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domingo, março 25, 2012

«Era assim no Funchal» e «Viveiros» - Cecílio Gomes da Silva (2009)


Cecílio Gomes da Silva
(1923-2005)


Silva, Cecílio Gomes da - Era assim no Funchal, Coleção Tempos e Vidas nº 6, Textiverso, 2009.

Sinopse:
Em 1991, o engenheiro silvicultor Cecílio Gomes da Silva (1923-2005) publicou no Jornal da Madeira uma série de artigos referentes a costumes e figuras de um quotidiano madeirense que, em boa parte, já nessa altura só sobrevivia na memória dos mais velhos. Anos depois, o mesmo periódico, no seu Magazine, republicou os textos qualificando cada «retrato» como «uma viagem à Madeira de outros tempos» e o conjunto destas lembranças, agora convertido em livro pela Textiverso, como «um importante trabalho, do ponto de vista etnográfico».
Não sendo bom conhecedor da etnografia madeirense, apenas posso corroborar tal juízo a partir da leitura directa dos textos que formam o presente volume. Suponho, com efeito, que não haja outro projecto similar no universo das creio que não muitas obras dedicadas a preservar e celebrar «a memória do povo» da Madeira, no sentido especificamente antropológico de, como escrevia ainda aquele jornal, operar uma «valorização da cultura popular» do arquipélago. A originalidade e a importância do livro de Cecílio Gomes da Silva fica, pois, garantida, no plano etnográfico, pela própria singularidade do projecto que, no essencial, cumpre o desejo de resgatar da amnésia pública aquelas figuras do quotidiano ilhéu que de maneira indelével lhe marcaram a infância e a juventude.
O olhar de Cecílio Gomes da Silva partilha com o do etnógrafo a paixão do exterior que lhe permite, a décadas de distância, reconstruir os traços diferenciadores de personagens que, na vida corrente, se tornam anódinas por força da própria familiaridade com que as tratamos. Dessa paixão decorre o apego ao detalhe sem o qual se diria que, para o autor, não há literatura que valha a pena.
(Da Apresentação, de Gustavo Rubim).
http://www.textiverso.com/index.php?option=com_content&view=article&id=88:era-assim-no-funchal&catid=34:tempos-e-vidas&Itemid=54

Silva, Cecílio Gomes da - Viveiros, Coleção Tempos e Vidas nº 5, Textiverso, 2009.

Sinopse:
 
Viveiros é, na perspectiva literária, uma aposta clara no poder da prosa realista. O título completo que Cecílio Gomes da Silva atribuiu ao volume (Viveiros — Pardieiros, Misérias) deixa inequivocamente vincada essa aposta. Se, como colaborador na preparação desta edição póstuma, aconselhei, porém, a supressão do subtítulo (e a redução, por conseguinte, do título à palavra que constitui, em primeiro lugar, o nome do local da Madeira onde a acção decorre), foi porque julgo prejudicial à própria índole dos contos a ênfase programática num miserabilismo social que não está de acordo com a isenção de mensagem que dá um sabor muito especial à prosa e à arte narrativa de Cecílio Gomes da Silva.
Uma arte e uma prosa que os familiares de Cecílio confirmam estar apoiada na tendência e no talento para a narrativa oral, o que faz ademais sobressair um prazer de evocação que o discurso do autor, na introdução mencionada, prefere omitir — mas que a voz narradora de cada um dos textos deixa perfeitamente perceptível.
Um pouco por todo o livro, os leitores madeirenses terão a chance (a mais ninguém reservada) de encontrar aqui o rasto de um mundo que também estará nas suas memórias e que hoje já não estará talvez em mais parte nenhuma.
(Do Prefácio, de Gustavo Rubim).
http://www.textiverso.com/index.php?option=com_content&view=article&id=87:viveiros&catid=34:tempos-e-vidas&Itemid=54

Fontes

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

A Sabotagem do Casamento Real - Paulo Mendes Moreira (2011)


Moreira, Paulo Mendes – A SABOTAGEM DO CASAMENTO REAL – para a história ficou um rei escravo dos jesuítas, O Liberal, 2011.


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Palavras d' aquintrodia - Ana Cristina Figueiredo (2011)


Figueiredo, Ana Cristina – PALAVRAS D’AQUINTRODIA (estudos sobre regionalismos madeirenses), Fonte da Palavra, 2011.

Este livro resulta de uma investigação desenvolvida no âmbito da tese de mestrado da autora, na área da linguística portuguesa, mais especificamente no domínio da dialectologia. A dissertação que está na sua origem foi defendida na Universidade da Madeira, em Janeiro de 2005 e foi posteriormente revista e aumentada, tendo em vista a sua publicação.


Palavras d’aquintrodia (estudo sobre regionalismos madeirenses)
fornece uma listagem cronologicamente organizada de referências bibliográficas de trabalhos já existentes acerca do dialecto madeirense, que se encontravam, na maior parte dos casos, dispersas em publicações e trabalhos, alguns deles de difícil acesso. Além disso, apresenta um glossário constituído por um corpus de trezentos e cinquenta regionalismos madeirenses sobre os quais veicula uma série de informações como a etimologia, a transcrição fonética, a classificação morfológica, a definição, entre outros, dando conta do seu registo ou não em diversos dicionários de língua padrão, bem como em várias colectâneas de madeirensismos. Classifica os vocábulos por áreas temáticas e faz também uma retrospectiva dos principais problemas encontrados nos glossários consultados.


