terça-feira, março 23, 2010

Catálogo das obras impressas nos séculos XV e XVI - (SCML 1992)

Excelente catálogo, sendo o primeiro de uma série publicados pela SCML sobre o valioso espólio bibliográfico que a mesma possui. Em 1994 foi publicada uma segunda edição revista e aumentada.
«(...) A colecção pode ser considerada, a seguir às das grandes instituições, como uma das mais importantes de Portugal.
Os três incunábulos e as 130 obras impressas do século XVI representam verdadeiras jóias dos melhores momentos da imprensa do Renascimento e, se acaso não são em quantidade comparável às espécies referidas nas bibliografias citadas ao longo do catálogo, nem por isso deixam de ter um significado enorme tanto para o conjunto das obras impressas em Portugal quanto no que respeita às demais tipografias da Europa.(...)» - excerto do texto de Dr. José V. de Pina Martins, na Apresentação desta obra. O texto contém não só informações sobre as obras constantes deste catálogo mas elementos sobre a constituição desta biblioteca.

A arte do livro na Misericórdia de Lisboa. Os cimélios da Santa Casa - (SCML 1997)

A arte do livro na Misericórdia de Lisboa : os cimélios da Santa Casa : catálogo , Lisboa : Santa Casa da Misericórdia, 1997.
Este catálogo constitui «uma amostra notável do património bibliográfico da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa» conforme consta da apresentação do Prof. Dr. José Vitorino de Pina Martins ao mesmo. A descrição permenorizada das obras aqui descritas surpreende pela minuciosidade das mesmas. Magnífico trabalho levado a cabo pelo Dr. Francisco d' Orey Manoel, que também selecionou as obras que constam no catálogo.
Possuo inúmeros catálogos na minha biblioteca mas este surpreendeu pela excelência nos pormenores descritivos das obras, constituindo por si só um precioso auxiliar para aqueles que se dedicam ao estudo do livro antigo.

quinta-feira, março 18, 2010

José Agostinho de Macedo por Oliveira Martins (Projecto Vercial)

