenerife, in the spring of 1902, including notes on species taken by the late T. Vernon Wollaston and F. A. Bellamy, in: Transactions of the Entomological Society of London for the year 1903, pág. 207-218, London, 1903-1904.

segunda-feira, julho 26, 2010

Notes on the Lepidoptera collected in Madeira by the late T. Vernon Wollaston - George T. Bethune-Baker (1891)

Bethune-Baker, George T. - Notes on the Lepidoptera collected in Madeira by the late T. Vernon Wollaston, in: Transactions of the Entomological Society of London for the year 1891, pág. 197-221, London, 1891.

Descriptions of the Pyralidae, Crambidae, and Phycidae collected by the late T. Vernon Wollaston in Madeira - George T. Bethune-Baker (1894)

Bethune-Baker, George T. - Descriptions of the Pyralidae, Crambidae, and Phycidae collected by the late T. Vernon Wollaston in Madeira, in: Transactions of the Entomological Society of London for the year 1894, pág. 581-586, London 1894.
http://www.archive.org/details/transactionsofen1894roya

quarta-feira, junho 23, 2010

Adversus Emmanuelis Alvari - Humanism For Sale

In 1609, ten years after the The Teacher and nearly twenty years after his utopian Oration, Pescetti decided to take on the Jesuits again, this time in the form of a highly specific pamphlet attacking the grammar book of Manuel Alvares. He may have been emboldened to do so by the fact that the Jesuits had closed their college in Verona and, indeed, had been expelled from the entire Venetian state after they supported the failed papal interdict of 1606-1607. The whole later period of Pescetti's career and especially the early decades of the seventeenth century were an age of intense anti-papal and anti-Jesuit sentiment in the Veneto, but we should not imagine that most of this feeling was irreligious or even anti-clerical. Instead, the Counter-Reformation had created a vigorous lay piety that often centered on local cults and local churches. Its mirror in the political realm was the cultural activism of urban lay elites and the local governments they dominated. In such a climate, even the performance of preachers was a matter for public, often political discussion. In 1607, concurrently with the closing of the Jesuit school at the time of the interdict, the city council actually took up one of the recommendations Pescetti had made in his 1592 Oration, setting up a municipal school board. The aim was to create municipal schools to take the part of the absent Jesuits in the service of true religion. The city fathers felt well rid of the Jesuits, but this did not mean that they wanted to encourage irreligion or, worse, Protestantism. (55)

I have not been able to find a copy of Pescetti's 1609 pamphlet against Alvares (it probably ran to 32 pages), but the title, text, and colophon were completely reprinted in 1616 as part of a 500-page refutation of it published by a Jesuit teacher at the Collegio Romano, Sebastiano Berettari (1543-1622), writing under the pseudonym "Jacobus à Fossa." (56) This reprint claims to give Pescetti's text word for word and spelling error for spelling error. If it does so, Pescetti would seem to have prepared a set of notes intended to refute specific points in Alvares' grammar as a brief against its use in Verona. It may be that with the closing of the Jesuit college, it had been proposed for use in other schools. The notes Pescetti provides could be read merely as suggestions for revising or correcting a text in common use, but more likely they were intended as an argument against adopting it in local classrooms. Alvares's Libri tres had been printed frequently in Rome and Venice in the fifteen seventies and eighties; more locally sponsored and printed editions also appeared elsewhere in Italy. There were editions (of the student grammar) at Genoa in 1588 and at Padua in 1591, for example. The first Verona edition of Alvares was a student edition of the De constructione in 1578, apparently intended for the new Jesuit college at a moment when there were not enough copies of the Libri tres to supply the rapidly expanding schools of the order. The Jesuits at Verona commissioned a full teacher's edition in 1592, again, probably because reprints of the Venetian edition of 1575 were not still to be had. This was followed by a small booklet with Alvares's rules on prosody in 1593 and yet another full-dress teacher's edition in 1597. This publishing record implies a popularity at Verona that must have alarmed Pescetti, who saw many flaws in Alvares' grammatical terminology and teaching methods. After the closing of the Jesuit college at Verona, all these textbooks were presumably on the market and in the hands of alumni of the college. We may imagine some pressure on the part of booksellers and parents, among them influential people who had sent their sons to study with the Jesuits, to see these by-now standard grammar books put to use. (57)

