quinta-feira, outubro 29, 2009

João Fernandes Vieira - Wikipédia

João Fernandes Vieira (Funchal, c. 1613 — Olinda, 1681) foi um dos principais chefes militares nas lutas pela expulsão dos holandeses de Pernambuco.

O historiador português Veríssimo Serrão, recorda que a biografia deste militar:

"(...) se mantém coberta de sombras e que se tornou uma personagem quase lendária da Restauração no Brasil. Nascido ao redor de 1610 na ilha da Madeira, era mulato e de origem humilde. Tendo emigrado para Pernambuco, ali exerceu pequenos mesteres até 1635, quando a proteção dos holandeses lhe fez adquirir alguns meios de fortuna. Pouco depois era senhor de cinco engenhos, exerceu o cargo de vereador de Maurícia e obteve a contratação dos dízimos sobre o pau-brasil e o açúcar." (Veríssimo Serrão. História de Portugal, v. V, p. 111)

Afirma-se assim que era natural da Ilha da Madeira, com ascendência africana. No dizer de Oliveira Lima, "João Fernandes Vieira, apesar de ser de cor, governou Angola e Pernambuco" [O Movimento da Independência (1821-1822), Melhoramentos, 1922].
Já segundo o "Nobiliário da Ilha da Madeira", de Henrique Henriques, também mencionado na obra de José Antonio Gonsalves de Mello, o verdadeiro nome de Vieira era Francisco de Ornellas, filho segundo do fidalgo Francisco de Ornellas Moniz e de sua esposa D. Antônia Mendes, que, sendo rapaz, fugiu para o Brasil, onde mudou de nome. Teria nascido na capitania de Machico em 1613. Os sobrenomes Fernandes e Vieira homenageavam os seus ancestrais Pedro Vieira, o grande morgado da Ribeira de Machico, e António Fernandes, sesmeiro nas Covas do Faial, no Norte da ilha.
Tradicionalmente, considera-se que chegou à Capitania de Pernambuco, no Brasil, em 1620, com dez ou onze anos de idade. Humilde, trabalhou no comércio em Olinda, tendo participado, ao lado das forças de Matias de Albuquerque, da resistência à segunda das Invasões holandesas do Brasil em 1630. Poucos anos mais tarde, trabalhava na cidade para um abastado comerciante judeu ligado à Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (W.I.C.). No convívio e no trato com os invasores, conhecendo bem Maurício de Nassau, acumulou propriedades rurais, enriqueceu, tornando-se abastado senhor de engenho que, pelos destinos da guerra, veio a perder.
Ainda de acordo com Veríssimo Serrão:

"(...) em 1642, aumentou os seus bens, e viu-se feito capitão de um Corpo de Ordenanças, continuando a beneficiar de empréstimos da Companhia para manter seus negócios. Ser-lhe-ia, portanto, mais fácil garantir a dependência financeira, em vez de obedecer a razões de ordem religiosa para hostilizar os holandeses, como o veio a fazer desde 1644. O seu comportamento posterior, assente em actos de coragem, mostra que Vieira sentiu o ideal da Restauração e o antepôs, com todos os riscos, ao valimento social que auferia em Pernambuco." (op. cit.)

Após a partida de Nassau, em 1644, passou a se opôr aos invasores, assumindo a liderança da insurreição de 1645, vindo a receber apoio de seu amigo, o frei Manuel Calado, que do seu púlpito convocou o povo à luta contra os hereges e redigiu "O Valeroso Lucideno" (Lisboa, 1648).

Em 1645 foi o primeiro signatário do pacto então selado - no qual figura o vocábulo pátria pela primeira vez utilizado em terras brasileiras. Na função de Mestre-de-Campo, comandou o mais poderoso Terço do Exército Patriota nas duas batalhas dos Guararapes (1648 e 1649). Por seus feitos, foi aclamado Chefe Supremo da Revolução e Governador da Guerra da Liberdade e da Restauração de Pernambuco.