Faz hoje, 2 de Outubro, 55 anos que morreu o desbragado foliculário, o poetastro infatigável, o panfletário sabido que fundou entre nós o jornalismo político, com o Desengano, com a Tripa Virada e com a Besta Esfolada, de que chegavam a tirar-se quatro mil exemplares!
Nunca houve homem mais plebeiamente popular; nenhum dos nossos caceteiros da pena lhe deitou a barra adiante na impudência, no descaramento, na desfaçatez. A sua veia (hoje diz-se verve), a sua facúndia, eram inesgotáveis. Sabia a linguagem das colarejas e rameiras, porque as frequentava; e o calão dos cárceres e das enxovias porque passou por lá. O seu estilo era torrente, mas jorro que sai de um cano – um enxurro violento de imundícies. Criou um género, que se nacionalizou português.
Era alentejano, de Beja, onde nascera em 1761. Fez-se frade na Graça em 1778. Foi expulso por devasso em 1792. Os tempos tormentosos da passagem do século XVIII para o nosso, com o esboroar de todas as coisas, desequilibraram o pensamento e o carácter desse homem poderoso, cuja força se perdeu num dilúvio de vulgaridades, numa indigesta montanha de folhetos, de jornais, de sermões, de cartas, de poemas e de versalhada, medíocre, mas espantosa, pela quantidade – um Himalaia, de calhaus rolados!
Um grande orgulho baseado na consciência da sua força real, levava-o a odiar Camões, esse desespero de Castilho que se parece tanto com José Agostinho como uma limonada com um almude de vinho torrejano, espesso, negro, e carrascão. As cócegas da rivalidade levavam-no a beliscar em Bocage, o grande homem perdido, que lhe respondia:
...Epístolas, Sonetos
Odes, Canções, Metamorfoses...
Na frente põe teu nome, e estou vingado.
Elmiro, com a batina desabotoada, as ventas largas cheias de rapé, abordoado a uma bengala, membrudo, violento, ossudo, desbragado, dava murros no balcão gorduroso dos Bertrands, ao Chiado, enchendo Lisboa com o estrépito das suas polémicas e com a fama da sua vida airada.
Andava amancebado com uma freira de Odivelas; passava as noites em arruaças e bebedeiras. Acusavam-no de ter furtado livros da livraria dos Paulistas, o que provavelmente era calúnia.
Fabricava poemas: O Oriente, o Gama, A Meditação, Newton, A Natureza, para não falar nos Burros, traduzindo numa linguagem friamente convencional, sem génio, sem colorido, as sensaborias banais do racionalismo naturalista do tempo. Fazia comédias, pregava sermões. Ensaiava o drama burguês moderno, inventado por Diderot, com a Clotilde e o Vício sem Máscara, e alinhavava dissertações filosóficas. A sua veia porém, a sua vocação, era a polémica. Inventou o jornal, nacionalizou o panfleto. Foi o mestre de S. Boaventura, autor do Mastigóforo, e de Alvito Buela, o autor do Cacete.
É por ser o patriarca do jornalismo lusitano que lhe comemoramos hoje o aniversário.
Arrastado pelo movimento de entusiasmo patriótico que em 1820 expulsou os ingleses, José Agostinho apareceu liberal e democrata. Portalegre elegeu-o deputado em 1822; mas depois de 1823 e da Vila francada voltou-se como tantos outros para o absolutismo, e pôs-se à frente dos energúmenos caceteiros, que mais tarde aclamaram D. Miguel (1828).
A Tripa virada é dessa época, interessante pelo seu desvario, curiosa pelos seus entusiasmos. A Tripa virada é ele próprio, que se virou do direito ao avesso, confessando o acto com uma franqueza, com uma desfaçatez, que terão sempre aceitação entre os povos meridionais, cínicos por temperamento, nos momentos de agudas crises.
Sacudido o pó das sandálias liberais, encarneirado no bando de energúmenos avinhados que por toda a parte aclamavam D. Miguel, José Agostinho fez-se o apóstolo dessa ditadura plebeia, que veio a acabar em 1834. E de então a Besta esfolada.
Trabalhar o cacete, desandar o bordão, descarregar o arrocho, são axiomas eternos e invariáveis regras de justiça... Toma daqui, besta! Chó, besta! Isso não faz nada; é perder o tempo e com bestas não há contemplação: perde-se a obra, perde-se tudo, se o pau não trabalha, e deveras.
A violência plebeia contra os inimigos, a abjecção completa diante do tirano, o furor e a humildade, a lisonja e o vitupério; de um lado, a boca espumante e os punhos cerrados; do outro, a face por terra beijando o pó; esse estado de espírito incongruente do vilão com a vara na mão, de joelhos perante quem o armou: eis ali o que revela a oposição da Besta esfolada à Apoteose de Hércules, que se representou em S. Carlos na noite de 26 de Outubro de 1830. Hércules era D. Miguel.
Um ano depois, José Agostinho morria, sem ver o fim inevitável dessa tragi-comédia que durava desde 1828.
Morria, e, apesar da sua banalidade, da sua monstruosidade cínica, apesar de tudo, foi Alguém. O povo amou-o, sentiu pelos seus nervos, falou pela sua boca. Porquê?
Em primeiro lugar, porque o povo português, enervado por três séculos de decomposição, estava retratado na figura do padre. A força que ainda tinha esvaía-se toda em pedir arrocho, e em arrastar os cacetes apostólicos pelas portarias dos conventos e pelas vielas imundas das marafonas, cambaleando ébrio de cólera, e também de vinho frequentemente.
Mas, em segundo lugar, a razão é outra.
Dois homens podem entender-se para praticar uma traficância; muitos, é difícil – todos, nunca. Um povo pode ser cínico, mas não pode ser patife. Há sentimentos exclusivamente individuais, e a patifaria é um desses. Se um povo pratica acções criminosas, é porque perdeu a consciência do que seja crime. O povo é sempre sincero. A sinceridade, eis aí o segredo de José Agostinho; a franqueza foi a sua força; o desinteresse, a origem do seu prestígio. O cinismo desbragado, isto é, a sinceridade e a franqueza levadas até à impudência, com aquele desaforo dos que, não tendo vergonha têm o mundo por si, foram a nota dominante e a faculdade íntima do polemista que se achou desse modo num perfeito acordo com o povo. Plebeu, sem perfídias de civilizado, rústico, sem ambages de político, foi um arrieiro das letras, é verdade, mas não foi um chatim.
Cobiçava a fama, cobiçava a popularidade mais vulgar; mas não cobiçava o dinheiro, ídolo exclusivo dos dias de hoje. Viveu sempre quase mendigo. As letras e o púlpito davam-lhe apenas para não morrer de fome. Era, a valer, o tipo do demagogo antigo ao lado de D. Miguel que reproduzia a imagem dos velhos tiranos lacedemónios do Peloponeso ou da Sicília.
Além disso, levava sobre os dias de hoje e sobre os nossos foliculários outra vantagem: as suas verrinas não eram postiças, convencionais. Havia ódios, o que não deixa de ser um bem quando há antagonismos fundamentados. A imprensa não era ainda uma comédia representada para ilusão da galeria. Quando se jogavam injúrias, arriscavam-se facadas e tiros. Era sério.
Finalmente, havia uma outra vantagem, se comparamos a Besta esfolada às Tripas viradas dos dias de hoje: é que as injúrias inflamantes, os insultos obscenos, as verrinas descompostas, dirigiam-se a um partido odiado que, de resto, pagava na mesma moeda, em vez de se dirigirem como hoje, que tudo são questões de pessoas, a fulano ou sicrano, portadores, quando muito, de uma individualidade incómoda ou de um interesse cúpido.
Estudando comparadamente o jornalismo português com meio século de intervalo, vemos que a tradição de José Agostinho se mantém nuns pontos e se oblitera em outros. Oxalá seja para melhor!

