quarta-feira, abril 29, 2009

Obras e artigos do Prof. Dr. João José Alves Dias sobre História do livro e Bibliofilia

Livros de História do livro e de Bibliofilia












  • Iniciação à Bibliofilia, Lisboa, Pró-Associação Portuguesa de Alfarrabistas, 1994, 78 pp.
  • No quinto centenário da Vita Christi: os primeiros impressores alemães em Portugal / coordenação de João José alves Dias; colaboração de Manuela Rêgo e Rosa Lemos. Lisboa, Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 1995, 140 pp. Com apresentação de Maria Leonor Machado de Sousa e introdução de A. H. de Oliveira Marques.
  • Craesbeeck: Uma dinastia de impressores em Portugal: Elementos para o seu estudo / Lisboa, Associação Portuguesa de Livreiros Alfarrabistas, 1996, 128 p.

Artigos sobre a História do Livro e Bibliofilia

  1. Em torno das Rimas de Camões (1595-1616). A Colecção da Biblioteca Nacional / Oceanos, nº23, Lisboa, Comissão Nacional para as Comemorações dos Decobrimentos Portugueses, 1995, pp. 24-48.
  2. Sobre "La imprenta en Alcalá de Henares: 1502-1600", Revista da Biblioteca Nacional, Lisboa, S.2, 10(1-2) Jan.-Dez., 1995, pp. 251-256.
  3. A primeira impressão das "Ordenações Manuelinas" por Valentim Fernandes Lisboa, Edições Colibri, 1996, 12 p.Separata Portugal Alemanha África: Do Colonialismo Imperial ao Colonialismo político: Actas do IV encontro Luso-Alemão: Lisboa: 1995, pp. 31-42.
  4. Sumário das Graças: o primeiro impresso português conhecido, Lisboa, Bilioteca Nacional, 1997, 10 p.Separata Leituras: Revista da Biblioteca Nacional, Nº 1, Outono de 1997, pp. 197-205.
  5. "Nova forma da transmissão do «verbo» - A Imprensa" / Portugal do Renascimento à Crise Dinástica, vol. 5 da Nova História de Portugal direcção de Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques, Lisboa, Editorial Presença, 1998, pp. 489-504.
  6. "Um tesouro escondido" / in Biblioteca : Revista das Bibliotecas Municipais de Lisboa, nº 1 e 2, Lisboa, Dezembro, 1998, pp. 81-87.
  7. "A Imprensa Incunabulística Portuguesa : novas interpretações" / II Encontro Internacional de Estudos Medievais / Humanas : Revista do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 21 (1) tomo 2, 1998, pp. 273-296.
  8. "From the West to the East : The Return of Printed Word" / Vasco da Gama and the Linking of Europe and Asia edited by Anthony Disney and emily Booth, New Delhi, Oxford University Press, 2000, pp. 295-306.
  9. As obras de autores portuguesas impressa na Alemanha durante o séc. XVI - o caso de Colónia, Köln - Lisboa, Zentrum Portugiesischsprachige Welt Universität zu Koln - Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa, 2000, 28 p.Sonderdruck - Separata Portugal, India und Deutschland / Portugal, Índia e alemanha : Akten der V. Deutsch-Portugiesischen Arbeitsgespräche / Actas do V Encontro Luso-Alemão : (Köln/Colónia - 1998), pp. 367-393.
  10. Qual era o nome de André de Resende? / Biblioteca : Revista das Bibliotecas Municipais de Lisboa, números 7 e 8, Dezembro 2001 (Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa) pp. 35-46.
  11. Wie lautete der Name von André de Resende?, Bonn, Romanistischer Verlag, 2003, 22 p. Sonderdruck Lusophonie in Geschichte und Gegenwart : Festschrift für Helmut Siepmann zum 65. Geeburtstag / Herausgegeben von Richard Baum und António Dinis, pp. 267-287.

Adaptado de http://jjad.tripod.com/completo/index.htm , presumo que esta página não deverá estar actualizada, no que concerne às publicações.

Memórias de Literatura Portugueza

Memorias de litteratura portugueza: publicadas pela Academia real das sciencias de Lisboa ...
Por Academia das Ciências de Lisboa
Publicado por Academia, 1793
volume V

http://books.google.pt/books?id=8nULAAAAQAAJ&pg=PA306&dq=memorias+de+literatura+portuguesa&lr=&as_brr=1&ei=PqT4SYbPPJTMyQSI39isBQ&hl=pt-BR#PPA3,M1

Memorias de litteratura portugueza: publicadas pela Academia real das sciencias de Lisboa ..
Por Academia Real das Sciencias de Lisboa, Academia das Ciências de Lisboa
Publicado por Academia, 1806
volume VII

http://books.google.pt/books?id=q3cLAAAAQAAJ&printsec=titlepage&hl=pt-BR&source=gbs_summary_r&cad=0


Memorias de litteratura portugueza / publ. pela Academia Real das Sciencias de Lisboa. - Lisboa : na Officina da mesma Academia, 1792-1814. - 8 t. ; 23 cm
volume VIII
http://purl.pt/71

«Bibliotheca Lusitana (...) John Adamson» - 1836

Bibliotheca Lusitana; or, Catalogue of books and tracts, relating to ... Portugal: forming part of the library of John Adamson
Printed by T. and J. Hodgson
MDCCCXXXVI

«Padre António Vieira.Vida e Obra. Cronologia» - Anovieirino


Obras do Padre António Vieira na Biblioteca Nacional Digital

Sermoens / do P. Antonio Vieira... ; primeyra parte... - Em Lisboa : na officina de Joam da Costa, 1679. - [24] p., 1118 coln., [109] p. ; 4º (20 cm)
http://purl.pt/297

Sermoens / do P. Antonio Vieira... ; segunda parte... - Em Lisboa : na officina de Miguel Deslandes. E à sua custa, & de Antonio Leyte Pereyra mercador de livros, 1682. - [8], 470, [58] p. ; 4º (20 cm)
http://purl.pt/292


Noticias reconditas do modo de proceder de Portugal com os seus prezos / Pe. António Vieira. - Lisboa : Imp. Nacional, 1821. - 272 p. ; 15 cm

http://purl.pt/6474

Lista das obras publicadas de Vieira

(...)
LISTA DAS OBRAS PUBLICADAS DE VIEIRA

VIEIRA, Antônio, S.J. (1608-1697):

EDIÇÃO PRÍNCIPE
  • Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, prégador de Sua Alteza: primeyra parte. Dedicada ao Principe, N.S.. Lisboa, Ioam da Costa, 1679, (v.1)
  • Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, prégador de Sua Alteza: segunda parte. Dedicada no panegírico da Rainha Santa ao Sereníssimo Nome da Princesa N.S.D. Isabel. Lisboa, Miguel Deslandes, 1682, (v.2)
  • Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, prégador de Sua Alteza: terceira parte. Lisboa, Miguel Deslandes, 1683, (v.3)
  • Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, prégador de Sua Alteza: quarta parte. Lisboa, Miguel Deslandes, 1685, (v.4)
  • Maria Rosa mystica: excellencias, poderes, e maravilhas do seu rosario, compendiadas em trinta sermoens asceticos, & panegyricos sobre os dous evangelhos desta solennidade novo & antigo; offerecidas a soberana magestade da mesma senhora pelo P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesv da Província do Brasil, em comprimento com hum voto feito, & repetido em grandes perigos da vida, de que por sua immensa benignidade, & poderosissima intercessao sempre sahio livre. I parte, Lisboa, Miguel Deslandes, 1686, (v.9)
  • Maria Rosa mystica (...). Lisboa, Impressão Craesbeeckiana, 1687, (v.10)
  • Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, prégador de Sua Alteza: Quinta parte. Lisboa, Miguel Deslandes, 1689. (v.5)
  • Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, prégador de Sua Alteza: Sexta Parte. Lisboa, Miguel Deslandes, 1690 (v.6)
  • Palavra de Deos empenhada, e desempenhada: empenhada no Sermam das exequias da Rainha N. S. Dona Maria Francisca Isabel de Saboya; desempenhada no Sermam de acçam de graças/ pelo nascimento do Principe D. Joaõ primoge-/nito de SS. Magestades... Prégou hum, & outro o P. Antonio Vieyra...O primeyro. na Igreja da Misericordia da Bahia, em 11. de Setembro, ... de 1684. O segundo na Cathedral da mesma cidade, em 16. de Dezembro, ... de 1688. Lisboa, na officina de Miguel Deslandes, 1690 (v. 13)
  • Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, prégador de Sua Alteza: Septima parte. Lisboa, Miguel Deslandes, 1692 (v.7)
  • Xavier dormindo, e Xavier acordado: dormindo, em tres Orações panegyricas no triudo da sua festa, dedicadas aos tres principes que a Rainha Nossa Senhora confessa dever à intercessão do mesmo santo; acordado em doze Sermoens panegyricos, moraes, & Asceticos, os nove da sua novena, o decimo da sua canonização, o undecimo de seu patrocinio, author o Padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesu, prègador de Sua Magestade. Oitava parte. Lisboa, Miguel Deslandes, 1694.(v.8)
  • Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, prégador de Sua Alteza: Undecima parte, offerecida à serenissima Rainha da Grã-Bretanha. Lisboa, Miguel Deslandes, 1696.(v. 11)
  • Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, prégador de Sua Alteza: Parte duodecima dedicada à purissima conceição da Virgem Maria senhora nossa. Lisboa, Miguel Deslandes, 1699. (v.12)
  • Sermoens, e varios discvrsos do Padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesu , prégador de sua magestade. tomo XIV obra posthuma dedicada a' purissima conceiçam da Virgem Maria Nossa Senhora. Lisboa: Valentim da costa deslandes, 1710.
  • Sermões varios, e tratados, ainda naõ impressos , do grande padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesus; offerecidos a' Magestade Delrey D. Joaõ V. Nosso Senhor, pelo p. André de Barros da Companhia de Jesus. tomo XV. e de Vozes Saudosas tomo II. Lisboa: Manoel da Sylva, 1748
Os volumes XIV e XV são póstumos e não foram organizados por Vieira, mas pelo jesuíta André de Barros, que contabilizou como volume XIII o Palavra de Deus empenhada.

EDIÇÕES EM FOLHETOS
  • Serman que pregou o R. P. Antonio Vieira da Companhia de Jesus, na Capella Real o Primeiro de Janeiro de 642 (Sermão dos Bons Anos). Lisboa: Lourenço de Anueres: 1642 (outras impressões: 1565, 1671)
  • Serman que pregov o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesus na Caza professa da mesma Companhia em 16. De Agosto de 1642. Na festa que fez a S. Roque Antonio Tellez da Silva do Concelho de Guerra de Sua Magestade Governador, & Capitam Geral do Estado da Brasil &c (Sermão de S. Roque) Lisboa: Domingos Lopes Rosa, 1642 (outras impressões: 1645, 1654, 1658, 1659)
  • Serman que pregou o R. P. Antonio Vieira da Cõpanhia de Jesv, na Igreja das Chagas, em a festa, ~q se fez a S. Antonio, aos 14 de Set~ebro de 642. Tendose publicado as Cortes pera o dia seguinte (Sermão de S. Antônio). Lisboa: Domingiues Lopes Roza, 1642 (outras impressões: 1645, 1658, 1672)
  • Serman do esposo da may de Deos S. Ioseph. No dia dos Annos del Rey nosso Senhor Dom Ioam IV. Que Deus quarde por muytos, & felicissimos. Prègou o na Capella Real o P. Antonio Vieira da Companhia de IESV Prègador de S. Magestade. Lisboa, Domingos Lopes Rosa, 1644 (outras impressões: 1655, 1658, 1659, 1673).
  • Sermam de S. Ioam Baptista na profissam da Senhora Madre Soror Maria da Cruz, filha do Excelentissimo Duque de Medina Sydonia, sobrinha da Raynha N. S. Religiosa de Sam Francisco. No Mosteiro de N. Senhora da Quietaçam das Frem~egas. Em Alcantara. Esteve o Santissimo Sacramento exposto. Assitirão suas magestades & Altezas. Pregovo o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesv (Sermão de S. João Batista) Lisboa: Domingos Lopes Rosa, 1644 (outras impressões: 1652, 1658, 1659).
  • Serman, que pregou o P. Antonio Vieira da Companhia de JEUS na Misericórdia da Bahia de todos os Santos, em dia de Visitação de Nossa Senhora, Orago da Casa, Assistindo o Marquez de Montalvão Visorrey daquelle Estado (S. da Visitação de Nossa Senhora) Lisboa: Domingos Lopes Rosa, 1654 (outras impressões. 1655, 1658)
  • Oraçam fvnebre, que disse o R. P. Antonio Vieira da Companhia de Iesv, Prègador de Sua Magestade. No Convento de S. Francisco de Xabregas nas exequias da senhora Dona Maria de Ataide (Exéquias de D. Maria Ataíde) Lisboa: Crasbeeckiana, Lisboa, 1650 (outras impressões: 1650; 1658).
  • Maravigliosa Predica per fare Veri Predicatori del P. Antonio Vieira della Compagnia de Giesù. Sopra lê parole di S. Luca à gl’otto ‘Semum est Verbum Dei’ (S. da Sexagésima) Nápoles: Luc’Antonio di Fusco, 1668.
  • Serman historico, e panegyrico do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, de Sua Magestade, nos annos da Serenissima Rainha N.S. Offerecido a Sva Magestade pello R. P. Manoel Fernandes, da mesma Companhia, Confessor do Principe Regente (S. Histórico e Panegírico nos Anos da Rainha) Lisboa: Ioam da Costa, 1668 (outras impressões: Saragoça, 1668)
  • Serman Gratulatorio e Panegyrico, que pregou o Padre Antonio Vieyra, da Companhia de Jesu Pregador de Sua Megestade, Na menhãa do dia de Reys, sendo presente com toda a Corte, o Principe nosso Senhor ao Te Deum, que se cantou na Capella Real. Em acçam de graças pelo felice Nacimento da Princeza Primogenita de que Deos fez Mercê a estes Reynos na madrugada do mesmo dia, deste anno M.DC.LXIX. (S. Gratulatório e Panegírico) Évora: Imprensa da Universidade, 1669.
  • Sermam das Chagas qve pregou o R. P. Antonio Vieira da Companhia de Iesus, pregador de S. Alteza, no Octauario da mesma festa, & na Igreja da mesma Invocaçam em Roma. Traduzido de italiano em portuguez por Ioam de Mesqvita Arroyo (S. das Chagas de São Francisco). Roma: Varese, 1675.
  • Sermoni detti da Gian Paolo Oliva e da Antonio Vieira della Compagnia de Giesù nella Sollenità del B. Stanislao (S. do beato Estanislau) Roma: Lazzari Varese, 1675.
  • Sermam da Cinco Pedras de David, em cinco discursos moraes. Prègados à ser à Sereníssima Rainha de Suecia Christina Alexandra, em lingua italiana na Corte de Roma, traduzidos na Portugueza por ordem, & aprovaçaõ do Author – Notycia previa feita pelo Author, quando traduzio esta Obra na lengua Castelhana no anno de 1676 (S. das Cinco Pedras de David). Roma: Ignatio de Lazari, 1676 (outra impressão: Madri, 1676)
  • Palavra de Deos empenhada; Sermam nas exequias da Rainha N.S. D. Maria Isabel de Saboya, que prégou o P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu, prégador de Sua Magestade, na Misericordia da Bahia, em 11 de Setembro, anno de 1684 - Vaõ emendados nesta impressaõ os erros intoleraveis da primeira: & mais declaradas alg~uas cousas que entaõ se entendèraõ mal: & tambem deixada alg~ua, que ainda agora corria o mesmo risco (S. das Exéquias da Rainha) Lisboa: Miguel Deslandes, 1685.
OUTRAS PRIMEIRAS EDIÇÕES
  • Historia do Futuro. Livro anteprimeiro prologomeno a toda a historia do Futuro, em que se declara o fim, & se provão os fundamentos della. Materia, Verdade, e utilidades da Historia do Futuro. Escrito pelo Padre Antonio Vieira da Companhia de JESUS, Prègador de S. Magestade. Lisboa, Antonio Pedrozo Galram, 1718.
(Para uma lista de edições das obras de Vieira, organizada por século, pode ser consultada um catálogo específico da Biblioteca da Ajuda que dá conta da coleção existente na Biblioteca - apesar de incompleta, pois relativa ao acervo da Ajuda, dá uma idéia geral bastante interessante)

EDIÇÕES REVISADAS, CRÍTICAS, ANTOLOGIAS

Sermões

Edições integrais, a partir da Edição Príncipe
  • Sermões. Obras completas do Padre Antônio Vieira. (Prefaciado e revisto pelo Pe. Gonçalo Alves). Porto: Livraria Chardron, 1907-1909, 15v. Várias reedições, entre elas: Porto: Lello e Irmãos 1951, 15v, Porto: Lello, 5v. 1959.

