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segunda-feira, março 16, 2009

«Voto de Pesar» - CMF 13.03.2008

ACTA NÚMERO 10/2008
REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DO FUNCHAL,
REALIZADA EM TREZE DE MARÇO DO ANO DOIS MIL E OITO
.

(...)
VOTO DE PESAR: - Por proposta do Sr. Vereador Artur Andrade,da CDU, a Câmara deliberou, por unanimidade, aprovar o seguinte
Voto de Pesar pelo falecimento do Historiador Joel Serrão:
“Faleceu no passado dia 05 de Março, nos arredores de Sesimbra, o historiador Joel Serrão. Figura de alto relevo na Cultura Portuguesa, Joel Serrão era natural do Funchal, mais precisamente da freguesia de Santo António, onde nascera em 1919. Historiador e ensaísta com vasta obra editada, Joel Serrão licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de
Letras da Universidade Clássica de Lisboa. De 1948 a 1972, Joel Serrão exerceu o magistério liceal em Viseu, no Funchal, em Setúbal e Lisboa. Foi director do Centro de Estudos de História do Atlântico, na Madeira, membro do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian e exerceu funções docentes na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A sua investigação inclui as áreas da história económica e
sócio-cultural, tendo sido o introdutor da moderna historiografia em Portugal, abrindo ainda muitas linhas de investigação nos domínios da emigração, “Geração de 70” e da História da
Educação. Democrata, sem filiação partidária, Joel Serrão sempre esteve na primeira linha na luta pelas liberdades fundamentais do Povo Português. A Madeira deve-lhe algumas peças de
historiografia incontornáveis. Autor de dezenas de títulos de história, Serrão dirigiu o importantíssimo “Dicionário de História de Portugal”, elaborado ao longo de dez anos, um dos marcos da historiografia portuguesa e obra de referência para o estudo e compreensão do nosso País. Entre as obras publicadas, são de destacar igualmente monografias históricas de cunho económico ou sócio-cultural, edições críticas, temas literários, estudos de personalidades da cultura tais como Cesário Verde, Sampaio Bruno, António Nobre, Fernando Pessoa, Antero de Quental, Vieira de Almeida e António Sérgio. Assim, a CMF manifesta o seu pesar pelo desaparecimento desta figura ímpar da nossa Cultura que foi Joel Serrão, e endereça à sua família as suas mais sentidas condolências”.

Atribuição do nome de Joel Serrão a um arruamento no Concelho do Funchal: - Por proposta do mesmo Vereador, cujo teor abaixo se transcreve, a Câmara deliberou, por unanimidade, incluir na listagem de personalidades a homenagear o nome do Historiador Joel Serrão:
“A Câmara Municipal do Funchal, reconhecendo o grande contributo dado pelo historiador Joel Serrão, natural deste concelho, à Cultura do nosso País, e como forma de homenagear este ilustre “filho da terra”, delibera atribuir o seu nome a um arruamento, já existente ou ainda por construir, no concelho do Funchal”.

extraído da Acta da CMF
in http://www.cm-funchal.pt/cmf/Documents/Legislacao_Cidadania/actas_reuniao/2008/ACTA%2008.03.13.pdf
Nota do blogue: Homenagear o Dr. Joel Serrão desta forma, atendendo à dimensão cultural que este nosso conterrâneo obteve por mérito próprio, é insuficiente.
Qualquer homenagem póstuma sabe sempre a pouco, mas que a mesma seja digna da dimensão da pessoa homenageada.
O que foi feito até à data?
Que será feito do espólio deste grande historiador?

«Joel Serrão merece homenagem póstuma» - Emanuel Silva

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Joel Serrão merece homenagem póstuma!


O historiador madeirense Joel Serrão faleceu a 5 de Março de 2008, aos 88 anos, vítima de doença prolongada.
Autor de dezenas de títulos de história, nomeadamente o 'Dicionário de História de Portugal', é recordado entre os seus pares como uma figura incontornável.
Historiador e ensaísta com vasta obra editada, Joel Serrão nasceu no Funchal, licenciou-se em Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa.
Exerceu funções docentes nesta e na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Foi director do Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA) e membro do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian.
Era humano, humilde, visionário, democrata, ensaísta. Sempre esteve conectado com ideias democratas, mesmo durante o regime salazarista e marcelista que dominou o país.
Foi responsável pela introdução de novos avanços da historiografia europeia em Portugal e libertou a História de Portugal da perspectiva nacionalista que a marcava. Promoveu a divulgação do conhecimento e orientou teses em temas inovadores.
Interessou-se pela História da Madeira quando leccionou no Liceu e realizou trabalhos sobre este tema, que ainda hoje estão disponíveis para o público, através de uma edição do CEHA.
Joel Serrão foi convidado por várias vezes para o cargo de Ministro da Educação, e mesmo à altura do cargo, recusou.
Foi no continente, no aconchego de Sesimbra, que encontrou o seu paraíso neste mundo.
Joel Serrão teve um papel muito importante na cultura portuguesa como historiador, sobretudo dos séculos XIX e XX, e também numa área de estudos muito pouco cultivada em Portugal, a da sociologia da cultura e sociologia da literatura.
Joel Serrão conseguiu olhar a História sem óculos ideológicos, ao contrário de outros e isso vê-se no 'Dicionário de História de Portugal', editado pela Figueirinhas.
Comentário:
Por estas e por outras razões, acho que a Madeira deve uma homenagem póstuma a Joel Serrão.
Talvez uma medalha de mérito (no Dia da Região ou no dia de Portugal)?!!
Talvez um núcleo museológico, cá, que reúna o seu espólio?!!
Talvez um prémio com o seu nome, a reedição das suas obras...
Talvez...
Deixo isso à consideração das entidades competentes... incluindo o CEHA.