Oliveira Martins, Perfis (edição póstuma, 1930).
In: http://alfarrabio.di.uminho.pt/vercial/martins2.htm

«José Agostinho de Macedo» - Projecto Vercial

José Agostinho de Macedo (11/09/1761-02/10/1831) nasceu em Beja e faleceu em Lisboa. Professou em 1778 na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, sendo expulso da Ordem quatro anos depois, por os superiores o considerarem «contumaz e incorrigível». Foi várias vezes acusado e condenado pela Justiça por desmandos e roubos. Tendo conseguido a despensa dos votos monásticos, tornou-se pregador, alcançando os seus sermões grande notoriedade na época. Tornou-se membro da Nova Arcádia, entrando em quezílias com Bocage. Fez parte também da Arcádia de Roma, onde adoptou o pseudónimo de Elmiro Tangideu. Era inimigo figadal da Revolução Francesa e odiava Voltaire e Napoleão. Toda a sua luta esteve centrada na denúncia dos jacobinos, ou pedreiros-livres. Quase todas as suas obras reflectem essa luta. Ficaram célebres as polémicas que teve com Bocage e com Almeida Garrett.

Obras: Sermão contra o Filosofismo do Século XIX (1811), Motim Literário em Forma de Solilóquios (4 vols., crítica literária, 1811), A Meditação (poesia filosófica, 1813), Newton (poema em 4 cantos, 1813; refundido e aumentado na posterior Viagem Extática ao Templo da Sabedoria, 1830), O Oriente (2 vols., 1814), Cartas Filosóficas a Ático (1815), A Tripa Virada, Tripa por uma Vez, O Desaprovador, Henriqueida (poema épico em 12 cantos), Os Burros (sátira, 1827), Sermão de Acção de Graças para Restabelecimento da Monarquia Independente (1823), A Besta Esfolada (1828-1829), O Desengano (1830-1831).

Obras de José Agostinho de Macedo (Primeira parte)

Newton : poema
Lisboa : Na impressão Regia, 1815.

Considerações christãs e politicas sobre a enormidade dos libellos infamatorios
Lisboa : Na impressão Regia, 1811.
Sermão de acção de graças pelo milagroso restabelecimento da felicidade da Europa : prégado na Real Casa de Santo Antonio, na pomposa solemnidade que fez o Senado da Camera de Lisboa, no dia 2 de maio de 1814
Lisboa : Na impressão Regia, 1814.
A meditação
Porto : Typ. de F.P. d'Azevedo, 1854.

Branca de Rossis : tragedia
Lisboa : Na impressáo Regia, 1819.

O Couto
Lisboa : Na impressão Regia, 1815.

Days and nights in the tropics - William Richard Harris (1905)

Harris, William Richard - Days and nights in the tropics, Toronto, Morang & co., Limited, 1905.

Brazil, the river Plate, and the Falkland islands (...) - William Hadfield (1854)

Hadfield, William - Brazil, the river Plate, and the Falkland islands : with the cape Horn route to Australia, including notices of Lisbon, Madeira, the Canaries and cape Verds, London, Longman, Brown, Green, and Longmans, 1854.

