segunda-feira, março 23, 2009

«Brasão de Armas dos Condes de Torre Bela» - Dr. Manuel Pedro Freitas



“Escudo de fantasia, posto em cartela – rocaille -, esquertelado de: 1.º de Correia: de ouro, fretado de vermelho, de seis peças; 2.º de Henriques: de vermelho, com um castelo de ouro (Castela); mantelado de prata, carregado de dois leões de púrpura armados e lampassados de azul, o da direita voltado (Leão)” [1].
Existe um exemplar deste brasão de armas em cantaria, datada do século XVIII, sobre a porta principal do antigo palácio Torre Bela, na rua dos Ferreiros, no Funchal. Fernando José Correia Brandão Bettencourt de Noronha Henriques, 1º visconde de torre Bela, nasceu na freguesia da Sé, no Funchal, a 21 de Fevereiro de 1768 e faleceu em Nápoles a 30 de Agosto de 1821 [2], sendo, no ano seguinte, os seus restos mortais transladados para o panteão de família, na capela de Nossa Senhora da Boa Hora, em Câmara de Lobos, onde foi sepultado a 11 de Agosto de 1822.
O título de visconde de Torre Bela foi concedido pela primeira vez em 17 de Dezembro de 1812, sendo sucessivamente renovado em 14 de Julho de 1823, na pessoa de João Correia Brandão Henriques de Noronha 2.º visconde, a 11 de Setembro de 1857, na pessoa da condessa de Torre Bela, D. Filomena Gabriela Correia Henriques de Bettencourt Atouguia Brandão de Noronha 3.º viscondessa, e em 28 de Março de 1889, no seu filho Diogo Murry Kenmure Gordon Correia Henriques, 4.º visconde de Torre Bela..
Por Decreto de 6 de Setembro de 1894, Russell Manners Gordon, marido de D. Filomena Gabriela Correia Henriques de Bettencourt Atouguia Brandão de Noronha viria a ser elevado à grandeza de conde, passando a 1.º conde de Torre Bela e 3.º visconde pelo seu casamento.

[1] SAINZ-TRUEVA, José. Igrejas, casas, fortalezas e capelas brasonadas da ilha da Madeira e Porto Santo. Revista Atlântico, n.º 11, 1987.
[2] Registo de óbitos paroquiais da freguesia de Câmara de Lobos, 1822, pg. 40v. Contudo na lápide tumular encontra-se a data de 29 de Outubro de 1821, como sendo a da sua morte.

PORTUGAL E OS ESTRANGEIROS - Manuel Gomes Branco

Branco , Manuel Gomes – PORTUGAL E OS ESTRANGEIROS ,  Lisboa: Livraria A. M. Pereira, Imprensa Nacional, 1879-1895. 5 volumes.  In...