quarta-feira, fevereiro 09, 2011

General José Vicente de Freitas (Wikipédia)

José Vicente de Freitas (Calheta, Madeira, 22 de Janeiro de 1869 — Lisboa, 6 de Setembro de 1952) foi um militar, cartógrafo e político português ligado ao golpe de 28 de Maio de 1926 e ao governo da Ditadura Nacional que se lhe seguiu.
Republicano conservador e inspirador da União Nacional. Entre vários cargos políticos foi ministro do interior e presidente do ministério (de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929), e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, lugar de onde é demitido (1933), por António de Oliveira Salazar, por ter criticado publicamente a transformação da União Nacional em partido político. Como militar atingiu o posto de general em 1928, com uma boa folha de serviços, entre os quais se incluía um subcomando de brigada na Primeira Guerra Mundial, em terras francesas, numa altura em que já era tenente-coronel. Foi condecorado com a grã-cruz da Ordem da Torre e Espada.

Biografia

Natural da Calheta, Madeira, onde nasceu a 22 de Janeiro de 1869, filho de José Joaquim de Freitas e de Sofia Amélia de Freitas. Ingressou na carreira de oficial do Exército, sendo alferes em 1891 e tenente-coronel em 1917. Era coronel aquando do golpe de 28 de Maio de 1926. Depois da sua passagem pela vida política reingressou na carreira militar, terminando-a como comandante da Academia Militar (1935-1939) no posto de general.
Nas suas funções militares coordenou trabalhos de cartografia, entre os quais a realização da Planta de Lisboa com todos os melhoramentos feitos e projectados na cidade (circa 1910), uma carta de notável qualidade técnica e artística.
Para além do Exército e da Política, dedicou-se também ao ensino, quer como autor de manuais escolares (Desenho) para o ensino secundário quer como organizador de cursos para a escola de cabos e sargentos do Exército. Foi professor da Escola Nacional a partir de 1895, instituição de que foi director depois de 1917.
Faleceu em Lisboa, com o posto de general do Exército, a 6 de Setembro de 1952.

Carreira política

De formação republicana inicia a sua participação política sendo nomeado Governador Civil do Distrito Autónomo do Funchal, Madeira, em 1914, a que se seguiu a sua eleição para o cargo de deputado pela Madeira (em 28 de Abril de 1918).
Encabeçou o grupo republicano apoiante do 28 de Maio, com António Osório, Tamagnini Barbosa, Pestana Lopes e Ferreira Martins, tornando-se numa das figuras cimeiras da Ditadura Nacional que se lhe seguiu.
Inicia a sua carreira ministerial como Ministro do Interior a 26 de Agosto de 1927, no ministério presidido por Óscar Carmona. Manteve-se nesse cargo até 18 de Abril de 1928, data em que assume a presidência do ministério na sequência da eleição de Óscar Carmona para Presidente da República. Foi Presidente do Conselho de Ministros de 18 de Abril de 1928 a 8 de Julho de 1929, acumulando a pasta do interior que já anteriormente detinha.
No ministério por si presidido, foi Ministro das Finanças interino de 18 a 26 de Abril de 1928, sendo substituído nesse cargo por António de Oliveira Salazar que, formalmente a seu convite, entra na vida política, iniciando o percurso que o conduzirá à chefia do Governo e do Estado Novo.
Foi nomeado Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Quando era Presidente da Câmara de Municipal de Lisboa, em conjunto com o tenente-coronel Pestana de Vasconcelos, director do jornal O Portugal, toma a iniciativa de criar uma União Nacional Republicana, inspirada no modelo espanhol da União Patriótica de Primo de Rivera. Tenta igualmente, com os oficiais mais jovens que tinham participado no golpe do 28 de Maio de 1926, criar a Liga Nacional 28 de Maio.
Em 1933, no âmbito da discussão do projecto de Constituição, depois de ter sido recebido por Salazar a 19 de Janeiro, a quem anunciou a intenção de dirigir ao Presidente da República um exposição contra o projecto, a 12 de Fevereiro, dirige uma carta a Óscar Carmona que foi publicada em O Século. Nessa exposição considera expressamente que dentro do 28 de Maio, além de uma corrente nacionalista, há outra francamente republicana que sem, de maneira nenhuma defender o regresso à desordem política criada pela Constituição de 1911, é francamente liberal e democrática. Critica assim a perspectiva dominante, que defendia a transformação da União Nacional em partido político, por temer que se assim acontecesse os seus aderentes constituiriam uma casta privilegiada que pretenderia confundir-se com o Estado. A exposição termina, afirmando que a ... a Assembleia Nacional a eleger será de facto nomeada na sede da União Nacional e no Ministério do Interior e representará, não a vontade da nação, mas a vontade do Governo ... se o Estado tem realmente de ser forte, o pensamento não pode deixar de ser livre.
Em consequência dessa posição pública, que teria sido redigida conjuntamente, ou pelo menos inspirada, por António Osório, é demitido por Salazar, que emite em 15 de Fevereiro uma nota oficiosa onde o acusa de incoerência depois de, em 21 de Maio de 1932, ter aderido publicamente à União Nacional, concordando com a sua orientação. José Vicente de Freitas respondeu reafirmando o seu convencimento numa posterior alteração e na certeza de que a mesma não seria transformada em partido político.