Boletim Bibliográfico 45 - Livraria Luís Burnay


De entre as obras constantes deste boletim, para além das do Virgílio Ferreira, Fernando Namora, Almada Negreiros, Alves Redol, José Régio (...) destaco as seguintes:

4. ALBUM de costumes portuguezes: cincoenta chromos, copias de aguarellas originaes de Alfredo Roque Gameiro, Columbano Bordallo Pinheiro, Condeixa, Malhoa, Manuel de Macedo, Raphael Bordallo Pinheiro e outros; com artigos descriptivos de Fialho de Almeida, Júlio César Machado, Manuel Pinheiro Chagas, Ramalho Ortigão e Xavier da Cunha.- Lisboa: David Corazzi,
1888.- 50f.:il.; 33cm.-E
Obra notável, ilustrada com 50 bonitas litografias de página inteira impressas em papel encorpado, que representam trajes e tipos populares de todo o país, acompanhadas de uma folha de texto descritiva. Com evidente interesse artístico e etnográfico. Enc. editorial c/ferros próprios lev. cansada na lombada. Exemplares completos como este são raros e procurados. (259) 360,00 €

98. CINTRA Pinturesca, ou Memoria descritiva da Villa de Cintra, Collares, e seus arredores.-
Lisboa: Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos úteis, 1838.- 230p.; 23cm.-E Esta
rara e apreciada monografia sobre Sintra e arredores, saíu anónima mas segundo Inocêncio (III,290), o autor foi João Antonio de Lemos Pereira de Lacerda, Visconde de Juromenha. Publicou-se ainda um atlas de maior formato que é hoje raríssimo e muito valioso. M/enc.de pele, da época. Leves picos de humidade devido á qualidade do papel.(243) 120,00 €

337. PANORAMA (O): Jornal literario e instructivo da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis.- Vol. I a Vol. XV (1837 a 1858).- Lisboa: Na Typ. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, 1837-1858.- 15 vols.:il.; 28cm.-E Conjunto seguido desta importante revista de estudos históricos, científicos e artísticos, muito ilustrada com interessantes gravuras no texto e em separado, todas esculpidas em madeira. Encerra colaboração dos mais famosos nomes da época, de que destacamos Alexandre Herculano, Rebelo da Silva e Figaniére. Como habitualmente faltam os três últimos volumes que foram publicados
posteriormente, hoje muito raros
. M/encs. de pele, as dos vols. 5 e 6 são diferentes e estão lev.
cansadas. (159-R) 165,00 €

345. PEREIRA, A.X. da Silva.- O Jornalismo Portuguez: resenha chronologica de todos os periódicos portuguezes impressos e publicados no reino e no estrangeiro, desde o meado do século XVII até à morte do saudoso Rei Senhor D. Luis I.- Lisboa: Typ. Soares, 1895.- IV, 236p.; 24cm.-E
Trata-se ainda hoje do mais completo repositório de informações bibliográficas sobre os periódicos portugueses, sempre de útil consulta e ainda não ultrapassado. Edição de apenas 250 exemplares hoje raros e muito procurados. Enc. inteira de percalina. (292) 180,00 €

370. PINHEIRO, Rafael Bordalo.- Álbum de caricaturas: phrases e anexins da língua portuguesa / com um prefácio de Julio César Machado.- Lisboa: Typ. Editora de Mattos Moreira, 1876.- 30p.: 14f. Il.; 23x29cm.-E
Trata-se de uma das mais conhecidas e apreciadas obras ilustradas pelo mestre da caricatura, com texto de Julio Cèsar Machado. Album oblongo c/as estampas impressas em separado. M/enc. de pele, da época. Levemente aparado. Pingo de tinta no rosto. Hoje raro e procurado.(196) 180,00 €

379. POESIA Experimental : Cadernos de poesia ; 1º Caderno antológico organizado por Antonio
Aragão e Herberto Helder numero quatro dos Cadernos de Hoje.- Lisboa Ed. do autor, s.d.- 90p.;
30cm.-C + POESIA Experimental : 2º Caderno antológico por Antonio Aragão, E.M. de Melo e Castro e Herberto Helder com a separata Música e notação de Jorge Peixinho / capa de Ilídio Ribeiro com texto de Lewis Carrol na contra-capa.-Lisboa: Ed. do autor, 1966.- 12p.(15 f. desd.): il.; 27cm.-(Cadernos de Hoje).-C Desta notável revista literária só se publicaram estes dois números, hoje raros e procurados. De invulgar concepção gráfica, teve excelente colaboração da qual destacamos: Herberto Helder, E.M. de Melo e Castro, António Aragão, António Ramos Rosa, Salette Tavares e Ana Hatterly entre outros.(302) 200,00 €

