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terça-feira, julho 06, 2010

Registo de baptismo de Manuel Maria Barbosa du Bocage - Arquivo Distrital de Setúbal (2009)

13 de Janeiro de 2009
Registo de baptismo de Manuel Maria Barbosa du Bocage


Livro de baptismos da paróquia de São Sebastião, fólio 176v (PT-ADSTB-PSTB05/1/8_m0176v)

O registo em causa documenta o baptismo do ilustre poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage, uma das figuras mais marcantes da poesia portuguesa.
Manuel Maria Barbosa du Bocage nasceu em Setúbal, na freguesia de São Sebastião, a 15 de Setembro de 1765. Filho de José Luís Soares Barbosa e de Mariana Joaquina Xavier du Bocage, foi baptizado no dia 29 de Setembro na igreja matriz de São Sebastião, tendo sido seus padrinhos Heitor Mendes Botelho e D. Luísa Matilde Boaventura, religiosa do Mosteiro de São João.
Bocage, com 16 anos de idade, assenta praça no Regimento de Infantaria 7, onde permaneceu cerca de dois anos. A 15 de Setembro de 1783 foi admitido na Academia da Marinha e, apesar de ter desertado no final do curso, acabou por ser nomeado pela rainha D. Maria I como guarda-marinha.
Por essa altura já Bocage se revelava como um poeta de eleição, sendo famosas em Lisboa a sua poesia e a sua veia boémia, bem como as suas sátiras de acentuado teor erótico, que granjeavam muitos aplausos em tertúlias de café.
Em 1786 parte com destino à Índia, na qualidade de guarda-marinha, a bordo da Nau “Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena”. Passou pelo Rio de Janeiro e pela Ilha de Moçambique, antes de chegar à Índia. Em Goa frequenta a Aula Real da Marinha. É promovido a Tenente de Infantaria e colocado em Damão, acabando por ser dado como desertor em 1789, tendo embarcado para Macau de onde regressa a Portugal.
Em 1790, Manuel Maria Barbosa du Bocage é convidado para integrar a Academia das Belas Artes, também conhecida com Nova Arcádia, onde adoptou o pseudónimo de Elmano Sadino. Em 1791 é publicado o primeiro volume de Rimas, cujo lançamento é um estrondoso sucesso, sendo a década seguinte aquela em que regista uma maior produção literária.
Em Agosto de 1797 é dada ordem de prisão a Bocage. Fica preso na cadeia do Limoeiro, sendo posteriormente transferido para os cárceres do Santo Ofício, e mais tarde para o Real Hospício das Necessidades. Sai em liberdade em 1798.
Faleceu em Lisboa a 21 de Dezembro de 1805, com 40 anos, vítima de aneurisma.
Para perpetuar a sua memória foi-lhe erguida uma estátua diante dos Paços do Concelho de Setúbal, na Praça com o seu nome.
O dia 15 de Setembro, data do seu nascimento, é a data do Feriado Municipal de Setúbal.

Bocage (...) - Olavo Bilac (1917)

Bilac, Olavo - Bocage; conferencia realisada no Theatro Municipal de S. Paulo em 19-3-17, Porto: Edição da "Renascença Portuguesa", 1917.