Os principais chefes militares do movimento de restauração de Pernambuco contra o domínio holandês foram, além de Vieira, André Vidal de Negreiros; Antônio Filipe Camarão, à frente dos índios da costa do Nordeste; Henrique Dias no comando de pretos, crioulos e mulatos; e o capitão Antônio Dias Cardoso, tendo-se transformando em heróis do imaginário nativista pernambucano. A "guerra da liberdade divina", nas palavras do padre Antônio Vieira, durou nove anos, sendo de assinalar que o governador de Pernambuco, António Teles da Silva, dava apoio encoberto à revolta, enquanto os holandeses pensavam que se tratava apenas de uma sublevação na capitania de Pernambuco. A diplomacia de D. João IV de Portugal, entretanto, tentava, na Europa, não indispor a Holanda. O que ocorria no Recife não tinha o apoio da Coroa, por isso o conflito entre o governador e os colonos revoltados, na primavera de 1646. Antônio Teles da Silva chegou a ser mandado regressar a Lisboa, onde esteve detido em São Gião como colaborador dos movimentos de Pernambuco, mas aproveitando da vitória de Tabocas, foi possível recuperar outras zonas em poder dos flamengos, os fortes de Sergipe, do rio São Francisco, do Porto Calvo, de Serinhaem e de Nazaré.

Com a paz, após 1654, recuperou os seus bens e, entre outros cargos, foi nomeado Governador e Capitão-Geral da Capitania da Paraíba (1655-57) e, mais tarde, governador e Capitão-general de Angola (1658-61).

In:http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Fernandes_Vieira

Castrioto Lusitano (...) - Rafael de Jesus (1844)

Jesus, Rafael de - Castrioto Lusitano ou historia da guerra entre o Brazil e a Hollanda, durante os annos de 1624 a 1654, terminada pela gloriosa restauração de Permanbuco e das capitanias confinantes; Obra em que se descrevem os heroicos feitos do illustre João Fernandes Vieira, e dos valorosos capitães que com elle conquistárão a independencia nacional, Por Fr. Raphael, monge benedictino. Nova edição segundo a de 1679, impresa em Lisboa, por Craesbeeck, dedicada a sua Majestade Imperial o Senhor Dom Pedro II, Imperador do Brazil; Ornada com o retrato de João Fernandes Vieira e duas estampas historicas. Pariz, J. P. Aillaud, 1844.
ou

Castrioto Lusitano (...) - Rafael de Jesus (1679)

Jesus, Rafael de - CASTRIOTO LVSITANO PARTE I. ENTREPRESA, E RESTAVRAC,AÕ de Pernambuco; das Capitanías Confinantes. VARIOS, E BELLICOS SVCC,ESSOS ENTRE PORTUGUEZES, E BELGAS. ACONTECIDOS PELLO DISCURSO DE VINTE E QUATRO ANNOS, E tirados de noticias, relaço(ë)s, memorias certas. COMPOSTOS EM FORMA DE HISTORIA pello Muyto Reverendo Padre Prégador Géral Fr. Raphael de Iesvs Natural da muyto Nobre, sempre Leal Villa de Guimara(ë)s. RELIGIOSO DA ORDEM DO PRINCIPE DOS PATRIARCHAS S. BENTO. PROFESSO NA SUA REFORMADA CONGREGAC,AM DE Portugal, nella D.Abbade do Insigne Mosteyro de S.Bento de Lisboa este presente anno de 1679. OFFERECIDOS A IOAÕ FERNANDES VIEIRA CASTRIOTO LVSITANO E POR ELLE DEDICADOS AO SERENISSIMO PRINCIPE D.PEDRO NOSSO SENHOR. REGENTE DA LUSITANA MONARCHIA, Lisboa, Antonio Craesbeeck de Mello, 1679.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Histórias das ilhas (Reminiscencias dos Açores e da Madeira) - Maximiano de azevedo (1899)

Azevedo, Maximiano de - Histórias das ilhas (Reminiscencias dos Açores e da Madeira), Lisboa, Parcearia Antonio Maria Pereira, 1899.
http://www.archive.org/details/histriasdasilha00azevgoog
Nota: Apenas para leitura, não existe pdf.