Edição mais conhecida e utilizada. Apesar de se chamar de obras completas, traz somente os 207 sermões da edição príncipe. Os sermões foram dispostos seguindo o calendário litúrgico, modificando a disposição da edição príncipe. Traz algumas notas, mas em geral poucas e de teor religioso e não crítico. Na edição em 15 volumes, é encontrada com facilidade em sebos, em várias re-impressões e diferentes encadernações. A edição em cinco volumes somente juntou de 3 em 3 os volumes e fez uma edição em papel bíblia. Há re-impressões novas dessa versão em 5 volumes em livrarias.

  • Sermões do Padre Antônio Vieira. (Reprodução facsimilada da edição de 1679, com uma explicação preambular por Augusto MAGNE S.I.). São Paulo: Editora Anchieta, 1943-1945, 16 volumes.
Muito boa, substitui plenamente a consulta à edição príncipe, com exceção para os estudiosos das edições, tipografias e bibliófilos, obviamente. É somente encontrada em sebos.
  • Sermões. (Ed. brasileira adaptada a ortografia oficial, acrescida de sumarios explicativos antecedendo cada capítulo e com textos revistos e corrigidos por Frederico Ozanam Pessoa de Barros; sob a supervisao do padre Antônio Charbel e do prof. A. Della Nina). São Paulo: Ed. das Américas, 1957, 24 volumes.
Boa edição, segue a ordem dos sermões da edição príncipe. Além de reproduzir os títulos completos, as licenças e prefácios dos volumes da edição príncipe, apresenta um sumário de tópicos no início de cada sermão e traduz as passagens bíblicas em latim. Também só se acha em sebo.
  • Sermões. (edição organizada por Luiz Felipe Baêta Neves) Erechim, RS: Edelbra, 1998, 12v.
É um re-edição dos Sermões da Edaméricas, feita pelo antropólogo e historiador Luiz Felipe Baêta Neves. Há em algumas livrarias para vender (livraria Leonardo Da Vinci, RJ) e alguns dos primeiros volumes (1 a 5) podem ser baixados em formato PDF ou RTF no site da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

(...)

In: http://www.geocities.com/Athens/Atrium/2466/sermoes.html?200716#obras

«Obras do Padre António Vieira» - Universidade Federal de Santa Catarina

Sermão da Sexagésima

Maria Rosa Mística

Sermão de Nossa Senhora do Rosário

Sermão da Quinta Dominga da Quaresma

Sermão do Mandato

Sermão Segundo do Mandato

Sermão de Santa Catarina Virgem e Mártir

Sermão Histórico e Panegírico

Sermão da Glória de Maria, Mãe de Deus

Sermão da Primeira Dominga do Advento (1650)

Sermão da Primeira Dominga do Advento (1655)

Sermão de São Pedro

Sermão da Primeira Oitava de Páscoa

Sermão nas Exéquias de D. Maria de Ataíde

Sermão de S. Roque

Sermão de Todos os Santos

Sermão de Santa Teresa e do Santíssimo Sacramento

Sermão de Santa Teresa

Sermão da Primeira Sexta-feira da Quaresma (1651)

Sermão da Primeira Sexta-feira da Quaresma (1644)

Sermão de Santa Catarina (1663)

Sermão do Mandato (1643)

Sermão do Espirito Santo

Sermão de Nossa Senhora do Ó (1640)

Quarta parte, licenças e privilégio real.

Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal

Sermão da Segunda Dominga da Quaresma (1651)

Maria Rosa Mística Excelências, Poderes e Maravilhas do seu Rosário

Sermão das Cadeias de S. Pedro em Roma pregado na Igreja de S. Pedro. No qual sermão é obrigado, por estatuto, o pregador a tratar da Providência, ano de 1674

Sermão do Bom Ladrão (1655)

Sermão da Dominga XIX depois do Pentecoste (1639)

Sermão XII (1639)

Sermão XIII

Sermão de Dia de Ramos (1656)

Quarta Parte em Lisboa na Oficina de Miguel Deslandes

Sermão do Quarto Sabado da Quaresma (1640)

Sermão XIV (1633)

Sermão Nossa Senhora do Rosário com o Santíssimo Sacramento

Sermão XI Com o Santíssimo Sacramento Exposto

Sermão da Quinta Dominga da Quaresma (1654)

Sermão nas Exéquias de D. Maria da Ataíde (1649)

Sermão de São Roque (1652)

Sermão Segundo do Mandato (II)

Sermão do Mandato (1655)

Sermão da Epfania (1662)

Sermão da primeira Oitava da Páscoa (1656)

História do Futuro (vol. I)

História do Futuro (vol. II)

In: http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/sermoes.html

«Padre António Vieira. Escritor, pregador: 1608-1697» - Orlando Neves


QUANDO TUDO ACONTECEU...

1608: A 6 de Fevereiro, nasce em Lisboa António Vieira. – 1614: Aos 6 anos parte para o Brasil, com família; seu pai fora nomeado escrivão da Relação na Baía. – 1623: Aluno do Colégio dos Jesuítas na Baía, sente vocação religiosa. – 1624: Os holandeses ocupam a cidade; os jesuítas, com Vieira, refugiam-se numa aldeia do sertão. – 1633: Prega pela primeira vez. – 1635: É ordenado sacerdote, é Mestre em Artes e exerce a função de pregador. 1638: Pronuncia nos anos seguintes alguns dos seus mais notáveis Sermões. – 1641: Parte para Portugal na embaixada de fidelidade ao novo rei; é preso em Peniche no desembarque; torna-se amigo e confidente de D. João IV. – 1642: Prega na Capela Real; publica um sermão avulso. – 1643: Na "Proposta a El-Rei D. João IV "declara-se favorável aos cristãos novos e apresenta um plano de recuperação económica. – 1644: Nomeado pregador régio. – 1646: Inicia actividade diplomática indo à Holanda. – 1647: Vai a França e fala com Mazarino. – 1648: Emite um parecer sobre a compra de Pernambuco aos holandeses; defende a criação da província do Alentejo. – 1649: É ameaçado de expulsão da Ordem dos Jesuítas, mas D. João IV opõe-se. – 1650: Vai a Roma, para contratar o casamento de D. Teodósio. – 1652: Parte para o Brasil como missionário no Maranhão. – 1654: Sermão de Santo António aos peixes; embarca para Lisboa a fim de obter novas leis favoráveis aos índios. - 1655: Prega na capital, entre outros, o Sermão da Sexagésima; regressa ao Maranhão com as novas leis. – 1659: Escreve Esperanças de Portugal - V Império do mundo. – 1661: É expulso, com os outros jesuítas, do Maranhão, pelos colonos. – 1662: Golpe palaciano que entrega o governo a D. Afonso VI; desterro no Porto. – 1663: Desterro para Coimbra; depõe no Santo Ofício sobre a sua obra Esperanças de Portugal. – 1664: Escreve a História do Futuro; adoece gravemente. – 1665: É preso pela Inquisição, depois mantido em custódia. – 1666: Entrega a sua defesa ao Tribunal; é interrogado inúmeras vezes. – 1667: É lida a sentença que o priva da liberdade de pregar; D. Afonso VI é afastado do trono. – 1668: É mantido em custódia em Lisboa; pazes com Castela; é amnistiado, mas impedido de falar ou escrever sobre certas matérias. - 1669 - Chega a Roma, prega vários Sermões que lhe dão grande notoriedade na Corte Pontifícia e na da Rainha Cristina; combate os métodos da Inquisição em Portugal; defende novamente os cristãos novos. – 1675: Breve do Papa que louva Vieira e o isenta da Inquisição; regressa a Lisboa. – 1679: Sai o primeiro volume dos Sermões; recusa o convite da Rainha Cristina para seu confessor. – 1681: Volta à Baía e aos trabalhos de evangelização. – 1683: Intervém activamente na defesa de seu irmão, Bernardo. – 1688: É nomeado Visitador Geral dos Jesuítas no Brasil. – 1691: Resigna ao cargo por força da idade e da falta de saúde. – 1697: Morre na Baía, a 18 de Julho, com 89 anos.

CRISTINA E OS PREGADORES

"Demócrito ria, porque todas as coisas humanas lhe pareciam ignorâncias; Heraclito chorava, porque todas lhe pareciam misérias: logo maior razão tinha Heraclito de chorar, que Demócrito de rir; porque neste mundo há muitas misérias que não são ignorâncias, e não há ignorância que não seja miséria".
Cristina sente vontade de aplaudir a tirada oratória que acaba de escutar. Não o faz porque quer manter o tom algo solene da reunião que ela própria provocou.
António Vieira prossegue o discurso, inflamado e lógico. Ouve-o atentamente, um colega jesuíta, o padre Jerónimo Catâneo. Poucos minutos antes, este defendera o riso de Demócrito perante os males do mundo - agora, Vieira, defende o pranto e as lágrimas de Heraclito perante os mesmos males.
Ambos tinham sido desafiados por Cristina Alexandra - um advogaria o riso, outro o choro.
O salão está repleto de personalidades convocadas pela ex-rainha da Suécia para ouvirem os dois renomados oradores sagrados.
Estamos em 1674. Há cerca de 20 anos, Cristina vive em Roma depois de ter abdicado do trono sueco e de se converter ao catolicismo. O seu palácio é um pólo de atracção de artistas, intelectuais e religiosos. Tal como acontecera em Estocolmo, a rainha, dotada de grande inteligência e cultura, a que se junta uma personalidade misteriosa e controversa, continua em Roma a rodear-se das figuras mais célebres da Europa, uma das quais fora Descartes falecido, em 1650, durante a sua estada na corte nórdica. A mesma rainha que, em 1641, acolheu uma embaixada de D. João IV que tratou de modo afável, reconhecendo o rei que em 1640 subira ao trono, depois de afastar os Filipes de Espanha. ( O povo português mantém, ainda hoje, uma expressão popular, "dar vivas à Cristina" que encontra a sua origem no entusiasmo com que recebeu o beneplácito da rainha ao novo rei ).
António Vieira está na cidade desde 1669 e a sua fama de pregador chega aos ouvidos de Cristina da Suécia. Na época, António Vieira prega em italiano, a rainha escuta alguns dos seus sermões e convida-o para seu pregador.
António Vieira recusa o convite. Porque, diz, é pregador do seu rei. E porque o que o trouxe a Roma não está completado, apesar dos cinco anos que leva de permanência. Mas, no ano seguinte, consegue, junto da Curia Romana, o seu objectivo. De imediato, volta a Portugal.

O PRIMEIRO NAUFRÁGIO

O pequeno António refugia-se nos braços da mãe. Vai agoniado. A caravela que transporta a sua família em direcção a S. Salvador da Baía no Brasil, balouça descontrolada na violência tempestuosa do mar. A bordo, como era comum na época, as condições são péssimas. Mal se dorme, tal a quantidade de parasitas de todo o género de que o barco está infestado. Mesmo na coberta os ratos disputam ruidosas correrias, enfiando-se nos espaços mais ínfimos. A água doce já está imprópria para consumo, sai verde e com cheiro nauseabundo. O peixe em salmoura e as carnes salgadas com que todos se alimentam estão prestes a apodrecer. Quase diariamente, a caravela é abalada pela movimentação dos marinheiros e das velas, tentando escapar à perseguição dos piratas holandeses. Não há a menor privacidade - passageiros e tripulação amontoam-se nos exíguos espaços disponíveis. E a viagem é longa, aproximadamente dois meses.
Já à vista da costa brasileira a embarcação estremece fortemente da popa à proa, tudo se parte no seu interior, o cavername parece ir despedaçar-se. É uma noite negra, povoada de faíscas e trovões, o mar revolta-se, os passageiros choram e gritam, acendem-se lanternas no negrume, o capitão dá ordens tonitruantes, nos porões os homens procuram detectar algum rombo. A caravela está encalhada nos baixios arenosos e vai adornando para estibordo. Pensa-se no pior.
Na manhã seguinte, o pequeno António solta-se da mãe. Quer ver tudo, saber como se safará a caravela. O dia amanhece com o sol em brasa, vêem--se, em frente, as florestas brasileiras, banhadas de luz dourada. Um batel puxado por remadores, consegue desencalhar o barco. Enfunadas as velas, dirige-se para o Sul e nos fins de Janeiro de 1615 aporta à Baía.
É aí que vai desembarcar a família Ravasco. O pai, Cristóvão Ravasco, a mãe Maria de Azevedo e os dois filhos, António de seis anos e o irmão mais novo, Bernardo. Tinham saído de Lisboa a 16 de Dezembro de 1614.
O futuro Padre António Vieira jamais esquecerá esta viagem penosa. Ora no sentido Portugal-Brasil, ora no de Brasil-Portugal, fá-la-á mais vezes e, praticamente em todas elas, sofrerá um naufrágio.

