sábado, abril 24, 2010

Cronologia da vida e da obra de Bocage - (BNP)

  • 1758 Casamento de José Luís Soares Barbosa, jurista, com Mariana Joaquina Xavier du Bocage.
  • 1765 - 15 Set. Bocage nasce na vila de Setúbal.
  • 1774 Falecimento da mãe de Bocage.
  • 1781 Assenta praça no Regimento de Infantaria nº 6, sediado em Setúbal.
  • 1783 É transferido para a recém-fundada Academia dos Guardas-Marinhas.
  • 1784 Deserta da Marinha.
  • 1786 É enviado para Goa na qualidade de guarda-marinha. Passa pelo Rio de Janeiro e pela Ilha de Moçambique.
  • 1787 Janta com Beckford célebre escritor inglês.
  • 1789 É promovido a segundo-tenente e colocado em Damão. Abandona este território, seguindo para Surate na Índia. Depois de uma breve passagem por Cantão encontra-se em Macau, de onde regressa ao reino.
  • 1790 Chega a Lisboa em Agosto deste ano. Adere de imediato à recém-fundada Academia das Belas-Letras. Publica a Elegia que o Mais Ingénuo e Verdadeiro Sentimento Consagra à Deplorável Morte do Illmo. e Exmo. Sr. D. José Tomás de Menezes.
  • 1791 Neste ano publica o primeiro tomo das Rimas, Queixumes do Pastor Elmano contra a Falsidade da Pastora Urselina (Ecloga) e os Idílios Marítimos.
  • 1793 Divergências na “Academia das Belas Letras”. Publicação de Eufémia ou o Triunfo da Religião.
  • 1794 Publica a segunda edição do primeiro tomo das Rimas e um elogio poético ao capitão Vicente Lunardi, o primeiro nauta que fez uma ascensão aerostática em Portugal. É expulso da “Academia das Belas Letras”.
  • 1798 Em Fevereiro, foi enviado para o Convento de S. Bento, para ser “reeducado”. No mês seguinte, por ordem do príncipe regente, o futuro D. João VI, é confinado no Hospício das Necessidades, onde estão sediados os Oratorianos. Usufrui da ampla biblioteca desta ordem religiosa. Em Abril, vivência finalmente a “liberdade querida e suspirada”.
  • 1799 Publica o segundo volume das Rimas.
  • 1800 Bocage republica o primeiro tomo das Rimas. Da sua autoria é o Elogio aos Faustissimos Annos do Serenissimo Principe Regente Nosso Senhor.Traduz Os Jardins de Delille, a Elegia ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Marinha, etc., etc., etc., D. Rodrigo de Sousa Coutinho de José Francisco Cardoso, Canto Heróico sobre as Façanhas dos Portugueses na Expedição de Tripoli de José Francisco Cardoso e Os Jardins ou a Arte de Aformosear as Paisagens. Poema de M. Delille.
  • 1801 Bocage traduz As Plantas de Castel e O Consórcio das Flores. Epístola de Lacroix a seu Irmão.
  • 1802 Responde perante o Santo Ofício, acusado de pertencer à maçonaria. Aos Annos Faustissimos do Serenissimo Principe Regente de Portugal, obra dedicada ao futuro D, João VI. Traduz Galateia – Novela pastoril, imitada de Cervantes por Florian e Rogério e Victor de Sabran, ou o Trágico Efeito do Ciúme.
  • 1805 É assolado por um aneurisma na carótida. Convivendo com o espectro da morte, escreve febrilmente numa luta contra o tempo. Até falecer, registam-se as seguintes publicações: São publicadas as seguintes obras: Improvisos de Bocage na sua mui perigosa enfermidade, o elogio dramático A Gratidão, os Novos Improvisos de Bocage na sua moléstia, A Saudade Materna, o idílio Mágoas Amorosas de Elmano e A Virtude Laureada.Traduz Ericia ou a Vestal.Falece a 21 de Dezembro de 1805, com 40 anos, na travessa de André Valente, em Lisboa. É sepultado no cemitério da Igreja das Mercês.
  • 1812 Publicação das Obras Poéticas de (…), uma iniciativa pouco rigorosa de Desidério Marques Leão.
  • 1813 Segundo volume da responsabilidade daquele editor.
  • 1813/1814 Nuno Álvares Pato Moniz, correligionário maçónico do escritor, impugna a edição de Desidério Marques Leão, publicando, em dois volumes, as Verdadeiras Poesias Inéditas de Manuel Maria Barbosa du Bocage.
  • 1853 Inocêncio Francisco da Silva publica pela primeira vez, em seis volumes, a obra completa de Bocage.
  • 1854 Inocêncio Francisco da Silva, consciente de que a obra de Bocage não está publicada na íntegra, dá à estampa, clandestinamente, as Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas, o livro mais proibido da literatura portuguesa. No frontispício, ostentava Bruxelas, uma forma de ludibriar as forças repressivas.
  • 1864 Por iniciativa de Manuel Maria Portela, foi colocada uma lápide naquele que é tradicionalmente considerada a casa onde Bocage nasceu.
  • 1871 É erigida a estátua de Bocage no centro da cidade de Setúbal, corolário de uma proposta de António Feliciano de Castilho. Grande parte dos fundos foi angariada por José Feliciano de Castilho, que se encontrava no Brasil.
  • 1875 Teófilo Braga é o responsável literário, pela segunda vez, da obra completa de Bocage.
  • 1902 Teófilo Braga publica Bocage – sua vida e época literária.
  • 1905 O centenário do falecimento de Bocage é amplamente assinalado, designadamente na cidade de Setúbal. As principais personalidades republicanas –Teófilo Braga e Manuel Arriaga, entre outros – marcam a sua presença; concursos, prémios, cortejos, corridas, conferências e publicações são pretextos para se incensar o poeta.
  • 1936 Hernâni Cidade traça a biografia e Leitão de Barros realiza um filme sobre o escritor.
  • 1965 Comemora-se o bicentenário do nascimento de Bocage. Hernâni Cidade é o catalisador das múltiplas iniciativas que então tiveram lugar.
  • 1968/1973 Hernâni Cidade dirige a Opera Omnia, corolário de uma equipa de trabalho da qual fizeram parte António Salgado Júnior, Herculano de Carvalho, Helena Cidade Moura, Maria Helena Paiva Joachin e Álvaro dos Santos Saraiva de Carvalho.
  • 1999 É fundado o Centro de Estudos Bocageanos.
  • 2003 Adelto Gonçalves publica Bocage o Perfil Perdido.
  • 2005 O bicentenário do falecimento de Bocage é assinalado com múltiplas iniciativas na cidade de Setúbal, da responsabilidade do Centro de Estudos Bocageanos e da Câmara Municipal de Setúbal. As universidades de Hamburgo e do Porto organizam colóquios sobre a personalidade e a obra do poeta; Ana Rosmaninho retrata profusamente a poesia erótica de Bocage; a Biblioteca Nacional expõe, de forma exaustiva, a sua bibliografia e traceja o seu percurso biográfico.

Adaptado de: http://purl.pt/1276/1/cronologia.html

PORTUGAL E OS ESTRANGEIROS - Manuel Gomes Branco

Branco , Manuel Gomes – PORTUGAL E OS ESTRANGEIROS ,  Lisboa: Livraria A. M. Pereira, Imprensa Nacional, 1879-1895. 5 volumes.  In...