quarta-feira, março 23, 2011

Pestana Júnior, «Profeta» Republicano - Aires Henriques, Catarina Pestana Henriques (2010)


Henriques, Aires; Henriques, Catarina Pestana - Pestana Júnior, «Profeta» Republicano, Villa Isaura, 2010.

Fotos gentilmente cedidas pelo autor, ao qual publicamente agradeço.

segunda-feira, março 21, 2011

Antes de partir - António Nobre (1899)

Antes de partir


Varios Poetas vieram á Madeira
(Pela fama que tem) a ares do Mar:
Uns p'ra, breve, voltarem á lareira,
Outros, ai d'elles! para aqui ficar.

Esta ilha é Portugal, mesma é a bandeira,
Morrer n'esta ilha não deve custar,
Mas para mim sempre é terra extrangeira,
Á minha patria quero, emfim, voltar.

Ilhas amadas! Ceu cheio de luas!
Ah como é triste andar por essas ruas,
Pallido, de olhos grandes, a tossir!

Eu vou-me embora, adeus! mas volto a vêl-as,
Vou com as ondas, voltarei com ellas,
Mas como ellas p'ra tornar a ir!


Ilha da Madeira, Fevereiro, 1899.
Extraído de: http://www.archive.org/details/despedidas00nobrgoog

sexta-feira, março 18, 2011

In Memorium José Pereira da Costa (1922-2010) - Dr. Alberto Vieira

IN MEMORIAM

José Pereira da Costa (1922-2010)
 
A noticia da morte de alguém com quem partilhamos muitos momentos da nossa actividade profissional é sempre algo que nos toca, mas que não nos deve deixar esmorecer nesta caminhada de valorização do conhecimento e do saber dos espaços insulares. Nesta árdua travessia profissional ao serviço do Centro de Estudos de História do Atlântico fomos por diversas vezes surpreendidos por algumas destas noticias.
Primeiro a 22 de Janeiro de 1992 o falecimento do Prof. Luís de Albuquerque, então Presidente do CEHA,
isto num momento em que na vila de S. Vicente se procedia ao lançamento oficial da minha tese de doutoramento sobre os “Escravos no Arquipélago da Madeira. Séculos XV a XVII”, cuja coordenação científica havia estado a cargo do mesmo e do prof. Manuel Lobo Cabrera.
Depois a 5 de Março de 2008 fomos de novo surpreendidos com a morte de Prof. Joel Serrão, que também apadrinhou esta instituição e foi seu presidente de 1992 a 1996. Agora foi a vez do Dr. Pereira da Costa, com quem tivemos oportunidade de privar por largos anos e cuja acção em prol das ilhas e valorização do mundo insular em muito ficamos devedores.
Para nós madeirenses assume particular significado pelo facto de ter sido Director do então Arquivo Distrital da Madeira, entre 1955 e 1966, lugar que deixou para assumir funções nos Arquivos nacionais onde se manteve até 1989. Depois de aposentado regressou à Madeira, a sua terra de adopção, onde manteve por largos anos uma actividade relevante em termos científicos, na qualidade de investigador e dirigente do CEHA.
Como arquivista, que foi, e que sempre se quis diferenciar dos historiadores, deixou-nos um inestimável trabalho, não só pela sua luta e iniciativa de dar um espaço condigno à memória da nação, como da criação de condições aos investigadores para acesso à documentação. Para a Madeira o seu trabalho, como director do arquivo distrital nas décadas de cinquenta e sessenta do século XX, e depois como investigador e dirigente do CEHA deu provas de grande empenho e dedicação na preservação e divulgação do nosso património documental. Ao ser-viço do CEHA publicou vários estudos e participou em todos os eventos realizados, seja conferências, seminários, colóquios e congressos. A sua presença nestes eventos era notada pela forma cordata como acolhia as novas gerações de investigadores e procurava animar os debates.
Para nós, que tivemos a felicidade de o conhecer pela primeira vez na década de setenta, quando ainda estudante do curso de História na Faculdade de Letras de Lisboa, são gratas e inúmeras as recordações que guardámos do seu convívio. Ainda hoje recordo o primeiro dia em que pela primeira vez tive acesso ao ANTT nas velhas instalações da actual Assembleia da República. O facto de ser madeirense, embora ainda estudante, não passou despercebido e permitiu a nós, como a muitos outros, a simpatia e apoio indispensáveis, para quem como nós dava os primeiros passos na investigação. Depois, recordo na década de oitenta a sua participação sempre activa nas reuniões que mantivemos da Comissão Instaladora do CEHA, e o apoio inequívoco que sempre demonstrou a este projecto.
Penso que a sua memória ficará sempre presente entre muitos os que tiveram oportunidade de privar mais de perto com ele, mas também, de todos aqueles que se cruzaram ao longo da sua vida profissional, na qualidade de arquivista e dirigente.
Para nós resta-nos a nossa gratidão por todo o empenho e aquilo que fez no sentido da afirmação do CEHA, como da Madeira e demais ilhas dos espaços oceânicos. Para a memória dos presentes e vindouros fica a obra expressa em múltiplas acções como inúmeros trabalhos. De certeza que os madeirenses e os
demais ilhéus, “do mundo que o português2, nunca esquecerão e não deixarão de manifestar o seu volumoso apreço pelo facto de ter sido um entre muitos de nós que publicou até hoje o livro mais volumoso e pesado, conhecido como “O Livro das Ilhas”.
A nossa memória e recordação será tão grande como o volume em apreço.
Quanto à sua vasta obra queremos deixar aqui apenas a memória daqueles que publicou sobre a chancela do CEHA.