A VOCAÇÃO

A 6 de Fevereiro de 1608 nasce António Vieira, na freguesia da Sé, em Lisboa. O pai, de origem modesta, provavelmente com ascendência africana, é destacado como funcionário para a Relação da Baía. Melhorava de vida e fugia à opressão filipina. António é baptizado na Sé, segundo parece na mesma pia baptismal em que o fora Fernando Bulhões, o famoso Santo António de Lisboa, por quem o futuro pregador jesuíta sempre manifestará grande admiração e devoção.
Logo à chegada à Baía, António é atacado de uma doença tropical e fica às portas da morte. Por milagre de Santo António ou da Senhora das Maravilhas, venerada na Sé da Baía, salva-se.
Na cidade e em todo o Brasil tem fama o Colégio da Companhia de Jesus. É nele que Cristóvão Ravasco inscreve o filho. Submetido à dura disciplina jesuíta, António não teve os pequenos prazeres da infância. Os educadores, de breviário e palmatória nas mãos, impuseram-lhe um tempo sombrio, acrescentado das constantes orações e do estudo forçado em silêncio absoluto.
Mas, no percurso de casa para o colégio, o jovem vai contactando com a realidade efervescente de uma cidade em plena expansão. É assim que vê os índios escravos, em plena rua, carregando e descarregando fardos, sob o chicote dos capatazes.
Não foi, de início, aluno brilhante. De compleição frágil, pálido, magro, grandes olhos, nariz fino, não se sente talhado para intensos esforços escolares. É, porém, de temperamento enérgico, tenaz. E, subitamente, por volta dos catorze anos, os jesuítas começam a descobrir-lhe a inteligência, a inesperada queda para escrever bem português, a facilidade com que domina o latim. Revela-se, igualmente um crente fervoroso, jejua todos os dias, reza, comunga, mas não se excede em fanatismos - conhece, todavia, em grau elevado as Escrituras, sobretudo as partes referentes aos Profetas que lhe suscitam enorme atracção.
Aos quinze anos, segundo ele próprio escreve, após ouvir um Sermão em que o pregador evoca as penas do inferno, sente-se tocado pela vocação. Quer professar, ser jesuíta. Opõe-se o pai, com veemência. Mas a 5 de Maio de 1623 foge de casa e pede asilo aos padres da Companhia de Jesus. Cristóvão Ravasco resiste quanto pode - mas não pode contrariar a autoridade e força dos jesuítas. Cede.
António Vieira redobra o seu interesse pelos estudos, passa a ser o melhor aluno em todas as disciplinas. Aos dezasseis anos encarregam-no de redigir em latim o relatório anual da província jesuíta que deverá ser enviado ao Geral da Companhia. Aos dezoito anos é nomeado professor de retórica no Colégio de Olinda.
Mas não são estes os sonhos do jovem. Mais do que para a reflexão, sente-se tocado pelo desejo de acção: quer ser pregador, missionário, apóstolo, converter os incrédulos, combater o erro e trazer para a fé católica os índios do interior.
Em princípios de 1624 os holandeses atacam a Baía, tomam-na, saqueiam a cidade, violam as mulheres indígenas. Os brancos fogem para o sertão. Os jesuítas fazem o mesmo.
E eis António Vieira numa aldeia, em contacto directo com os índios, aprendendo-lhes as línguas, conhecendo-lhes os costumes, admirando o modo de vida, colocando-se a seu lado para os defender de todos os vilipêndios, torturas e humilhações. Está onde sempre desejou.
Ver-se-á que esta vocação juvenil se manterá por toda a vida. Mas, durante dezenas de anos, o apelo da acção, da intervenção no mundo, sofrerá uma radical mudança de rumo.

ÊXITOS E FRACASSOS NA POLÍTICA

Uma assuada tremenda do povo de Peniche espera a caravela que traz António Vieira a Portugal. Tem 33 anos quando regressa à terra natal. É um homem razoavelmente alto, magro e pálido, flexível e nervoso, cabelo, olhos e barba escuros, fronte ampla, lábio grosso, que irradia segurança e afabilidade. Porque está de novo na metrópole, 27 anos depois de ter embarcado para o Brasil? Porque é recebido em Peniche por um autêntico motim? Esteve prestes a ser ferido pela multidão colérica. Consegue, todavia, refugiar-se na Casa da Companhia. De resto, a aportagem a Peniche foi um desvio de rota da embarcação, assaltada por uma tempestade que a obriga a afastar-se do Tejo.
António Vieira é, nesse ano, de 1641, um prestigiado jesuíta, pregador popular no Brasil, missionário apaixonado e amado pelos índios da aldeia do Espírito Santo. Disse a primeira missa em 1635, é irmão professo da sua Ordem, mestre de Teologia no Colégio de S. Salvador, lutador contra os sucessivos ataques dos holandeses às possessões portuguesas no Brasil, célebre por um sermão proferido na Baía, contra Deus, que abandonara os católicos para se pôr ao lado dos hereges neerlandeses - uma das suas mais extraordinárias orações (Sermão pela vitória das nossas armas contra a Holanda).
A 15 de Fevereiro de 1641 chega à Baía uma caravela que traz a espantosa notícia: a 1 de Dezembro do ano anterior a dinastia filipina fora apeada, D. João IV era o monarca de um Portugal restaurado. O então vice-rei do Brasil, D. Jorge de Mascarenhas, marquês de Montalvão, acolhe a informação com entusiasmo, adere ao novo rei, coloca a colónia sob a autoridade do Restaurador. Não sabe, ainda, o marquês que, em Portugal, dois dos seus filhos se posicionam contra D. João IV, passam para o lado espanhol, a sua própria mãe é aprisionada no Castelo de Arraiolos. Um outro filho do vice-rei está no Brasil, ao lado do pai. Conhecida a adesão em todo o território ao novo regime, o marquês decide enviar a Lisboa esse filho para garantir ao rei a fidelidade. A comitiva de D. Fernando Mascarenhas é constituída pelos dois jesuítas mais considerados: Simão de Vasconcelos e António Vieira.
Quando a caravela, desconjuntada pelo temporal, arriba a Peniche, a população apenas sabe que nela viaja um filho do vice-rei. Tomando-o como conivente com os irmãos recebe-o em tumulto e só a autoridade do conde de Atouguia, comandante da praça e um dos conjurados de 1640, evita que D. Fernando e os dois jesuítas sejam linchados pela turba enfurecida.
Dois dias depois, António Vieira está em Lisboa.
Por essa altura, a actividade diplomática de Portugal no exterior não cessa. D. João IV envia embaixadores pela Europa para obter reconhecimento e apoios na guerra que trava contra os espanhóis.
Vieira que, a pouco a pouco, se torna íntimo do rei, francamente cativado pela personalidade do jesuíta, profere alguns sermões que lhe granjeiam em Lisboa a mesma fama que alcançara no Brasil.
Em 1642, D. João IV alarmado pelas enormes despesas da guerra, decide lançar novos impostos. Levanta-se enorme querela: as classes populares exigem que a nobreza e o clero contribuam em igual proporção. A discussão era acalorada e o problema parecia não se resolver. Lembra-se o rei da capacidade oratória de Vieira. Convida-o a proferir um sermão em que o padre abordasse a questão dos tributos. António profere uma notável prédica, um dos sermões de Santo António, na Igreja das Chagas de Lisboa. Nele desenvolve uma brilhante teoria sobre os impostos e apazigua o conflito.
Desse momento em diante, o filho de Cristóvão Ravasco estará por detrás das decisões reais. A sua vasta cultura permite-lhe opinar sobre tudo.
Andava a guerra com Espanha por maus caminhos, envolta em contradições estratégicas. Aí temos António Vieira, a rogo do rei, a emitir um parecer puramente militar: a doutrina sensata para conduzir as operações devia ser a guerra defensiva "porque primeiro se deve assegurar a conservação do próprio, e depois, se for conveniente, se poderá conquistar o alheio". Para ele uma guerra ofensiva seria desastrosa. Assim se fez e talvez se deva a este conselho a vitória nas hostilidades.
Vieira quer repor Portugal na sua antiga grandeza. O rei nomeia-o pregador régio. O jesuíta torna-se o seu homem de confiança.
Não tardará muito que o padre gize para Portugal um plano de recuperação económica. Era urgente o desenvolvimento do comércio. Há que isentar de impostos os bens móveis dos comerciantes; há que fundar um banco comercial e duas companhias comerciais, tal como já tinham feito os holandeses; há que abrir o comércio às nações neutrais ou amigas; há que agraciar os comerciantes com títulos de nobreza, entre outras medidas, avançadas para o tempo português.
Mas a principal proposta, que lhe vai valer ódios, era a de se abolirem as distinções entre cristãos velhos e cristãos novos e de atraírem a Portugal os capitais dos judeus fugidos do país. Para tal, teria de se reformar a Inquisição.
Esta teoria mercantilista de instalação de um sistema económico baseado na burguesia capitalista agrada ao rei. Mas é combatida pela nobreza, receosa da perda de privilégios e pelas duas ordens religiosas mais importantes. Os dominicanos jamais aceitariam a aproximação aos hebreus - perderiam as suas principais vítimas nas prisões inquisitoriais.
Os próprios jesuítas vão opor-se a Vieira. Primeiro porque ele obtivera, por si só, o valimento do rei, sem nisso envolver a congregação; depois porque as teorias do padre, a serem confirmadas pelos seus confrades, concitariam o furor da Inquisição contra a ordem de Inácio de Loyola. Ordenam-lhe, em 1644, que regresse ao Brasil. O rei impede que a ordem se cumpra. Ameaçam-no com a expulsão, o que seria colocá-lo nas mãos do Santo Ofício. De novo, o rei se opõe e oferece a Vieira um bispado. Recusa-o. Ele é, diz, um humilde membro da Companhia de Jesus e assim quer morrer. Por um momento, para não desagradar ao monarca a Companhia suspende a expulsão.
A Inquisição, porém, vai segui-lo, obstinadamente, até o apanhar.
António Vieira continuará a defender os cristãos novos, no púlpito, em memoriais que entrega ao rei. O seu plano económico teve de ser minimizado: apenas se constituiu a Companhia de Comércio do Brasil.
Em 1646, D. João IV envia-o, secretamente, a França e à Holanda. O apoio dos gauleses na guerra com a Espanha era insuficiente e o da Holanda, pérfido. De facto, no Brasil, os holandeses continuavam os ataques para ocuparem as posições portuguesas. São más as notícias que Vieira traz: em França governa o cardeal Mazarino cuja visão tímida atrasa os auxílios, com receio de Castela; na Holanda, o apoio joga-se a troco de cedências no Brasil, sobretudo Pernambuco. Vieira contacta os riquíssimos comerciantes judeus, descendentes dos que D. Manuel expulsara. Mostram-se interessados no investimento comercial. Mas em Portugal a Inquisição mantém a perseguição aos cristãos novos, com redobrado furor. Entretanto, em Vestefália a Holanda e Castela assinam um tratado de paz.
António Vieira regressa a Portugal em 1648, depois de declinar a nomeação para embaixador na Haia. Comete, logo a seguir, um grande erro. Num documento que apresentou ao rei, elaborado de forma tão bem deduzida e argumentada que ficou conhecido como papel forte, propõe que Portugal compre Pernambuco aos holandeses. O jesuíta, que tão bem conhecia o Brasil, os colonos e os nativos, não acreditou na sua capacidade de resistência aos invasores, o que veio a acontecer.
O estado da guerra com Castela atinge um ponto crítico. As armas portuguesas estão debilitadas. Receia-se uma invasão maciça pelo Alentejo. Teme-se o colapso do exército português. Mais uma vez, D. João IV recorre a Vieira. Só uma acção diplomática poderá pôr termo à contenda.
É então que o jesuíta, fértil de imaginação, vai engendrar um plano mirabolante.

O QUINTO IMPÉRIO

Há muito António Vieira escreve em segredo um livro sobre o V Império, inspirado pelas profecias bíblicas, mas em que o Bandarra se integra, tal o apreço em que Vieira o tem. O velho sonho: dar a Portugal a sua grandeza antiga.
Estudando profundamente as Escrituras e todos os Santos que falam do imperador que Jesus prometera à Igreja, o jesuíta está firmemente convencido que o V Império só pode ser português (os anteriores tinham sido o dos assírios, o dos persas, o dos gregos e o dos romanos).
Baseado nas palavras de Jesus ao rei Afonso Henriques na batalha de Ourique (na época, uma verdade incontestada), "quero em ti e na tua geração criar um império para mim", António Vieira crê que o rei escolhido é o Encoberto, até aí D. Sebastião. Perdida essa esperança, o pregador interpreta a linguagem vaga e esotérica das profecias para concluir que esse rei é agora D. João IV. O Quinto Império seria de ordem temporal e espiritual. Em ambos os campos, Portugal seria o guia para que se extirpassem as seitas infiéis, se reformasse a cristandade, se estabelecesse a paz em todo o mundo, através de um Sumo Pontífice santíssimo.
Esta construção ideal de António Vieira, prodígio imaginativo e delirante, começaria a tornar-se realidade se o príncipe herdeiro português casasse com a herdeira do trono castelhano. Iniciar-se-ia o Império, com Castela e Portugal sob o mesmo rei. Com novas e confusas efabulações António Vieira transfere o Encoberto para o príncipe D. Teodósio.
O rei é seduzido pelo plano. Envia Vieira a Roma para os primeiros contactos com o embaixador espanhol na cidade papal. Mas o diplomata não rejubila com a proposta. Vê nela um ardil que desconhece.
O Conde-duque de Olivares que governa Espanha fica, igualmente de pé atrás. Sabe que Vieira, nos anos anteriores andara por França e Holanda a intrigar contra os castelhanos. A sua visão curta não detecta o ponto fraco do plano português: obviamente, a aliança colocaria Portugal na dependência de Espanha, tal a diferença de poderio entre as duas nações. Pensa que a proposta revela a fraqueza das armas portuguesas e decide usar a força para derrubar D. João IV. Saiu-se mal, como o provou a História.
Mas Vieira levava uma missão sigilosa: apoiar os napolitanos, então sob o domínio de Castela, na sua revolta. O embaixador espanhol descobre a intenção e manda matar o jesuíta que escapa à morte por ter sido avisado a tempo. O plano falhava totalmente. Regressa a Portugal em 1649 - o ano em que o padre jesuíta Martim Leitão o denuncia à Inquisição, pela primeira vez.
Em Lisboa, os muitos inimigos de Vieira conspiram contra ele junto do rei já desagradado com a falta de previsão no caso de Pernambuco e agora com o malogro do casamento. Aparentemente, porém, as relações entre D. João IV e Vieira mantém-se inalteráveis. Até que, em Novembro de 1651, D. Teodósio, de quem o padre era preceptor, resolve, sem conhecimento nem autorização do pai, fazer uma incursão pelo Alentejo para tomar contacto com a guerra que ali se encarniça. Atribui-se a Vieira a instigação de tal atitude. E D. João IV afasta-o, delicadamente, do seu convívio.
É o momento que a Companhia de Jesus espera: em Novembro de 1652 ordena-lhe que regresse ao Brasil, como missionário no Maranhão.
Desta vez, o rei nada faz para contrariar a sua partida.