Este estudo apresenta-se como um contributo para o estudo do riquíssimo universo de regionalismos da Região Autónoma da Madeira e é o culminar de um longo processo de investigação. A sua divulgação em livro é, pois, uma mais-valia para o estudo das especificidades linguísticas da RAM.

No texto do Professor Doutor João Malaca Casteleiro, que serve de prefácio a este livro, pode ler-se:

"A presente obra constitui, pois, um trabalho muito importante no que concerne ao levantamento e estudo criterioso dos regionalismos lexicais madeirenses, o qual visa abrir caminho a outros estudos congéneres sobre o falar madeirense, na sua riqueza e diversidade."

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Farmácia, Medicina e Saúde Pública em Portugal (1772-1836) - João Rui Pita (1996)

Pita, João Rui - Farmácia, Medicina e Saúde Pública em Portugal (1772-1836), Colecção Minerva Histórica nº 14, Coimbra, Edições Minerva, 1996.

terça-feira, outubro 26, 2010

O Impulso Alegrórico - Retratos, Paisagens, Naturezas Mortas - Manuel Valente Alves (direcção e coordenação)

Alves, Manuel Valente (dir. e coord.)- O Impulso Alegrórico - Retratos, Paisagens, Naturezas Mortas, Lisboa: Ordem dos Médicos, 1988.

Publicado por ocasião dos Encontros "O Impulso Alegórico", este livro, dirigido por Manuel Valente Alves, reúne o conjunto das intervenções dos Encontros, elementos iconográficos e um estudo transversal de Idalina Conde, professora de sociolologia no ISCTE, consultora do Observatório das Actividades Culturais do Ministério da Cultura, que analisa as diferentes fases do desenvolvimento deste projecto na perspectiva sociológica da cultura.

Textos: Carlos Ribeiro, Manuel Valente Alves, José Luís Porfírio, João Lima Pinharanda, Armando Sales Luís, Maria José Sampaio, Isabel Carlos, Constantino Sakellarides, Mónica Baldaque, Bernardo Pinto de Almeida, Ana Cristina Leite, Pedro Lapa, Luís Rebelo, Jorge Molder, Delfim Sardo, João Lobo Antunes, Miguel Von Hafe Pérez, Maria Filomena Molder, Daniel Serrão, João Fernandes, Carlos Vidal, António Bracinha Vieira, Maria Helena Soares Costa, José Gil, Adriano Vaz Serra, José Sommer Ribeiro, Fernando Pernes, Madalena Botelho, Joaquim pais de Brito, Maria Helena de Freitas, Nuno Félix da Costa, Artur Goulart, João Miguel Fernandes Jorge, Maria de Sousa, António Cerveira Pinto, Luís Campos, Raquel Henriques da Silva, José-Augusto França, Nuno Grande e Idalina Conde. Concepção gráfica: Victor Diniz

Texto e foto: http://www.valentealves.com/books.htm

quarta-feira, outubro 20, 2010

Metamorfoses de um Polvo (...) - José Eduardo Franco, Paulo de Assunção (2004)

Franco, José Eduardo; Assunção, Paulo de  – AS METAMORFOSES DE UM POLVO. Religião e Política nos Regimentos da Inquisição Portuguesa (Séc. XVI-XIX), Colecção Gabinete Inquisitorial, Prefácio Editora, 2004.

terça-feira, junho 29, 2010

VERTEBRADOS TERRESTRES AUTÓCTONES DOS ARQUIPÉLAGOS DA MADEIRA E SELVAGENS – Répteis e Mamíferos - Vários (2009)

Jesus, José; Teixeira, Sérgio; Teixeira, David; Freitas, Tamira; Russo, Danilo – VERTEBRADOS TERRESTRES AUTÓCTONES DOS ARQUIPÉLAGOS DA MADEIRA E SELVAGENS – Répteis e Mamíferos, Colecção Biodiversidade Madeirense: Avaliação e Conservação nº 6, [Funchal], Direcção Regional do Ambiente, 2009.
O lançamento deste livro foi efectuado a 25 de Junho de 2010, sexta-feira, pelas 11 horas, no Auditório da Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais.
Trata-se do sexto volume da colecção Biodiversidade Madeirense: Avaliação e Conservação:
  • nº 1 - Briófitos endémicos da Madeira / Susana Fontinha... [et al.] ; coord. Gilda Santos
  • nº 2 - ?
  • nº 3 - ?
  • nº 4 - Crustáceos decápodes do Arquipélago da Madeira / Ricardo Araújo, Ricardo Calado ; coord. António Domingos Abreu
  • nº 5 - Moluscos terrestres da Ponta de São Lourenço e ilhéus adjacentes / D. Teixeira e C. Abreu ; coord. António Domingos Abreu ; fot. Dinarte Teixeira, Nélio Freitas, Vírgilio Gomes

domingo, maio 23, 2010

Domingos Caldas Barbosa.O poeta da viola, da modinha e do lundu (1740-1800) - José Ramos Tinhorão (2004)