Adaptado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Vicente_de_Freitas

General José Vicente de Freitas - Francisco Fernandes (2010)


Fernandes, Francisco - General José Vicente de Freitas, Edições Colibri, 2010.
 

Obras médicas de Pedro Hispano - Maria Helena da Rocha Pereira (1973)

Pereira, Maria Helena da Rocha - Obras médicas de Pedro Hispano, Colecção: Acta Universitatis Conimbrigensis, Coimbra : Universidade de Coimbra, 1973.

Poemêtos da ilha : insulares - Jayme Camara (1929)



Câmara, Jaime - Poemêtos da ilha : insulares, Funchal : [s.n.], 1929.

Exemplar curioso pois para além de uma dedicatória do autor ao professor e escritor Mario Portocarrero Casimiro (1909-1961), carimbo da Biblioteca deste último, ostenta na capa e em algumas páginas o carimbo do Serviço de Censura à Imprensa (Distrito do Funchal) e o visto do censor.

Farmácia, Medicina e Saúde Pública em Portugal (1772-1836) - João Rui Pita (1996)

Pita, João Rui - Farmácia, Medicina e Saúde Pública em Portugal (1772-1836), Colecção Minerva Histórica nº 14, Coimbra, Edições Minerva, 1996.

domingo, janeiro 23, 2011

Os Cantos. A tragédia de uma família açoreana - Maria Filomena Mónica (2010)

Mónica, Maria Filomena - Os Cantos. A tragédia de uma família açoreana, Alêtheia Editores, 2010.

Num magistral e longo trabalho de investigação de Maria Filomena Mónica surge-nos esta excelente obra, que nos retrata a história de uma família açoreana, com especial destaque ao seu membro mais ilustre José do Canto.
Um livro para ler e reler.
Foto: http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Maria_Filomena_Monica.htm

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Islenha 47 (Julho-Dezembro 2010) e Islenha 46 (Janeiro-Junho 2010)

Índice


Editorial 47

1 - O Laicismo Luso, do Regime Liberal ao Fim da Ditadura (1820-1974): paradoxos e originalidade da instituição duma sociedade laica em Portugal - João Medina

2 - Dois Açorianos na Presidência da República Portuguesa (1911-1915) - Paulo Drumond Braga

3 - A Primeira República na Madeira - Rui Nepomuceno

4 - Os Primeiros Hotéis do Funchal Pequeno contributo para a sua identificação e caracterização arquitectónica - Rui Campos Matos

5 - La Guerra de las Comunicaciones. Operaciones navales alemanas contra las islas portuguesas de Ultramar (1916 - 1918) - José Antonio Tojo Ramallo

6 - Machim, quando a História se Mistura com a Literatura - Marco Livramento

7 - Difusão e Efeitos do Piano na Vida Cultural Madeirense no Século XIX - Paulo Esteireiro

8 - Pedras que Falam Os Moinhos da Maia (S. Miguel, Açores) - José Bettencourt da Câmara

9 - A Inovação no Turismo - João Abel de Freitas

10 - O Funeral de um Anjinho… - Gabriel de Jesus Pita

Leitura 1, Matriz Toponímica da Fajã da Ovelha, de Duarte Mendes, por Thierry Proença dos Santos