EM LUTA CONTRA OS COLONOS

As tempestades e os ataques dos corsários, mais uma vez, tornam a viagem de Vieira, um calvário. Mas dor maior é a que leva - perdeu a estima do rei, fracassou em algumas das suas iniciativas políticas, aumentou o número de inimigos, tanto na Igreja como na Corte. Tudo o que fizera tinha o prestígio e o desenvolvimento de Portugal como meta. Homem de invulgar inteligência, cometeu um grave erro: supôs que os outros eram dotados de igual inteligência e o compreenderiam. Por um lado, vai destroçado, por outro, invade-o grande alegria: retorna à sua vocação de missionário. À medida que se aproxima da ilha de Maranhão a sua alma renova-se. Tem à vista as paisagens amadas da juventude, o luxuriante Brasil. O desterro é, a pouco e pouco, esquecido.
Mas, breves dias depois, dá conta do caos moral das gentes de Maranhão, sobretudo dos brancos, apenas preocupados com enriquecimento sem regras, dissolutos, impiedosos. Os índios vivem na maior das misérias e à mercê dos colonos. Logo nos primeiros sermões ataca violentamente a licenciosidade dos costumes e o odioso regime da escravatura que, lá de longe, denuncia ao rei. Tenta incursões no interior, as entradas no sertão, para proteger os indígenas e os negros que começam a vir de África. Consegue apenas a animosidade e o ódio das autoridades oficiais e dos colonos. De nada adiantam os relatórios para Lisboa narrando os crimes que presencia. Mas, com a energia de ferro que sempre caracterizou o seu corpo frágil e enfermiço, desenvolve uma enorme actividade procurando minorar o sofrimento dos mais infelizes, visita os presos, funda um hospital, reparte a sua alimentação, catequiza, fulmina o vício e a luxúria. Escreve, escreve sempre. Tem pronto a terminar um livro, Esperanças de Portugal que envia ao seu amigo André Fernandes, bispo do Japão. Nesse texto, retoma a questão do V Império, imaginando, reformulando, adaptando as profecias.
Embora a Companhia, ali no Brasil, o apoie, pouco pode contra os interesses instalados. O feudalismo rural, fundamento da estrutura económica do Brasil, estava a ser solidamente implantado - e, para tal, os escravos seriam pedras basilares.
Talvez os jesuítas se não tenham apercebido o quanto de inelutável havia na caminhada económica do Brasil - os índios fugiam para o sertão, mas chegavam os negros em quantidades inenarráveis.
António Vieira concebe outra quimera, desta vez em acordo com os companheiros jesuítas: irá, de novo, a Portugal, por pouco tempo. O tempo apenas necessário para, com a sua eloquência, convencer o rei a ditar os decretos que ponham fim ao descalabro moral e social por que o Brasil enveredara.
Antes, porém, na catedral de S. Luís irá pronunciar o seu mais belo sermão, o de Santo António aos peixes - alusão parabólica ao estado das coisas na colónia.
Embarca, às escondidas das autoridades e dos brancos, a 17 de Junho de 1654. Só assoma à capital em Novembro depois da mais tormentosa das viagens: próximo dos Açores a nau sofre terrível tempestade e o jesuíta julga chegado o último dos seus dias; salvo da borrasca, o navio é assaltado pelos piratas holandeses que tudo saqueiam e deixam Vieira e os companheiros, sem roupas e bens nas praias da Graciosa.

DOIS AMIGOS QUE SE SEPARAM

O rei, muito doente, acolhe-o com carinho. O tempo de separação levara o monarca a avaliar melhor o padre. Reconhece-lhe todas as qualidades, perdoa-lhe os erros passados, pede-lhe insistentemente para que fique a seu lado.
António Vieira pode ser tudo o que intrigam, um lunático, um inquieto e ambicioso, um incapaz político. O rei sabe, todavia, que é um amigo leal, desinteressado, bondoso. E, perto da morte, não quer perder a sua companhia e conselho.
Na Corte, porém, odeiam-no. Pela amizade que o rei lhe dedica, pelos sermões duríssimos com que caustica a sociedade portuguesa, pela estranha mania de estar contra os poderosos desonestos e a favor do povo. Querem-no longe, lá no sertão, entre os selvagens.
Após alguns sermões em que, como sempre, António Vieira revela, a par da espantosa cultura, o sentido de justiça e a independência de carácter, D. João IV entrega-lhe o decreto em que os jesuítas passam a ter inteira jurisdição sobre os índios. Daí em diante, as autoridades locais jamais poderão intervir na missionarização, jamais poderão servir-se dos indígenas como escravos. Era o que Vieira pretendia. O rei designa André Vidal para governador do Pará e do Maranhão. André Vidal é um herói da vitória portuguesa sobre os holandeses, amigo de Vieira, sensível aos problemas dos índios e dos negros.
E, como prometera, em Maio de 1655 eis o pregador de novo no Maranhão, portador das melhores notícias. Recusa o convite do rei para ficar. Para sempre, os dois amigos separam-se. D. João IV morre no ano seguinte.

O TEMPO FELIZ E A EXPULSÃO

É prodigiosa a acção de Vieira e dos jesuítas até 1661. Visitador e superior de todas as missões, o padre está em permanente viagem pelo interior do Brasil. Foi o tempo, como ele diz, mais feliz da sua vida. Será também, no termo, o período mais difícil e perigoso. A evangelização dos índios e a sua protecção ocupam-no completamente - quase, porque algumas horas lhe sobram para iniciar a publicação dos seus sermões, agora por sugestão da própria Companhia de Jesus.
Os rancores dos colonos e roceiros dirigem-se contra os jesuítas, entre os quais Vieira é o mais combativo e enérgico. Um novo governador, nomeado após a morte do rei, vem substituir André Vidal. Com ele as relações pioram. O padre agrava o conflito. Perante a enorme massa de negros e negras que desembarcam na Baía para serem submetidos à escravidão, Vieira não se cala. Durante um mês prega todos os dias (são os sermões conhecidos como Rosa Mística, do Rosário) abordando o tema da escravatura.
Os jesuítas são acusados de obstar ao desenvolvimento económico do Brasil. Os ódios atingem o auge. Em Maio de 1661, os colonos do Maranhão assaltam a Companhia de Jesus e, logo a seguir, acontece o mesmo com a casa dos membros da Ordem em Belém. É aí que, no momento, está António Vieira. Entre insultos e agressões os jesuítas são aprisionados em várias embarcações, reduzidos à miséria e à fome.
Os amotinados decidem expulsá-los do território brasileiro. Em Setembro de 1661, todos os religiosos, incluindo Vieira, são postos na nau Sacramento e enviados para Lisboa.
Quando desembarca, o padre vem descalço, esfarrapado, doente. Ainda não sabe que na Inquisição entrara a segunda denúncia contra si.

CONDENADO AO SILÊNCIO

Os acontecimentos na capital portuguesa sucedem-se vertiginosamente. D. Luísa de Gusmão, a viúva de D. João IV, assume a regência e a tutela dos filhos menores, D. Afonso VI e o príncipe D. Pedro. Acolhe António Vieira com amizade e admiração. Reintegra-o na sua função de pregador régio. Mas na Corte fervilham as intrigas, o jesuíta é pessoa indesejada.
Em torno de Afonso VI reúne-se uma camarilha de jovens delinquentes, chefiados por António Conti, um italiano que estimula a vida devassa do futuro rei. Por outro lado, o Conde de Castelo Melhor tenta dominar Afonso VI e orientá-lo politicamente.
Vieira defende-se vigorosamente das acusações que emissários vindos do Brasil formulam contra os jesuítas. Luísa de Gusmão apoia o padre. Substitui o governador do Pará e do Maranhão. As notícias que chegam dão conta da nova situação dos índios: organizam-se autênticas caçadas para os transformar em escravos.
A guerra com Espanha prossegue. Algumas vitórias do exército português são as únicas notícias felizes da época.
Vieira, conselheiro da rainha, talvez a contragosto, reentra na política. É ele quem a convence a expulsar do país a turba que rodeia D. Afonso. Presos, são degradados para o Brasil. Mas o Conde de Castelo Melhor e outros nobres retaliam e obrigam D. Luísa de Gusmão a ceder a governação efectiva do reino ao príncipe herdeiro.
Vieira é imediatamente desterrado para o Porto. Está, agora, nas mãos da Inquisição que já pode pronunciá-lo. Do Porto enviam-no para o Colégio da Companhia em Coimbra, negando-lhe a possibilidade de regresso ao Brasil. A 1 de Outubro de 1663 o Santo Ofício manda-o recolher aos seus cárceres de custódia. Novas denúncias tinham dado entrada na Inquisição.
O jesuíta adoece gravemente. Havia uma peste em Coimbra. Crê-se que ficou tuberculoso. Cospe sangue vermelho, fazem-lhe sucessivas sangrias. No cárcere escreve a História do Futuro e consegue humorizar, em carta a D. Rodrigo de Meneses: "eu passo como permite o rigor do tempo, escarrando vermelho, que não é boa tinta para quem está com a pena na mão". Vai sendo implacavelmente interrogado pelo tribunal.
Entretanto, sucediam-se as vitórias na guerra com Castela, a mais importante a de Montes Claros. Afonso VI casa com Maria Francisca de Sabóia. O casamento não se consuma. D. Luísa de Gusmão morre em 1666.
A Inquisição levanta as acusações a Vieira: é culpado da defesa calorosa que fez dos cristãos novos, dos contactos que manteve na Holanda com judeus e calvinistas, de propugnar estranhas e heréticas teorias sobre um tal V Império. Vieira defende-se, embora admitindo algumas imputações, a que não dá, porém, qualquer importância quanto a atentado contra a fé católica.
D. Afonso VI é encarcerado em Sintra. O irmão, D. Pedro, é o novo regente.
A 23 de Dezembro de 1667, o tribunal do Santo Ofício dita a sentença condenatória do padre António Vieira: "é privado para sempre de voz activa e passiva e do poder de pregar, e recluso no Colégio ou Casa de sua religião, que o Santo Ofício lhe ordenar, e de onde, sem ordem sua, não sairá". Não o autorizam a ir para o estrangeiro para que não possa atacar a Inquisição. Em 1660 frei Nuno Vieira já antecipara esta sentença na frase que proferira: "é preciso mandá-lo recolher e sepultá-lo para sempre".
Permitem-lhe apenas que se instale no Noviciado da Ordem em Lisboa.
Em Março de 1668 fazem-se as pazes com Castela, derrotada pelas armas. D. Pedro casara com a que fora sua cunhada, após a anulação do matrimónio com D. Afonso VI.
A 12 de Junho de 1668 Vieira é libertado. Está, todavia, proibido de nos seus sermões tratar de assuntos relacionados com cristãos novos, profecias, V Império, Inquisição. Dez dias depois prega na Capela Real um sermão comemorativo do aniversário de Maria Francisca de Sabóia.
Já não é tão bem recebido na Corte. D. Pedro pende mais para os dominicanos. Não precisa de António Vieira.
Os superiores da sua Ordem enviam-no a Roma com a incumbência de promover a canonização de 40 jesuítas presos nas Canárias e martirizados pelos protestantes em 1570. Mas Vieira vai, também, por outro motivo: quer, na Santa Sé, obter a anulação total da sentença condenatória do Santo Ofício. Foi humilhado e injustiçado. Está de novo em luta. Luta que vai vencer.
Em Setembro de 1669 embarca para Roma. Demora dois meses a chegar. Novamente a viagem foi terrível, com dois naufrágios que o levaram a parar em Alicante e Marselha.

VITÓRIA SOBRE A INQUISIÇÃO

A personalidade de Vieira, a sua energia, a sua exuberância, rapidamente conquistam a cidade italiana. Por toda a parte é recebido com admiração, carinho e respeito - a prova aí está: Cristina da Suécia convida-o para pregador (mais tarde quererá que ele seja seu confessor, convite que Vieira também vai recusar, o Brasil é o seu objectivo).
Aflige-se, na correspondência privada, com o estado de Portugal. Apesar da estrondosa vitória sobre Castela, o país não progride, não é capaz de voltar à "grandeza antiga". Previa - e acertava - que, dentro em pouco, a Inglaterra e a França ir-se-iam aproveitar da fraqueza do reino para se apossaram do melhor que Portugal ainda teria no Oriente.
Desobedecendo ao que lhe impusera a Inquisição, em Roma volta a tomar posição a favor dos cristãos novos e dos judeus em quem confia para o ressurgimento do país. E pior: ataca a própria Inquisição em cartas para os amigos (bons amigos, que não o denunciaram).
Desdobra-se em vários contactos para, na Sé apostólica, pôr em cheque os métodos inquisitoriais e envia ao Papa um memorial acerca do assunto. O farisaísmo do Santo Ofício. ("por aqui se diz que em Portugal é melhor ser inquisidor do que rei", escreve) cria uma péssima reputação a Portugal. Mas D. Pedro II está dominado pelos dominicanos do tribunal e receia-os. O Papa, porém, mostra-se receptivo. O processo de Vieira é reanalisado. Os revisores espantam-se. Como foi possível condenar quem deveria ser louvado? Terá dito Vieira: "ouviu-me quem me não entendeu e sentenciou-me quem me não ouviu".
Até que o Papa, num breve, isenta o padre António Vieira "perpetuamente da jurisdição inquisitorial". Poderia pregar sobre o que quisesse e apenas estava sujeito às regras da sua Ordem. O Pontífice vai mais longe: Suspende os autos-de-fé em Portugal (suspensão que foi curta).
Durante os anos de vida em Roma o padre alcança enorme prestígio. Aprende italiano para poder pregar nessa língua. Os sermões que pronuncia em terras transalpinas são de uma excepcional qualidade literária, espiritual e filosófica. A tal ponto que o Colégio dos Cardeais lhe pede para que pregue na sua presença.
A 22 de Maio sai de Roma, a caminho de Portugal. Vencera a partida com o Santo Ofício. A partir do breve papal a Inquisição não poderá tocar-lhe.
A sua saúde que, desde a meninice, é frágil, agrava-se. Com permanentes acessos de febre, olhado indiferentemente pela corte do regente D. Pedro, Vieira parte em busca de melhor clima, o do Brasil, em Janeiro de 1681.
Aproveitara o tempo em Lisboa para compilar e ultimar os Sermões, cujo primeiro volume sai em 1679.

O FIM AOS 90 ANOS

A sua vida está na recta final. Tem 74 anos. Vive na Baía.
O Papa Inocêncio XI revoga o breve do seu antecessor. Em Portugal, a Inquisição levanta contra ele toda a espécie de calúnias. O velho jesuíta pode cair, de novo, na sua alçada. No pátio da Universidade de Coimbra queimam-no em efígie com sanha insensata.
No Brasil, atacam-no através de acusações ao irmão Bernardo, então secretário de estado da Baía - opusera-se este às arbitrariedades do novo governador. Vieira intercede em defesa do familiar, é insultado e expulso violentamente do palácio do governador. A fibra de Vieira não esmorecerá e três anos depois o irmão é inocentado.
Aos 80 anos, doente, enfraquecido pelas constantes sangrias a que é submetido, o Geral da Companhia nomeia-o Visitador Geral do Brasil.
Aí está de novo o estóico padre " na estrada" e nas montanhas, a pé pelas serranias e selvas na sua tarefa de evangelização. Mas, em Maio de 1691, as forças abandonam-no e resigna ao cargo.
A debilidade, a falta de dentes, a surdez, mais tarde a perda de visão impedem-no de pregar. Pode, finalmente, morrer em paz, pensa. Não.
Ainda vai ser incriminado por, na Baía, ter tentado influenciar a votação do procurador da Ordem e por se opor a nova legislação dos índios, uma vez mais contra estes. Retiram-lhe a voz activa e passiva. Insurge-se. Apela ao Geral da Companhia, em Roma, pedindo-lhe que reveja o seu processo.
Vai ganhar mais esta batalha. A 17 de Dezembro de 1697 o Geral dos Jesuítas declara nula e sem valor a resolução que o privara de voz.
Mas António Vieira já não está entre os vivos. A 18 de Julho daquele ano, pela uma da madrugada, morre o que foi e é o maior prosador da língua portuguesa, aquele que, um dia, dissera, desalentado: "não me temo de Castela, temo-me desta canalha".