Domingos Caldas Barbosa
O poeta da viola, da modinha e do lundu (1740-1800)

José Ramos Tinhorão

240 p. - 14 x 21 cm

ISBN 85-7326-297-4
2004

Mulato nascido no Rio de Janeiro em 1740, filho de um funcionário real português com uma escrava de Angola, Domingos Caldas Barbosa é um símbolo da miscigenada cultura de nosso país. Formado no Colégio dos Jesuítas do antigo Morro do Castelo, serviu na fronteira sul do Brasil como soldado para depois ingressar, já em Portugal, na prestigiosa Universidade de Coimbra. Com a morte do pai, perde a condição econômica e passa então a viver unicamente de seu talento de poeta e compositor, destacando-se entre seus pares portugueses graças a seu estilo inovador que, transitando da boemia das ruas ao Arcadismo das cortes, foi pioneiro em incorporar as influências rítmicas trazidas do Brasil. Neste livro, José Ramos Tinhorão rastreou vida e obra do autor da Viola de Lereno para encontrar, entre novos dados biográficos e escritos inéditos localizados, sua face mais importante: a de um precursor da música popular brasileira.

Sobre o autor

Um dos principais historiadores da música brasileira, José Ramos Tinhorão nasceu em Santos, em 1928, e se criou no Rio de Janeiro. Formou-se na primeira turma do primeiro curso de jornalismo no Brasil. Desde cedo colaborou em diversas publicações, como as revistas Da Semana, Veja e Nova e os jornais Diário Carioca e Jornal do Brasil. Em 1966 estreia em livro com Música popular: um tema em debate e A província e o naturalismo. Desde então, publicou quase trinta livros, boa parte dos quais pela Editora 34.

Seu rico acervo de discos, partituras, fotos e livros foi adquirido pelo Instituto Moreira Salles, que desde 2001 o colocou à disposição dos interessados na Coleção José Ramos Tinhorão.

Sobre esta obra poderá consultar:

domingo, dezembro 20, 2009

sábado, dezembro 19, 2009

"Os Dabney. Uma Família Americana nos Açores" FLAD

A saga da família Dabney apresentada aos leitores portugueses
O livro “Os Dabney - Uma família americana nos Açores”, coordenado pela historiadora Maria Filomena Mónica, é apresentado no dia 10 de Outubro na Gala PALCUS (Portuguese-American Leadership Council of the US), em Hartford, nos EUA. A Fundação Luso-Americana (FLAD) subsidiou a investigação em que se baseia este volume, editado pela Tinta da China. A antologia recém-publicada, recentemente lançada nos Açores, é apresentada por Paulo Silveira e Sousa, autor da antologia, e Mário Mesquita, administrador da FLAD. Trata-se da primeira edição destinada ao grande público, baseada na obra monumental «Anais da Família Dabney no Faial» que, lembra Maria Filomena Mónica, constituem “uma raridade bibliográfica”. A obra dá a conhecer aos portugueses a importância da presença desta família no Faial ao longo de quase um século. Os Anais são uma das obras mais relevantes nas relações entre Portugal e os Estados Unidos, entre os Açores e o Estado de Massachussets. Até aos anos 70 do século XX, a colectânea, elaborada por Roxana Dabney, foi praticamente desconhecida em Portugal continental e nos Açores, tendo sido finalmente traduzida pelo Instituto Açoriano de Cultura no ano de 2005. A obra original, em inglês, destinada a circulação privada da família, existe em menos de uma dezena de bibliotecas dos Estados Unidos. Com quase duas mil páginas, em três volumes, representa um vasto fresco do século XIX (1806-1871) nos Açores e em Massachussets, reunindo correspondência entre a família dos dois lados do Atlântico e outros documentos de relevância histórica para americanos e portugueses. “Ao convidar os investigadores Maria Filomena Mónica e Paulo Silveira e Sousa a preparar esta antologia, o objectivo da Fundação Luso-Americana foi o de alargar a um público mais vasto esta obra fundamental que permanecia acessível apenas a eruditos e investigadores”, explica Mário Mesquita, administrador da FLAD. “Não é tarefa fácil convencer o leitor não especializado a abalançar-se a ler os três densos volumes da excelente edição preparada em Angra do Heroísmo”, conclui o responsável por esta iniciativa cultural. Com uma dimensão pouco superior a um livro de bolso, a edição da Tinta da China permite uma aproximação mais “amigável” aos leitores. Anuncia-se ainda para breve a apresentação da obra em Lisboa e em Coimbra. Através do apoio a esta edição, a FLAD reforça a importância deste tipo de trabalhos e promove o enriquecimento e preservação do legado que os Dabney deixaram em Portugal e a sua influência enquanto família americana repartida entre Boston e os Açores. Sobre os Dabney Oriunda de Rhode Island nos EUA, a família Dabney instalou-se na ilha do Faial em 1804, quando John Bass Dabney foi nomeado pelo presidente Jefferson Cônsul Geral dos Estados Unidos no Faial. Três membros da família Dabney exerceram sucessivamente o cargo ao longo de várias gerações, deixando no Faial uma herança cultural e histórica, nomeadamente ao nível das relações com Portugal, ainda hoje visível e reconhecida na ilha.