Madeira, Cabo-Verde e Guiné - João Augusto Martins (1891)

Martins, João Augusto - Madeira, Cabo-Verde e Guiné. Obra illustrada com 15 gravuras. Precedida de uma carta-prefacio de D. Antonio de Lencastre, Lisboa, Livraria de António Maria Pereira, 1891.
http://www.archive.org/details/madeiracaboverd00martgoog

The flowers and gardens of Madeira - Florence du Cane (1909)

Cane, Florence du; Cane, Ella du – The flowers and gardens of Madeira, London, Adam and Charles Black, 1909.
http://www.archive.org/details/flowersgardensof00ducarich
A segunda edição data de 1926.

terça-feira, outubro 27, 2009

Observations on the natural history, climate, and diseases of Madeira, during a period of eighteen years - William Gourlay (1811)

Gourlay, William - Observations on the natural history, climate, and diseases of Madeira, during a period of eighteen years, London, J. Callow, 1811.

Obras do grande Luis de Camões - 1720

Obras do grande Luis de Camões ... novamente dadas a luz com os seus Lusiadas commentados pelo lecenciado Manoel Correa ... com os argumentos do lecenciado Joam Franco Barreto, e agora nesta ultima impressaõ correcta, & accrescentada com a sua vida escrita por Manoel de Faria Severim .., Lisboa Occidental, Officina de Joseph Lopes Ferreyra, MDCCXX.
http://www.archive.org/details/obrasdograndelui00camuoft

The Salvage Islands - www.selvagens.seawatching.net

http://selvagens.seawatching.net/
Um site dedicado única e exclusivamente às Ilhas Selvagens e com algumas referências à família Zino (defensora e protectora desde longa data da fauna destas ilhas, em especial das aves). Contém textos, imagens, sons, relatórios de viagens e bibliografia sobre as aves destas ilhas.

Bibliographia historica portugueza, ou, Catalogo methodico dos auctores portuguezes (...) - Jorge Cesar Figaniere (1850)

Figaniere, Jorge Cesar - Bibliographia historica portugueza, ou, Catalogo methodico dos auctores portuguezes, e de alguns estrangeiros domiciliados em Portugal, que tractaram da historia civil, politica e ecclesiastica d'estes reinos e seus dominios, e das nações ultramarinas, e cujas obras correm impressas em vulgar; onde tambem se apontam muitos documentos e escriptos anonymos que lhe dizem respeito, Lisboa, Typographia de Francisco Jorge Ferreira de Mattos, 1850.
http://www.archive.org/details/bibliographiahi00figagoog