«Cronologia de Vieira» - Universidade de Aveiro

Para uma organização do conhecimento sobre o padre António Vieira, contribui-se aqui com uma cronologia de dados referentes à sua vida e obra. E, para melhor contextualizar a sua vida e obra, procura-se desenvolver também outros dados do seu tempo. Apesar de Vieira ter vivido no século 17, a repercussão da sua vida e obra foi-se prolongando até hoje e, por isso, são também referidos factos que lhe dizem respeito mesmo para lá do seu tempo.

1608: António Vieira nasce em Lisboa a 6 de Fevereiro, uma segunda-feira, na Rua dos Cónegos (perto da Sé), primogénito de quatro filhos de Cristóvão Vieira Revasco (de origem alentejana, escrivão) e de Maria de Azevedo (lisboeta). A avó paterna era negra. Foi seu padrinho de baptismo D. Fernão Teles de Menezes, conde de Unhão.

1609 (1 ano): O pai emigra para Salvador da Bahia para exercer o cargo de escrivão no Tribunal da Relação. António Vieira vive com a mãe na rua de Nossa Senhora dos Mártires; com ela aprendeu a ler e escrever.

1615/16 (7/8 anos): António Vieira vai com a mãe para Salvador da Bahia, onde o pai já trabalhava. Na viagem o navio sofreu uma violenta tempestade, encalhou nos baixos da Paraíba (a 20 de janeiro) e quase se perdeu.

1623 (15 anos): Entra no Colégio dos Jesuítas em Salvador da Bahia como noviço; é enviado por alguns meses para a missão da aldeia de São João.

1624 (16 anos): Em maio a esquadra holandesa de Jacob Willekens ataca e ocupa Salvador, Vieira refugia-se com os seus companheiros, os padres e o bispo da diocese nas aldeia de Espírito Santo (hoje vila de Abrantes), a cerca de 35 km da cidade ocupada, onde se dedica à sua primeira missão catequética e estuda as línguas nativas. É encarregado de redigir o relatório anual da província (jesuítica), a Charta Annua, destinado ao Superior-geral: o relatório abrange dois anos e foi terminado em setembro de 1626.

1625 (17 anos): António Vieira acaba os dois anos de noviciado e faz os primeiros votos.

1626 (18 anos): Vieira é enviado para o Colégio de Olinda (Pernambuco), onde ensina Retórica, como Mestre de Humanidades, durante pelo menos dois anos (ele dirá 3 aos inquisidores), regressando a Salvador. Terá escrito comentários sobre Séneca e Ovídio, textos que se perderam.

1633 (25 anos): Primeiros sermões pregados em Salvador, dois anos antes de ser ordenado padre: Sermão do Quarto Domingo da Quaresma, na igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, Sermão XIV do Rosário, à irmandade dos escravos de um engenho e Sermão do Nascimento do Menino Deus, na igreja do Colégio.

1635 (27 anos): É ordenado padre em Salvador da Bahia, capital da colónia do Brasil. Celebra a primeira missa a 13 de dezembro, dia da Santa Luzia.

1638 (30 anos): Vieira é nomeado professor de Teologia no Colégio de Salvador. Terá escrito alguns comentários teológicos sobre passagens da Escritura, textos perdidos.

1640 (32 anos): Mais um ataque marítimo dos holandeses à Bahia, opondo a armada de Nassau à do Conde da Torre. Sermão Pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as da Holanda, na igreja de Nossa Senhora da Ajuda, em maio. Restauração da Monarquia portuguesa em dezembro. Aclamação de D. João IV a 15 de dezembro.

1641 (33 anos): Vieira vem a Lisboa com o padre Simão de Vasconcelos para acompanhar D. Fernando de Mascarenhas, filho do então Vice-rei D. Jorge de Mascarenhas, marquês de Montalvão, para jurar obediência ao novo rei de Portugal, D. João IV. A viagem inicia-se a 27 de Fevereiro e termina em Peniche de maneira complicada, a 25 de abril, devido ao mau tempo, e à hostilidade contra o filho do Marquês, dado que a mãe aderira à causa castelhana. Vieira encontra-se com o rei D. João IV a 30 de abril.

1642 (34 anos): Prega o primeiro sermão na Capela Real, em Lisboa, o Sermão do Ano Bom no primeiro dia do ano. A 14 de setembro prega o Sermão de Santo António na Igreja das Chagas, onde apela à colaboração de todos os portugueses para o esforço de guerra, na véspera da reunião das Cortes (nobreza e clero estavam isentos de impostos, que se aplicavam aos comerciantes e ao povo).

1643 (35 anos): Documento apresentado ao rei D. João IV sobre o “miserável estado do reino e a necessidade que tinha de admitir os judeus mercadores”. Sugere ainda ao rei a criação de uma Companhia de Comércio e o cultivo de drogas e especiarias da Índia no Brasil.

1644 (36 anos): D. João IV solicita ao provincial dos jesuítas o destacamento do Padre António Vieira para missões relevantes de interesse da Corte. É nomeado pregador régio e mestre do príncipe D. Teodósio. Prega o Sermão de São Roque, na capela da casa dos jesuítas de São Roque, onde propõe a criação de duas Companhias de Comércio, uma para o comércio da Índia, outra para o do Brasil.

1645 (37 anos): Prega na capela real o Sermão do Mandato.

1646 (38 anos): Faz os votos solenes na casa de São Roque (segundo o Padre Serafim Leite, mas segundo o Padre João Lúcio de Azevedo terá sido em 1644). Primeira missão diplomática do Padre António Vieira a França para tratar de um possível casamento de D. Teodósio, filho do rei português e à Holanda para tentar a paz com os holandeses. Itinerário: Lisboa – La Rochelle – Orléans – Paris – Rouen – Calais – Roterdão – Haia. Missão sem sucesso. O Sermão do Ano Bom de 1642 é publicado em flamengo. No regresso a Lisboa envia ao rei uma Proposta a favor da Gente da Nação (judaica).

1647 (39 anos): Segunda missão diplomática de Vieira a França e Holanda. Itinerário: Lisboa – Le Havre (Dover e Londres, preso por corsários) – Paris – Rouen – Calais – Haia. Missão complicada e de sucesso relativo. Redige um Parecer sobre a compra de Pernambuco aos holandeses. Com o apoio de judeus holandeses de origem portuguesa compra a fragata “Fortuna” com mantimentos e munições.

1648 (40 anos): De regresso a Lisboa em outubro de 1648, Vieira entrega ao rei um Papel a favor da entrega de Pernambuco aos holandeses, que o rei chamou de Papel Forte. Redige a Carta ao Marquês de Niza dando conta do seu plano para combater os espanhóis nas conquistas da América do Sul.

1649 (41 anos): Por instigação do Padre António Vieira é criada a Companhia Geral do Comércio do Brasil, com o monopólio do comércio do bacalhau, azeite, vinho e trigo. Pressões para que Vieira abandone a Companhia de Jesus. O rei defende-o. Primeiras denúncias à Inquisição. Começa a redigir a História do Futuro.

1650 (42 anos): Primeira missão diplomática de Vieira a Itália (Roma) para assuntos do Estado: propor o casamento de D. Teodósio com D. Maria Teresa de Áustria, filha do rei espanhol, e incentivar os revoltosos napolitanos contra o rei de Espanha. Lisboa – Barcelona – Liorne – Roma. Viagem falhada, que terminou com ameaças de morte. Redige a Carta ao Príncipe D. Teodósio. Prega o Sermão da Primeira Dominga do Advento.

1652 (44 anos): Missão em Torres Vedras: pregou o Sermão da Segunda-feira depois do 2º Domingo da Quaresma (I-II-III, 935). Parte para o Maranhão no final do ano, como superior dos missionários jesuítas do Maranhão e Pará, passando o Natal em Cabo Verde.

1653 (45 anos): Chega ao Maranhão a 16 de janeiro. Prega o Sermão do 22º domingo depois do Pentecostes (IV-V-VI, 1157), aquando da extinção do “Estado do Maranhão”. Missões no Tocantins, Amazonas e ilha de Marajó. Primeiro grande sermão contra a escravatura, o Sermão das Tentações. Morre o príncipe herdeiro D. Teodósio (1634-1653) a 6 de Dezembro.

1654 (46 anos): Vieira viaja até Lisboa para obter do rei novas normas sobre o estatuto dos Índios nas missões do Maranhão. Antes de partir, a 13 de junho, prega o Sermão de Santo António aos Peixes. O navio é desarvorado perto dos Açores e atacado por piratas holandeses que o saqueiam, deixando os passageiros na Ilha Graciosa; de lá Vieira passa à Ilha Terceira e à de São Miguel, donde embarca para Lisboa num navio inglês.

1655 (47 anos): Prega na Capela Real da Corte o Sermão da Sexagésima e na igreja da Misericórdia o Sermão do Bom Ladrão. Regressa às missões do Maranhão (Maio) com plenos poderes para a organização dos aldeamentos de Índios.

1656 (48 anos): morre o rei D. João IV (1604-1656), sucedendo-lhe o filho D. Afonso VI (1643-1683) com 13 anos, portador de deficiência mental, pelo que sua mãe D. Luísa de Gusmão exerceu a regência de 1656 a 1662, quando foi deposta pelo filho D. Afonso VI.

1658 (50 anos): É nomeado “Visitador”.

1659 (51 anos): Carta de Vieira ao seu amigo Padre André Fernandes, bispo titular do Japão, intitulada Esperanças de Portugal, onde expõe a sua visão do Quinto Império do Mundo.

1660 (52 anos): André Fernandes é intimado a entregar o escrito no Santo Ofício, organizando-se um processo para o prender.

1661 (53 anos): Os colonos do Maranhão, juntamente com os superiores de outras ordens religiosas, conspiram contra os jesuítas que são presos e expulsos para Portugal. Vieira sofre de paludismo.

1662 (54 anos): Prega na Capela Real perante a rainha regente D. Luísa de Gusmão e o rei D. Afonso VI o Sermão da Epifania, em dia de Reis. A rainha D. Luísa de Gusmão é afastada da Corte em favor de D. Afonso VI, sendo seu ministro o Conde de Castelo Melhor. Vieira opta pela causa da oposição a D. Afonso VI, rei fraco portador de deficiência mental, e é confinado pelo seu ministro Conde de Castelo Melhor a não frequentar Lisboa e ir residir para o Porto. O Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) instaura-lhe um processo por delito de heresia. A 21 de junho é intimado a depor no Tribunal da Inquisição e redige “Resposta aos 25 capítulos” de acusação contra ele e os jesuítas do Maranhão e Grão-Pará. Passa algum tempo na Quinta de Vila Franca, por doença.

1663 (55 anos): Vieira é desterrado para Coimbra a pedido da Inquisição, com proibição de ir para o Brasil.

1664 (56 anos): Vieira é condenado à prisão pela Inquisição.

1665 (57 anos): Vieira, até então confinado em prisão domiciliar no colégio de Coimbra, é encarcerado, em regime de prisão preventiva, nos cárceres da Inquisição por ordem do Tribunal do Santo Ofício, até ao fim do processo.

1666 (58 anos): Entrega a sua “Defesa” no Tribunal do Santo Ofício.

1667 (59 anos): Vieira é sentenciado pelo Tribunal a residência fixa em casas da Companhia em Coimbra e depois em Lisboa, com interdição de pregar. Golpe de estado afasta D. Afonso VI , com 24 anos, entregando a regência a seu irmão D. Pedro II (1648-1706), com 19 anos. Vieira é transferido para o Mosteiro do Poderoso no Porto.

1668 (60 anos): Vieira é libertado em Junho, mediante decreto do Santo Ofício a conceder o perdão das suas penas; é transferido para o noviciado de Lisboa e assume o seu posto de Confessor do regente, assim como o direito de pregar, mas com limitações em relação às matérias de que fora acusado.

1669 (61 anos): Parte para Roma, em busca da libertação em relação às limitações que lhe tinham sido impostas, onde ficará até 1675, frequentando a cúria romana e a academia da corte da rainha Cristina da Suécia. Itinerário: Lisboa – Alicante – Marselha – Liorne – Florença – Roma. O papa Clemente IX reconhece a monarquia portuguesa e confirma a nomeação dos bispos retroativa a 1640.

1673 (65 anos): Primeiro Sermão para a rainha Cristina da Suécia (“5ª Terça-feira da Quaresma”), que o solicita como seu pregador.

1674 (66 anos): Vieira obtém do papa Clemente X a suspensão de todas as atividades do Tribunal da Inquisição em Portugal e o direito dos cristãos novos de recorrerem das decisões do dito tribunal; D. Pedro II exige o seu regresso a Portugal.

1675 (67 anos): Regressa a Lisboa, absolvido das penas passadas e isento para sempre da jurisdição da Inquisição portuguesa, evitando no entanto passar por Espanha, de cuja Inquisição não se encontrava isento. Itinerário: Florença – Liorne – Marselha – Toulouse – Bordéus – La Rochelle – Lisboa.

1678: Escreve o “Memorial feito ao Príncipe Regente D. Pedro II”.

1679 (71 anos): Publicação do primeiro volume da edição portuguesa dos seus Sermões (“editio princeps”).

1681 (73 anos): Em Janeiro embarca definitivamente para Salvador da Bahia, passando a residir na Quinta do Tanque, propriedade campestre da Companhia de Jesus nas proximidades da cidade. Devido às insistentes pressões de D. Pedro II e de bispos portugueses, o papa restabelece o tribunal do Santo Ofício. Recomeçam em Portugal as execuções (Autos da Fé); os estudantes de Coimbra queimam em efígie o Padre António Vieira, festejando o retorno da Inquisição!

1682 (74 anos): “Carta ao Marquês de Gouveia” comenta a queima da sua efígie em Coimbra. É criada a Companhia do Comércio do Maranhão, sugerida por Vieira. É publicado em Lisboa o segundo volume dos seus Sermões.

1683 (75 anos): Morre D. Afonso VI (1643-1683) na sua residência fixa do Palácio de Sintra e D. Pedro II (1648-1706) é declarado rei. Os estudantes da universidade do México prestam homenagem ao padre António Vieira e sai em Lisboa o terceiro volume dos Sermões.

1688 (80 anos): Vieira é nomeado Visitador-geral de toda a província jesuítica do Brasil, apesar de já não poder viajar; exerceu o cargo durante três anos.

1689 (81 anos): “Carta ao Conde de Ericeira”, autor de Portugal Restaurado, dando-lhe a sua interpretação das missões diplomáticas de que fora incumbido pelo rei D. João IV.