Saudades, ou as idílicas recordações de Frances Dabney - Victor Rui Dores (2009)

Saudades,
ou as idílicas recordações de Frances Dabney



Nascida no Faial no ano de 1856, Frances Susan Dabney pertenceu à quarta geração dos Dabney – família norte-americana que viveu praticamente durante todo o século XIX nesta ilha. Por via da acção desta família, a Horta haveria de se tornar a primeira localidade da Europa a possuir uma representação consular norte-americana logo após a Independência dos Estados Unidos.
Recorde-se que, a par do trabalho diplomático, os Dabney desenvolveram papel de relevo em vários negócios, nomeadamente: o abastecimento de baleeiras norte-americanas; a exportação de laranja, de vinho e aguardente do Pico e de óleo de baleia; a caça à baleia; a pesca; a venda local de bens importados da América e de materiais de construção; o fornecimento de carvão aos vapores; a manutenção e reparação de navios; a indústria de moagem, entre outros.
Imbuída de um espírito filantrópico, a família Dabney tomou, na ilha do Faial, iniciativas pioneiras no âmbito da benemerência e de projectos inovadores a nível da agricultura e da indústria, da fotografia, das artes, das ciências e da educação, fontes de prestígio social que perdura até aos dias de hoje.
Foi neste contexto que Frances Dabney viveu e cresceu. Neta de Thomas Hickling, vice-cônsul dos Estados Unidos da América na ilha de S. Miguel, e filha de Sarah Hickling Webster (1821-1909) e de John Pomeroy Dabney (1821-1874), Francie (como era carinhosamente chamada por Roxana Lewis Dabney, sua tia que compilou os Anais da Família Dabney) manteve-se na cidade da Horta até 1874, altura em que completou 18 anos de idade. Com a morte do pai, ocorrida num acidente a bordo de um navio em viagem de regresso a Boston, mudou-se para aquela cidade com a mãe e duas das suas irmãs: Sarah e Ellen. Segundo Francis Rogers, em Atlantic Islanders, as três irmãs mantiveram-se solteiras e viveram juntas os últimos anos das suas vidas em Boston.
Vocacionada para a poesia, Frances deu à estampa, em 1903, o livro Saudades, escrito na língua inglesa e em edição familiar e privada de 100 exemplares.
Um exemplar deste livro chegou às mãos de Arthur Prescott Lothrop, que o mostrou ao seu colega José Francisco Costa, que por sua vez o deu a conhecer a um outro colega, Rylan Brenner, director do BCC´s Theatre Arts Program e que o viria a adaptar para teatro, tendo, em Setembro de 2002, levado a cabo um trabalho cénico com o título de Saudades: Dream of a Homeland.
José Francisco Costa tomou-lhe o gosto e traduziu – e bem – o referido livro para português. Conjugaram-se vontades e esforços e, passados que são 103 anos, Saudades é agora dado à estampa, em cuidada edição bilingue.
Chamaria a atenção do leitor para as ilustrações do livro, da autoria de Samuel Longfellow (1819-1892), aqui reproduzidas pela primeira vez. Segundo Sally Sapienza, estamos provavelmente perante alguns dos primeiros desenhos feitos por visitantes americanos às ilhas açorianas. E, a propósito, recorde-se que Samuel Longfellow era irmão de Henry Wadsworth Longfellow, eminente poeta americano do século XIX, tendo sido professor particular dos filhos de Charles Dabney, na Horta, durante os anos de 1843 e 1844 (um desses filhos era John Dabney, pai de Frances).
Constituído por 18 narrativas, Saudades é um livro de breves memórias e fugazes vibrações. São fragmentos de vida vivida e sonhada, de afectos, sentimentos e emoções. Frances lança olhares nostálgicos e retroactivos sobre um tempo vivido no microcosmo da ilha do Faial, revisitando lugares, pessoas e acontecimentos, associando a infância insular ao mito do Éden, isto é, a infância enquanto paraíso irremediavelmente perdido. Numa escrita da intimidade, tricotada pelas marcas de uma inocência assumida, a narradora fala-nos da alegria de sensações que ficaram enraizados na sua memória. Exprime-se através de uma prosa poética eivada de idealismo, tranquilidade e harmonia, e fala das pessoas com profundo amor e das paisagens com enorme fascínio.
Este livro é precisamente uma declaração de amor às ilhas do Faial e do Pico, sobre as quais a autora nos dá visões esplendorosas e impressionistas, carregando nas cores do idílico e do pitoresco, mas escrevendo sempre com apurado sentido estético e sensibilidade artística.
