Fontes
- fotografia do autor: www.folclore-online.com
- sinopses e capas dos livros: www.textiverso.com
História da Madeira e dos Açores; Livros Antigos e Novos;Alfarrabistas; Literatura Portuguesa; Camilo Castelo Branco; Ex-libris; História da Medicina Portuguesa; Guerra Peninsular (Recolha de artigos e informações dispersas pela net)
Jesus, José; Teixeira, Sérgio; Teixeira, David; Freitas, Tamira; Russo, Danilo – VERTEBRADOS TERRESTRES AUTÓCTONES DOS ARQUIPÉLAGOS DA MADEIRA E SELVAGENS – Répteis e Mamíferos, Colecção Biodiversidade Madeirense: Avaliação e Conservação nº 6, [Funchal], Direcção Regional do Ambiente, 2009.
Domingos Caldas Barbosa
Justen, Helga Maria - Valentim Fernandes e a literatura de viagens, Câmara Municipal de Lagos, 2007. Uma colectânea que inclui muitas das cartas que Antero escreveu durante os quase 10 anos que viveu em Vila do Conde.
Constituem uma parte indispensável da sua obra, um testemunho humano, intelectual e moral de enorme importância para o seu conhecimento.
Em muitos pontos esta correspondência representa como que um diário do escritor, pois o Homem está inteiro nelas, confiando-nos o seu coração, as suas preocupações filosóficas e pessoais, devido à diversidade dos destinatários e às intenções e objectivos que as cartas
perseguiam.
Dezasseis cartas que testemunham uma intensa amizade intelectual que se transformou numa autêntica comunhão de espíritos.
Possuem características únicas na epistolografia anteriana. São o testemunho de uma longa (de 30 anos) e profunda amizade que as 97 cartas reunidas perpetuam, constituindo um documento imprescindível para o estudo de alguns dos protagonistas da Geração de 70.
Mas desta amizade certamente nos falará hoje com grandedetalhe a Drª Ana Maria Almeida Martins.
Uma breve e concisa introdução à biografia de AQ, que cumpre inteiramente os objectivos da colecção em que se integra e serve para criar a vontade de ir mais longe, de partir à descoberta da obra de “uma das mais fascinantes, se não a mais fascinante figura da nossa literatura”.
Não se pode falar de Antero sem paixão, mas uma paixão lúcida e consciente tem obrigatoriamente que resultar do seu conhecimento.
E Antero era, até há pouco, praticamente desconhecido apesar de muito referenciado ou mesmo utilizado como bandeira.
Neste livro, feito essencialmente para ser visto, a Autora procurou reproduzir a verdadeira efígie de Antero, que este desenhou e subscreveu, sobretudo na célebre carta autobiográfica dirigida a
Wilhelm Storck em 1887, para servir de prefácio à tradução alemã dos sonetos.
Uma carta a Cândido de Figueiredo (1881) e excertos de outras dirigidas a vários amigos constituem as fontes originais que permitam traçar com grande segurança e fidelidade o itinerário anteriano.
Mas este livro é, sobretudo, imagem, constituída por uma riquíssima iconografia que nos permite acompanhar, a par e passo, o percurso de Antero, pontuado com textos judiciosamente seleccionados que explicam ou completam as ilustrações.
E assim começamos a percorrer demoradamente, preguiçosamente, mas com um prazer imenso, as imagens deste livro, partindo das origens ¾ físicas e familiares ¾ açorianas.
E como num filme envolvente, vemos perpassar as pessoas e as casas, as palavras e os livros, as revistas e os jornais, os sonhos, os projectos, os movimentos, as realizações. E os amigos. E os lugares.
Castilho e os manos Sampaios, Eça e Germano Meireles, Michelet e Oliveira Martins, a Geração de 70 aqui nos surgem em carne e osso.
De S. Miguel a Coimbra, de Paris a Lisboa, de Vila do Conde (e Boamense) a Ponta Delgada (e ao campo de S. Francisco, e ao tiro necessário) Ana Maria Almeida Martins leva-nos na companhia de Antero e do seu inconformismo, da sua lucidez, da sua revolta e do seu génio, da sua angústia.
De uma documentação iconográfica extremamente rica, fruto de um conhecimento exaustivo sobre a época e sobretudo de uma investigação paciente, aturada e rigorosa, resulta uma obra fascinante e reveladora que nos permite reconstruir fielmente o retrato do homem e da sua circunstância.
Eis a correspondência quase completa de um dos nossos “raros heróis culturais” (E. Lourenço), porventura a personalidade mais fascinante que alguma vez surgiu no panorama literário e cultural português.
As cartas, para além de tudo o que nos trazem para o conhecimento da vida e da obra de AQ, vêm ampliar o nosso conhecimento sobre a prosa de um autor que segundo A. Sérgio seria “o mais sóbrio, o mais puro, o mais clássico dos prosadores da língua portuguesa”.
Foi Joel Serrão que em 1982 incitou Ana Maria Almeida Martins a iniciar a recolha de todas as cartas de AQ já conhecidas em livro ou dispersas por jornais e revistas, com intenção de posteriormente as publicar.
O ponto de partida desta recolha teria de ser a biografia de Bruno Carreiro, cuja importância é desnecessário encarecer.
Ficha TécnicaColón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...