1690 (82 anos): Com os direitos de autor dos seus Sermões (“editio princeps”) financia a missão do padre João de Barros junto dos Índios Carirís na Bahia.

1691 (83 anos): Termina o cargo de Visitador-geral de toda a província jesuítica do Brasil.

1694 (86 anos): Na sequência de disputas internas sobre questões de administração regulamentar da Companhia, os padres António Vieira e Inácio Faia foram privados de voz ativa e passiva dentro da Companhia de Jesus, no mês de Maio; os dois apelaram para o Superior-geral em Roma.

1696 (88 anos): Redige o Sermão do Felicíssimo Nascimento, por ocasião do nascimento da infanta D. Teresa. Seria o último dos seus Sermões (XIII-XIV-XV, 981).

1697 (89 anos): Preparou para publicação o 12º volume dos Sermões. Ditou a sua última carta a 12 de julho. O Padre António Vieira morre em Salvador da Bahia a 18 de Julho e foi sepultado na igreja do Colégio. Em dezembro foi divulgada a decisão do Superior-geral da Companhia que dava razão à posição dos padres Vieira e Faia, anulando a decisão de maio de 94. A arca onde estavam guardados muitos dos seus manuscritos desapareceu.

1699:publicado em Lisboa o último (XII) volume dos Sermões (“editio princeps”) preparados pelo Padre António Vieira: os Sermões e discursos panegíricos dos 3 últimos volumes foram redigidos de acordo com os rascunhos e notas deixadas pelo jesuíta.

1718: Publicação da História do Futuro (Livro Anteprimeiro), 1ª edição.

1720: os seus ossos foram colocados numa urna que desapareceu; Vieira repetia em alguns dos seus sermões a frase de Cipião o Africano (236-183 ac), o vencedor do cartaginês Aníbal em Zama: Patria ingrata, non possidebis ossa mea – Pátria ingrata, não possuirás os meus ossos.

1735: Publicação das Cartas do P. António Vieyra, 1ª edição organizada pelo Conde de Ericeira e o oratoriano António Reis. (2 vol.). Lisboa Occidental: Officina da Congregação do Oratório.

1736: Publicação da primeira biografia de Vieira, Vozes Saudosas, pelo Padre André de Barros.

1746: Publicação do terceiro volume das Cartas. Publicação da Vida do Apostólico Padre António Vieira, pelo Padre André de Barros; Lisboa: Nova Oficina Sylviana.

1748: Publicação de Voz Sagrada, Suplemento às Vozes Saudosas, XV e último volume dos Sermões (“editio princeps”).

1854-55: Edição das Cartas do Padre Antonio Vieira (2ª edição) em 4 volumes. Lisboa: J.M.C. Seabra & T.Q. Antunes.

1854-58: Edição das Obras Completas, em 27 volumes; Lisboa: J.M.C. Seabra & T.Q. Antunes.

1856-57: Publicação das Obras Inéditas (3 volumes) e das Obras Várias (2 volumes).

1899: Obras Completas do Padre António Vieira. Edição comemorativa do bicentenário da sua morte. Lisboa: Tip. Minerva Central.

1907-09: Edição dos Sermões; Porto: Lello & Irmão, em 15 volumes.

1925-28: Edição das Cartas, com anotações de João Lúcio de Azevedo; Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, em 3 volumes. Reeditada em 1970 pela Imprensa Nacional.

1943-45: Edição fac-simile da 1ª edição dos Sermões: S. Paulo: Ed. Anchieta, em 16 volumes.

1951-54: Obras escolhidas, selecção e comentários de António Sérgio e Hernâni Cidade; Lisboa: Sá da Costa.

1957: Publicação da Defesa perante o Tribunal do Santo Ofício, com Introdução e notas de Hernâni Cidade; Salvador da Baía: Progresso Editora em 2 volumes. Contém o Livro Anteprimeiro e os fragmentos dos livros primeiro e segundo que tinham sido publicados por João Lúcio de Azevedo em 1918.

1957: Início da edição dos Sermões em 24 volumes; S. Paulo: Edameris.

1959: Reimpressão dos Sermões; Porto: Lello & Irmão, em 5 volumes.

1970-71: Reedição pela Imprensa Nacional das Cartas, preparada por João Lúcio de Azevedo; (Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra) em 3 volumes.

1976: Edição crítica por Joseph van den Besselaar do “Livro Anteprimeiroda História do Futuro; Münster: Aschendorffsche Verlagsbuchhandlung.

1983: Edição portuguesa do Livro anteprimeiro da HISTÓRIA do FUTURO, com Introdução e notas por José van den Besselaar. Lisboa: Biblioteca Nacional. (2ª edição da Imp. Nac.-Casa da Moeda em 1992).

1993: Reimpressão dos Sermões; Porto: Lello & Irmão, em 5 volumes.

1994: Publicação de Apologia das Coisas Profetizadas, textos constantes do processo de Vieira no Santo Ofício relativos à História do Futuro organizados e fixados por Adma Fadul Muhana; Lisboa: Cotovia.

1995: Publicação dos Autos do Processo de Vieira na Inquisição, por Adma Fadul Muhana; São Paulo: UNESP.

1997: Padre António Vieira, 1608-1697: catálogo da exposição. Lisboa: BN. 176 p. ISBN 972-565-247-9.

1999: AA.VV. Terceiro centenário da morte do Padre António Vieira: congresso internacional - Actas. 1997. 3 vols. Braga: Universidade Católica Portuguesa / Província Portuguesa da Companhia de Jesus.

1999: José Pedro Paiva. Padre António Vieira, 1608-1697: bibliografia. Lisboa: BN. 500 p. ISBN 972-565-268-1.

2000: Clavis Prophetarum. Chave dos Profetas. Livro III. Ed. bilingue em latim e português. Ed. crítica, fixação do texto, trad., notas e glossário de Arnaldo do Espírito Santo, segundo projecto iniciado com Margarida Vieira Mendes. Lisboa: BN. ISBN 972-565-281-9.

2001: Chave dos Profetas. Livro III. Tradução, notas e glossário segundo a edição crítica de Arnaldo do Espírito Santo. Lisboa: BN. ISBN 972-565-322-X.

2008: António de Abreu Freire. Diário de bordo na rota de Vieira: pelos 400 anos do nascimento do padre António Vieira, 1608-1697. Lisboa: Portugália. ISBN 978-972-9487-53-8.

2008: António de Abreu Freire. Padre António Vieira: educador, estratega, político, missionário. Lisboa: Portugália. ISBN 978-972-9487-54-5.

«Bibliografia relativa ao Padre António Vieira» - Biblioteca da Ajuda

EDIÇÕES PORTUGUESAS SÉC. XVII

Las cinco Piedras de la Honda de David en cinco Discursos Morales / predicados en Roma a la Reyna de Suecia, Christina Alexandra, en lengua Italiana, por el Reverendissimo Padre Antonio Viera, de la Compañia de Jesus ...; y traducidos en lengua Castellana por el mismo Author. — Lisboa: en la Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Su Magestad, 1695. — [16], 125, [43] p.; 4.º (21 cm.). — Pert.: B. Necessidades (CP-XXIX-123)
CP-XXIX-123; 2-V-30, n.º 1

Maria Rosa Mystica, Excellencias, Poderes, e Maravilhas do seu Rosario, compendiadas em trinta Sermoens Asceticos, & Panegyricos sobre os dous Evangelhos desta solemnidade Novo, & Antigo: [I parte] / pelo P. Antonio Vieira da Companhia de Jesu ... — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes ...: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1686. — [8], 554 [i.e. 544], 46, [2] p.; 4.º (21 cm.). — Salto de p. 116 para p. 127; p. 232 numer. 132; texto a 3 colns. — Pert.: "Rocha" (B-XXXII-8)
2-V-20; B-XXXII-2, 6 e 8

Maria Rosa Mystica Excellencias, Poderes, e Maravilhas do seu Rosario, compendiadas em trinta Sermoens Asceticos, & Panegyricos sobre os dous Evangelhos desta solenidade Novo, & Antigo: [I parte] / pelo P. Antonio Vieira da Companhia de Jesv ..., — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes ...: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1686. — [8], 178 [i.e. 544], 46, [2] p.; 4.º (21 cm.). — Salto da p. 116 para p. 127 e da p. 521 para p. 146 seguindo paginação irregular até ao Index; texto a 3 colns. — Pert.: B. Necessidades
C-X-19

Maria Rosa Mystica Excellencias, Poderes, e Maravilhas do seu Rosario, compendiadas em trinta Sermoens Asceticos, & Panegyricos sobre os dous Evangelhos desta solenidade Novo, & Antigo: [I parte] / pelo P. Antonio Vieira da Companhia de Jesv ... — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes ...: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1686. — [8], 178 [i.e. 544], 46, [2] p.; 4.º (21 cm.). — Salto de p. 116 para 127 e da 521 para p. 146; texto a duas colunas. — O exemplar C-X-17 está truncado. — Pert.: "Congreg. Ora.º Vlyssipon". (B-XXXII-10): "Da Livraria de S. Roque 1728". (B-XXXII-4): "Coll.º do Porto Liuraria publica año 1697". (B-XXXII-1): "Applicado ao Cubic.º do P.e Min.ro da Csa de S. Roque". (C-X-18)
B-XXXII-1, 4 e 10; C-X-17 e 18

Maria Rosa Mystica Excellencias, Poderes, e Maravilhas do seu Rosario compendiadas em trinta Sermoens Asceticos, e Panegyricos, sobre os dous Evangelhos desta Solenidade, Novo, & Antigo: [II parte] / pelo P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesu ... — Lisboa: na Impressão Craesbeeckiana: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1688. — [8], 518 [i.e. 520], 32, 24 p.; 4.º (21 cm.). — Duas p. inumer. entre p. 65-66 e 66-67; texto a duas colunas. — Com variantes em relação a outra edição da mesma data
2-V-21; B-XXXII-3, 7 e 11; C-X-20 e 22

Maria Rosa Mystica Excellencias, Poderes, e Maravilhas do seu Rosario compendiadas em trinta Sermoens Asceticos, e Panegyricos, sobre os dous Evangelhos desta Solenidade, Novo, & Antigo: [II parte] / pelo P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesu ... — Lisboa: na Impressão Craesbeeckiana : á custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1688. — [8], 518 [i.e. 520], 32, 24 p.; 4.º (21 cm.). — Duas p. inumer. entre p. 65-66 e 66-67; texto a duas colunas. — Com variantes em relação a outra edição da mesma data.
Pert.: "Rocha" (B-XXXII-5)
B-XXXII-5 e 9; C-X-21

Oraçam Funebre que disse o R. P. Antonio Vieira da Companhia de Iesu ... no Convento de S. Francisco de Enxobregas nas Exequias da senhora Dona Maria de Ataide. — Em Coimbra: na Impressão de Thome Carvalho ..., 1658. — [2], p. 173-194; 4.º (21 cm.). — Erros de paginação
55-VI-30, n.º 10

Oraçam funebre que disse o R. Padre Antonio Vieira ... no Conuento de S. Francisco de Enxobregas nas exequias da senhora D. Maria de Ataide. — [S.l.]: na Officina de Domingos Lopes Rosa, 1659. — [28] p.; 4.º (19 cm.). — Pert.: B. Necessidades
55-VI-15, n.º 13

Oração funebre que disse o R. Padre Antonio Vieyra ... no Convento de S. Francisco de Enxobregas no anno de 1649 nas Exequias da Senhora D. Maria de Ataide, filha dos Condes de Atouguia ... — Lisboa: na Officina de Domingos Lopes Rosa, 1650. — 38, [2] p.; 4.º (21 cm.). — Pert.: B. Necessidades
55-VI-13, n.º 12

Palavra de Deos empenhada, e desempenhada: empenhada no Sermam das Exequias da Rainha N. S. Dona Maria Francisca Isabel de Saboya: desempenhada no Sermam de acçam de Graças pelo nascimento do Principe D. João Primogenito de S. S. Magestades ... / prègou ... o P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ... o primeyro na Igreja da Misericordia da Bahia, em 11 de Setembro, anno de 1684 o segundo na Cathedral da mesma Cidade, em 16 de Dezembro, anno de 1688. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de S. Magestade, 1690. — [16], 260 p.; 4.º (22 cm.). — p. 253 numer. 153. — Contém: Carta do P. António Vieira para o P. Leopoldo Fuess, Confessor da Rainha. — Pert.: B. Necessidades
2-V-24

Palavra de Deos empenhada e desempenhada: empenhada no Sermam das Exequias da Rainha N. S. Dona Maria Francisca Isabel de Saboya: desempenhada no Sermam de acçam de Graças pelo nascimento do Principe D. João Primogenito de S. S. Magestades ... / prègou ... o P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ... o primeyro na Igreja da Misericordia da Bahia, em 11 de Setembro, anno de 1684 o segundo na Cathedral da mesma Cidade, em 16 de Dezembro, anno de 1688. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de S. Magestade, 1690. — [16], 260 p.; 4.º (22 cm.). — p.216 numer. 116. — Contém: Carta do P. António Vieira ... — Pert.: "Da Livraria do Carmo de Lx.ª" (E-II-23): "Rocha" (E-II-26)
E-II-23, 25 e 26

Palavra de Deos empenhada, e desempenhada: empenhada no Sermam das Exequias da Rainha N. S. Dona Maria Francisco Isabel de Saboya: desempenhada no Sermam de acçam de Graças pelo nascimento do Principe D. João Primogenito de Suas Magestades ... / prègou ... o P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ... o primeiro na Igreja da Misericordia da Bahia, em 11 de Setembro, anno de 1684 o segundo na Cathedral da mesma Cidade, em 16 de Dezembro, anno de 1688. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade, 1690. — [16], 296 p.; 4.º (21 cm.). — p. 75 com o 7 invertido. — Contém: Carta do P. António Vieira para o P. Leopoldo Fuess, confessor da rainha.
2-V-30, n.º 2

Palavra de Deos empenhada, e desempenhada: empenhada no Sermam das Exequias da Rainha N. S. Dona Maria Francisco Isabel de Saboya: desempenhada no Sermam de acçam de Graças pelo nascimento do Principe D. João Primogenito de Suas Magestades ... / prègou ... o P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ... o primeiro na Igreja da Misericordia da Bahia, em 11 de Setembro, anno de 1684 o segundo na Cathedral da mesma Cidade, em 16 de Dezembro, anno de 1688. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade, 1690. — [16], 296 p.; 4.º (21 cm.). — p. 75 com o 7 invertido e p. 175 e 268 numer. 17 e 168. — Contém: Carta do P. António Vieira... — Pert.: "Da Livraria de S. Roque. 1728"
E-II-24

Sermam das Chagas de S. Francisco que pregou o R. P. Antonio Vieira da Companhia de Iesus, Prégador de S. Alteza, no Octauario da mesma festa, & na Igreja da mesma Inuocaçam em Roma / traduzido de Italiano em Portuguez por Ioam de Mesquita Arroyo. — Em Lisboa: a custa de Miguel Manescal, Liureiro de S. Alteza, 1663. — 23, [1 br.] p.; 4.º (20 cm.). — Contém: Abbatis Martini Mesquitae ad Panegyricum in Stigmatibus Sancti Francisi ...: carmen. — Pert.: B. Necessidades (55-VI-23, n.º 13)
49-I-83, n.º 8; 55-VI-23, n.º 13