Trabalhos editados pelo CEHA


• Livros de Contas da Ilha da Madeira, Funchal, 1989,

• Livros de Matrícula do Cabido da Sé do Funchal (15381558), Funchal, 1994,

• Vereações do Funchal do Século XV, Funchal, 1995,

• Vereações do Funchal. Primeira metade do Século XVI//

Vereações do século XVI: Santa Cruz, Funchal, 1998,

• Vereações do Funchal. Segunda Metade do Século XVI, Funchal, 1998,

Trabalhos com participação sua


• Actas do I Colóquio Internacional de História da Madeira, Funchal, 1990,

• Actas do II Colóquio Internacional de História da Madeira, Funchal, 1993,

• Os Vinho Licorosos e a História, Actas do Seminário Internacional, Funchal, 1998,

• O Município no Mundo Português, Actas do Seminário Internacional, Funchal, 1998.

• Documentação e Arquivos Insulares. Actas do Seminário Internacional, Funchal, 1999,

• As Ilhas e o Brasil. Actas do Colóquio Internacional, Funchal, 2000,

• Imigração e Emigração nas Ilhas, Funchal, 2001,

• História dos Municípios: Administração, Eleições e Finanças, Funchal, 2001,

• A Madeira e a História de Portugal, Funchal, 2001,

• ACTAS do III Simpósio da Associação Internacional de História e Civilização da Vinha e do Vinho,

Funchal, 2004,

• Recepção Académica ao Prof. Doutor D. Manuel Lobo Cabrera, Funchal, 2004,

• O Exercício do Poder Municipal na Madeira e Porto Santo na Época Pombalina e Post-Pombalina, Funchal,2004,

• As Cidades do Vinho. II Seminário Internacional de Historia do Vinho, Funchal, 2006,

• História do Municipalismo – Poder Local e Poder Central no Mundo Ibérico Funchal, 2006, tradução

do texto de Alberto Silbert:

• Uma Encruzilhada do Atlântico Madeira (1640-1820) / Un Carefour de L’Atlantique Madère (1640-1820), Funchal, 1997,
 
Para o fim deixamos algumas fotos do álbum ilustrativo do nosso convívio profissional, cientifico e pessoal.
Ver nas páginas seguintes.

Alberto Vieira
(Presidente do CEHA)
adaptado de: http://www.madeira-edu.pt/LinkClick.aspx?fileticket=8BKPblPWv4k%3d&tabid=1413&mid=6067&language=pt-PT

Newsletter do CEHA, n.º 8, 2011

Sumário

• Em Jeito de Sumária Apresentação
• Centro de Estudos de História do Atlântico
• Arquivo Regional da Madeira (ARM)
• Biblioteca Pública Regional da Madeira
• Museu Etnográfico da Madeira
• Museu Militar da Madeira
• Núcleo Museológico Rota da Cal
• Divisão de Investigação e Documentação do Gabinete Coordenador de Educação Artística
• Centro Cultural John Dos Passos
• Ceam – Centro de Estudos de Arqueologia Moderna e Contemporânea
• Archais – Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira
• In Memoriam José Pereira da Costa(1922-2010)
Newsletter do CEHA, n.º 8, 2011

segunda-feira, março 07, 2011

João Cabral do Nascimento - (Revista Olhar - Jornal da Madeira 17 de Novembro de 2007)