Leitura 2, Programa de Desenvolvimento de Competências Pessoais e Sociais, de Jacinto Jardim, por José Eduardo Franco

Publicações Recebidas

Índice


Editorial 46

1 - Desumanidade e Massacre no Século XX Europeu - Zygmunt Bauman

2 - Geopolítica da Legitimação do Poder Político de Alberto João Jardim - Maria do Céu Alves

3 - Os Desenhos Madeirenses de Pedro Anjos Teixeira - Élvio Melim de Sousa

4 - Ars Moriendi de Rui Nunes - Annabela Rita

5 - Reflexões Narcísicas em José Agostinho Baptista e Eduardo White - Paulo César Vieira Figueira

6 - A Expansão Portuguesa através de Imagens da Época - Algumas Considerações sobre a sua Credibilidade - João Lizardo

7 - Madeirenses na Assembleia Nacional e na Câmara Corporativa (1935-1938) - Paulo Drumond Braga

8 - O Mestre-de-Obras da Sé do Funchal Pêro Anes - Rui Carita

9 - Obra do Arquitecto Raul Chorão Ramalho no Arquipélago da Madeira - Emanuel Gaspar

10 - Breves Notas para uma Análise da Importância do Espaço e da Geografia Económica no Contexto da Sociedade de Informação - António Almeida

11 - Estudo sobre os Factores Críticos de Sucesso da Internacionalização da Economia da RAM - Pedro Santana

Leitura 1, História Contemporânea de Portugal, do 25 de Abril à Actualidade, de António José Telo

Gabriel de Jesus Pita

Leitura 2, Entre a Selva e a Corte - Novos Olhares sobre Vieira (Coord. de José Eduardo Franco)

Guilherme d'Oliveira Martins

Leitura 3, 12 mesi a Funchal (a cura di António Fournier). - A Palavra aos Tradutores

Matteo Rei, Gaia Bertoneri, Emanuele Cavallo, Alessandro Granata Seixas

Publicações Recebidas

http://www.culturede.com/innerPage.aspx?idCat=318&idMasterCat=145&idLang=1

Cadernos de Tipografia e Design, Nr. 17 - Movembro de 2010

Índice de Temas — Cadernos Nr. 17 / Novembro de 2010

•No Atelier de Lisboa: fotografar... e paginar — 3

•700 páginas de «Alfabetos» — 4

•Upper & lowercase — 5

•Monsieur Nadar: génial! — 6

•As sombras que as coisas fazem.

Recordando Lázló Moholy-Nagy — 13

•Conhece as «Latines»? — 26

•Letras stencil, antigas — 29

•Alunos da ESAP fizeram design para a «Conversas de Rua» — 40

•Legible Cities — 44

•Fernão Lopes, cronista régio — 53

•Anúncios — 59, 60

Revista Cruzeiros (2011)



Com enorme agrado vejo surgir esta revista sob a Edição e Direcção de Luís Filipe Jardim, desde sempre um grande entusiasta dos navios.
Desejo ao Filipe as maiores felicidades neste novo projecto editorial.

Livros do século XVI ao século XIX - Livraria Artes e Letras e Livraria Olisipo (Janeiro de 2011)

artes e letras

leilões

livros do século XVI ao século XIX

leilão

24 de Janeiro às 21h

exposição

23 e 24 de Janeiro das 15h às 20h

organização de

José F. Vicente / Luís Gomes

livreiros associados

Palácio da Independência

Lisboa, Janeiro de 2011

Olhares de europeus e norte-americanos em viagem por Portugal (...) - Maria Clara Loureiro Paulino (2009)

Paulino, Maria Clara Loureiro Borges - Olhares de europeus e norte-americanos em viagem por Portugal : fontes para estudos de arte e património (ca.1750-1850), Porto : [Edição do Autor], 2009.
http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/25412/4/doutmariapaulinoolhares2000085548.pdf
http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/25412/3/doutmariapaulinoolhares12000085546.pdf
doutmariapaulinoolhares11000085544.pdf

Excelente tese de doutoramento da Drª Maria Clara, que para além de versar um tema do meu agrado tem algumas referências à Madeira.
Aconselho a leitura desta tese.

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...