Manuel Maria Barbosa du Bocage (Bibliografia) - Portugal Dicionário Histórico

Bibliografia:
  • Elegia que o mais ingenuo e verdadeiro sentimento consagra á deploravel morte do ill.mo e ex.mo sr. D. José Thomaz de Menezes, etc., seu autor M. M. B. B., Lisboa, 1790;
  • Queixumes do pastor Elmano contra a falsidade da pastora Urselina; ecloga, Lisboa, 1791;
  • Idyllios maritimos recitados na Academia das Bellas Letras de Lisboa, pelo socio M. M. de B. du B., Lisboa, 1791; 2.ª edição em 1821; e 3.ª em 1825;
  • Rimas de Manuel Maria de Barbosa du Bocage, tomo I, 1791; Segunda edição correcta e augmentada, Lisboa, 1800; 3.ª edição, 1806, 4.ª edição, em 1834;
  • Eufemia ou o triumpho da religião: drama de Mr. de Arnaud, traduzido em versos portuguezes, Lisboa, 1793; Nova edição, Rio de Janeiro, 1811; novamente impressa em Lisboa, em 1819, em 1825 e 1832; anda também no tomo IV das obras poeticas;
  • Elogio poetico á admiravel intrepidez, com que em domingo 24 de Agosto de 1794 subiu o capitão Lunardi no balão aerostatico, Lisboa, 1794;
  • As chinellas de Abu‑Casem, conto arabico, Lisboa, 1797;
  • Historia de Gil Braz de Santilhana, traduzida em portuguez, tomo I, Lisboa, 1798; 2.ª edição, idem, 1800, com os tomos II, III e IV. 0 tomo I e a continuação até pág. 116 do tomo II, foram vertidas por Bocage; o resto até ao fim da obra, é tradução de Luís Caetano de Campos;
  • Rimas de M. M. de B. du Bocage, dedicadas á amizade; tomo II, Lisboa, 1799; 2.ª edição, 1802; 3.ª, em 1813, 4.ª edição, não se sabe a data, e a 5.ª em 1843;
  • Os Jardins, ou a arte de aformosear as paizagens: poema de Mr. Delille, traduzido, etc., Lisboa, 1800; reimpresso no Rio de Janeiro, em 1812;
  • Canto heroico sobre as façanhas dos portuguezes na expedição de Tripoli: por José Francisco Cardoso, traduzido, etc., Lisboa, 1800; reimpresso no Rio de Janeiro em 1811;
  • Elegia a D. Rodrigo de Sousa Coutinho, traduzida do latim de José Francisco Cardoso, Lisboa, 1800;
  • Elogio aos faustissimos annos do serenissimo Principe Regente nosso senhor, Lisboa, 1801;
  • As Plantas: poema de Ricardo Castel, traduzido, etc., Lisboa, 1801, com estampas e o original francês em frente; reimpresso no Rio de Janeiro em 1811, e depois em Lisboa, em 1813;
  • 0 consorcio das Flôres: epistola de Lacroix a seu irmão, traduzida, etc., Lisboa, 1801, com estampas e o texto latino; reimpresso no Rio de Janeiro, 1811, e depois em Lisboa, 1813;
  • Aos annos faustissimos do serenissimo Principe Regente de Portugal (Elogio): composto por M. M. de B. du Bocage, e dedicado por Simão Thaddeo Ferreira, Lisboa, 1802;
  • Elegia á morte de Anselmo José da Cruz Sobral; saiu com outras poesias de diversos autores num folheto, com o título: Eccos saudosos ouvidos na capital portugueza, na passagem a melhor vida do ill.mo conselheiro, etc., recolhidos, e oferecidos a seu illustre filho, Lisboa, 1802;
  • Galathéa: novella pastoril, imitada de Cervantes por Florian, e traduzida em portuguez, etc., Lisboa, 1802; reimpressa em 1816, e depois no Rio de Janeiro, em 1836;
  • Rogerio e Victor de Sabran, ou o tragico efeito do ciume; traduzido, etc., Lisboa. 1802, reimpressa em 1806, e depois em 1819;
  • Epicedio na sentida morte do ill.mo e ex.mo sr. D. Pedro José de Noronha, marquez de Angeja, etc., offerecido ao ill.mo e ex.mo sr. conde de Villaverde, Lisboa, 1804;
  • Poesias de M. M de B. du Bocage, dedicadas á ill.ma e ex.ma sr.a Condessa de Oyenhausen, tomo III, Lisboa, 1804; 2.ª edição, 1806, 3.ª, não se sabe a data; e 4.ª em 1842;
  • Magoas amorosas de Elmano: idyllio, Lisboa, 1805; reimpresso em 1821, e em 1824;
  • A gratidão: elogio dramatico, para recitar Claudina Rosa Botelho no dia do seu beneficio, Lisboa, 1805;
  • A saudade materna: idyllio, Lisboa, 1805;
  • Improvisos de Bocage na sua mui perigosa enfermidade, dedicados aos seus bons amigos, Lisboa, 1805; reimpresso no Rio de Janeiro, em 1810;
  • Collecção dos novos improvisos de Bocage na sua molestia, com as obras que lhe fôram dirigidas por varios poetas nacionaes: dedicada ao seu benefico amigo o sr. Marcos Aurelio Rodrigues, Lisboa, 1805;
  • A virtude laureada: drama recitado no theatro do Salitre, composto e dirigido ao rev.mo P. M. Fr. José Marianno da Conceição Velloso, etc., Lisboa, 1805;