João Cabral do Nascimento

Da palavra eu fiz a minha ferramenta

João Cabral do Nascimento nasceu na freguesia da Sé, Funchal, a 22 de Março de 1897, sendo filho de João Crawford do Nascimento e de D. Palmira Alice de Meneses Cabral. Casou com D. Maria Franco, pintora e novelista, de quem teve um filho: Dr. João Crawford de Meneses Cabral, casado com D. Matilde Cabral.
Tirou o curso do Liceu do Funchal, depois do qual se matriculou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se formou em 1926. Poeta, prosador e professor, faleceu em Lisboa a 2 de Março de 1978, tendo-se realizado o funeral no dia 3, de S. Domingos de Benfica para o jazigo de família no cemitério do Alto de S. João.
Bem cedo publica o seu primeiro livro de versos. Em 1916, tinha o poeta dezanove anos, saía a público «As Três Princesas mortas num Palácio em Ruínas», expressando-se «numa linguagem harmoniosa e pura».
Em 1917, em plena Grande Guerra, João Cabral fica a residir na Ilha onde inicia o seu «Descaminho».
Após a assinatura do Armistício vai para Coimbra onde, interessado pela renovação da literatura, publica a folha «Ícaro».
Em 1922 regressa à Madeira, onde, certamente, pouco atraído pelas causas da advocacia dedica-se ao ensino.

Em defesa do património
do Arquipélago

Sai da Ilha em 1937. Mas a Madeira não é esquecida, sendo, prova disso a muita correspondência que manteve sempre com familiares e amigos.
Conviveu em Lisboa com alguns poetas da geração do Orfeu e publicou em 1916 o seu primeiro livro de versos, «As Três Princesas Mortas num Palácio em Ruínas», Lisboa, 1916, a que Fernando Pessoa dedicou uma crítica na revista «Exílio», considerando a obra como integrada no movimento sensacionalista. Em Coimbra, ainda estudante, fundou com outros a revista «Ícaro», na qual colaboraram Eugénio de Castro e Teixeira de Pascoais, e dirigiu o jornal «Restauração». De regresso à Madeira foi professor no Liceu Jaime Moniz, ingressando mais tarde no ensino técnico.
Senhor de uma extraordinária capacidade criativa, investigador e observador perspicaz, salienta-se na defesa do património artístico e cultural da Ilha e enquanto director do Arquivo Distrital do Funchal (1931/1935 begin_of_the_skype_highlighting 1931/1935 end_of_the_skype_highlighting) organiza uma colectânea das Estampas Antigas da Madeira, um catálogo dessas interessantes e valiosas estampas, muitas delas, hoje, já bastante raras, e todas necessárias para o estudo dos costumes, trajes e arquitectura civil e religiosa da Madeira.
Foi o fundador e director do Arquivo Histórico da Madeira. Publicou nove volumes sob a sua direcção, os quais constituem um repositório histórico de grande interesse. Regeu aulas do Curso de Férias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Uma vasta obra
de valor incalculável

Tem colaboração em várias revistas e jornais e fez crítica literária no «Diário Popular». Escreveu e publicou: «Descaminhos», Lisboa, 1926; «Litoral», Funchal, 1932; «Poesias Escolhidas», Lisboa, 1936; «33 Poesias», Lisboa, 1941; «Cancioneiro», Lisboa, 1943; a que foi atribuído o Prémio Antero de Quental; «Confidência», Lisboa, 1945; «Dispersão», 1953; e «Fábulas», 1955.
Em prosa publicou: «Estampas Antigas da Madeira» (6 volumes, direcção e colaboração); «Épica Ultramarina Portuguesa Política Africana de D. Manuel I» (no tomo I das «Memórias e Comunicações do Congresso do Mundo Português»); «Gentes das lhas nas Guerras da Restauração» (Anais Academia da História).
É autor de numerosas traduções, tendo feito, para a Editorial Estúdios Cor, as seguintes: «Ciclone na Jamaica», de Richard Hubles; «A Harpa de Ervos», de Truman Capote, que também prefaciou «O Fim da Noite», de François Mauriac; «Reflexos nuns olhos de Oiro» e «Balada do Café Triste», de Carson Mc. Cullers, e ainda, de parceria com Maria Franco, «A Vida de Dostoievski», de Henry Troyat, e a «Vida de Toulouse Lautrec», de Lawrence e Elisabeth Hanson. Traduziu ainda mais as seguintes obras inglesas: «O Moinho à Beira do Rio», de George Eliot; «Filhas e Amantes» e «Mulheres Apaixonadas» de D. H. Lawrence; «Retrato de Uma Senhora», de Henry Jones; «O Estranho Caso do Dr. Jekyel e do Sr. Hyde» e «Clube dos Suicidas», de R. S. Stevenson; «Os Crimes da Rua Marques» e a «Carta Roubada», de Edgar Poe; «História da Literatura Inglesa», de colaboração com Luis Cardim de Ifor Evans; versão livre de um romance de Dostoievski («A Granja de Stepanckikov»).
Estas obras foram todas editadas em Lisboa. Colaborou ainda em vários jornais e revistas, nomeadamente: «Ocidente», «Presença», «Revista de Portugal», «Atlântica», «Panorama» e «Das Artes e da História da Madeira». Foi colaborador da Grande «Enciclopédia Portuguesa e Brasileira». Pertencia à Academia Portuguesa de História.
O Instituto Português de Arqueologia, História e Etnograf?a e a Associação dos Arqueólogos Portugueses fazem-no seu sócio honorário. Mais tarde em 1976 é elevado a Académico Jubilado pela Academia Portuguesa de História.