De resto Saudades reflecte aquilo que a família Dabney desenvolveu ao longo da sua estada no Faial: uma profunda relação de conhecimento, de amizade e de culto da paisagem e, sobretudo, do povo rural do Faial e do Pico. Este conhecimento directo e esta relação de empatia estão aqui bem patentes, sobretudo no que se refere à fruição paisagística daquelas ilhas (com especial relevo para a imponência da montanha do Pico) e à observação das cenas da vida quotidiana, do tipo etnológico, num registo muito interessante que marca as diferenças culturais dos açorianos: os artefactos e o vestuário dos camponeses, os objectos evocativos de actividades domésticas, agrárias, pastoris, marítimas e artesanais.
São idílicas e profundamente românticas as recordações faialenses de Frances Dabney, com o mar e a ilha sempre na sua memória. Aqui se fala de um anjo que recolhe amores perfeitos. Da Natureza que celebra a liberdade e o amor. Do gado “mugindo tristemente” na quietude da paisagem. De melodias que se ouvem por montes e vales. Das alegrias da vida e das mágoas do amor. De donzelas amorosas que pisam o tomilho, o poejo e o alecrim e conduzem vacas pachorrentas por cerrados e atalhos. Uma dessas donzelas, Narcisa de sua graça, sentada numa esteira, sorri docemente e escuta: a melodia do mar, a aproximação de pastores e de caçadores de coelhos.
Todo o livro é atravessado por gorjeios de pintassilgos, toutinegras, vinagreiras tentilhões, codornizes, milhafres, gaivotas, melros pretos e canários. E em cada história ecoa o rangido de portões de quinta, o latido dos cães e o tilintar dos chocalhos das vacas.
Depois temos Aura e Felício – amantes felizes no meio de uma paisagem bucólica feita de jardins, furnas, muros de lava, grandes portões, hortênsias, beladonas, begónias, rosas, lírios, papoilas, junças, musgo, fetos, queiró, moitas de urze, combros de canas, funcho, alcachofras, trepadeiras, silvados, tremoceiro, faveiras, trigo, milho, cevada, batata doce, vinhedos, figueiras, tamariteiros, pinheiros, faias… Estes elementos não estão no livro a servir de mero décor – estão lá porque funcionam como uma celebração (poética) da vida.
Aqui também se contam histórias. A de um velho pastor que conhece os mistérios, os perigos e os segredos da Serra. A de um jovem que, caminhando, canta e toca viola a pensar na sua amada. A de um barco em apuros, na iminência do naufrágio. E acontecem episódios festivos relacionados com o verdelho doirado e as vindimas do Pico. E lembranças amorosas da narradora vagueando na praia de Porto Pim. E há mulheres, de lenços garridos, que mondam o linho e conversam enquanto trabalham. E há pescadores que andam aos congros, abróteas, pargos e moreias e que, surpreendidos por uma tempestade, se abrigam numa furna das Caldeirinhas, no Monte da Guia.
Este é, por conseguinte, um livro sentimental, lírico e evocativo, escrito com apreciável frescura narrativa.
Esta frescura narrativa é bem captada por José Francisco Costa na tradução que empreendeu de forma eficaz e eficiente. Até porque sendo ele poeta, há nele o ouvido que escreve. Por exemplo, quando traduz “The wind sings in the tops of the long-needled pines (…)” por “O vento canta nas copas dos pinheiros” (pág. 203). Ou “(…) to the church bells pealing merrily across the fields”, por “o repique festivo dos sinos pelos campos fora” (pág. 234). Ou ainda, “(…) and the Belladonas blush with gladness” por “(…) e rubras de alegria ficam as beladonas” (pág. 204). Ainda outro exemplo: “(…) and the old women looked away and listened vaguely to all the distant sounds of the far-away town”, por “(…) e as velhas derramaram o olhar numa vaga escuta de todos os sons distantes vindos da vila ao longe” (págs. 233/4).
Ou seja, o tradutor conseguiu (re)criar a fluência e a imagética do discurso poético de Frances Dabney, alcançando apetecíveis efeitos de prosódia e musicalidade: “(…) ou, então, é um congro enorme, cujo corpo de aço lampeja e reluz na escuridão, como se fora o esbranquiçado minério líquido de uma fornalha, agora conservado em barras longas e sinuosas” (pág. 238).
Saudades é um livro de sinestesias, já que a sua autora soube captar os sentidos da alma açoriana: a paisagem, as pessoas, os sons, as melodias, os cheiros e os sabores. Em 1874 Frances Dabney saiu do Faial mas o Faial não saiu dela. Por isso escreveu este livro com os olhos da memória.