«Joel Serrão (1919-2008)» - Annualia (Editorial Verbo)

Joel Serrão (1919-2008)
Historiador, investigador e ensaísta português (Funchal, 1919 - Lisboa, 6.3.2008). Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professor liceal até 1972. Exerceu depois funções docentes na Universidade de Lisboa e na Universidade Nova de Lisboa. Pertenceu ao conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian. Dirigiu o Dicionário da História de Portugal, que ainda hoje constitui uma referência fundamental da historiografia portuguesa do século XX. Na linha da historiografia dos Annales, que marcou muito a sua época, dedicou particular atenção a problemas culturais e literários, especialmente do século XIX, privilegiando uma perspectiva sociológica e um ensaísmo de linha sergiana. De salientar os seus contributos para o conhecimento e revalorização de autores como Cesário Verde, Sampaio Bruno e D. Francisco Manuel de Melo. Foi também um dos pioneiros dos estudos pessoanos, sobretudo na compilação, edição e interpretação de textos sobre a sua ideia de Portugal e relações com o Sebastianismo.
Com A. H. de Oliveira Marques dirigiu também uma Nova História de Portugal e uma Nova História da Expansão Portuguesa.
A sua vasta obra abrange: O Carácter Social da Revolução de 1383 (1946), Cesário Verde: Interpretação, Poesias Dispersas e Cartas (1957), Sampaio Bruno: O Homem e o Pensamento (1959), Temas Oitocentistas I (1959), Temas de Cultura Portuguesa (1960), D. Francisco Manuel de Melo, Alterações de Évora-1637 (1967, Introdução, fixação do texto, Apêndice Documental e Notas), Do Sebastianismo ao Socialismo em Portugal (1969), Iniciação ao Filosofar (1970), Cronologia Geral da História de Portugal (1971), Portugueses Somos (1975), O Sentido de Portugal segundo Fernando Pessoa (1976), Testemunhos sobre a Emigração Portuguesa (1978), Temas Oitocentistas II (1978), Fernando Pessoa, Cidadão do Imaginário (1981), Génese e Estrutura do Pensamento Sócio-Político de Antero de Quental: Introdução a Antero de Quental: Prosas Sócio-Políticas (1982), O Primeiro Fradique Mendes (1985), Notas sobre a situação da mulher portuguesa oitocentista (1986), Temas Históricos Madeirenses (1992).

«Um pioneiro no estudo do séc. XIX português» - Ana Marques Gastão (DN Lisboa 07.03.08)