Jornal da Madeira / Suplemento / Revista Olhar / 2007-11-17

Ìcaro (1919-1920)

Ícaro


Revista fundada em Coimbra, em Julho de 1919, por João Cabral do Nascimento, Vieira de Castro, Alfredo Brochado e Américo Cortez Pinto, dirigida por Ernesto Gonçalves, e que contou com a colaboração, além dos fundadores, de Eugénio de Castro, Teixeira de Pascoaes e António de Portucale (António de Sousa). O n.° 1 explica que o título da publicação se funda na analogia entre o mito de Ícaro e a ansiedade dos que pela arte tentam "ascender em Beleza, em Perfeição e Orgulho": "Cantando em versos de uma académica suavidade, nós seguimos as suas máximas [do voo icárico] e o nosso desejo de revelar, de anunciar novas formas de Sonho e de Beleza, continua a antiga ânsia imperfeita e humana [...] dentro de nós erram as saudades de uma vida maior, esplêndida e heroica". Publicação preenchida quase exclusivamente com uma criação literária, em poesia e prosa, devedora de uma estética finissecular de gosto decadentista, saudosista e neobarroco.

Texto: Ícaro. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-03-07].
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$icaro

Revistas disponíveis em formato Pdf: https://bdigital.sib.uc.pt/bg4/UCBG-RP-8-13/UCBG-RP-8-13_item1/index.html

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

General José Vicente de Freitas (Wikipédia)

José Vicente de Freitas (Calheta, Madeira, 22 de Janeiro de 1869 — Lisboa, 6 de Setembro de 1952) foi um militar, cartógrafo e político português ligado ao golpe de 28 de Maio de 1926 e ao governo da Ditadura Nacional que se lhe seguiu.
Republicano conservador e inspirador da União Nacional. Entre vários cargos políticos foi ministro do interior e presidente do ministério (de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929), e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, lugar de onde é demitido (1933), por António de Oliveira Salazar, por ter criticado publicamente a transformação da União Nacional em partido político. Como militar atingiu o posto de general em 1928, com uma boa folha de serviços, entre os quais se incluía um subcomando de brigada na Primeira Guerra Mundial, em terras francesas, numa altura em que já era tenente-coronel. Foi condecorado com a grã-cruz da Ordem da Torre e Espada.

Biografia

Natural da Calheta, Madeira, onde nasceu a 22 de Janeiro de 1869, filho de José Joaquim de Freitas e de Sofia Amélia de Freitas. Ingressou na carreira de oficial do Exército, sendo alferes em 1891 e tenente-coronel em 1917. Era coronel aquando do golpe de 28 de Maio de 1926. Depois da sua passagem pela vida política reingressou na carreira militar, terminando-a como comandante da Academia Militar (1935-1939) no posto de general.
Nas suas funções militares coordenou trabalhos de cartografia, entre os quais a realização da Planta de Lisboa com todos os melhoramentos feitos e projectados na cidade (circa 1910), uma carta de notável qualidade técnica e artística.
Para além do Exército e da Política, dedicou-se também ao ensino, quer como autor de manuais escolares (Desenho) para o ensino secundário quer como organizador de cursos para a escola de cabos e sargentos do Exército. Foi professor da Escola Nacional a partir de 1895, instituição de que foi director depois de 1917.
Faleceu em Lisboa, com o posto de general do Exército, a 6 de Setembro de 1952.