Sermam de S. Ioam Baptista na Profissam da Senhora Madre Soror Maria da Cruz ... religiosa de Sam Francisco no Mosteiro de Nossa Senhora da Quietação das Framengas em Alcantara / pregono o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesu ... — Em Lisboa: na Officina de Domingos Lopes Rosa, 1644. — [32] p.; 4.º (20 cm.). — Pert.: B. Necessidades
55-VI-25, n.º 23
Sermam do esposo da May de Deos S. S. Ioseph no dia dos annos del Rey nosso Senhor Dom Ioam IV ... / pregou o na Capella Real o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesu ... — Em Lisboa: por Domingos Lopes Rosa, 1644. — [28] p.; 4.º (21 cm.). — Notas ms.
55-VI-31, n.º 9

Sermam do esposo da Mãy de Deos S. Ioseph no dia dos annos do Senhol Rey Dom Ioam o IV da gloriosa memoria / préga o na Capella Real o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesu ... — Em Lisboa: na Impressam Real por Antonio Craesbeeck de Mello, 1673. — [26] p.; 4.º (20 cm.)
49-I-83, n.º 4; 154-I-4, n.º 40

Sermam do esposo da May de Deos S. Joseph no dia dos annos Del Rey ... D. Joam IV ... / prégou o na Capella Real o R. Padre Antonio Viejra ... — Em Evora: na Officina desta Universidade, 1659. — [24] p.; 19 cm. — Pert.: B. Necessidades
55-VI-22, n.º 16

Sermam gratulatorio, e panegyrico, que pregou o Padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesu, Pregador de Sua Magestade, na menhãa de dia de Reys, sendo presente com toda a Corte o Principe nosso Senhor ao Te Deum que se cantou na Capella Real, em Acçam de Graças pello felice Nacimento da Princeza Primogenita, de que Deos fez mercè a estes Reynos, na madrugada do mesmo dia, deste Anno MDCLXIX. — Em Evora: na Officina da Universidade, 1669. — 24 p.; 4.º (20 cm.). — Dedicado à Rainha N. S. — Armas de Portugal. — Pert.: B. Necessidades (55-VI-22, n.º 18)
49-I-83, n.º 3; 55-VI-22, n.º 18; 154-VI-3, n.º 27

Sermam historico, e panegyrico, do P. Antonio Vieyra da Companhia de Iesv, Prégador de Sua Magestade, nos annos da Serenissima Rainha N. S. — Em Lisboa: na Officina de Ioam da Costa, 1668. — 36 p.; 4.º (20 cm.). — Dedicatória do P. Manuel Fernandes, S.J., à Rainha. — Armas de Portugal. — Rasgão nas p. 31-32 (49-I-83). — Pert.: B. Necessidades (55-VI-22, n.º 17)
49-I-83, n.º 10; 55-VI-22, n.º 17;
55-VI-44, n.º 1; 154-VI-5, n.º 8

Sermam nas Exequias da Rainha nossa Senhora D. Maria Francisca Isabel de Saboya que prêgou o P. Antonio Vieyra ... na Misericordia da Bahía em 11 de Setembro anno de 1684. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, 1685. — [8], 36 p.; 4.º (21 cm.). — Pert.: B. Necessidades
55-VI-9, n.º 19

Sermam que pregou o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesu na casa professa da mesma Companhia em 16 de Agosto de 1642 na festa que fez a S. Roque Antonio Telles da Silva ... Em Lisboa: na Officina de Domingos Lopes Rosa, 1654. — [28] p.; 4.º (20 cm.). — Armas de Portugal. — Pert.: B. Necessidades (55-VI-25, n.º 24)
55-VI-25, n.º 24; 55-VI-31, n.º 6

Sermam que pregou o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesus na Misericordia da Bahia de todos os Santos em dia da Visitação de Nossa Senhora Orago da Casa. — Em Lisboa: na Officina de Domingos Lopes Rosa, 1646. — [28] p.; 4.º (21 cm.). — Prégado na presença do Marquês de Montalvão, vice-rei do Brasil
55-VI-31, n.º 8

Sermão que pregou o P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu, na Igreja das Chagas, em a festa que se fez a S. Antonio, aos 14 de Setembro deste anno de 1642 tendose publicado as Cortes para o dia seguinte. — Em Coimbra: na impressão da Viuva de Manoel de Carvalho Impressor da Universidade, 1672. — [2], 20, [2 br.] p.: il.; 4.º (20 cm.). — Vinheta com a representação de S. António. — Nota ms.: "custou 600". — Pert.: "De Fran.co Frrª Marques"
49-I-83, n.º 1

Sermão que pregou o R. P. Antonio Vieira da Companhia de Iesus na Capella Real o primeiro dia de Ianeiro do anno de 1642. — Em Lisboa: na Officina de Domingos Lopes Rosa, 1645. — [28] p.: il., portada; 4.º (20 cm.). — Armas de Portugal com coroa, ladeadas de 2 anjos, esfera armilar e pelicano a alimentar os filhos.
154-VI-8, n.º 24

Sermão que pregou o R. P. Antonio Vieira da Companhia de Iesus, na Capella Real o primeiro dia de Janeiro do anno de 1642. — Em Coimbra: na Officina de Thome Carvalho Impressor da Vniversidade, 1671. — [2], 20 p.; 4.º (20 cm.). — Título corrente: Sermão da Circuncisam
49-I-83, n.º 2

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Iesu ...: primeyra parte. — Em Lisboa: na Officina de Ioam da Costa, 1679. — [12] f., 1118 colns, [54] f.; 4.º (21 cm.). — Colns. 255 e 910 numer. 155 e 410. — Dedicatória ao Príncipe. — Privilégio Real. — O ex. B-XX-5 tem colado um retrato do autor grav. por G.F.L. Debrie em 1745. — O ex. B-XX-6 tem colado retrato do autor por [Arnoldo Van Westerhout feito em Roma], mutilado na legenda. — Pert.: "D. Franc.º X.er de Ara[...]"; e "Rocha" (B-XX-6)
B-XX-5 e 6

Sermoens do P.Antonio Vieira, da Companhia de Iesv ...: primeyra parte. — Em Lisboa: na Officina de Ioam da Costa, 1679. — [12] f., 1118 colns., [56] f.; 4.º (21 cm.). — Colns. 299, 1074 e 1116 numer. 199, 1047 e 1161. — Dedicatória ao Príncipe. — Privilégio Real. — O ex. B-XX-3 está truncado
2-V-12; B-XX-3

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Iesv ...: primeyra parte. — Em Lisboa: na Officina de Ioam da Costa, 1679. — [12] f., 1118 colns., [54] f.; 4.º (21 cm.). — Colns. 106 e 1050 numer. 109 e 0105, e saltos de numeração de coln. 944 para 943 e de 1022 para 1025. — Dedicatória ao Príncipe. — Privilégio Real. — Variantes na errata no ex. B-XX-4. — Pert.: "Da Livraria de S. Roque 1728" (B-XX-1)
B-XX-1, 2 e 4

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesv ...: segunda parte. — Em Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes: e á sua custa & de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Liuros, 1682. — [8], 470, [58] p.; 4.º (22 cm.). — p. 437 numer. 337 (exepto B-XX-14); texto a duas colunas. — Dedicada ao nome da Princesa D. Isabel. — Pert.: B. Necessidades (B-XX-8): "Da Livraria de S. Roque 1728" (B-XX-10): "Congreg. Ora.º Olyssipon." e "De João Correa" (B-XX-14)
B-XX-8, 10, 13, 14 e 15

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesu ...: segunda parte. — Em Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes: e à sua custa & de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Liuros, 1682. — [8], 470, [58] p.; 4.º (21 cm.). — p. 229 e 279 numer. 219 e 179; texto a duas colunas. — Dedicada ao nome da Princesa D. Isabel. — Pert.: "Rocha" (B-XX-7)2-V-13; B-XX-7, 9, 11 e 12
Sermoens do P. Antonio Vieira da Companhia de Iesu ...: terceira parte. — Em Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1683. — [12], 574, [2] p.; 4.º (21 cm.). — p. 6, 160, 295, 319 e 572 numer. 9, 166, 305, 316 e 72; texto a duas colunas. — Pert.: "Da Livraria da Cong.am do Oratr.º de Lisboa" (B-XX-21)
2-V-14; B-XX-19 e 21

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Iesu ...: terceira parte. — Em Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1683. — [12], 574, [2] p.; 4.º (21 cm.). — Faltam p. 177-178; texto a duas colunas. — O ex. B-XX-16 não tem as erratas
B-XX-16 e 18

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Iesu ...: terceira parte. — Em Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1683. — [10], 574, [2] p.; 4.º (21 cm.). — Faltam p. 177-178; texto a duas colunas. — Pert.: "Rocha" (B-XX-20)
B-XIX-17; B-XX-17 e 20

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesu ...: quarta parte. — Em Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1685. — [12], 600 p.; 4.º (21 cm.). — p. 217 e 455 numer. 205 e 554; texto a duas colunas. — Pert.: "Rocha" (A-XXVI-1): "pª Livraria de Moral" (riscado) (A-XXVI-4)
2-V-15; A-XXVI-1 e 4

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesu ...: quarta parte. — Em Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1685. — [12], 600 p.; 4.º (21 cm.). — p. 544 e 566 numer. 512 e 266; texto a duas colunas.
B-XIX-18

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Iesv ...: quarta parte. — Em Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1685. — [12], 600 p.; 4.º (22 cm.). — p. 108 e 248 numer. 118 e 148; texto a duas colunas. — Pert.: "Da Livraria da Con.am do Oratr.º de Lisboa" (A-XXVI-3): "Cong. Orat. Vlyssipon". (A-XXVI-7): "Da Livraria de S. Roque Lxª" (A-XXVI-8)
A-XXVI-2, 3, 5 a 8
Sermons do P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesu ...: quinta parte. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1689. — [12], 636 p.; 4.º (21 cm.). — p. 608 numer. 602; texto a duas colunas.
A-XXVI-14

Sermoens do P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesu ...: quinta parte. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: a custa de Antonio Leyte Pereyra, Mercador de Livros, 1689. — [12], 624 p.; 4.º (21 cm.). — Texto a duas colunas. — Pert.: "Da Livraria da Cong, am do Oratr.º de Lisboa" (A-XXVI-9): "Da Livraria publica de S. Roq. da Comp.ª de Jesus Lxª" (A-XXVI-10): B. Necessidades (A-XXVI-11): "Cong. orat. Vlyssipon". (A-XXVI-15): "Rocha" (A-XXVI-16)
2-V-16; A-XXVI-9 a 13, 15, 16

Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ...: sexta parte. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: a custa de Antonio Leyte Pereira, Mercador de Livros, 1690. — [8], 595, [1] p.; 4.º (21 cm.). — p. 409 numer. 406; texto a duas colunas. — Pert.: "Da Livraria de S. Roque 1728" (A-XXVI-17): "Da Livraria da Cong.am do Oratr.º de Lisboa (A-XXVI-20): "Cong. Orat. Vlyssipon". (A-XXVI-21)
A-XXVI-17 a 21; C-X-1 e 2

Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ...: Sexta parte. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: a custa de Antonio Leyte Pereira, Mercador de Livros, 1690. — [8], 595, [1] p.; 4.º (21 cm.). — p. 121 e 409 numer. 211 e 406; texto a duas colunas.
2-V-17

Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ...: septima parte. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: a custa de Antonio Leyte Pereira, Mercador de Livros, 1692. — [12], 558 [i.e. 556] p.; 4.º (21 cm.). — p. 532, 533, 536, e 537 numer. 352, 353, 356 e 357; salto de p. 196 para 199; texto a duas colunas. — Os ex. 2-V-18, C-X-4 e 5 têm uma da censuras entre p. 556-557; o ex. C-X-7 não tem as p. preliminares inumer. — Pert.: "Rocha" (C-X-5)
2-V-18; C-X-3, 4, 5 e 7

Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ...: septima parte. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: a custa de Antonio Leyte Pereira, Mercador de Livros, 1692. — [12], 558 [i.e. 556] p.; 4.º (21 cm.). — p. 552 numer. 525; salto da p. 196 para 199; texto a duas colunas; 4 p. preliminares entre p. 556-557
C-X-8

Sermoens do P. Antonio Vieyra, da Companhia de Jesu ...: undecima parte. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade, 1696. — [20], 590 [i.e. 568], 23, [1] p.: il.; 4.º (21 cm.). — p. 321 e 451 numer. 221 e 551; saltos de p. 48 para 69 e de p. 168 para 171; texto a duas colunas; brasão de D. Catarina de Bragança, Rainha da Grã-Bretanha. — Dedicatória a D. Catarina de Bragança. — O ex. C-XIII-3 não tem o brasão. — Pert.: B. Necessidades (C-XIII-4): "Cong. Orat. Vlyssipon". (C-XIII-3)
2-V-22; C-XIII-3, 4 e 5

Sermoens do P. Antonio Vieyra, da Companhia de Jesu ...: undecima parte. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade, 1696. — [20], 590 [i.e. 568], 23, [1] p.: il.; 4.º (21 cm.). — p. 451 e 483 numer. 551 e 583; saltos de p. 48 para 69 e de p. 168 para 171; texto a duas colunas; brasão de D. Catarina de Bragança, Rainha da Grã-Bretanha. — Dedicatória a D. Catarina de Bragança. — Pert.: "Rocha" (C-XIII-2)
C-XIII-1 e 2

Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ...: parte duodecima. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: á custa de Antonio Leyte Pereyra, 1699. — [20], 441, [3] p.; 4.º (21 cm.). — Texto a duas colunas. — Dedicados à Virgem Maria. — Pert.: "Cong. orat. Vlyssipon". (C-X-23)
2-V-23; B-XXI-2; C-X-23

Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ...: parte duodecima. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes Impressor de Sua Magestade: à custa de Antonio Leyte Pereyra, 1699. — [20], 441, [3] p.; 4.º (21 cm.). — 2 f. preliminares entre p. 438-439; texto a duas colunas. — Dedicados à Virgem Maria
B-XXI-3

Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ...: parte duodecima. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: á custa de Antonio Leyte Pereyra, 1699. — [20], 441, [3] p.; 4.º (21 cm.). — p. 380 numer. 170; texto a duas colunas. — Dedicados à Virgem Maria. — Pert.: "Rocha"
B-XXI-6

Sermoens do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ...: parte duodecima. — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: á custa de Antonio Leyte Pereyra, 1699. — [20], 441, [3] p.; 4.º (21 cm.). — p. 146 numer. 914; texto a duas colunas. — Dedicados à Virgem Maria. — Pert.: "Da Livraria da Cong. am do Oratr.º de Lisboa" (B-XXI-1): "Da Livraria de S. Roque 1728" (B-XXI-5): B. Necessidades (C-XIII-7)
B-XXI-1, 4 e 5; C-XIII-6, 7 e 8