Francisco Alcoforado - CEHA

FRANCISCO ALCOFORADO [séc. XV]
A Relação de Francisco Alcoforado, embora seja considerada por muitos apócrifa, é o mais antigo texto que relata a primeira intervenção dos povoadores europeus no arquipélago.
... ao outro dia pla menham mamdou o capitão hum batel de que deu o carreguo a Ruy paez que fosem a terra a vela e lhe trouxese loguo Recado do que vyem por não av[er] outro lluguar forão desembarcar na Rocha omde desembarcarão os jmgreses e forão entre o arvoredo e o mar acharão lenha cortada e outro Rasto de jete forão asy ter ao toco do paso gramde omde acharão a mesa e crusyfixo que os jmgreses deixarão e as sepulturas cõ as cruzes. ha cabeçeyra de que Ficarão espamtados aimda que tudo tinhão ouuydo hao pilloto tornarão se lloguo aos naujos com este Recado ao capitão Sabydo jsto detremynou sair é terra e levar com sygo dous padres que trazia. saimdo em terra deu graças a deos. mamdou bemzer aguoa e espargella pello ar. foi ao toco omde estavão as sepullturas mamdou dizer mysa na mesa com Respomso sobre suas sepullturas e esta Foy a prymeyra mysa que se dise que foy em dia da vysytação de samta Ysabel acabada a mysa mamdou v[er] amtre o mar e o arvoredo se paresyão allgums anymaes ou bichos e não vyrão cousa vyua senão muytas aves de muytas maneyras e tam mamsas por não terem vysto omes que as tomauão ha mão tomou lenha e aguoa e tornou se aos naujos no mesmo dia ouue cõselho p[er]a descobryr a terra p[er]a baixo se hyrya nos naujos se nos bateys dise lhe o pilloto que vya terra de muyta penedia que asy a poderya aver no maar e av[er] baixos e corremtes que lhe pareçya mylhor hirem v[er] a costa nos bateys e deixar os nauyos aly pareseo este cõselho bem ao capitão ao outro dia pla menham mamdou cõcertar os bateys de mamtymento e jete que lhe pareçeo ele meteo se no batel do naujo e do outro deu carreguo ha allvaro afomso/ e fomos corremdo pasada huma pomta p[er]a ha bamda do poente vymos que ao pe de huma Rocha se fazia huma pedra que emtra no maar e ao pe daquella Rocha sahiao della quoatro canos daguoa muyto fermosa ouue o capitão de seio de saber o tal hera aguoa tam fermosa mamdou por ella e vyo que hera estremada de boã Frya e leue Emcomemdou lhe ho jfamte que lhe leuase certas vasylhas daguoa tomou daquy huma p[er]a lhe leuar corremos maes abaixo sempre peguados com arvoredo achamos num vale hum Ribeyro que vem dar no mar aly mamdou sajr em terra os que la forão acharão outra fomte a par do mar estremada tomou aly outra vasylha p[er]a levar ao Jfamte e chamou a esta a fomte do seyxo fomos mais abaixo demos num vale de fermoso arvoredo achamos ally hums cedros velhos derrybados do tempo mamdou fazer deles huma cruz e chamou ally samta cruz pasamos mais abaixo a huma pomta grosa em que achamos tamtos guarajaaos que nos cobryão os bateys e punham se sobre nosas cabeças e nos Remos porque numca vyrão jemte ouuemos com jsto muyto prazer e chamamos aly a pomta dos guarajaaos dally descobrymos outra pomta abaixo que seryão dally duas leguoas . e faziase amtre estas pomtas . huma fermosa eseada de terra mais bramda e toda vynha beber na aguoa toda cuberta de muyto fermoso arvoredo e todo por cyma tam yguoall que parecya feyto a mão sem av[er] arvores mais alltas humas que as outras senão os cedros que ja tinhamos exprememtado que omde estão sempre são mais alltos que as outras arvores derredor fomos corremdo a costa p[er]a este vale demos é huam Rybeyra que botaua pedra ao mar é que podem desembarcar como é caez aly mamdou seu cryado g° ayres que sayse é terra e com çertos companheyros que emtrasem hum espaso pla terra a v[er] se auja allgumas alymaryas . ou bichos e não se afastasem na corremte da aguoa p[er]a sab[er] tornar ao mar e aos bateys forão e tardarão la tres oras . tornarão erramados folyamdo cõ muyto prazer que não acharão