Victor Rui Dores

In: http://www.faialonline.com/?p=2294

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Valentim Fernandes e a literatura de viagens - Helga Maria Justen (2007)

Justen, Helga Maria - Valentim Fernandes e a literatura de viagens, Câmara Municipal de Lagos, 2007.
Valentim Fernandes é uma figura fascinante que se afirmou no panorama cultural português da época manuelina em vários domínios. Este alemão, originário da Morávia, veio para Portugal em 1494 e por cá se fixou, tendo adoptado o nome português pelo qual ficou conhecido. Dedicou-se à actividade de impressor e corrector dos mercadores alemães em Lisboa. A par destas actividades profissionais, Valentim Fernandes revelou-se muito interessado pelos Descobrimentos portugueses, que ajudou a divulgar através do envio de cartas e outras obras para a Alemanha, destacando-se ainda pela recolha realizada entre 1506 e 1510 de um conjunto de textos que seriam reunidos num famoso códice que ficou conhecido com o seu nome. Esse manuscrito, que foi enviado a Conrado Peutinguer e se conserva na Staatsbibliothek de Munique, é um manacial de fontes valiosas para o estudo da História dos Descobrimentos portugueses e da Literatura de viagens, como é o caso da relação em latim sobre os descobrimentos henriquinos por Diogo Gomes; da versão da crónica dos feitos da Guiné de Zurara; das descrições de terras africanas e ilhas; do diário da viagem à Índia da armada de D. Francisco de Almeida em 1505, dos mapas de ilhas do Atlântico, etc. É sobre o conjunto destes trabalhos e o sentido do volume que se centra o objecto de estudo do presente livro, que na sua versão original foi apresentado, em 1999 ,como tese de mestrado à Universidade Aberta. Helga Maria Justen problematiza com grande rigor o conteúdo do códice que de alguma forma e em parte Valentim Fernandes terá pensado em editar, na sequência dos textos do famoso volume que organizou e imprimiu em 1502 com o título Marco Paulo. O que o impediu de realizar tão importante iniciativa não se sabe ao certo, discutindo-se razões que vão desde a falta de dinheiro para a levar a cabo até à da mais provável falta de autorização para ser impressa. Bem andou a ainda e felizmente sobrevivente Comissão Municipal dos Descobrimentos da autarquia algarvia em patrocinar tão precioso contributo para o melhor conhecimento de uma fonte tão importante que merece continuar a ser lida, discutida e aproveitada para futuros estudos.
recenseador: José Manuel Garcia, 2009

quinta-feira, novembro 26, 2009

Uma mulher na vida de Antero.Apresentação da dr.ª Ana Maria de Almeida Martins - Henrique Barreto Nunes

É pouco vulgar o apresentador de um conferencista não possuir quase nenhuns dados biográficos acerca da pessoa sobre quem vai falar.
É este, porém, o meu caso hoje. Da Drª Ana Maria Almeida Martins só poderei falar a partir da sua obra sobre Antero.
Caso raro este, de uma singular discrição num país que cada vez mais se cultiva o protagonismo, a evidência a qualquer custo.
Ana Maria Almeida Martins é, hoje em dia, a figura principal da bibliografia activa e passiva Anteriana.
Assim poderá perguntar-se como entrou Antero na vida desta mulher, que o trata com verdadeira paixão.
Uma entrevista publicada no “Público” de 7 Jun. 91 revela-nos a origem desse interesse: “O meu primeiro encontro com Antero vem da fascinação que senti pela personagem nos seus tempos de Coimbra.
Comecei por achar desusado que um jovem de 20 anos chegue a Coimbra e abane aquilo tudo...
...a coragem de desafiar o que não presta
...o tipo que dá o passo em frente sem pedir licença a ninguém
...que nunca dobra a espinha
...que ousa desafiar Castilho
Pode imaginar-se a força que era precisa a um jovem de pouco mais de 20 anos para fazer as coisas que fez na Coimbra do séc. XIX.
Achei isso fascinante.
Só muito mais tarde é que veio o encontro com a poesia e de seguida com o resto da obra.
Nada fazia prever que eu ia publicar coisas. Escrever [sobre Antero] veio por acréscimo”.
O acréscimo produziu a bibliografia fundamental que passarei a citar:
  • CARTAS DE VILA DO CONDE
    Porto: Lello, 1981

Uma colectânea que inclui muitas das cartas que Antero escreveu durante os quase 10 anos que viveu em Vila do Conde.
Constituem uma parte indispensável da sua obra, um testemunho humano, intelectual e moral de enorme importância para o seu conhecimento.
Em muitos pontos esta correspondência representa como que um diário do escritor, pois o Homem está inteiro nelas, confiando-nos o seu coração, as suas preocupações filosóficas e pessoais, devido à diversidade dos destinatários e às intenções e objectivos que as cartas
perseguiam.

  • CARTAS INÉDITAS DE ANTERO PARA OLIVEIRA MARTINS: UMA PROCURA PARTILHADA
    “Prelo”, Lisboa, 7, Abr.-Jun. 1985 (em colaboração com Guilherme Oliveira Martins)

Dezasseis cartas que testemunham uma intensa amizade intelectual que se transformou numa autêntica comunhão de espíritos.

  • CARTAS INÉDITAS A ALBERTO SAMPAIO
    Lisboa: O Jornal, 1985

Possuem características únicas na epistolografia anteriana. São o testemunho de uma longa (de 30 anos) e profunda amizade que as 97 cartas reunidas perpetuam, constituindo um documento imprescindível para o estudo de alguns dos protagonistas da Geração de 70.

Mas desta amizade certamente nos falará hoje com grandedetalhe a Drª Ana Maria Almeida Martins.