Historiador e ensaísta, Joel Serrão morreu quarta-feira, em Sesimbra. Tinha 88 anos. Concebeu e dirigiu a maior empresa historiográfica do século XX, o Dicionário de História de Portugal (Figueirinhas), que teve, em 1965-71, a sua primeira edição em quatro volumes. Só isso bastaria para o definir. Figura, juntamente com Oliveira Marques, como director da Nova História da Expansão Portuguesa e da Nova História de Portugal.Deixa, no entanto, também obra vasta e, em grande parte, pioneira no domínio da investigação sobre o século XIX e da literatura portuguesa.No Dicionário escreveu 81 entradas que constituem, segundo Maria de Fátima Bonifácio, "referência obrigatória para quem investigue e escreva sobre o século XIX." A título de exemplo, relembrem-se Socialismo; Telegrafia; Nobreza, Povo, Burguesia, entre outras. Mesmo estando desactualizado - em razão das aquisições historiográficas dos últimos anos -, é possível aos mais novos orientarem-se na investigação a partir dele, explica a historiadora.José Mattoso considera grande a influência de Serrão na "renovação da historiografia portuguesa no fim do antigo regime e no princípio da época democrática." Salientando que "o uso da documentação literária não é a sua especialidade, mas daquele historiador", sublinhou ao DN a relevância do Dicionário de História de Portugal, que, passados 50 anos, "ainda é consultado. Por intermédio daquele autor, "aplicaram-se novos abordagens e conceitos historiográficos fundamentais para compreender o século XIX português".O historiador refere-se ao facto de, acompanhado por Oliveira Marques e Magalhães Godinho, Joel Serrão ter sofrido a influência da escola francesa de Bloch e Lucien Lefebvre. E relembra-o como um "bom colega, inteligente, simpático, prudente".Licenciado em Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras Lisboa, foi não só professor neste estabelecimento como no Instituto Superior de Economia. Transitou depois para a Faculdade de Ciências Humanas da Universidade de Lisboa. Administrador da Gulbenkian, (Pelouro da Ciência), dirigiu a revista e a Colecção Horizonte, onde publicou ensaios sobre temas oitocentistas ou a Antologia do Pensamento Político Português). Tem estudos notáveis sobre Herculano, Antero, Oliveira Martins, Sérgio - de que se reconhecia herdeiro pela visão democrática da história portuguesa.Não só Joel Serrão valorizou, segundo a antiga directora da Torre do Tombo, Miriam Halpern Pereira, as fontes manuscritas, como foi "um dos promotores do roteiro das fontes da História Contemporânea Portuguesa. Fernando Rosas definiu-o, por outro lado, como "mestre e um pioneiro da História Contemporânea". Na opinião de Maria Filomena Mónica - que, com António Barreto, deu continuidade ao Dicionário de História de Portugal -, o historiador "olhava a história sem óculos ideológicos", relevando a sua ligação à poesia: "A forma como a tratou revela uma enorme inteligência e sensibilidade." Para a investigadora, "a colectânea mais elucidativa e fidedigna de Cesário foi organizada por ele." Lamentando a morte de Joel Serrão, Veríssimo Serrão sublinhou ainda ao DN que o ensaísta "foi um dos autores que melhor dignificaram a cultura portuguesa ao longo dos tempos."O funeral de Joel Serrão sai hoje, às 10.00, da Igreja de Santo Condestável para o cemitério dos Olivais, onde o corpo será cremado.

«Joel Serrão» - Bibliografia

A bibliografia do Prof. Dr. Joel Serrão é muito vasta, fazendo uma pesquisa na BNP aparecem 131 registos. Embora seja conhecido como o autor do Dicionário de História de Portugal, para qual escreveu 81 entradas, a sua obra é muito diversificada.
(em preparação)

domingo, março 15, 2009

Joel Justino Baptista Serrão

Autor do “Dicionário de História de Portugal”
Historiador Joel Serrão morreu aos 88 anos


06.03.2008 - 15h31 Lusa, PÚBLICO


O historiador Joel Serrão, 88 anos, faleceu ontem à noite em Santana (arredores de Sesimbra). Foi autor de dezenas de títulos de história, nomeadamente o “Dicionário de História de Portugal”.O corpo do historiador, vítima de doença prolongada, vai hoje para a Igreja de Santo Condestável, em Lisboa, e o funeral sairá amanhã às 10h00 para o Cemitério dos Olivais, onde será cremado, disse a mesma fonte.A vasta obra publicada de Joel Serrão abrange particularmente as áreas da história económica e sócio-cultural. O historiador Fernando Rosas, também dirigente do Bloco de Esquerda, qualificou-o hoje como “um grande mestre” e “um pioneiro da História contemporânea”. “Era um grande especialista do século XIX. A sua obra sobre aquele período é uma bibliografia incontornável", disse Fernando Rosas à Lusa. Joel Serrão foi seu orientador de mestrado e doutoramento e Rosas recorda-o como “um grande professor e um grande mestre".A sua obra constitui, com a de outros seus contemporâneos, a primeira aproximação às correntes historiográficas europeias do pós-guerra, sobretudo aos “Annales”, revista francesa de história económica e social fundada por Marc Bloch e Lucien Febvre, segundo uma nota bibliográfica da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas. Entre os títulos de Joel Serrão encontram-se monografias históricas de cunho económico ou sócio-cultural, edições críticas, temas literários, estudos de personalidades fulcrais na evolução das ideias e da cultura (Cesário Verde, Sampaio Bruno, António Nobre, Fernando Pessoa, Antero de Quental, Vieira de Almeida, António Sérgio) e volumes de iniciação às disciplinas filosóficas.O investigador de literatura portuguesa Vítor Aguiar e Silva disse por seu lado que Joel Serrão “teve um papel muito importante na cultura portuguesa como historiador, sobretudo dos séculos XIX e XX, e também numa área de estudos muito pouco cultivada em Portugal, a da sociologia da cultura e sociologia da literatura”.“Teve uma grande visão nesta temática, sem tomar uma posição dogmática”, salientou ainda. Por outro lado, destacou que o historiador “foi um grande especialista de Cesário Verde, inclusivamente como editor, e teve um papel relevante na Gulbenkian”, onde esteve no conselho de administração.Nascido no Funchal, Joel Serrão licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. De 1948 a 1972, exerceu o magistério liceal em Viseu, no Funchal, em Setúbal e em Lisboa.Foi professor na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e dirigiu o Centro de Estudos de História do Atlântico (Madeira), foi membro do Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian e foi também professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.


Fez um ano sobre o falecimento deste nosso ilustre historiador.

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...