Pescetti's brief critique of Alvares survives only in the context of the extensive defense by the Jesuits, a fact which presents us with some interpretive problems. Clearly the original pamphlet was intended for a local audience. It could not have been widely influential. Pescetti probably only wanted to strike a small, anti-Jesuit blow in Verona, taking advantage of the fact that the order was temporarily banned. Many of his criticisms repeat those voiced earlier by teachers within the Jesuit order, though Pescetti cannot have had access to such internal documents. The Jesuits, however, saw Pescetti's as a challenge from outside the order, and almost surely viewed the small booklet as part of a larger anti-Jesuit campaign in the region. Someone at the Collegio Romano, whether Sebastiano Berettari alone or a group of his colleagues, decided to squelch what they derided as Pescetti's "dust up." (They titled their refutation "A Puff of Dust Against Manuel Alvares, S.J." -- Efflatio pulveris adversus Emmanuelis Alvari e Societate Jesu.) They meant both to say that Pescetti's critique was of little substance and to note that it was directed at Alvares (now dead) and at the Jesuits' broader program. That Berettari expended 530 pages on such a nominally trivial challenge is due in part to his fulsome invective style, but it also suggests that someone in the order took Pescetti's challenge seriously.

NOTES

Open Bibliography (330 KB pdf)
(55) Calò 1940, 83-90; Pirri 1959, 168-189; Rurale 1998, 220-225; Pavone 2000, 227-235; De Vivo 2001, 179-190.
(56) BCJ 1:247; on the existence of the pamphlet, Gehl 2003, 445-458.
(57) This is admittedly a speculative scenario; but we do know there was a secondary market for Alvares's texbook, as for other grammars, witness the Milan inventory of 1594 (Stevens 1992, 411-412) with three used copies of a "Grammatica Manuello" and one new copy.

in: http://www.humanismforsale.org/text/archives/305

sábado, junho 19, 2010

Os primeiros tratados de caligrafia realizados em Portugal - Paulo Heitlinger (2010)

Outro excelente artigo da autoria do Dr. Paulo Heitlinger:
Os primeiros tratados de caligrafia realizados em Portugal, Cadernos de Tipografia e Design, Nr. 16 / Maio 2010, págs. 50 -57.

Literatura de Cordel: alguns apontamentos, pouco sistemáticos, mas talvez interessantes - Paulo Heitlinger (2010)

Heitlinger, Paulo - Literatura de Cordel: alguns apontamentos, pouco sistemáticos, mas talvez interessantes, Cadernos de Tipografia e Design, Nr. 16 / Maio 2010, págs. 22 - 34.
http://tipografos.net/cadernos/CT16-Caligrafia.pdf

Excelente artigo sobre a literatura de cordel, sendo mencionado no mesmo o poeta cego madeirense Baltazar Dias.

J. V. de Pina Martins em convívio com os clássicos - Aires A. Nascimento (2010)

Nascimento, Aires A. - J. V. de Pina Martins em convívio com os clássicos, Academia das Ciências de Lisboa, Classe de Letras, 2010.
http://www.acad-ciencias.pt/files/Mem%C3%B3rias/Aires%20A_%20Nascimento/J%20V%20de%20Pina%20Martins.pdf

Obituário: José Pina Martins (1920 – 2010) - Paulo Heitlinger (Maio 2010)

Obituário: José Pina Martins (1920 – 2010)

Faleceu aos 91 anos de idade, em Lisboa, o humanista, investigador e bibliófilo José Vitorino Pina Martins, estudioso da cultura do Renascimento e de figuras como Camões, Erasmo, Thomas More ou Sá de Miranda. Pina Martins presidiu à Academia das Ciências e foi professor da Universidade de Lisboa. Este reputado especialista do Renascimento deixou uma vasta obra publicada em Portugal e no estrangeiro. A ele se deve a descoberta de um dos mais antigos incunábulos em língua portuguesa, impressos em Portugal (Tratado de Confissom, 1489). Pina Martins reuniu uma das mais importantes bibliotecas privadas sobre estudos humanísticos da Europa.

José Vitorino de Pina Martins, um dos mais importantes investigadores e conhecedores portugueses do Humanismo Renascentista, tanto na sua expressão latina como vernácula, morreu com 91 anos de idade, vítima de doença prolongada.

Em 1947 concluiu a licenciatura em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Especialista em cultura portuguesa e europeia do Renascimento, Pina Martins publicou obras como Cultura Portuguesa, Reflexões críticas sobre Eça de Queirós, Humanismo e Erasmismo na cultura portuguesa do século xvi, De como identifiquei o «Tratado de Confissom», Ensaio sobre o Parnasianismo brasileiro, Au Portugal dans le sillage d’Erasme, Humanisme e Renaissance de L’Italie au Portugal e Erasme à l’origine de l’ humanisme en Allemagne.

O Centro Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris (www.gulbenkian-paris.org), é desde 1965 uma das mais importantes instituições de Portugal em França; pela sua direção passaram figuras ilustres. José Pina Martins dirigiu esse centro durante mais de uma década (1972–1983). Depois regressou a Lisboa, onde teve a seu cargo a direcção do Serviço de Educação da Fundação Gulbenkian.