554. SOUSA, Francisco Luis Pereira de .- O Terremoto do 1º de Novembro de 1755 em Portugal e um estudo demográfico. (I-III).- Lisboa: Tipografia do Comercio, 1919-1926.- 3 vols.: il.; 32cm.-(Serviços Geológicos).-E
Trata-se do mais completo estudo técnico e histórico sobre o tristemente famoso terremoto de 1755. Com os seguintes sub-titulos: I- Distritos de Faro, Beja e Evora II- Distritos de Santarém e Portalegre III-Distrito de Lisboa. Estão il. c/mapas em separado.
Publicou-se um 4º vol. mais raro. M/encs de pele, lev. cans. Capas de brochura c/algum manuseio. Muito apreciado. 220€
Excertos retirados de http://www.livrarialuisburnay.pt/

Leilão (arte/livros/fotografia/manuscritos) organizado por Nuno Gonçalves

Num surpreendente misto leilão de arte e de livros, durante os dias 23, 24 e 25 de Março decorrerá no Hotel Fénix um importante leilão organizado pela Otium Cum Dignitate.
Leilão este organizado pelo Nuno Gonçalves primando como sempre pela originalidade, raridade e qualidade dos lotes apresentados.
Existem muitos lotes a destacar, é um catálogo muito eclético (livros, manuscritos, posters, fotografias,...), mas devo referir em lugar de destaque as obras da autoria de Mário Cesariny.
Poderá consultar o catálogo:
http://www.otiumcumdignitate.pt/index.html
Espero que momentaneamente mas existem dificuldades na ligação.

segunda-feira, março 15, 2010

The Mediterranean (...) - Karl Baedeker (1911)

Baedeker, Karl - The Mediterranean; seaports and sea routes, including Madeira, the Canary Islands, the coast of Morocco, Algeria, and Tunisia; handbook for travellers, Leipzig, K. Baedeker, 1911.

terça-feira, março 09, 2010

L'Europe des livres. Auteurs portugais au XVIe et XVIIe siècle. - João Luís Lisboa


L'Europe des livres.
Auteurs portugais au XVIe et XVIIe siècle.
João Luís Lisboa
(F.C.S.H. UNL)

Neste artigo são citadas obras dos seguintes autores: Damião de Góis, Pedro Nunes, André de Resende, Frei Heitor Pinto, Manuel Álvares, Jerónimo Osório, Agostinho Barbosa, Francisco Sanches, António de Gouveia, Gabriel Pereira de Castro, Baptista Fragoso, Domingos Antunes, Mateus Homem Leitão, Manuel Mascarenhas (...).

Transcrevo a parte do artigo referente a Manuel Álvares (n. 1526, Ribeira Brava -m. 1582, Évora).
(...)
ogieManuel Álvares écrit une des grammaires les plus diffusées pendant presque deux siècles, dans les écoles jésuites, grammaire qui sera encore la cible des critiques de Verney dans les premières lettres du Verdadeiro método de estudar, en 1746. Après l'édition de Lisbonne, en 1572 (ou les différentes éditions car il y a des différences sur la page de titre), cette grammaire
connaîtra des dizaines d'éditions, au Portugal (Coimbra et Évora tout au long du XVIIe siècle) comme dans des villes italiennes. A Venise on connaît les éditions de 1575, 1581 et 1616. À Rome il y a des éditions en 1584 et 1588. À Gènes, il y en aura une en 1666, et on connaît encore une autre de Padoue, sans date, de Giovanni Batista Pasquati, un imprimeur du dix-septième siècle.
Si on suit le sort de ces exemplaires on trouve plusieurs éditions italiennes aujourd'hui au Portugal, comme on trouve des éditions de Lisbonne en Italie, avec des signes de propriété de divers collèges jésuites. Par exemple, les exemplaires que l'on trouve à la bibliothèque de Turin, et qui ont appartenu aux collèges de Cuneo, Monte Carlo et Turin, furent imprimés à Lisbonne en 1572.
La situation spécifique de cette grammaire c'est qu'elle appartient longtemps à un univers défini par les solidarités de la Compagnie, et son étendu est en rapport avec l'importance du rôle et du réseau pédagogique jésuite.
(...)

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...