  • O ESSENCIAL SOBRE ANTERO DE QUENTAL
    Lisboa: Imprensa Nacional — C.M., 1985

Uma breve e concisa introdução à biografia de AQ, que cumpre inteiramente os objectivos da colecção em que se integra e serve para criar a vontade de ir mais longe, de partir à descoberta da obra de “uma das mais fascinantes, se não a mais fascinante figura da nossa literatura”.

  • ANTERO DE QUENTAL: FOTOBIOGRAFIA
    Lisboa: IN-CM/ Sec. Reg. Educação e Cultura Açores, 1986

Não se pode falar de Antero sem paixão, mas uma paixão lúcida e consciente tem obrigatoriamente que resultar do seu conhecimento.
E Antero era, até há pouco, praticamente desconhecido apesar de muito referenciado ou mesmo utilizado como bandeira.
Neste livro, feito essencialmente para ser visto, a Autora procurou reproduzir a verdadeira efígie de Antero, que este desenhou e subscreveu, sobretudo na célebre carta autobiográfica dirigida a
Wilhelm Storck em 1887, para servir de prefácio à tradução alemã dos sonetos.
Uma carta a Cândido de Figueiredo (1881) e excertos de outras dirigidas a vários amigos constituem as fontes originais que permitam traçar com grande segurança e fidelidade o itinerário anteriano.
Mas este livro é, sobretudo, imagem, constituída por uma riquíssima iconografia que nos permite acompanhar, a par e passo, o percurso de Antero, pontuado com textos judiciosamente seleccionados que explicam ou completam as ilustrações.
E assim começamos a percorrer demoradamente, preguiçosamente, mas com um prazer imenso, as imagens deste livro, partindo das origens ¾ físicas e familiares ¾ açorianas.

E como num filme envolvente, vemos perpassar as pessoas e as casas, as palavras e os livros, as revistas e os jornais, os sonhos, os projectos, os movimentos, as realizações. E os amigos. E os lugares.
Castilho e os manos Sampaios, Eça e Germano Meireles, Michelet e Oliveira Martins, a Geração de 70 aqui nos surgem em carne e osso.
De S. Miguel a Coimbra, de Paris a Lisboa, de Vila do Conde (e Boamense) a Ponta Delgada (e ao campo de S. Francisco, e ao tiro necessário) Ana Maria Almeida Martins leva-nos na companhia de Antero e do seu inconformismo, da sua lucidez, da sua revolta e do seu génio, da sua angústia.
De uma documentação iconográfica extremamente rica, fruto de um conhecimento exaustivo sobre a época e sobretudo de uma investigação paciente, aturada e rigorosa, resulta uma obra fascinante e reveladora que nos permite reconstruir fielmente o retrato do homem e da sua circunstância.

  • CARTAS
    Lisboa: Comunicação ¾ Univ. Açores, 1989-1990 (Obra completa de Antero de Quental; 6/7)


Eis a correspondência quase completa de um dos nossos “raros heróis culturais” (E. Lourenço), porventura a personalidade mais fascinante que alguma vez surgiu no panorama literário e cultural português.
As cartas, para além de tudo o que nos trazem para o conhecimento da vida e da obra de AQ, vêm ampliar o nosso conhecimento sobre a prosa de um autor que segundo A. Sérgio seria “o mais sóbrio, o mais puro, o mais clássico dos prosadores da língua portuguesa”.
Foi Joel Serrão que em 1982 incitou Ana Maria Almeida Martins a iniciar a recolha de todas as cartas de AQ já conhecidas em livro ou dispersas por jornais e revistas, com intenção de posteriormente as publicar.
O ponto de partida desta recolha teria de ser a biografia de Bruno Carreiro, cuja importância é desnecessário encarecer.

Uma edição das cartas, subordinadas às exigências do rigor, impunha como tarefa prioritária a localização dos originais, tais as incongruências e deficiências detectadas no confronto de diversas
edições em que vêm sendo publicadas.
Tarefa morosa e difícil porque não se conseguiram localizar algumas cartas, mas de qualquer modo a grande maioria é pela primeira vez apresentada na íntegra.
Algumas inéditas foram incluídas neste volume mas outras ainda poderão existir na posse de particulares.
Foi um longo peregrinar que levou mesmo a autora até Veneza, para analisar o espólio de Joaquim de Araújo, e a uma infinidade de contactos com pessoas e instituições onde as cartas publicadas se podem encontrar.
Das 704 cartas recolhidas, 516 foram directamente cotejadas com os originais, sendo 203 inéditas ou pela 1ª vez publicadas em volume.
As cartas são publicadas por ordem cronológica havendo naturalmente diversos problemas de datação que a autora procurou resolver a partir do seu conhecimento sobre Antero.
O critério cronológico permite acompanhar o percurso biográfico de Antero.
Os critérios de transcrição das cartas são rigorosamente apresentadas na introdução.
O volume é substancialmente enriquecido com uma bibliografia sobre as publicações onde anteriormente apareceu a correspondência anteriana.
Preciosos índices (destinatários, onomástico, geográfico e toponímico, temático e de ilustrações e ainda um analítico das cartas) completam este trabalho feito com um rigor, uma seriedade, uma
qualidade inexcedíveis.
Magníficos livros, estes.
Não se poderá voltar a estudar Antero sem recorrer à fotobiografia e sobretudo às cartas que ajudam a esclarecer dúvidas e interrogações que a sua vida tantas vezes levanta.
As comparações são sempre pouco simpáticas mas, para mim, a investigação de Ana Maria Almeida Martins sobre Antero só pode encontrar paralelo naquela que Alexandre Cabral dedicou a Camilo, o outro genial suicida da nossa literatura ¾ e para Antero ou Camilo, o suicídio é um desenlace inevitável feito de lucidez e coragem.
Não duvido que a cultura portuguesa ficará eternamente devedora à Drª Ana Maria Almeida Martins, que a SMS em boa hora convidou, por estes trabalhos, que tanto contribuem para melhor conhecer uma das personalidades mais perturbantes da sua história.