cousa vyua senão aves/ Fomos mais avamte achamos hum vale muyto fermoso todo de seyxos não avya nele arvoredo nenhum e hera todo cuberto de fumcho muyto fermoso a que chamamos o fumchal sahião deste vale ao mar tres Rybeyras muyto fermosas . no cabo deste vale estão dous jlheos fomo nos abryguar a eles por s[er] ja tarde tomamos em terra aguoa e lenha fizemos de cear em hum dos jlheos de muytas aves que tomamos e tornamos a dormyr aos bateys ao outro dia pasamos mais abaixo e cheguamdo ha pomta que vyramos o dia damtes pos nella huma cruz e chamou ally a pôta da cruz . dobramdo esta põta demos é huma praya a quoall chamou a praya fermosa pasamdo abaixo amtre duas pomtas vymos emtrar no mar huma Rybeyra muyto poderosa pedirão lhe allgums licemca p[er]a sajr em terra v[er] aquella Rybeyra e ele estaua no mar nos bateys forão hums dous mamçebos de llaguos p[er]a pasar a Rybeyra a vaao e a aguoa corrya tam poderosa que os leuou ambos . bradou o capytão do mar que acorresem aqueles moços que ele trazia nos olhos . acodirão lhe os de terra e tyrarão nos ambos vyuos . e chamou aquella Rybeyra dos acorridos pasamos maes abaixo demos e huma Rocha dellguada que emtra muyto no maar e emtre aquella Rocha e outra fica hum braço de mar é Remamço metemonos aly cos bateys achamos tamtos lobos marynhos que hera espamto com que tyuemos muyto prazer chamou haquele Remamço camara de lobos da terra não podemos v[er] pera baixo bem a costa cõ o muyto arvoredo da pomta do mar vymos humas Rochas muyto alltas e arrebemtar o mar em huma pomta abayxo dally nos tornamos aquele dia dormir aos Jlheos da noyte damtes e aos outro dia fomos dormir aos naujos com detremynacão e nos tornar p[er]a o Reyno e o capitão tomou çertas vazilhas de terra e aguoa a paaos nao conhecydos no Reyno p[er]a levar ao Ifamte que lhe mamdou que leuase partymos p[er]a o Reyno cheguamos a lixboa no fim dagosto leuou ellRey muyto præer do que tynha joão gllz feyto Recebeo com muyto prazer e fez procysões em lixboa e muytas festas e damças com detremynação de no v[er]ão syguymte mamdar joão gllz pouoar aquella jlha a que joão gllz chamou da madeyra por o fermoso arvoredo que tem.- no verão syguimte na emtrada de mayo mamdou elRey fazer prestes tres naujos e joão gllz que com sua molher costamça Rojz dallmeyda molher samta e cõ seus fylhos q herão joão gllz e jlena e bryatriz mynynas e com a gemte [que] quysesem fosem pouar a jlha da madeyra e as que ouuese derredor mamdou lhe ellRey dar os omeziados e comdenados que ouuese polas cadeas e Reyno João gllz não quis levar nenhuns dos omyziados por cullpas de fee ou de treyçao ou ladrão dos outros cullpados leuou todos os que ouue e forão dele bem tratados da outra jete forão muytos e os mais do allguarve cheguamos a jlha da madeyra ao porto dos jmgreses a que ele pos nome machim por amor do jmgres que aly estaua Emterrado Saymos em terra a prymeyra cousa que fez foy traçar huma jgreja de Emvocação de xpo como o jmgres pedia e mamdou cortar ha aruore que estaua sobre a sepulltura e traçou a igreyja de manta que ficou a capella sobre a sepulltura dahi fomos ao fumchal abryguamos os naujos aos jlheos determynou de fazer morada em terra de madeyra e fella omde despois a capitoa costamça Rojz fez a jgreyja de samta cateryna e dally fumdou a igreyja de nosa sõra do calhaao que foi a prymeyra casa de jgreyja que se fez na jlha daquy acordou o capitão que não se podia cõ trabalho domems desfazer tamto arvoredo que estaua desde começo do mundo e pera a comsumjr que hera forçado por lhe o foguo e pollo e cõo muyto arvoredo cõ a muyta amtyguidade estaua dela derrubado pollo chão e outro seco em pee apeguou o foguo de maneira por todo e hera tam brauo que quoamdo vemtaua de sobre terra não se podia sofrer a chama e quetura e muytas vezes nos acolhiamos aos jlheos e aos naujos ate o tempo mudar