Xavier dormindo, e Xavier acordado: dormindo em tres Orações Panegyricas no Triduo da sua Festa, ..., acordado em doze Sermoens Panegyricos, Moraes, & Asceticos ...: [oitava parte] / author o Padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesu .... — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: á custa de Antonio Leyte Pereira, Mercador de Livros, 1694. — [24], 536 p.; 4.º (21 cm.). — Texto a duas colunas. — Dedicatória do P. Baltasar Duarte à Rainha.
C-X-9 e 13

Xavier dormindo, e Xavier acordado: dormindo, em tres Oraçoens Panegyricas no Triduo da sua Festa, ..., acordado, em doze Sermoens Panegyricos, Moraes, & Asceticos ...: [oitava parte] / author o Padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ... — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: à custa de Antonio Leyte Pereira, Mercador de Livros, 1694. — [24], 536 p.; 4.º (21 cm..). — p. 480 numer. 840; texto a duas colunas. — Dedicatória do P. Baltasar Duarte à Rainha. — Pert.: "Cong. Orat. Vlyssipon ". (C-X-16)
C-X-12, 14 e 16

Xavier dormindo, e Xavier acordado: dormindo, em tres Oraçoens Panegyricas no Triduo da sua Festa, ..., acordado, em doze Sermoens Panegyricos, Moraes, & Asceticos ...: [oitava parte] / author o Padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ... — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade : à custa de Antonio Leyte Pereira, Mercador de Livros, 1694. — [24], 536 p.; 4.º (21 cm.). — p. 11, 480 e 496 numer. 1, 840 e 469; texto a duas colunas. — Dedicatória do P. Baltasar Duarte à Rainha.. — Pert.: B. Necessidades (C-X-11)
C-X-10 e 11

Xavier dormindo, e Xavier acordado: dormindo, em tres Oraçoens Panegyricas no Triduo da sua Festa, ..., acordado, em doze Sermoens Panegyricos, Moraes, & Asceticos ...: [oitava parte] / author o Padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesu ... — Lisboa: na Officina de Miguel Deslandes, Impressor de Sua Magestade: à custa de Antonio Leyte Pereira, Mercador de Livros, 1694. — [24], 536 p.; 4.º (21 cm.). — p. 480 e 496 numer. 840 e 469; texto a duas colunas. — Dedicatória do P. Baltasar Duarte à Rainha.
2-V-19; C-X-15

EDIÇÕES PORTUGUESAS SÉC. XVIII

Cartas do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu: tomo primeiro. — Lisboa Occidental: na Officina da Congregação do Oratorio, 1735. — [28], 468 p.; 4.º (22 cm.). — p. 151 e 278 numer. 115 e 178. — Dedicatória do Conde da Ericeira ao Cardeal Nuno da Cunha e Ataíde. — Pert.: B. Necessidades (70-III-18)
70-III-18; 197-I-57 e 58

Cartas do P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesu: tomo segundo. — Lisboa Occidental: na Officina da Congregação do Oratorio, 1735. — [12], 479, [1] p.; 4.º (22 cm.). — Oferecidas ao Cardeal Nuno da Cunha e Ataíde. — Pert.: B. Necessidades (70-III-19): "Do novo Coll.º da Comp.ª de Jesu da V.ª de Gouvea (197-I-55)
70-III-19; 197-I-55 e 59

Cartas do Padre Antonio Vieira da Companhia de Jesus: tomo terceiro. — Lisboa: na Regia Officina Sylviana e da Academia Real, 1746. — [24], 451, [1] p.; 4.º (22 cm.). — p. 389 numer. 589; brasão de D. Tomás de Almeida. — Dedicatória do P. Francisco António Monteiro ao Cardeal D. Tomás de Almeida. — Pert.: B. Necessidades (70-III-20)
70-III-20; 197-I-56

Collecçam dos principaes sermoens, que prégou o P. Antonio Vieira, da Companhia de Jesu dedicada a St.º Antonio de Lisboa e offerecida a Antonio Martins, homem de Negocio nesta Corte por Dionisio Teixeira de Aguiar ... Com hum prologo historico da vida, e acçoens mais singulares do Padre Antonio Vieira. — Lisboa: na Officina dos Herd. de Antonio Pedroso Galrão, 1754. — [72], 465, [5 br., 10] p.; 4.º (21 cm.). — Erros de paginação. — Sermões impressos em 1753 e 1754 com p. de título próprias não uncluídas na numeração. — Pert.: B. Necessidades
2-V-28

Discurso Catholico Sentenciozo contra a Murmuraçam: exposto em huma Carta que, em resposta de outra, escreveo a hum seu amigo o ... P. Antonio Vieyra da Companhia de Jesus. — Lisboa: na Officina de Antonio da Sylva, 1747. — [8], 11, [1] p.; 4.º (21 cm.). — Dedicado a Rodrigo de Oliveira Braga por A. C. V. — Pert.: B. Necessidades (55-III-29, n.º 13)
55-III-29, n.º 13; 55-III-39, n.º 16

Historia do Futuro: livro anteprimeyro prologomeno a toda a historia do Futuro, em que se declara o fim, & se provão os fundamentos della: materia, verdade, e utilidades da Historia do Futuro / escrito pelo Padre Antonio Vieyra da Companhia de Jesus ... — Lisboa Occidental: na Officina de Antonio Pedrozo Galram, 1718. — [36], 379, [1] p.; 4.º (22 cm.). — Erros de paginação. — Pert.: "Cardozo" e Viçozo?" (2-V-33): "Livraria de Moral" (C-II-17)
2-V-33; C-II-17

Problema que o sempre memoravel Padre Antonio Vieira da esclarecida Companhia de Jesus recitou em huma Academia em Roma em que foy generoso Assumpto: Se o Mundo he mais digno de rizo ou de pranto e assim quem acertava melhor, Democrito que ria sempre, ou Heraclito que sempre chorava. — Lisboa: [António Pedroso Galrão], [17...] (Vende-se na mesma Impressão na rua dos Espingardeiros ...). — 16 p.: il.; 4.º (20 cm.). — A oficina da Rua dos Espingardeiros era de António Pedroso Galrão, impressor do séc.XVIII. — Retrato de homem chorando.
55-II-22, n.º 15

Voz sagrada, politica, rhetorica, e metrica ou Supplemento ás Vozes Saudosas da eloquencia, do espirito, do zelo, e eminente sabedoria / do Padre Antonio Vieira da Companhia de Jesus ... — Lisboa: na Officina de Francisco Luiz Ameno, Impressor da Congregação Cameraria da S. Igreja de Lisboa, 1748. — [40], 247, [1] p.; 4.º (21 cm.). — p.104 numer. 204. — Dedicatória do impressor ao Doutor José de Lima Pinheiro e Aragão. — Contém: Academia anonyma em applauso do nascimento do Padre Antonio Vieira. — Elogio do Padre Antonio Vieira / por Diogo Barbosa Machado. — Pert.: ‘Rocha" (2-V-29): "Dado de propina por se publicar na Gazeta Lisboa 15 de Junho de 1749 Lemos" (110-III-68)
2-V-29; 110-III-68

Vozes saudosas, da eloquencia, do espirito, do zelo, e eminente sabedoria do Padre Antonio Vieira, da Companhia de Jesus ...acompanhadas com hum fidelissimo Echo, que sonoramente resulta do interior da obra Clavis Prophetarum. Concorda no fim a suavidade das Musas em elogios raros. — Lisboa Occidental: na Officina de Miguel Rodrigues, Impressor do Senhor Patriarca, 1736. — [24], 315, [1] p.; 4.º (22 cm.). — Erros de paginação; p. de tít. a verm. e negro. — Dedicatória do P. André de Barros ao Príncipe N. S. — Pert.: B. Necessidades (2-V-27): "P. Fr. Miguel do Rosario" (B-XXXIV-11)
2-V-27; B-XXXIV-11

EDIÇÕES PORTUGUESAS SÉC. XIX

Trechos selectos / do Padre Antonio Vieira. — Lisboa: Typographia Minerva Central, 1897. — [4], LXXIII, [1], 462, [1] p.: il., 1 retrato; 19 cm. — "1697-1897. Publicação commemorativa do bi-centenario da sua morte". — Retrato do autor.
112-VI-29

EDIÇÕES PORTUGUESAS SÉC. XX

Cartas / do Padre António Vieira; coordenadas e anotadas por J. Lúcio d’Azevedo. — Coimbra: Imprensa da Universidade, 1925-1928. — 3 vol. — (Biblioteca de Escritores Portugueses — Série C)
141-III-30 a 32

Sermão de St.º António aos peixes e Carta a D. Afonso VI (20 de Abril de 1657) / Padre António Vieira; com prefácio e notas de Rodrigues Lapa. — 5ª ed. — Lisboa: Rua Luciano Cordeiro, 1961 (Porto: "Imprensa Portuguesa", Abr. 1961). — XVI, 77, [3] p.; 20 cm.. — (Textos Literários)
112-X-67

Sobre as verdadeiras e as falsas riquezas; A igualdade como condição da paz / António Vieira
in: Prosa doutrinal de autores portugueses / selecção, prefácio e notas de António Sérgio. — 2ª ed. — Lisboa: Portugália Editora, 1965. — p. 105-160
155-V-3

EDIÇÕES PORTUGUESAS S. D.

Carta a D. Afonso VI / Padre António Vieira; prefaciada e anotada por M. S. — Lisboa: Livraria Popular de Francisco Franco, [s.d.]. — 12 p.; 22 cm. — Carta datada do Maranhão, de 20 de Abril de 1657
78A-IV-5

Oraçam funebre, que disse o R. Padre Antonio Vieira da Companhia de Iesu, Prégador de Sua Magestade no Convento de S. Francisco de Xabregas nas exequias da Senhora Dona Maria de Ataide. — [S.l.: s.n., s.d.]. — [12] f. +...; 4.º (20 cm.). — Truncado no fim
49-I-83, n.º 9

Sermam de S. Ioam Baptista na profissam da Senhora Madre Soror Maria da Cruz, filha do Excellentissio [sic] Duque de Medina-Sydonia, Sobrinha da Raynha N. Senhora, Religiosa de Sam Francisco no Mosteiro de Nossa Senhora da Quietaçam das Frame[n]gas em Alcantara estando o Santissimo Sacramento exposto, assistirão suas Magestades, e Altezas / péregono o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesus. — [S.l.: s.n., s.d.]. — [10] f.; 4.º (20 cm.)
49-I-83, n.º 51; 54-VI-3, n.º 5

Sermam que pregou o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesus, na casa professa da mesma Companhia na festa que fez a S. Roque Antonio Telles da Silva, &c. — [S.l.: s.n., s.d.]. — [16] f.; 4.º (20 cm.)
49-I-83, n.º 7; 154-VI-3, n.º 7

Sermam, que pregou o P. Antonio Vieira da Companhia de Jesus, na Misericordia da Bahia de todos os Santos, em dia da Visitação de Nossa Senhora, Orago da Casa assistindo o Marquez de Montalvão Visorrey daquelle estado do Brasil anno 1646. — [S.l.: s.n., s.d.]. — [8] f.; 4.º (20 cm.)
49-I-83, n.º 6

Sermam que pregou o R. P. Antonio Vieira da Cõpanhia de Jesu na Igreja das Chagas em a festa q’ se fez a S. Antonio aos 14 de Sete[m]bro de 642 tendose publicado as Cortes pera o dia seguinte. — [S.l.: s.n., s.d.]. — [14] f.; 4.º (20 cm.)
154-VI-8, n.º 16

Sermam que pregou o R. P. Antonio Vieira da Cõpanhia de Jesv na Igreja das Chagas em a festa q’ se fez a S. Antonio aos 14 de Sete[m]bro de 642 tendose publicado as Cortes pera o dia seguinte. — [S.l.: s.n., s.d.]. — [14] f.; 4.º (21 cm.)
55-VI-44, n.º 2

Sermam de S. Ioam Baptista na profissam da Senhora Madre Soror Maria da Cruz filha do ... Duque de Medina-Sydonia ... no Mosteiro de Nossa Senhora da Quietaçam das Frame[n]gas em Alcantara ... / pérgono o P. Antonio Vieira da Companhia de Iesus. — [S.l.: s.n., s.d.]. — [10] f.; 4.º (20 cm.)
49-I-83, n.º 5; 154-VI-3, n.º 5 (repetido)

EDIÇÕES ESTRANGEIRAS SÉC. XVII

Las cinco piedras de la honda de David en cinco discursos morales / predicados a la Serenissima Reyna de Suecia, Christina Alexandra, en lengua Italiana, por el ... Padre Antonio Viera, de la Compañia de Iesus ...; y traducidos en lengua Castellana por el mismo Autor. — En Madrid: por Ioseph Fernandez de Buendia, en la Imprenta Imperial, 1676. — [16], 125, [43] p.; 4.º (21 cm.). — p. 123 numer. 113. — Privilégio. — Pert.: "Do cub.º do R. Ministro por morte do P. D.or João Mendes 1753" (A-IV-8)
2-V-31; A-IV-8

Le cinque pietre della fionda di Dauid spigate in cinque sermoni nell’ Oratorio Reale della S. Casa di Loreto / da Antonio Vieira portoghese Sacerdote della Comp. di Giesu. — In Roma: per Ignatio dè Lazari, 1676. — [10], 155, [1] p.; 8.º (16). — Dedicatória de Giuseppe Suarez da Companhia de Jesus à Rainha Cristina da Suécia. — Tem papel colado com a cota antiga.
100-III-61

Sermones varios / del Padre Antonio de Vieyra, de la Compañia de Iesus. — Nueuamente acrecentados con dos Sermones del mismo Autor. — En Madrid: por Ioseph Fernandez de Buendia: acosta de Lorenço de Ibarra, Mercador de libros, 1664. — [8], 214, [18] p.; 4.º (21 cm.). — Erros de paginação; texto a duas colunas. — Privilégio de Castela e Aragão. — Dedicatória do llivreiro ao P. Alonso de Pantoja.
2-V-11, n.º 1

Sermones varios del Padre Antonio de Vieyra, de la Compañia de Iesus con XXII Sermones nueuos ...: parte segunda. — En Madrid: por Ioseph Fernandez de Buendia: acosta de Lorenço de Ibarra, Mercader de libros, 1664. — [8], 384, [24] p.; 4.º (21 cm.). — Erros de paginação; texto a duas colunas. — Privilégio de Castela e Aragão. — Dedicatória do livreiro ao P. M. Fr. Nicolas de Colmenares
2-V-11, n.º 2

EDIÇÕES ESTRANGEIRAS SÉC. XVIII

Sermones de el Rosario de Maria Santissima traducidos en castellano de su original portugues.
CP-XXVI-10

In: http://www.ippar.pt/sites_externos/bajuda/index.htm

Nota do Blogue
Para além deste catálogo estão disponíveis os seguintes catálogos:
P. António Viera: Doc. relativos ao BRASIL
Documentação Manuscrita relativa ao Padre António Vieira

Historie del S.D. Fernando Colombo - Fernando Colón

Colón , Fernando; Ulloa , Alfonso de; Pané , Ramón  - Historie del S.D. Fernando Colombo; : nelle quali s'ha particolare, & v...