  • Ericia, ou a Vestal; tragedia traduzida, etc., Lisboa, 1805, reimpressa no Rio de Janeiro, 1811, novamente em Lisboa, 1815 e em 1825;
  • Armia: idyllio, Lisboa, 1806, seguido da ode o Desengano; reimpresso em 1824;
  • Obras poeticas de M. M. de B. du Bocage, precedidas de um discurso sobre a vida e escriptos d'este poeta, por José Maria da Costa e Silva, tomo IV, Lisboa, 1812; 2.ª edição, com a indicação de muito mais correcta, 1820;
  • Verdadeiras inéditas, obras poeticas de M. M. de B. du Bocage, tomo IV, e 1.º de suas obras posthumas, Lisboa, 1813; reimpresso, em 1835; 4.ª edição em 1843;
  • Obras poeticas de M. M. de B. du Bocage, etc, tomo V, Lisboa, 1813; há 2.ª edição, em 1822; Verdadeiras ineditas, obras poeticas, etc., tomo VI e 2.º das obras posthumas, Lisboa, 1814; este volume foi disposto e coordenado para a impressão por Pato Moniz; além das poesias, contêm a tradução da comédia 0 Ralhador, de Brueys e Palafrat, em prosa; 2.ª edição, 1831; Raymundo e Marianna: novella hespanhola, traduzida do francez, etc., Lisboa, 1819;
  • 0 casamento por vingança, novella traduzida, etc., Lisboa, 1820; reimpressa, em 1828;
  • Á morte de Ignez de Castro, cantata, Lisboa, 1824; é transcrita do que anda no tomo II das Rimas do autor;
  • Medéa ou a vingança, cantata, Lisboa, 1826, também transcrita como a anterior;
  • Descripção do Diluvio, Lisboa, 1826; igualmente extraída do tomo II das Rimas;
  • Poesias escolhidas de M. M. de B. du Bocage, Lisboa, 1835;
  • Pena de talião, satyra a José Agostinho de Macedo, Lisboa, 1838; edição bastante incorrecta, por ser feita sobre a que primeiro aparecera da mesma sátira, inserta no Investigador Portuguez, vol. IV, em 1812;
  • Poesias satyricas inéditas de M. M. de B. du Bocage, colligidas pelo professor de grego Antonio Maria do Couto, etc., 2.ª edição correcta e augmentada, Lisboa, 1840;
  • Quadras, mottes, improvisos, decimas e colchêas glosadas, etc., por M. M. de B. du Bocage, Lisboa, 1842;
  • Obras poeticas de M. M. de B. du Bocage. etc,. tomo VI e 3.º das Obras posthumas, Lisboa, 1842;
  • A estancia do fado, elogio dramatico, para recitar-se no real theatro de S. Carlos no dia natalicio da ex.ma sr.ª D. Maria Thereza, em beneficio de Victorino José Leite, Antonio Manuel Cardoso e João Anacleto de Sousa, Lisboa, 1787;
  • Em 1853, Inocêncio Francisco da Silva fez uma nova edição de todas as obras; reunindo-as que estavam impressas, em edições repetidas, numa variedade de folhetos e livros irregulares e mal correctos, e algumas poesias ainda não coligidas; esta edição saiu com o seguinte título: Poesias de Manuel Maria de Barbosa du Bocage, colligidas em nova e completa edição dispostas e annotadas por I. F. da Silva, e precedidas de um estudo biographico e litterario sobre o poeta, por L. A. Rebello da Silva, Lisboa, 1853, com um retrato do poeta, copiado da gravura original de Bartholozzi, 6 tomos;
  • Poesias eroticas, burlescas e satyricas de M. M. de Barbosa du Bocage, não comprehendidas na edição que das obras d'este poeta se publicou em Lisboa, no anno passado de 1853, Bruxelas, 1854; localidade suposta, como é fácil de crer; nas mesmas circunstâncias se fez outra edição em 1860; deste volume também houve uma contrafacção na Baía em 1861, igualmente clandestina.
  • Poesias selectas de Manuel Maria de Barbosa du Bocage, coligidas e anotadas por J. S. da Silva Ferraz, e precedidas de um esboço biográfico por J. V. Pinto de Carvalho, Porto, 1864, com o retrato;
  • Obras poeticas de Bocage, nova edição, Porto, 1875‑1876, 8 tomos; o último contém a vida do poeta e a apreciação da sua epoca literária, por Teófilo Braga.
  • Com a colaboração de Inácio Ribeiro Soares, compôs: Lizia libertada ou a Gallia subjugada, elogio dramático à restauração da corte e reino de Portugal, solenizada a 15 de Setembro; composto por Manuel Maria de Barbosa du Bocage e Pedro Inácio Ribeiro Soares. Ampliado por Alexandre José Victor da Costa Sequeira. Copiado aos 31 de Março de 1818. No tomo 16 do Diccionario Bibliographico, a pág. 412, dá-se nota deste manuscrito, dizendo que a letra parece ser do ampliador Alexandre Sequeira, e pertence às colecções do Sr. Manuel de Carvalhais.