Carreira política

De formação republicana inicia a sua participação política sendo nomeado Governador Civil do Distrito Autónomo do Funchal, Madeira, em 1914, a que se seguiu a sua eleição para o cargo de deputado pela Madeira (em 28 de Abril de 1918).
Encabeçou o grupo republicano apoiante do 28 de Maio, com António Osório, Tamagnini Barbosa, Pestana Lopes e Ferreira Martins, tornando-se numa das figuras cimeiras da Ditadura Nacional que se lhe seguiu.
Inicia a sua carreira ministerial como Ministro do Interior a 26 de Agosto de 1927, no ministério presidido por Óscar Carmona. Manteve-se nesse cargo até 18 de Abril de 1928, data em que assume a presidência do ministério na sequência da eleição de Óscar Carmona para Presidente da República. Foi Presidente do Conselho de Ministros de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929, acumulando a pasta do interior que já anteriormente detinha.
No ministério por si presidido, foi Ministro das Finanças interino de 18 a 26 de Abril de 1928, sendo substituído nesse cargo por António de Oliveira Salazar que, formalmente a seu convite, entra na vida política, iniciando o percurso que o conduzirá à chefia do Governo e do Estado Novo.
Foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Quando era Presidente da Câmara de Municipal de Lisboa, em conjunto com o tenente-coronel Pestana de Vasconcelos, director do jornal O Portugal, toma a iniciativa de criar uma União Nacional Republicana, inspirada no modelo espanhol da União Patriótica de Primo de Rivera. Tenta igualmente, com os oficiais mais jovens que tinham participado no golpe do 28 de Maio de 1926, criar a Liga Nacional 28 de Maio.
Em 1933, no âmbito da discussão do projecto de Constituição, depois de ter sido recebido por Salazar a 19 de Janeiro, a quem anunciou a intenção de dirigir ao Presidente da República um exposição contra o projecto, a 12 de Fevereiro, dirige uma carta a Óscar Carmona que foi publicada em O Século. Nessa exposição considera expressamente que dentro do 28 de Maio, além de uma corrente nacionalista, há outra francamente republicana que sem, de maneira nenhuma defender o regresso à desordem política criada pela Constituição de 1911, é francamente liberal e democrática. Critica assim a perspectiva dominante, que defendia a transformação da União Nacional em partido político, por temer que se assim acontecesse os seus aderentes constituiriam uma casta privilegiada que pretenderia confundir-se com o Estado. A exposição termina, afirmando que a ... a Assembleia Nacional a eleger será de facto nomeada na sede da União Nacional e no Ministério do Interior e representará, não a vontade da nação, mas a vontade do Governo ... se o Estado tem realmente de ser forte, o pensamento não pode deixar de ser livre.
Em consequência dessa posição pública, que teria sido redigida conjuntamente, ou pelo menos inspirada, por António Osório, é demitido por Salazar, que emite em 15 de Fevereiro uma nota oficiosa onde o acusa de incoerência depois de, em 21 de Maio de 1932, ter aderido publicamente à União Nacional, concordando com a sua orientação. José Vicente de Freitas respondeu reafirmando o seu convencimento numa posterior alteração e na certeza de que a mesma não seria transformada em partido político.

Adaptado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Vicente_de_Freitas

General José Vicente de Freitas - Francisco Fernandes (2010)


Fernandes, Francisco - General José Vicente de Freitas, Edições Colibri, 2010.
 

Obras médicas de Pedro Hispano - Maria Helena da Rocha Pereira (1973)

Pereira, Maria Helena da Rocha - Obras médicas de Pedro Hispano, Colecção: Acta Universitatis Conimbrigensis, Coimbra : Universidade de Coimbra, 1973.

Poemêtos da ilha : insulares - Jayme Camara (1929)



Câmara, Jaime - Poemêtos da ilha : insulares, Funchal : [s.n.], 1929.

Exemplar curioso pois para além de uma dedicatória do autor ao professor e escritor Mario Portocarrero Casimiro (1909-1961), carimbo da Biblioteca deste último, ostenta na capa e em algumas páginas o carimbo do Serviço de Censura à Imprensa (Distrito do Funchal) e o visto do censor.

Farmácia, Medicina e Saúde Pública em Portugal (1772-1836) - João Rui Pita (1996)

Pita, João Rui - Farmácia, Medicina e Saúde Pública em Portugal (1772-1836), Colecção Minerva Histórica nº 14, Coimbra, Edições Minerva, 1996.

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...