segunda-feira, março 16, 2009

«Joel Serrão merece homenagem póstuma» - Emanuel Silva

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Joel Serrão merece homenagem póstuma!


O historiador madeirense Joel Serrão faleceu a 5 de Março de 2008, aos 88 anos, vítima de doença prolongada.
Autor de dezenas de títulos de história, nomeadamente o 'Dicionário de História de Portugal', é recordado entre os seus pares como uma figura incontornável.
Historiador e ensaísta com vasta obra editada, Joel Serrão nasceu no Funchal, licenciou-se em Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.
Exerceu funções docentes nesta e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Foi director do Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA) e membro do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.
Era humano, humilde, visionário, democrata, ensaísta. Sempre esteve conectado com ideias democratas, mesmo durante o regime salazarista e marcelista que dominou o país.
Foi responsável pela introdução de novos avanços da historiografia europeia em Portugal e libertou a História de Portugal da perspectiva nacionalista que a marcava. Promoveu a divulgação do conhecimento e orientou teses em temas inovadores.
Interessou-se pela História da Madeira quando leccionou no Liceu e realizou trabalhos sobre este tema, que ainda hoje estão disponíveis para o público, através de uma edição do CEHA.
Joel Serrão foi convidado por várias vezes para o cargo de Ministro da Educação, e mesmo à altura do cargo, recusou.
Foi no continente, no aconchego de Sesimbra, que encontrou o seu paraíso neste mundo.
Joel Serrão teve um papel muito importante na cultura portuguesa como historiador, sobretudo dos séculos XIX e XX, e também numa área de estudos muito pouco cultivada em Portugal, a da sociologia da cultura e sociologia da literatura.
Joel Serrão conseguiu olhar a História sem óculos ideológicos, ao contrário de outros e isso vê-se no 'Dicionário de História de Portugal', editado pela Figueirinhas.
Comentário:
Por estas e por outras razões, acho que a Madeira deve uma homenagem póstuma a Joel Serrão.
Talvez uma medalha de mérito (no Dia da Região ou no dia de Portugal)?!!
Talvez um núcleo museológico, cá, que reúna o seu espólio?!!
Talvez um prémio com o seu nome, a reedição das suas obras...
Talvez...
Deixo isso à consideração das entidades competentes... incluindo o CEHA.

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Branco , Manuel Gomes – PORTUGAL E OS ESTRANGEIROS ,  Lisboa: Livraria A. M. Pereira, Imprensa Nacional, 1879-1895. 5 volumes.  In...