Adaptado de: http://www.arqnet.pt/dicionario/bocagebiblio.html

sábado, abril 24, 2010

Obras poéticas de Bocage - Teófilo Braga (1875 - 1876)

Bocage, Manuel Maria Barbosa du; Braga, Teófilo - Obras poéticas de Bocage, Porto, Imprensa Portugueza Editora, 1875 - 1876.


Volume: 1

Volume: 2

Volume: 3

Volume: 4-5

Volume: 6

Volume: 7-8

Bocage - obras digitalizadas na BNP

BOCAGE, 1765-1805
A virtude laureada : drama recitado no Theatro do Salitre : composto, e dirigido ao Reverendissimo Padre Mestre Fr. José Marianno da Conceição Velloso, Administrador da Impressão Regia, e Deputado da Junta Económica, Administrativa, e Litteraria da mesma Impressão, etc. etc. / por seu muito devedor, e amigo Manoel Maria de Barbosa du Bocage. - Lisboa : na Impressão Regia, 1805. - 64 p. ; 8º (17 cm)

CARDOSO, José Francisco, 1761-1842
Ao... Principe Regente de Portugal D. João... Canto heroico sobre as façanh. dos portugueses na expediçaõ de Tripoli... / por José Francisco Cardoso, Professor Regio de grammatica Latina na Cidade da Bahia, e della natural ; traduzido por Manuel Maria Barbosa du Bocage. - Lisboa : na Off. da Casa Litteraria do Arco do Cego, 1800. - 103 p. ; 4º (21 cm)
http://purl.pt/11798


CASTEL, Ricardo de
As plantas : poema / Ricardo de Castel ; trad. da II edição verso a verso...por Manoel Maria de Barbosa do Bocage. - Lisboa : Typ. Calcogr. Typoplastica e Litt. do Arco do Cego, 1801. - 1 v. ; 4º
http://purl.pt/11800

DELILLE, Jacques Montanier, 1738-1813
Os jardins ou a arte de aformosear as paizagens : poema / de Mr. Delille, da Academia Franceza ; trad. em verso... por Manoel Maria de Barbosa du Bocage. - Lisboa : Na Typographia Chalcographica, e Litteraria do Arco do Cego, 1800. - VII, 157 p. ; 4º (21 cm)

Bocage 1765 - 1805 (BNP)



Excelente exposição sobre a vida e obra de Bocage realizada em 2005, pela Biblioteca Nacional de Portugal.