Pina Martins ensinou nas Universidades de Roma (1949–1955) e Poitiers (1955–1961); em 1961 foi convidado para leccionar na Faculdade de Letras de Lisboa. Regeu as cadeiras de História da Cultura Moderna (1962), de História da Cultura Clássica (1962-1963), de História da Literatura Portuguesa ii (1963–1964) e de Literatura Italiana (1963–1972). Já com 54 anos de idade, defendeu tese de doutoramento na Sorbonne, sobre Sá de Miranda. Recebeu em 1963 a Medalha de Mérito Cultural de Ouro, concedida pelo governo italiano, pelos seus estudos sobre o cabalista Pico della Mirandola. Em 2008, recebeu o Prémio Pedro Hispano (1) .

A José Pina Martins devemos várias importantes investigações sobre a História do Livro. Um interessante artigo sobre a Prototipografia portuguesa – De como identifiquei o «Tratado de Confissom» – está acessível online em cvc.instituto-camoes.pt/bdc/revistas/revistaicalp/idconfissom.pdf
Para actualização desta informação, leia, de José Barbosa Machado, Os dois primeiros livros impressos em língua portuguesa, em alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/zips/machad18.pdf
Partes do catálogo da exposição Giovanni Pico della Mirandola (1463 - 1494): no V. centenário da sua... estão online no Google Books. Aí também pode consultar 129 trabalhos científicos de um grande investigador, José Vitorino de Pina ... da autoria de Manuel Cadafaz de Matos.

Ao longo de 12 anos, Pina Martins foi alternadamente presidente e vice-presidente da Academia de Ciências de Lisboa, pertencendo igualmente a outras Academias nacionais e estrangeiras, como a prestigiada Academia dei Lincei, de Roma. A sua opulenta biblioteca pessoal – a mais valiosa dos nossos tempos –, foi adquirida há anos pelo grupo Espírito Santo.

Da Comunicação feita à Academia das Ciências de Lisboa com o título J.V. de Pina Martins em convívio com os clássicos, apresentada à Classe de Letras na sessão de 21 de Janeiro de 2010, da autoria de Aires A. Nascimento, citamos, com a devida vénia, o seguinte trecho (2) :

«Quem algum dia teve o privilégio de ser recebido na biblioteca pessoal de José Vitorino de Pina Martins (...), foi possivelmente surpreendido pela revelação de um pequeno livro, de encadernação oitocentista e cor vermelha, guardado em caixa forrada a veludo da mesma cor: nada menos que a edição de Horácio saída em 1501 dos prelos de Aldo Manúcio, adquirida em Paris a um antiquário, André James, grande erudito, especialmente atento às novidades do mercado livreiro e particularmente lúcido em reconhecer e identificar raridades de origem portuguesa. Foi este exemplar dispensado por ele a J.V. de Pina Martins, a título de favor e amizade, por uma pequena fortuna – de nada menos que 80.000 Francos franceses (... cerca de 12. 500 euros).
J.V. Pina Martins guardava esse exemplar em grande honra e teve oportunidade de escrever as razões do apreço que lhe devotava, quando elaborou as memórias da sua biblioteca em Histórias de Livros para a História do Livro. O enlevo consagrado a este exemplar do texto de Horácio tê-lo-ia ouvido o visitante da biblioteca da própria voz do seu digno proprietário, pois com ele costumava iniciar a visita. No livro, ficou uma interpelação que define uma vida; pergunta J.V. Pina Martins: «Já algum dia experimentaste, caro Leitor, como é diferente ler uma poesia de Horácio, ou de Virgílio, ou de Petrarca, por um livro mal encadernado e por um exemplar de edição raríssima encadernado por um grande artista?»

A resposta não vem enunciada no livro; compreende-se: há sensações e sentimentos intraduzíveis, para os quais as palavras são supérfluas ou correm o risco de (entre)cortar o enlevo; no modo interrogativo, porém, fica patente que há novidades que apenas cada um pode experimentar e que, relativamente a uma edição modelar, persistem afectos tanto mais profundamente acalentados quanto mais se percebe o significado cultural desse livro, depois de serem escrutinadas as razões das escolhas do editor e serem conhecidos os efeitos decorrentes do seu trabalho.»

(1) A Academia Pedro Hispano -um círculo informal de amigos - é formada por José Ribeiro (editora Portugália), Henrique Bicha Castelo (médico cirurgião), Aires Nascimento (professor universitário de Letras), José Francisco (responsável de vendas da editora Dom Quixote), António Lobo Antunes (escritor), Vitorino (músico), José Manuel Franco (médico) e Janita Salomé (músico).

(2) Online em www.acad-ciencias.pt/files/Memórias/Aires A_ Nascimento/J V de Pina Martins.pdf
Adaptado de:

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...