durou o foguo por a terra sete anos em que destrohio muyta madeyra./ EllRey cada verão mamdaua naujos e ferro e aço e se memtes e guados que tudo forteficaua muito de cada allqueyre que semeauão pello menos colhião seseta e as Reses ajmda mamavão e ja paryão e tudo se daua asy avya gramde camtydade de madeyra e fermosa e a levauão p[er]a muytas partes. e começauão co ela a fazer naujos de guaves e castello davamte por que damtes não nos avya no Reyno nem tynhão pera omde naueguar não avya mais que caravellas no alguarue e baryneis é lixboa e no porto/ despois que o foguo despejou de arvoredo costa do maar determynou o capitão mudar sua morada em hum allto que esta sobre o fumchal e loguo defromte fez huma jgreyja da comçeyção p[er]a seu jaziguo e a capitoa fez a casa de samta cateryna e a par della fez muytas casas. p[er]a guasalhado de molheres de boa vyda e pobres a que deixou esmollas p[er]a sempre terem cuydado de alimparem e s[er]vyrem aquella casa determynou o capitão correr toda a costa da jlha por que o foguo tynha ja despejado luguar pera jso e a Repartyr a terra com quem ha aproveytase mamdou fazer prestes certos bateys. que avyão de jr por maar e ele com allgums de cauallo e gemte de pe por terra hirem sempre ha vysta hums dos outros e por nao av[er] caminhos e fazer detemça em partyr as terras amdavão pouco cada dia e cada dia hiamos dormir a cabo do mar e dos bateys. cheguamdo em hum allto sobre camara de llobos traçou ally omde se fizese huma jgreja do espryto samto pasamos abaixo a humas serras muyto alltas. ally traçou outra jgreyja da vera cruz e estes alltos tomou pera seus Erdeyros. pasou abaixo ate cheguar a huma Rybeira muyto furiosa a que chamou a Rybeira brauua aquy se meteo nos bateys p[er]a v[er] ha terra do maar e cheguou ate huma pomta que se faaz abaixo que emtra no maar e na Rocha que esta sobre a pomta esta huma vea Redomda na Rocha com huns Rayos. poslhe nome pomta do sol. dahi tornou a desebarcar omde attas deixara os bateys./ pasamdo huma Rybeyra que esta alem desta pomta traçou huma Jgreyja em huma ladram/ do apostollo samtyaguo e alem achamos ho aruoredo ajmda muyto cerrado porque o Foguo amdaua aimda em parte dele decemos a huma Rybeira sempre ao som daguoa viemos dar no mar omde achamos os bateys deyxamos ally as bestas. e quem as leuase como pudese. e metemonos nos bateys e fomos desembarcar a hum bom desembarcadouro amtre huns penedos a que ele chamou a calheta . sobre esta calheta tomou huma lomba da gramde que lloguo nomeou pera seu filho joão gllz e ao llomguo da Rybeira p[er]a o poemte. tomou outra p[er]a sua filha bryatiz glls E nesta outra llombada da mesma filha é hum luguar allto de boã vysta do mar e da terra traçou por sua mão huma Jgreyja de nosa senhora da estrella e dise que esta jgreyja avya de deyxar muyto emcomemdada a todos seus fylhos porque avya muyto tempo que desejava fumdar huma jgreyja desta auocação dahi pasamos abaixo ate a derradeira pomta sobre o mar de onde pareçe que não ha mais terrra estamdo aquy lhe trouxerão os dous bateys hum peyxe que pareçya parguo de maravylhosa gramdeza e por amor deste peyxe ficou nome aquella pomta do parguo desta pomta vyra a terra p[er]a o norte ate outra pomta que ele dally pera tras traçou ha capitanya de machico e pos nome a esta pomta de trystão asi chamaua ele sempre trystão e hera lhe muyto afeyçoado daquy nos tornamos p[er]a o fumchal o mais do caminho por maar por a terra ajmda s[er] muyto trabalhosa e começou a por e obra a Edeficação das jgreyjas e llavramça da terra/
[Jean Fontvieille, "A lenda de Machim- une découverte bibliographique à la Bibliothèque-Musée du Palais de Bragance à Vila Viçosa(Portugal)...", in Actas do Congresso Internacional de História dos Descobrimentos, III, Lisboa, 1961, pp.197-238]

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...