Cronologia da vida e da obra de Bocage - (BNP)

  • 1758 Casamento de José Luís Soares Barbosa, jurista, com Mariana Joaquina Xavier du Bocage.
  • 1765 - 15 Set. Bocage nasce na vila de Setúbal.
  • 1774 Falecimento da mãe de Bocage.
  • 1781 Assenta praça no Regimento de Infantaria nº 6, sediado em Setúbal.
  • 1783 É transferido para a recém-fundada Academia dos Guardas-Marinhas.
  • 1784 Deserta da Marinha.
  • 1786 É enviado para Goa na qualidade de guarda-marinha. Passa pelo Rio de Janeiro e pela Ilha de Moçambique.
  • 1787 Janta com Beckford célebre escritor inglês.
  • 1789 É promovido a segundo-tenente e colocado em Damão. Abandona este território, seguindo para Surate na Índia. Depois de uma breve passagem por Cantão encontra-se em Macau, de onde regressa ao reino.
  • 1790 Chega a Lisboa em Agosto deste ano. Adere de imediato à recém-fundada Academia das Belas-Letras. Publica a Elegia que o Mais Ingénuo e Verdadeiro Sentimento Consagra à Deplorável Morte do Illmo. e Exmo. Sr. D. José Tomás de Menezes.
  • 1791 Neste ano publica o primeiro tomo das Rimas, Queixumes do Pastor Elmano contra a Falsidade da Pastora Urselina (Ecloga) e os Idílios Marítimos.
  • 1793 Divergências na “Academia das Belas Letras”. Publicação de Eufémia ou o Triunfo da Religião.
  • 1794 Publica a segunda edição do primeiro tomo das Rimas e um elogio poético ao capitão Vicente Lunardi, o primeiro nauta que fez uma ascensão aerostática em Portugal. É expulso da “Academia das Belas Letras”.
  • 1798 Em Fevereiro, foi enviado para o Convento de S. Bento, para ser “reeducado”. No mês seguinte, por ordem do príncipe regente, o futuro D. João VI, é confinado no Hospício das Necessidades, onde estão sediados os Oratorianos. Usufrui da ampla biblioteca desta ordem religiosa. Em Abril, vivência finalmente a “liberdade querida e suspirada”.
  • 1799 Publica o segundo volume das Rimas.
  • 1800 Bocage republica o primeiro tomo das Rimas. Da sua autoria é o Elogio aos Faustissimos Annos do Serenissimo Principe Regente Nosso Senhor.Traduz Os Jardins de Delille, a Elegia ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Marinha, etc., etc., etc., D. Rodrigo de Sousa Coutinho de José Francisco Cardoso, Canto Heróico sobre as Façanhas dos Portugueses na Expedição de Tripoli de José Francisco Cardoso e Os Jardins ou a Arte de Aformosear as Paisagens. Poema de M. Delille.
  • 1801 Bocage traduz As Plantas de Castel e O Consórcio das Flores. Epístola de Lacroix a seu Irmão.
  • 1802 Responde perante o Santo Ofício, acusado de pertencer à maçonaria. Aos Annos Faustissimos do Serenissimo Principe Regente de Portugal, obra dedicada ao futuro D, João VI. Traduz Galateia – Novela pastoril, imitada de Cervantes por Florian e Rogério e Victor de Sabran, ou o Trágico Efeito do Ciúme.
  • 1805 É assolado por um aneurisma na carótida. Convivendo com o espectro da morte, escreve febrilmente numa luta contra o tempo. Até falecer, registam-se as seguintes publicações: São publicadas as seguintes obras: Improvisos de Bocage na sua mui perigosa enfermidade, o elogio dramático A Gratidão, os Novos Improvisos de Bocage na sua moléstia, A Saudade Materna, o idílio Mágoas Amorosas de Elmano e A Virtude Laureada.Traduz Ericia ou a Vestal.Falece a 21 de Dezembro de 1805, com 40 anos, na travessa de André Valente, em Lisboa. É sepultado no cemitério da Igreja das Mercês.