Revista de Guimarães, n.º 102, 1992, pp. 321-325

domingo, junho 21, 2009

As Ilhas Atlânticas - Alberto Vieira

Vieira, Alberto – AS ILHAS ATLÂNTICAS / THE ATLANTIC ISLANDS, CTT Correios, 1995.

História do Vinho da Madeira - Alberto Vieira


Vieira, Alberto – HISTÓRIA DO VINHO DA MADEIRA, Colecção Documentos nº 2, Secretaria Regional do Turismo e Cultura, Centro de Estudos de História do Atlântico, 1993.

sexta-feira, junho 19, 2009

«Funchal - Uma Porta para o Mundo» - Rui Carita

Ficha Técnica
Funchal - Uma Porta para o Mundo
Esta obra sublinha os aspectos mais relevantes do contributo madeirense para a construção de Portugal. O pretexto é a passagem dos 500 anos da elevação do Funchal a cidade. É conhecido o papel determinante que esta teve nos séculos XV e XVI, na saga dos descobrimentos portugueses. Contém 4 selos e 2 blocos da emissão filatélica «500 Anos da Cidade do Funchal» com o valor facial total de € 7,56. Edição Bilingue.

Valor Facial, Selos e Blocos da respectiva emissão:

Selos:
€ 0,30
€ 0,61
€ 0,75
€ 1,00

Blocos
2 x € 2,45

Edição : Clube do Coleccionador dos Correios
Autor : Rui Carita
Tradução : Peter Ingham
Designer : Sofia Martins/Vasco Marques
Tiragem : 6.000 exemplares
Impressor : Norprint

sexta-feira, junho 05, 2009

Lista de e-books disponíveis em NESOS

quarta-feira, abril 29, 2009

«Obras do Padre António Vieira» - Universidade Federal de Santa Catarina

Sermão da Sexagésima

Maria Rosa Mística

Sermão de Nossa Senhora do Rosário

Sermão da Quinta Dominga da Quaresma

Sermão do Mandato

Sermão Segundo do Mandato

Sermão de Santa Catarina Virgem e Mártir

Sermão Histórico e Panegírico

Sermão da Glória de Maria, Mãe de Deus

Sermão da Primeira Dominga do Advento (1650)

Sermão da Primeira Dominga do Advento (1655)

Sermão de São Pedro

Sermão da Primeira Oitava de Páscoa

Sermão nas Exéquias de D. Maria de Ataíde

Sermão de S. Roque

Sermão de Todos os Santos

Sermão de Santa Teresa e do Santíssimo Sacramento

Sermão de Santa Teresa

Sermão da Primeira Sexta-feira da Quaresma (1651)

Sermão da Primeira Sexta-feira da Quaresma (1644)

Sermão de Santa Catarina (1663)

Sermão do Mandato (1643)

Sermão do Espirito Santo

Sermão de Nossa Senhora do Ó (1640)

Quarta parte, licenças e privilégio real.

Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal

Sermão da Segunda Dominga da Quaresma (1651)

Maria Rosa Mística Excelências, Poderes e Maravilhas do seu Rosário

Sermão das Cadeias de S. Pedro em Roma pregado na Igreja de S. Pedro. No qual sermão é obrigado, por estatuto, o pregador a tratar da Providência, ano de 1674

Sermão do Bom Ladrão (1655)

Sermão da Dominga XIX depois do Pentecoste (1639)

Sermão XII (1639)

Sermão XIII

Sermão de Dia de Ramos (1656)

Quarta Parte em Lisboa na Oficina de Miguel Deslandes

Sermão do Quarto Sabado da Quaresma (1640)

Sermão XIV (1633)

Sermão Nossa Senhora do Rosário com o Santíssimo Sacramento

Sermão XI Com o Santíssimo Sacramento Exposto

Sermão da Quinta Dominga da Quaresma (1654)

Sermão nas Exéquias de D. Maria da Ataíde (1649)

Sermão de São Roque (1652)

Sermão Segundo do Mandato (II)

Sermão do Mandato (1655)

Sermão da Epfania (1662)

Sermão da primeira Oitava da Páscoa (1656)

História do Futuro (vol. I)

História do Futuro (vol. II)

In: http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/sermoes.html

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...