  • 1812 Publicação das Obras Poéticas de (…), uma iniciativa pouco rigorosa de Desidério Marques Leão.
  • 1813 Segundo volume da responsabilidade daquele editor.
  • 1813/1814 Nuno Álvares Pato Moniz, correligionário maçónico do escritor, impugna a edição de Desidério Marques Leão, publicando, em dois volumes, as Verdadeiras Poesias Inéditas de Manuel Maria Barbosa du Bocage.
  • 1853 Inocêncio Francisco da Silva publica pela primeira vez, em seis volumes, a obra completa de Bocage.
  • 1854 Inocêncio Francisco da Silva, consciente de que a obra de Bocage não está publicada na íntegra, dá à estampa, clandestinamente, as Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas, o livro mais proibido da literatura portuguesa. No frontispício, ostentava Bruxelas, uma forma de ludibriar as forças repressivas.
  • 1864 Por iniciativa de Manuel Maria Portela, foi colocada uma lápide naquele que é tradicionalmente considerada a casa onde Bocage nasceu.
  • 1871 É erigida a estátua de Bocage no centro da cidade de Setúbal, corolário de uma proposta de António Feliciano de Castilho. Grande parte dos fundos foi angariada por José Feliciano de Castilho, que se encontrava no Brasil.
  • 1875 Teófilo Braga é o responsável literário, pela segunda vez, da obra completa de Bocage.
  • 1902 Teófilo Braga publica Bocage – sua vida e época literária.
  • 1905 O centenário do falecimento de Bocage é amplamente assinalado, designadamente na cidade de Setúbal. As principais personalidades republicanas –Teófilo Braga e Manuel Arriaga, entre outros – marcam a sua presença; concursos, prémios, cortejos, corridas, conferências e publicações são pretextos para se incensar o poeta.
  • 1936 Hernâni Cidade traça a biografia e Leitão de Barros realiza um filme sobre o escritor.
  • 1965 Comemora-se o bicentenário do nascimento de Bocage. Hernâni Cidade é o catalisador das múltiplas iniciativas que então tiveram lugar.
  • 1968/1973 Hernâni Cidade dirige a Opera Omnia, corolário de uma equipa de trabalho da qual fizeram parte António Salgado Júnior, Herculano de Carvalho, Helena Cidade Moura, Maria Helena Paiva Joachin e Álvaro dos Santos Saraiva de Carvalho.
  • 1999 É fundado o Centro de Estudos Bocageanos.
  • 2003 Adelto Gonçalves publica Bocage o Perfil Perdido.
  • 2005 O bicentenário do falecimento de Bocage é assinalado com múltiplas iniciativas na cidade de Setúbal, da responsabilidade do Centro de Estudos Bocageanos e da Câmara Municipal de Setúbal. As universidades de Hamburgo e do Porto organizam colóquios sobre a personalidade e a obra do poeta; Ana Rosmaninho retrata profusamente a poesia erótica de Bocage; a Biblioteca Nacional expõe, de forma exaustiva, a sua bibliografia e traceja o seu percurso biográfico.

Adaptado de: http://purl.pt/1276/1/cronologia.html

Poesias eroticas, burlescas, e satyricas - Manuel Maria Barbosa du Bocage (1860)

Bocage, Manuel Maria Barbosa du - Poesias eroticas, burlescas, e satyricas de M. M. de Barbosa du Bocage : não comprehendidas na edição que das obras d'este poeta se publicou em Lisboa, no anno de MDCCCLIII, Bruxellas, 1860. http://www.archive.org/details/poesiaseroticas00bocauoft

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...